Brasil

Gomyde é desmentido em rede nacional

Deu até no Jornal Nacional desta noite: o Ministério do Esporte desmentiu o assessor especial do próprio ministério, o paranaense Ricardo Gomyde (PCdoB), ex-deputado federal e ex-presidente da Paraná Esporte, que havia afirmado que o Aeroporto de São Gonçalo, em Natal (RN), não ficaria pronto para a Copa de 2014. O Ministério do Esporte informou que “o assessor usou dado desatualizado durante apresentação (…), o que o levou a cometer uma avaliação equivocada acerca do término das obras”. Segundo a Infraero, a construção está dentro dos prazos e “o governo federal trabalha com um cronograma que garante a conclusão no primeiro semestre de 2014, antes da realização do Mundial.”

Nova lei impede prisão de quem frauda licitação

De Cláudio Humberto:
A nova lei 12.403, que entrou em vigor ontem, impede a prisão preventiva de autoridades ou servidores públicos que são flagrados fraudando licitações, somente porque a pena prevista para esse crime é inferior a quatro anos. De acordo com a Lei das Licitações (nº 8.666), a pena para fraude é de três anos e seis meses. A punição para quem dispensa licitação ilegalmente é de apenas três anos e cinco meses.

Envolvimento

O afastamento da cúpula do Ministério dos Transportes, por causa da denúncia da revista Veja, pode respingar nas obras federais, construídas com dinheiro do PAC, em Maringá. Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit, é quem bancou os aditivos nas obras do rebaixamento da linha férrea e no famigerado Contorno Norte.

Requião, o amarelão

De Luiz Maklouf de Carvalho, na Época:

Quem conhece bem o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o PB, diz que ele é duro como beira de sino quando encasqueta com alguma coisa. O protagonista das últimas implicâncias de PB é o hoje senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná. Bernardo, a quem Requião chamou até de “pilantra”, o processa no Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes contra a honra. Sem interesse em se indispor com um ministro forte – na verdade, dois, porque na Casa Civil está a mulher de Paulo Bernardo, Gleisi Hoffmann –, Requião está propondo um acordo. Seu advogado, René Ariel Dotti, pediu a suspensão condicional do processo. É um recurso que a lei oferece para a solução consensual do caso, nos crimes em que a pena mínima for de até um ano. A proposta significa que Requião, sem fatos para provar o que disse (em mais um daqueles momentos “vou tomar o gravador do repórter”), pediu arrego. Leia mais.

BNDES privatizado?

E a ministra Gleisi Hoffmann afirmando que o BNDESpar não é público? Ela não joga futebol, mas fez a defesa do ano: transformou o BNDES e seu braço em privado – mas só em discurso, para defender dinheiro do governo na fusão de duas redes de supermercado. Há pouco, no Bom Dia Brasil, a comentarista Miriam Leitão lançou a dúvida: será que o governo privatizou o BNDES e não informou a população?

Lembrando os 103 anos de imigração

O deputado federal Luiz Nishimori (PSDB) lembrou em plenário que a comunidade nipo-brasileira comemorou em 18 de junho os 103 anos da imigração japonesa no Brasil. “Os primeiros imigrantes japoneses chegaram ao Brasil em 1908 em um navio que partiu da cidade de Kobe. Eles adotaram o país como pátria e semearam sua cultura contribuindo para a construção do Brasil. A relação estreita entre os dois países abriu caminho para negócios de interesse bilateral”, explicou.

Duas

De Cláudio Humberto:

Uma África – Dados da Unicef, Fundo da ONU para a infância, revelam que o Brasil está só três pontos acima do Congo em analfabetismo: 17% x 14%.

Marcha do bem – O deputado e ex-delegado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) vai organizar a Marcha Contra a Maconha, na Avenida Paulista, em julho. Busca apoio de entidades da sociedade, como igrejas, Fiesp e OAB.

PF prende prefeito e primeira-dama de Taubaté

A Polícia Federal deteve na manhã de hoje o prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto (PMDB), durante uma operação que investiga fraudes em licitações. Também foram detidos a primeira-dama, Luciana Peixoto, e o responsável pelo departamento de licitações da Prefeitura, Carlos Anderson. Segundo a PF, a prisão temporária de cinco dias é necessária para que os suspeitos não atrapalhem as investigações. Os detidos devem ser levados para São José dos Campos, também no Vale do Paraíba, no interior paulista, ainda nesta terça. Leia mais.

Sigilo de documentos: Dilma cede a pressões

De Eduardo Bresciani, em O Estado de S. Paulo:

A presidente Dilma Rousseff vai patrocinar no Senado uma mudança no projeto que trata do acesso a informações públicas para manter a possibilidade de sigilo eterno para documentos oficiais. Segundo a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o governo vai se posicionar assim para atender a uma reivindicação dos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), integrantes da base governista.
A discussão sobre documentos sigilosos tem como base um projeto enviado ao Congresso pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009. No ano passado, a Câmara aprovou o texto com uma mudança substancial: limitava a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo. Com isso, documentos classificados como ultrassecretos seriam divulgados em no máximo 50 anos. É essa limitação que se pretende derrubar agora. Leia mais.

