Discrição
De Claudio Humberto:
Os senadores Romero Jucá (RR) e Sérgio de Souza (PR), do PMDB, se mantiveram calados no depoimento do senador Demóstenes Torres.
De Claudio Humberto:
Os senadores Romero Jucá (RR) e Sérgio de Souza (PR), do PMDB, se mantiveram calados no depoimento do senador Demóstenes Torres.
De Claudio Humberto:
… Lula finalmente poderá exercer o direito de ficar calado, para não produzir provas contra ele mesmo.
Foi realizada ontem, em todo o país, a primeira fase do VII Exame de Ordem Unificado, com a aplicação da prova objetiva. A segunda fase ocorrerá no dia 8 de julho. Clique aqui para conferir o gabarito.
De Claudio Humberto:
Rio+20+20 – Sabe-se lá por que, o Sebrae Nacional resolveu abrir o cofre e ajudar a bancar a conferência da ONU Rio+20: vai gastar R$ 20 milhões.
‘Sr. Avião’ – Silvio Barros (PP), prefeito de Maringá, tirou a terceira licença este ano. Foram cem dias. Diz que coordenará a frente de prefeitos na Rio+20.
Duas de Cláudio Humberto:
Vá entender… – O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, ficou intrigado com a aprovação da lei que permite eleição de político de contas recusadas na Justiça. “Para ser eleito, é preciso prestar contas; mas se as contas foram rejeitadas, não há inelegibilidade. Eu só queria entender”.
Neolulista – De olho no apoio do PT, o ex-tucano Gustavo Fruet visitou Lula até para se desculpar das criticas a seu governo, quando era deputado federal que se caracterizava por frases cortantes e bem-humoradas.
Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo de hoje, conta que o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos reativou a inscrição na OAB de Brasília. “Bastos tem sido criticado por ter sido ministro e hoje advogar para clientes como Carlinhos Cachoeira. “Sou advogado há 46 anos e fui ministro por quatro. A defesa é tão importante quanto a acusação.” Ele cita o advogado americano Edward Williams: “Defendo os clientes da culpa legal. Julgamentos morais eu deixo para a majestosa vingança de Deus”. Bastos, que cobrou R$ 15 milhões de Cachoeira, diz que também advoga de graça -ele defendeu, por exemplo, o julgamento de cotas no STF (Supremo Tribunal Federal) sem nada receber. “O desafio me move. O dinheiro sempre foi um subproduto.”
Um total de 111.909 estudantes de Direito se inscreveram para o VII Exame de Ordem Unificado, aplicado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado, conforme prevê o artigo 8º, IV, da Lei 8.906/1994. A prova objetiva (primeira fase) será composta de 80 questões e será realizada no próximo domingo, com cinco horas de duração. Os locais de realização da prova objetiva podem ser consultados pelos candidatos inscritos nos endereços eletrônicos das seccionais da OAB e da Fundação Getúlio Vargas. Leia mais.
Duas de Cláudio Humberto:
Script de oposição – Opositor do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), o senador Sérgio de Souza (PMDB) quer saber do bicheiro Carlos Cachoeira exatamente qual extensão e como operava o esquema no sul do país.
Recuo tucano – O PSDB-DF deu um tempo nas tratativas para fazer do senador Alvaro Dias (PR) candidato à sucessão de Agnelo Queiroz (PT), cuja reeleição é difícil. Empresário em Brasília, Dias prefere continuar no Senado.
De Jânio de Freitas, na Folha de S. Paulo:
O senador Alvaro Dias, agora líder do PSDB no Senado, não pode ver um microfone de TV ou um gravador de repórter. Fala, fala, fala -e não diz nada. Afinal, uma fala sua produz efeito: “Se houver deliberação a respeito de Perillo, vamos dar o troco”.
Deliberação, aí, é convocação pela CPI. Troco, é requerimento para convocação também dos governadores Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral. No papel de guarda-costas do governador Marconi Perillo, Alvaro Dias facilitou o acordo de blindagem dos três governadores.
De Claudio Humberto:
Os prefeitos que estiveram em Brasília esta semana reclamaram muito da queda do Fundo de Participação dos Municípios. Nas boates, as garotas de programa protestaram: ao contrário de outras marchas de prefeitos desta vez faturaram muito pouco.
Numa mobilização de grande escala envolvendo militares do Bope e da Força Nacional, que realizaram praticamente uma ocupação da região central de Rio Largo, em Alagoas, a polícia cumpriu ontem mandados judiciais decorrentes de uma operação desencadeada pelo Gecoc, grupo especial do Ministério Público Estadual de combate às organizações criminosas. Entre os alvos das ordens de prisão estavam todos os vereadores da cidade, acusados de fraude nas transações de um terreno desapropriado pelo município e vendido, depois, a um grupo, constituído no Pará, antes da negociação. O terreno foi negociado por R$ 700 mil, mas uma avaliação posterior mostrou que o valor real seria de R$ 20 milhões. Pelo preço que recebeu, nas transações investigadas pelo Gecoc, o imóvel de mais 2,5 milhões de metros quadrados, numa área plana e de localização privilegiada, saíra por apenas R$ 0,27 o metro quadrado. Leia mais. Rio Largo é como se fosse Sarandi, conurbado com Maceió, e também por causa da falta de infraestrutura.
