Sem secretária, Comas realiza reunião mais tranquila

Na última quinta-feira o Conselho Municipal de Assistência Social de Maringá (Comas) voltou a discutir sobre a situação do Centro de Referência Especializado a População em Situação de Rua – Centro Pop de Maringá. A discussão havia sido interrompida na última reunião (dia 29/11) por falta de quorum pelo fato de alguns conselheiros governamentais terem esvaziado a plenária no intuito de não dar encaminhamentos políticos definitivos para a problemática vivida neste equipamento público estatal. O blog ficou sabendo que esta foi bem mais tranquila do que a plenária anterior, e que o maior destaque da tarde foi a ausência da secretária municipal de Assistência Social, Miriam Raquel Nazaré de Souza. Sua ausência logo se justificaria através do andamento do assunto Centro Pop no Conselho. A discussão sobre o centro começou com a apresentação de uma carta de repúdio sobre a violação dos direitos humanos da população em situação de rua de Maringá, assinada por representantes dos direitos humanos de 12 estados brasileiros. A situação de violação de direitos humanos vivenciada em Maringá seria colocada como um exemplo a ser discutido nacionalmente, visto que, segundo a carta, este caso não é singular, mas representativo de um problema nacional. Logo após, várias conselheiras de direitos colocaram em pauta a demissão de dois trabalhadores do Centro Pop de Maringá, e repudiaram a forma como foi feita a demissão – um dia após a manifestação destes quanto a problemática vivenciada no Centro Pop no Comas. Não houve nenhuma explicação quanto ao motivo da demissão destes trabalhadores. Dando sequência ao trabalho, foi lida uma carta denúncia da ex-coordenadora do Centro Pop de Maringá, na qual ela relata que, ao contrário do que havia sido dito pela secretária municipal em reunião passada do Comas, “que ela havia pedido para sair”, a ex-coordenadora deixa claro que houve coação e pressão para que ela deixasse o cargo de coordenadora do Centro Pop. Neste momento, houve muito constrangimento na plenária, explícito no rosto de vários conselheiros, principalmente governamentais. Não houve nenhuma justificativa por parte da gestão sobre a transferência forçada da servidora. Em seguida, houve a fala da representante do Ministério Público, que relatou que o MP está ciente da atual situação vivenciada em relação ao Centro Pop e que o município deverá se adequar a um Termo de Ajustamento de Conduta, que está sendo confeccionado pelos promotores.
Por fim, foram votados alguns encaminhamentos políticos em relação ao Centro Pop de Maringá: o Comas decidiu fazer uma carta de esclarecimento à comunidade, relatando que desde o primeiro momento que tomou ciência da problemática está agindo de forma a solucionar definitivamente a violação dos direitos humanos ora cometida. Nesta carta será exposto o posicionamento do Comas quanto ao descaso político da gestão em relação a temática do Centro Pop. Foram tirados também encaminhamentos políticos no sentido de se criar uma comissão especial do Conselho para acompanhar todo o planejamento do centro, sua mudança para uma outra estrutura física, a questão do RH, alimentação, dentre outros aspectos. “Realmente, depois de todo o acontecido, conseguimos compreender o porquê da ausência da secretária nesta reunião”, observou um presente.
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