Justiça Eleitoral condena vereador de Curitiba por ataques contra Renato Freitas

Em anúncios pagos no Facebook e Instagram, Guilherme Kilter chamava o deputado negro de “bandido”, “criminoso” e “escória”

A Justiça Eleitoral condenou o vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) por patrocinar vídeos nas redes sociais com ataques contra o deputado estadual Renato Freitas (PT). Os anúncios pagos foram veiculados no Facebook e no Instagram e chamavam o parlamentar de “bandido”, “meliante”, “escória”, “criminoso” e “agressor”. Kilter é adversário político de Renato e já reúne um histórico de ataques contra o deputado nas redes. Os dois disputam uma vaga na Câmara Federal.

A denúncia feita pela Federação Brasil da Esperança listou 7 vídeos patrocinados. Durante o julgamento, o juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), Everton Jonir Fagundes Menengola, destacou o conteúdo violento das mensagens e apontou o impulsionamento como um agravante. Além de determinar a exclusão das postagens, o TRE-PR aplicou multa de R$ 5 mil por conteúdo impulsionado.

“Ele fala claramente que o Renato Freitas não merece continuar representando o estado, e que está na hora do Paraná retirar essa ‘escória’ da nossa política. Isso é um ponto bastante forte do discurso do pré-candidato, com o agravante do impulsionamento”, disse.

No site do vereador, ele divulga um abaixo-assinado que coleta nome, e-mail e número de WhatsApp de apoiadores de uma suposta campanha pela cassação de Renato Freitas. No entanto, a política de privacidade da página informa que os dados fornecidos podem ser utilizados para comunicações e campanhas de marketing.

Perseguição – Os sete conteúdos que motivaram a representação da federação Brasil da Esperança não são os únicos anúncios pagos relacionados a Renato Freitas. Um levantamento realizado pelo mandato de Renato Freitas na Biblioteca de Anúncios da Meta, ferramenta que permite consultar publicidades veiculadas nas plataformas da empresa, registrou mais de 50 impulsionamentos contra o deputado feitos por Kilter nos meses de fevereiro e julho.

Entre eles está um anúncio sobre o “suposto abaixo-assinado” contra Renato Freitas. A publicação foi impulsionada 20 vezes e circulou em abril, com valores individuais que variaram entre R$100 e R$ 300. O impulsionamento pago permite ampliar o alcance das publicações para além dos seguidores do perfil, direcionando os conteúdos a públicos selecionados.

Foto: Valdir Amaral/Alep