Oposição não descansa
De Cláudio Humberto:
A oposição mantém a esperança de aprovar a CPI do Dnit. Se ninguém desistir, faltam poucas assinaturas para a instalação. A ordem da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) à base é abafar o caso.
De Cláudio Humberto:
A oposição mantém a esperança de aprovar a CPI do Dnit. Se ninguém desistir, faltam poucas assinaturas para a instalação. A ordem da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) à base é abafar o caso.
Do G1:
A fazendeira Beatriz Rondon, investigada pela Polícia Federal por suspeita de participar e organizar safáris ilegais no pantanal sul-mato-grossense, foi presa em flagrante nesta sexta-feira pela posse de armas. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma fazenda em Aquidauana, cidade a 130 quilômetros de Campo Grande. Leia mais. Pela internet circula corrente conclamando ambientalistas a “pegar” a mulher que promovia safáris e mortes de onças.
http://youtu.be/B6DnOEyjEyg
De Cícero Henrique, no Caldeirão Político:
O ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, afirmou que o prefeito de Maringá, Silvio Barros II, e o irmão dele, ex-deputado federal Ricardo Barros, ambos do PP, pressionaram o órgão para liberar as verbas para o Contorno Norte do município. Segundo Pagot, o prefeito Silvio Barros era o responsável pelas desapropriações. “Muitas vezes vinha com o irmão que era deputado federal [Ricardo Barros, do PP], que vinha exigir pressa na licitação, conclusão do segundo lote de obras, licitação do segundo lote de obras”, disse o ex-diretor do Dnit. “Fui ao Dnit no sentido de conquistar obras e apressá-las”, confirmou Ricardo Barros, ex-vice-líder dos governos FHC e Lula, que atualmente tenta chegar à presidência da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Os aditivos nas obras do Contorno Norte de Maringá chegam ao astronômico valor de R$ 37 milhões.
Da Folha de S. Paulo:
A Prefeitura de Maringá (PR) é a mais beneficiada por convênios municipais com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) desde 2003. Foram R$ 148,6 milhões em convênios no período, segundo levantamento feito pela reportagem. Porto Velho (RO) está em segundo lugar, com R$ 111,3 milhões. Dos quatro convênios, três foram assinados depois de maio de 2008, quando o município contratou Teresinha Rocha Nerone para captar recursos em órgãos públicos estaduais e federais. Ela é amiga do casal de ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Planejamento). Maringá é uma das principais bases eleitorais dos petistas. O quarto e maior convênio da cidade com o Dnit, no valor de R$ 94,1 milhões, foi firmado em 2004. Mas 75% do valor só foi liberado após a contratação de Teresinha. Leia mais.
De Josias de Souza sobre a viagem do ministro Dias Tofolli à ilha de Capri para o casamento de um advogado:
O Blog entende que a questão é, sim, de interesse público. Desde que paguem integralmente as suas despesas, magistrados podem ir a casamentos de amigos na ilha de Capri, na ilha de Comandatuba ou nas ilhas Aleutas. Magistrados não vivem enclausurados, mas os mais cuidadosos, em respeito à instituição e ao interesse público, só recebem advogados com as portas abertas ou na presença de assessores. Na íntegra.
Da Folha.com: Amiga do casal de ministros petistas Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), a consultora Teresinha Nerone atuou no governo para obter apoio do Ministério dos Transportes à construção do anel viário de Maringá (PR), informa reportagem de Rubens Valente publicada na Folha deste domingo. A obra é investigada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que aponta sobrepreço de R$ 10,5 milhões nos pagamentos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). A empresa de Teresinha é contratada desde 2008 pela Prefeitura de Maringá para “assessoramento na montagem e acompanhamento de processos para a captação de recursos”. Teresinha tem uma antiga e estreita relação com o casal de ministros. Em outubro de 2009, postou em sua página no microblog Twitter que estava “na praia, tomando vinho” com Gleisi e Paulo Bernardo. Questionado sobre isso, Bernardo respondeu: “Isso não é da sua conta”. Leia mais.