De Leandro Mazzini, no site Opinião & Notícia:
O contraventor Carlinhos Cachoeira pagou jantar e uma garota de programa para acompanhar Eduardo Siqueira Campos, então secretário de Planejamento do Tocantins e filho do governador Siqueira Campos (PSDB), relata a PF no inquérito da operação Monte Carlo. O encontro foi na noite de 19 de maio de 2011, em Goiânia. No dia seguinte, em interceptação telefônica entre Cachoeira e Cláudio Abreu, eles comemoram o ‘arranjo’ para agradar ao secretário. Cachoeira reclama do valor da conta, R$ 1 mil, e Abreu o ironiza: “Você deu para avisar para vir de Brasília só para tomar vinho, bem feito!”. Leia mais.
Se já estava difícil, vai ficar impossível para os fratelli conseguirem boquinha no governo federal. A nota está na coluna Painel da Folha de S. Paulo de hoje: a presidente Dilma Rousseff enviou para análise da Advocacia-Geral da União um decreto instituindo a validade dos mesmos critérios da Lei da Ficha Limpa para o preenchimento de cargos de confiança no governo federal. O filtro valerá para a administração direta e indireta e dele não escaparão nem ministros de Estados e presidentes de estatais e autarquias.
Assim como na lei que rege as candidaturas, não poderão ser nomeados aqueles condenados em segunda instância em decisões colegiadas. Segundo pente-fino prévio da Casa Civil, se começar a vigorar a nova regra não atingirá nenhum ocupante do primeiro escalão.
De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
A confiança da população no Judiciário subiu três pontos percentuais na sondagem trimestral da Direito GV: passou de 39%, no final de 2011, para 42% nos três primeiros meses deste ano. Está atrás de Forças Armadas (73%), Igreja Católica (56%), Ministério Público (55%), das grandes empresas (45%) e da imprensa escrita (44%).
Os partidos políticos aparecem na lanterna, sendo confiáveis para 5% da população. O Congresso Nacional aparece com 22%. Foram ouvidas 1.550 pessoas em seis Estados e no Distrito Federal. A FGV perguntou, pela primeira vez, se as pessoas confiam em seus vizinhos. Só 30% disseram que sim.
De Lourdes Souza:
Refúgio do ex-presidente Juscelino Kubitscheck até sua morte, em 1976, a fazendinha JK, no entorno de Brasília, está abandonada devido a uma disputa familiar. Localizada a 13 quilômetros do município goiano de Luziânia, a propriedade de 78 alqueires (cerca de 3,77 milhões de metros quadrados) foi desocupada pelos moradores Antônio Henrique Servo, 45, sua mulher, Rosana, e pelos três filhos no último dia 4 de maio. Servo é um dos seis filhos do deputado estadual paranaense Lázaro Servo [pai de Nilton Servo, ex-presidente do Grêmio e que chegou a disputar a Prefeitura de Maringá] , que comprou a fazenda em 1984 da viúva do ex-presidente, Sarah Kubitscheck. Amigo da família JK, o então deputado teria prometido preservar o patrimônio histórico. Mas, após sua morte, em 1999, os herdeiros iniciaram uma batalha pela herança. Leia mais.
De Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres, na revista IstoÉ:
O procurador da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, a subprocuradora Cláudia Sampaio, engavetaram nos últimos quatro anos processos contra pelo menos 30 políticos. Um dos beneficiados foi o senador Roberto Reuião. Excesso de poder na mão dos dois é questionado na Procuradoria. Leia mais.
De Cláudio Humberto:
O ex-presidente Lula ficou muito irritado com o aparente recuo de setores do PT da orientação que ele deu: convocar a qualquer custo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI mista do Cachoeira. A informação é de um senador do PT. A estratégia é atacar Gurgel até o julgamento da quadrilha do mensalão, no Supremo Tribunal Federal: é o procurador quem fará a acusação.
O deputado federal Fernando Francischini (PSDB), juntamente com o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), encaminhou requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados, convidando o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, para prestar esclarecimentos sobre a compra da construtora Delta, de Fernando Cavendish, pela J&F Participações, que controla o frigorífico JBS, o maior do mundo. “O que eu quero saber do presidente do BNDES é se há risco de dinheiro público ser usado para comprar empreiteira metida com o crime organizado”, explicou o deputado, se referindo à participação do BNDES na sociedade com a holding J&F. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle é presidida pelo deputado maringaense Edmar Arruda (PSC).
O delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques constrangeu o deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) no fim da sessão secreta da CPI do Cachoeira, que durou mais de sete horas, informa o Estadão. Em meio a questionamentos de Protógenes sobre o envolvimento de setores da mídia com a organização criminosa, o delegado o rebateu, citando a proximidade do parlamentar com o araponga Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, braço-direito de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Continue lendo ›
De Cláudio Humberto:
Líder do PSDB, o senador Alvaro Dias (PR) reclama das medidas restritivas para ter acesso aos inquéritos da CPI mista de Cachoeira: “Parece que estamos indo visitar Cachoeira na cadeia”, compara.
De Cláudio Humberto:
O vice-presidente José Alencar morreu há 1 ano sem realizar o maior sonho, que repetia sem parar em público: a queda de juros.
De Cláudio Humberto:
É longo o braço da Delta nas campanha eleitorais. Segundo registra a Justiça Eleitoral, a empresa de Fernando Cavendish doou oficialmente R$ 1,150 milhão à campanha de Dilma Rousseff (PT) à presidência da República, em 2010. E se transformou na empresa que mais recebeu recursos para tocar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estima-se que esses valores podem ter chegado a R$ 4 bilhões.
De Cláudio Humberto:
O livro “Memórias de uma guerra suja” (Top Books, Rio), dos jornalistas Rogério Medeiros e Marcelo Netto, vai mudar versões consolidadas de fatos da História recente, e dará relevância definitiva à Comissão da Verdade, no Congresso. Nele, há revelações bombásticas, como a existência, até hoje desconhecida, de fornos crematórios onde o regime militar dava sumiço a presos políticos mortos sob tortura ou em tiroteio. Um deles funcionava em uma usina de Campos município do norte fluminense.
De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Zíper aberto – O empresário do jogo Carlinhos Cachoeira afirmou não apenas à mulher, Andressa Mendonça, mas também a advogados e a amigos que o visitam que “está louco” para falar.
Eu te conheço – Um de seus interlocutores diz ter entendido que Cachoeira quer, antes de mais nada, passar “recados” a seus críticos. Mas sem, a princípio, revelações bombásticas e comprometedoras.
De outros carnavais – O mesmo interlocutor afirma que Cachoeira caiu na gargalhada ao ver a lista de parlamentares que fazem parte da CPI que o investigará. Afirmou estar curioso para saber as perguntas que alguns integrantes, que conhece, farão no dia em que ele for depor na comissão.
De Cláudio Humberto:
Na decisão polêmica no STF, o ministro Joaquim Barbosa é a prova viva de como é demagógica e desnecessária a exigência de cotas raciais na universidade. Quem se esforça e tem méritos se estabelece.
O assassinato do jornalista Décio Sá no Maranhã mostra que no Brasil impera uma espécie de bangue-bangue sem ética. Sim, porque o bangue-bangue praticado no velho oeste americano pelo menos cultiva alguma ética. Por exemplo, não se podia matar o outro pelas costa, como ocorreu com Décio. Ele mantinha um blog parecido com o do Rigon em Maringá. Sempre fazendo o contraponto e mostrando que o outro lado existe. E por falar em assassinato de jornalista, a quantas andam as investigações da morte do radialista Carvalho Júnior, em Foz do Iguaçu?
Donizete Oliveira
O economista Paul Singer, secretário Nacional de Economia Solidária, foi o entrevistado do programa ‘Roda Viva’ da TV Cultura de São Paulo, na última segunda. Ele falou, entre outras coisas, sobre a Felicidade Interna Bruta (FIB), adotada pelo Butão. Singer disse achar interessante o FIB e, quem sabe, pode se tonar norma para outros países substituindo o Produto Interno Bruto (PIB).
Donizete Oliveira

Em audiência pública realizada ontem, com a presença do presidente da Comissão de Ética da Presidência da República, ministro Sepúlveda Pertence, o presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal, deputado Edmar Arruda (PSC) defendeu o uso de ações preventivas pelos órgãos do Estado responsáveis pelo combate à corrupção. Para ele, “é necessário que o aparato estatal pare de agir somente diante dos escândalos revelados pela mídia e passe a conduzir as ações de forma preventiva. Precisamos que o Estado retome o protagonismo nessas discussões”. O ministro Sepúlveda Pertence falou sobre o trabalho da Comissão de Ética da Presidência da República e admitiu que há assuntos pendentes, aguardando a manifestação de alguns membros do governo.
De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Os óculos ficaram em segundo lugar na lista de produtos mais apreendidos pela Receita em 2011, atrás apenas de CDs e DVDs. O número de itens confiscados subiu 120%: de 8,6 milhões em 2010 para 19 milhões. O Ministério da Justiça envia hoje à feira Expo Abióptica, em SP, representante para discutir o problema com o setor.