Enganado ou enganando?
Li no blog do Messias Mendes e reproduzo: Pupin e Enio anteciparam nesta manhã na Rádio CBN o tom da campanha no segundo turno, que começa sábado no rádio e na televisão. O atual vice-prefeito, pelo que deu a entender, vai carregar nas tintas quando for falar das dívidas que a administração petista teria deixado para o sucessor de Zé Cláudio (+) e João Ivo Caleffi. Enio se defendeu da crítica , lembrando o estado lastimável em que Zé e João pegaram a administração pós-Jairo Gianoto.
O argumento de defesa, convenhamos, é frágil, inconsistente. Mas Enio, que foi secretário da Fazenda do prefeito que faleceu durante o mandato e secretário de Governo do vice que assumiu, sabe que os dados arrolados por seu adversário são distorcidos. A dívida nominal deixada pode ter ficado mesmo na casa dos R$ 30 milhões. Mas ela não se explica apenas pela exibição dos números. Pupin, se realmente quiser falar a verdade e não mentir para a população, terá que dizer que ficou dinheiro em caixa e que os empenhos do final da gestão são lícitos, normais para qualquer final de gestão, cuja arrecadação cai devido ao fato da maioria dos contribuintes preferir esperar o novo gestor assumir para depois colocar seus tributos municipais em dia.
Parte considerável da dívida alegada se originava de obras em andamento que não podiam ser pagas antes do seu término. A lei manda o prefeito que assume pagar as contas empenhadas pelo antecessor até o quarto mês, com as receitas arrecadas no início do ano, provenientes de impostos, principalmente IPTU , lançados pelo ex-prefeito. Pupin não conta também que João Ivo deixou mais de R$ 100 milhões de débitos inscritos em dívida ativa. Tudo o que a justiça mandasse pagar nos 8 anos seguintes, seria recebido pelo governo pepista (dele e Silvio) .
No que diz respeito às tais certidões, a principal delas estaria relacionada a não aplicação dos 25% em educação no ano de 2004. Na verdade, foram aplicados 22% e os 3% restantes estavam para ser completados com o pagamento dos empenhos de obras e gastos de custeio com a educação, que entrariam no balanço de 2004 caso Sílvio tivesse pago os empenhos até o quarto mês do seu primeiro ano de mandato. Pagou sim, mas pagou no quinto mês, inviabilizando o cumprimento da meta constitucional pela gestão João Ivo. Faltou a Sílvio, neste caso, espírito republicano, ou quem sabe, coragem para contrariar o irmão mais novo.
Meu comentário (Akino): Então, meu caro Messias, de duas uma: Pupin está enganado, ou enganando o povo com dados distorcidos. Prefiro acreditar que está enganado. Aliás, há quem diga que Pupin está e foi muito enganado. Estou certou, ou estou enganado?
Akino Maringá, colaborador
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