Da presidente Dilma Roussef, após garantir que a faxina no Ministério dos Transportes vai continuar:
“Realmente, o presidente Fernando Henrique é uma pessoa muito civilizada, muito gentil. É uma conversa muito agradável…” “…Tem gente que fica estarrecida com essa convivência, já que temos pensamentos políticos diferentes. Exatamente por isso é que as pessoas devem conversar…” “…O governante, o político, não pode ficar limitado ao pensamento do seu grupo. Eu defendo a convivência dos contrários…” “…Há pessoas muito agradáveis e inteligentes no governo e na oposição. Acho que, não só pelo prazer da boa prosa, mas, como presidente da República, tenho o dever de conversar com os diversos pensamentos da sociedade…” “…Eu não sou presidente de um partido ou de uma coligação partidária, eu sou presidente da República”. Leia mais.
A revista Época que circula neste final de semana traz reportagem sobre propina na ANP. A publicação obteve vídeos, documentos e cheques que revelam como o aparelhamento partidário transformou a Agência Nacional do Petróleo numa central de achaque e extorsão. Com a ajuda do MP, a advogada Vanuza Sampaio gravou um encontro que manteve com dois assessores da ANP, que exigem propina de R$ 40 mil para resolver um problema de um cliente dela. No site, trecho do depoimento prestado pela advogada ao MP, no qual ela detalha o caso, e o cheque que um dos assessores da ANP recebeu de um advogado ligado ao maior adulterador de combustível do país. Leia mais.
De Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
Nomeada para ser a “Dilma da Dilma”, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, tem um obstáculo a transpor para convencer no figurino, de acordo com parlamentar do PT que esteve com ela recentemente no Planalto: Gleisi passou a integrar o grupo numeroso dos ministros que “morrem de medo” das broncas da chefe.
De Catia Seabra e Rubens Valente, na Folha de S. Paulo:
O ministro do STF José Antonio Dias Toffoli faltou a um julgamento na corte para participar do casamento do advogado criminalista Roberto Podval na ilha de Capri, no sul da Itália. Ele não informa quem pagou pela viagem. Os noivos ofereceram aos cerca de 200 convidados dois dias de hospedagem no Capri Palace Hotel, um cinco estrelas cujas diárias variam de R$ 1,4 mil a R$ 13,3 mil (de acordo com o câmbio de ontem). Procurado pela Folha, Toffoli não esclareceu se a viagem, os deslocamentos internos e a hospedagem foram cortesias de Podval. O advogado também não quis falar sobre o assunto. No STF, Toffoli é relator de dois processos nos quais Podval atua como defensor dos réus. Ele atuou em pelo menos outros dois casos de clientes de Podval.
A legislação prevê que o juiz deve se declarar impedido por suspeição se for “amigo íntimo” de uma das partes do processo. Se não o fizer, a outra parte pode pedir que ele seja declarado impedido. Um dos criminalistas mais requisitados de São Paulo, Podval é defensor de Sérgio Gomes da Silva, acusado de matar o prefeito petista Celso Daniel; do petista Marcelo Sereno; do casal Nardoni, condenado por matar a filha; e da ex-diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu. Leia mais.
De Josias de Souza:
Nem só de propinas e superfaturamentos é feito o descalabro do Ministério dos Transportes. Há também a má qualidade das obras “executadas”. Depois de “inagurados”, cinco portos fluviais, quatro deles concluídos no ano passado, tiveram de ser refeitos ou reformados. Leia mais.

A foto de André Renato, da Prefeitura de Maringá, é de 12 de dezembro de 2008 e foi estampada hoje na edição impressa da Folha de S. Paulo, com Luiz Antonio Pagot, Ricardo Barros, Paulo Bernardo e companhia bela. O ministro paranaense diz na reportagem que “é impossível” não haver problema no Dnit.
Do G1:

Um novo relatório do Tribunal de Contas da União, obtido com exclusividade pelo Jornal Nacional, aponta superfaturamento de mais de R$ 78 milhões em obras do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit). Ao todo, 73 obras comandadas pelo Dnit em rodovias brasileiras estão sendo fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União. Os técnicos do tribunal já descobriram superfaturamento nos contratos de execução de seis obras. Todas fazem parte do PAC. Entre elas, o Contorno Norte, de Maringá – uma joint-venture PP-PT. Saiba mais.
