“Vereadores doutores”

Os quatro vereadores médicos, da Câmara de Maringá, se intitulam doutores, tanto que o no painel de votação, em ordem alfabética seus nomes aparecem na letra d. Embora nenhum seja doutor na acepção do termo, por tradição costuma-se dar-lhes, profissionalmente, este tratamento. Logo nos primeiros meses de mandato três perderam o meu respeito, como Vereadores, por suas atuações desastrosas sobretudo contra a redução de comissionados, que na época chegava a quase duzentos. Apenas um continuou merecendo, da nossa parte, do tratamento de dr., o vereador Manoel Sobrinho, dr. Manoel.
Deixo claro que nada tenho contra os outros três, como pessoas e profissionais. Consta que são bons médicos, e nada sei que os desabone como pessoas, mas como Vereadores não temos a mesma opinião. Saboia até alterna bons momentos e tem crédito por mudar, pressionado pela opinião pública. Foi um dos cabeças da proposta de R$ 12.025,00 e teve a humildade de mudar e a passar a defender os R$ 8 mil. Paulo Soni é uma das maiores decepções, sua atuação é sofrível, basta dizer que mesmo antes de assumir disse em entrevista que o seu mestre era Ricardo Barros. Heine até é capacitado, tem boas ideias e assessoria, mas por sua arrogância no trato com as pessoas, e a obsessão na defesa do grupo Barros, perdeu no nosso respeito.
Manoel Sobrinho, que sempre mereceu o nosso maior respeito, deu uma mancada fenomenal na última votação e para muitos deixou a suspeita de que agiu premeditadamente em conluio com Soni. Não quero acreditar nisso, mas esta duvida fica martelando na minha cabeça.
Acredito na recuperação do ser humano. Dos quatro pelos menos dois podem se redimir, talvez três, um é caso perdido. Gostaria muito de ao final do mandato voltar a chamá los de  vereadores doutores.
Akino Maringá, colaborador