A vida depois da queda

De Adriana Caitano e Fernanda Nascimento na Veja:

“Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta”. A frase do assessor do ex-presidente Kennedy, o filósofo americano John Kenneth Galbraith, não poderia ser mais oportuna à realidade brasileira. Por aqui, o perdão a práticas corruptas é habitual. A história recente traz inúmeros exemplos de figurões que se envolveram em grandes escândalos e pouco depois receberam um salvo-conduto. O ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci é um deles. Aprontou, caiu em 2006 e voltou ao poder em 2011. Desta vez, seus poderes no governo duraram menos de seis meses. Leia mais.

Os evangélicos e a ditadura militar

Da revista IstoÉ:

No primeiro dia foram oito horas de torturas patrocinadas por sete militares. Pau de arara, choque elétrico, cadeira do dragão e insultos, na tentativa de lhe quebrar a resistência física e moral. “Eu tinha muito medo do que ia sentir na pele, mas principalmente de não suportar e falar. Queriam que eu desse o nome de todos os meus amigos, endereços… Eu dizia: ‘Não posso fazer isso.’ Como eu poderia trazê-los para passar pelo que eu estava passando?” Foram mais de 20 dias de torturas a partir de 28 de fevereiro de 1970, nos porões do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo. O estudante de ciências sociais da Universidade de São Paulo (USP) Anivaldo Pereira Padilha, da Igreja Metodista do bairro da Luz, tinha 29 anos quando foi preso pelo temido órgão do Exército. Lá chegou a pensar em suicídio, com medo de trair os companheiros de igreja que comungavam de sua sede por justiça social. Mas o mineiro acredita piamente que conseguiu manter o silêncio, apesar das atrocidades que sofreu no corpo franzino, por causa da fé. A mesma crença que o manteve calado e o conduziu, depois de dez meses preso, para um exílio de 13 anos em países como Uruguai, Suíça e Estados Unidos levou vários evangélicos a colaborar com a máquina repressora da ditadura. Delatando irmãos de igreja, promovendo eventos em favor dos militares e até torturando. Leia mais.

Mais um ministro deixa o governo Dilma

Do Estadão:

O ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais, já disse à presidente Dilma Rousseff que não vai mais continuar no cargo. Dilma ficou de definir, em reunião marcada para esta sexta-feira, 10, como será o ritual da troca do ministro que, pelo menos em tese, é o responsável pela articulação política do governo. Dilma também vai definir como será feita a escolha do substituto. Um dos nomes cotados é o atual líder do governo na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza. Leia mais.

O governo sem Palocci

Da Folha de S. Paulo:

Diante do agravamento da situação do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), a presidente Dilma Rousseff passou a analisar não só nomes para substituí-lo como a estudar mudanças no perfil dos titulares do cargos núcleo-duro do Palácio do Planalto. Segundo a Folha apurou, ela cogita, num cenário de queda de Palocci, trocá-lo por um ministro de perfil “técnico”, o que assessores da presidente tratam reservadamente como escalar uma “Dilma da Dilma”. Leia mais (para assinantes).

Palocci pode ter arrecadado para ONG de Lula

De Cláudio Humberto:

O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) pode ter usado sua empresa de consultoria Projeto não apenas para prestar serviços a grandes empresas. Ele também foi encarregado de arrecadar doações para sustentar as atividades da ONG Instituto da Cidadania, chefiada pelo ex-presidente Lula, segundo confirmaram a esta coluna fontes do PT  ligadas ao comando da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

Promotor demitido

Do Migalhas:

O MP-SP demitiu, na sexta-feira, um promotor de Justiça acusado de corrupção, após batalha jurídica que durou mais de 22 anos. As ações começaram em 1989, quando a procuradoria de Justiça acusou o promotor Luiz Aguinaldo de Mattos Vaz de corrupção passiva. Segundo a denúncia, ele aproveitou-se do cargo de curador de Massas Falidas, entre 1983 e 1984, para participar de várias fraudes.

Palocci ainda é médico do governo paulista

De Cláudio Humberto:

O ministro Antonio Palocci (Casa Civil) é um homem de sete instrumentos: além das consultorias milionárias quando era deputado, e mesmo durante e depois da campanha de Dilma, continua no governo paulista como médico sanitarista em Ribeirão Preto, terra natal e berço político. O Portal da Transparência informa que Palocci não é servidor requisitado do governo paulista, mas sua assessoria garante que sim.

Mortes no Pará

Quando estive em São Félix do Araguaia, divisa entre Mato Grosso e Tocantins, em 2007, o bispo emérito daquela prelazia, dom Pedro Casaldáliga, quem eu entrevistei para a então revista Página 9, me disse que as mortes por conflitos de terra naquela região e no Sul do Pará são bastante comuns. Ele se referia a pessoas que se opõem à destruição da floresta. Muitas vezes, pagam com a própria vida. O próprio dom Pedro viu matarem seu amigo, o padre João Bosco Burnier, em 1976. Eles reuniam provas para denunciar o caso de uma mulher que fora torturada com agulhas enfiadas por baixo da unha. Só não mataram dom Pedro porque imaginaram que o padre (com trajes mais apresentáveis) fosse o bispo. Agora, vemos com tristeza mais dois assassinatos naquela região. Dos ativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo da Silva. O que a gente espera sempre é que os culpados sejam presos e punidos. Incluindo os mandantes.