De Cláudio Humberto:
Em entrevista a rádio Difusora de Mossoró, há dias, o deputado Paulo Wagner (PV-RN) avisou:?”Eu prometo ao povo do Rio Grande do Norte que vou me segurar para não meter a mão no dinheiro alheio”.
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
O primeiro grande escândalo do governo Lula estourou em fevereiro de 2004, 13 meses depois de sua posse. Custou o cargo a Waldomiro Diniz, subchefe da Casa Civil de José Dirceu. Ele fora filmado num achaque ao tempo em que dirigia as loterias do Rio de Janeiro. Até o dia em que deixou o Planalto, em janeiro passado, Nosso Guia foi perseguido por escândalos que se sucederam em intervalos regulares.
O governo Dilma Rousseff foi mais veloz. Seu primeiro escândalo estourou cinco meses depois da posse e custou o cargo ao chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Um mês depois, Dilma perdeu o ministro dos Transportes e o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit. (Em julho de 2003, quanto Lula tinha sete meses de Palácio, o mesmo Dnit deu-lhe uma pequena crise, com o ex-diretor financeiro acusando o ministro Anderson Adauto de favorecer a empreiteira Queiroz Galvão e sendo acusado de embolsar propinas.)Continue lendo ›
http://youtu.be/-GIvjCFCrTE
Uma criança de nove anos é incentivada por um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus a vender seus brinquedos e doar o dinheiro à igreja para que os pais parem de brigar. Enquanto isso, sua mãe é exorcizada no altar. A cena ocorreu em culto da Universal em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e está sendo exibida em vídeo no blog do bispo Edir Macedo, fundador e líder da igreja. Leia mais.
Um dos editoriais da Folha de S. Paulo desta sexta-feira fez crítica a um projeto relatado pelo senador Álvaro Dias (PSDB) que elimina exigências mínimas de titulação acadêmica para professores universitários. “O projeto do Senado esconde mal o verdadeiro propósito: atender aos interesses de faculdades sem compromisso com o ensino de qualidade, que poderão contratar a salário baixo professores alheios a qualquer padrão de excelência acadêmica”, observa o jornal. Leia mais.
De Cláudio Humberto:
A presidenta Dilma decidiu encarar a cúpula do Partido da República, afastando-a do comando do Ministério dos Transportes, não por meras “suspeitas”, mas após ser informada, por órgãos de inteligência, de que o PR teria implantado um novo mensalão, com distribuição de dinheiro vivo para parlamentares. A informação foi confirmada por fonte ligada ao Palácio do Planalto. O caso deve ser remetido à Polícia Federal.
Do blog Cacetão Cuiabano, de fevereiro deste ano, comentando sobre uma obra do Dnit:
(…) Solução é. Mas para a generosa empreiteira Sanches Tripoloni que ganhou a “concorrência” para duplicação do referido trecho — pedra cantada aqui com meses de antecedência… Tão generosa, mas tão generosa, que além de figurar entre os maiores doadores de campanha do trio Blairo Maggi, Silval Barbosa e Carlos Abicalil, ainda empresta seu luxuoso avião King-Air, último tipo, para as vilegiaturas do engenheiro-honorário Luiz Antonio Pagot, que ainda dirige o Dnit.
PS do Blog – Parece que metade da República andou no King Air 200 turbohélice da Sanches Tripoloni: Ricardo Barros, secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, é passageiro constante da aeronave.

A presidente Dilma Rousseff posa para foto com o público presente ao lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, hoje em Francisco Beltrão. Leia mais.
(Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República)
Em seu artigo na edição desta semana da revista Veja, o economista Gustavo Ioschpe volta a dar destaque à sua ideia da placa do Ideb nas escolas públicas e que gerou um projeto do maringaense Edmar Arruda (agora, sabe-se, em parceria com Ronaldo Caiado), no artigo “Precisamos de educação diferente de acordo com a classe social” (aqui). “Ninguém se indigna nem se mobiliza para combater algo que lhe parece estar bem. E não acho que seja possível a aprovação de qualquer reforma importante enquanto a sociedade não respaldar projetos de mudança, que hoje são sempre enterrados pelas pressões corporativistas”, observa ele no texto.
