Por que não um prefeito com grandeza?

De Jorge da Cunha Lima:

Eleições em 2012. Um novo prefeito de São Paulo deveria saber claramente qual o “Plano Diretor” que ele imagina para uma das cidades mais importantes e mais sofridas do mundo, incluindo adensamento, transportes, segurança, saúde, educação, entre os problemas principais. Mas teria, além disso, que possuir grandeza, mental e urbanística.

Hausmann transformou Paris numa das cidades mais bonitas do mundo, preparando-a para os séculos seguintes. Barcelona aproveitou as Olimpíadas para uma transformação urbana e social sem precedentes na historia do urbanismo. Boston derrubou todos os minhocões existentes para unificar a cidade. Pittsburg transformou o velho num centro de arquiteturas internacionais, sem preconceito contra arquitetos de fora. Berlim saiu das cinzas para produzir uma das mais conseqüentes ossaturas arquitetônicas do presente. Chicago conseguiu transformar o bairro mais deteriorado dos Estados Unidos no bairro mais elegante e valorizado dos Estados Unidos. Nova York se transforma constantemente, fez de um pontilhão suspenso e enferrujado um dos belos jardins da cidade.

E aqui. Quais são as propostas?

Até agora não apareceu nada além do Itaquerão, obra compulsória pelos compromissos com a FIFA.

Nada além de alguns projetos pontuais, sem horizonte.

Nada que estimule o cidadão a virar um pedestre e o pedestre a virar um cidadão. Nada além da disputa pelo poder.

Nada, além de dizer que o outro candidato é um merda.