Os bastidores da CPI da Pandemia

Documentário “Anatomia do Caos” relembra a gestão da pandemia e os impactos do negacionismo

Estreia hoje em cinemas do Brasil o documentário “Anatomia do Caos”, dirigido por Dandara Ferreira. A produção investiga os bastidores da CPI da Covid-19 no Senado, revisitando a gestão da pandemia e os impactos do negacionismo no Brasil. Ao final, foram indiciadas 80 pessoas, duas delas maringaenses.

Com acesso inédito ao Senado e depoimentos de parlamentares, o filme aborda as decisões políticas e as omissões do governo durante a crise sanitária. O longa funciona como um registro histórico para preservar a memória nacional, destacando temas como o impacto humano e as marcas deixadas pelo negacionismo; a revelação de esquemas de corrupção e a luta pela vacinação; e o debate sobre a responsabilização de autoridades públicas e o risco de a história se repetir.

O senador Renan Calheiros, que foi relator da CPI, destacou em rede social que obras como essa “são imprescindíveis para manter a memória viva e não permitir que uma crise sanitária tão grave seja conduzida de forma criminosa novamente”. Para a jornalista Ruth de Aquino, em O Globo, o título tem duplo sentido. “É um filme real do gênero “terror”. Por reviver o luto de 700 mil mortes, a falta de vacina e oxigênio, a fila de caixões, o pânico. Esse documentário, que estreia hoje nos cinemas, é também um terror para as pretensões de Flávio Bolsonaro. Contra fatos, não há argumentos.

A memória é curta. Precisamos dessa cutucada na consciência nacional, agora em 2026. “Anatomia do caos” destrói a família Bolsonaro, sem ser parcial ou injusto. É um filme obrigatório. Apresenta cruamente os fatos médicos e os discursos presidenciais durante a pandemia da Covid.

Falou-se tanto de “Dark horse”. Mas a produção patrocinada por Daniel Vorcaro não passa disso mesmo, uma ficção produzida nos EUA, com atores estrangeiros e dinheiro ilegítimo”.