Está na Folha.com, com direito a uma foto da ministra Gleisi Hoffmann:
Uma empreiteira do Paraná [a maringaense Sanches Tripoloni, que constroi no Contorno Norte, aquele que nada contorna mas que já engoliu montanhas de recursos federais], que concentrou doações eleitorais para partidos aliados do governo e é alvo de investigações por irregularidades, aumentou em 1.273% seus contratos com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) de 2004 a 2010, informa reportagem de Breno Costa, Andreza Matais e Rubens Valente, publicada na Folha de S. Paulo desta terça-feira. Desde o início do governo Lula, a Sanches Tripoloni, de Maringá, vive um crescimento em seus contratos. Saiu de R$ 20 milhões em 2004 para R$ 267 milhões no ano passado (valores atualizados). Entre os beneficiários de doações eleitorais da empresa estão o senador Blairo Maggi (PR-MT) e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Leia mais.
PS – Se a imprensa nacional for a fundo, encontrará puro lodo. Voltaremos ao tema no decorrer do dia.
De Cláudio Humberto:
Após intensas negociações, o governo está aliviado: já não haveria o que temer no depoimento do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, esta terça, no Senado. Em conversas informais com senadores, Pagot disse ter recebido ordens do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para que aditivos fossem feitos aos contratos, aumentando os valores, a fim de que empreiteiras financiassem a campanha de Dilma Rousseff.
Porta do inferno – Um destacado senador governista afirmou ontem a esta coluna: “Se esse Luiz Antonio Pagot falar o que sabe, o governo cai”.
Ele tem a força – Para manter fechada a boca de Pagot, o governo admitiu não afastá-lo. Ele está de “férias”, mesmo depois de Dilma anunciar sua demissão.
PS do Blog – Para os maringaenses, que têm obras do PAC sob a mesma suspeita, nada que surpreenda…
De Lauro Jardim, na coluna Radar da Veja desta semana:
Quando se anunciou pela primeira vez que a Foxconn abriria uma fábrica no Brasil para montar iPads, vendeu-se a balela de que o gigante chinês investiria 12 bilhões de dólares na empreitada. Hoje, internamente, o governo estima algo entre 3 e 4 bilhões de dólares de investimento da Foxconn. É dinheiro que não acaba mais. Só não precisava terem exagerado tanto.
De Cláudio Humberto:
Já vai tarde – O mexicano Humberto Leal Garcia Jr foi condenado à morte, nos EUA, por estuprar, esganar e matar uma garota de 16 anos. No Brasil, ele estaria livre em seis ou sete anos, graças à cumplicidade do “direito penal mínimo”. Ou sumiria num “saidão” de Natal ou do Dia das Mães.
A Sanches Tripoloni, de Maringá, é uma das três construtoras que mais doaram para a campanha do PR, partido do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Ao lado da Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, a Sanches Tripoloni doou quase R$ 6 milhões em 2010 ao PR, segundo reportagem de Fábio fabrini e Roberto Maltchik, em O Globo. “As três empreiteiras figuram em acórdãos do Tribunal de Contas da União como beneficiárias em obras gerenciadas pelos dois órgãos, suspeitas de sobrepreço, superfaturamento e outras irregularidades. A Sanches Tripoloni, que contribuiu com R$ 2 milhões para o PR, recebeu do Dnit tudo o que faturou da União desde 2009: R$ 468,14 milhões. A empresa integra o consórcio que constrói o Contorno Norte de Maringá, na qual o TCU apontou sobrepreço de R$ 9,9 milhões. Em novembro de 2010, o TCU bloqueou, preventivamente, R$ 2,5 milhões do empreendimento”, diz o texto.
Doadora das campanhas dos Barros (PP) e de John Alves Correa (PMDB), a Sanches Tripoloni foi considerada inidônea pelo TCU.