Trovas do mais além


Os trovadores também voltam do Mais Além e voltam para cantar a Vida, em novos temas, à frente de horizontes mais vastos
Lendo a crônica de A. A. Assis, publicada no Jornal do Povo e aqui, resolvi recorrer a um livro de Chico Xavier para imitá-lo. Eis do prefácio, ditado pelo Espírito Emanuel, que foi o adre Manoel da Nóbrega em encarnação passada: Neste livro, dezenas de trovadores desencarnados se reúnem para falar-nos ao coração. Lembram, por isso, de página, sublime assembleia de gênios do Plano Espiritual, dedilhando as cordas de sensibilidade e de inteligência, para oferta-nos amor e verdade, consolação e paz, em acordes de beleza e de luz. Mais de duzentas trovas aqui se alinham, irradiando bênçãos de alegria e convidando-nos ao cultivo da esperança, ante as realizações da Vida Superior.
E… os trovadores também voltam do Mais Além e voltam para cantar a Vida, em novos temas, à frente de horizontes mais vastos. Nas construções da Espiritualidade, em que os artífices do Bem ampliam as visões e concepções da cultura e da ciência, da filosofia e da religião, eles se erigem à condição de menestréis e obreiros do amor e da beleza, da esperança e da paz, concitando-nos à compreensão do Mundo Maior. Por isso mesmo, no Limiar deste livro, contemplamo-los, à feição de Mensageiros da Harmonia Celeste, brindando-se com hinos e bênçãos de inapreciável grandeza na simplicidade com que se nos revelam. Emocionados, assim, diante das mensagens de elevação e entendimento, imortalidade e ternura humana com que nos convidam para o Mais Alto, agradeçamos a todos eles as canções e ensinamentos com que nos estimulam na caminhada para Deus, entre as fulgurações da Verdade e as melodias da Luz. Uberaba, 15 de Janeiro de 1971. Aqui as duas primeiras trovas:
A vida tem quatro letras,
O amor tem quatro também,
Quatro rosas de esperança,
Florindo no Eterno Bem,
(Antonio de Castro)
Verdade em qualquer lugar,
Que se anota por dever:
Ninguém pode renovar,
Se não aprende a ceder.
(Lobo da Costa)
Foto: Greg Rakozy/Unsplash
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