Donizete Oliveira, jornalista e professor em Maringá

Justiça e política

Do Migalhas:

Como é que pode um juiz de Direito falar de filiações e almejar cargo político enquanto veste a santa toga ?! Se sua ex-Exa. tinha algo a mostrar durante a carreira, toldou tudo no ato egoísta, amoral e, a se apreciar pela corregedoria, quiçá condenável. Seus respeitados colegas de magistratura bandeirante, apolíticos, como manda a lei, podiam ter ficado sem essa. Entenda.

Imagem é tudo

De Lauro Jardim:

Nas recentes conversas que teve sobre o Código Florestal, Dilma Rousseff deu sinais de que vetará trechos da proposta que prejudiquem a imagem do Brasil no exterior. Uma das emendas na mira de Dilma, de autoria de deputados do PMDB e do PR, é a que deixa para os estados a regularização de propriedades em áreas de preservação.

Campinas abre impeachment do prefeito

Os vereadores de Campinas aprovaram ontem à noite o pedido de abertura de Comissão Processante do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). Foram 32 votos favoráveis ao processo que poderá culminar na cassação do pedetista. Durante as três horas de votação , os manifestantes – em sua maioria servidores da Prefeitura de Campinas e partidos de esquerda como o PSol – pressionaram os parlamentares pela aprovação do pedido do vereador Artur Orsi (PSDB). No total, foram apresentados quatro pedidos de CP. Duas de moradores de Campinas e duas de parlamentares – uma do tucano e outra apresentada pelo vereador Petterson Prado (PPS). Leia mais.

Por uma educação melhor

A professora Amanda Gurgel voltou a bombar, desta vez ao participar do Domingão do faustão. No YouTube, sua fala durante a audiência pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte foi vista foi milhões de pessoas. Em seu discurso, ela apontou os principais problemas de educação do país, os baixos salários dos professores e a falta de estrutura das escolas públicas. Hoje, no Domingão do Faustão, ela disse que vai continuar sua luta pela melhoria no ensino do país e por condições mais dignas para os professores. “Eu acredito que faz parte do processo educacional ensinar a luta pelos seus direitos. Eu ensino meus alunos a lutarem, portanto eu tenho que ser a primeira”, afirmou Amanda. Leia mais.

Manifesto pró-criminalização da homofobia

Recebido por e-mail:

Enquanto lideranças cristãs conservadoras preparam manifesto contra a aprovação do projeto de lein complementar 122 alegando defesa da livre expressão do pensamento, ignorando que a Constituição Federal do Brasil já garante essa liberdade e que a emenda da senadora Marta Suplicy ao projeto de lei deixa explícito que o PLC122 não infringe essa liberdade, há  pessoas que acreditam que faz-se necessário mostrar que essas lideranças não falam em nome de todos os cristãos e cristãs no nosso país. Por isso, há coleta de assinaturas de pessoas cristãs no manifesto abaixo. Basta clicar  no link abaixo e assinar a favor da criminalização da homofobia no Brasil. Chega de violência! Leia o texto com atenção e assine-o se estiver de acordo e distribua-o nas suas redes de relacionamentos. A democracia brasileira agradece! Aqui.

Governo já admite saída de Palocci na terça, 24

De Cláudio Humberto:

Fontes do Planalto confirmaram a esta coluna que o agravamento da crise, com novas denúncias contra o ministro Antonio Palocci (Casa Civil), permite antever sua demissão até a terça-feira (24), a depender ainda do noticiário deste fim de semana, “a não ser que ocorra um milagre até lá”, conforme assessor presidencial. Palocci já colocou o cargo à disposição duas vezes, mas a presidenta Dilma recusou.

“Por que ele não explicou de onde veio o dinheiro?”

De Mirella D’Elia, na Veja online:

Assim que pisou em casa, na quente manhã desta quinta-feira, Francenildo dos Santos Costa, de 28 anos, correu para pegar no colo a pequena Amanda, 3 meses. “Meu patrimônio são meus filhos, eles são a minha riqueza”, diz, semblante de felicidade, referindo-se, também ao mais velho, Thiago, de 11 anos. Fora a chegada da caçula, pouca coisa mudou desde que o então caseiro teve o sigilo bancário quebrado ilegalmente, em 2006. O episódio derrubou Antonio Palocci do Ministério da Fazenda, no governo Lula. Leia mais.

O apartamento de R$ 7 milhões

De Eliane Cantanhede na Folha de S. Paulo:

Antonio Palocci é realmente um cara muito especial. Além de principal ministro do governo Dilma, é amado pela esquerda, pelo centro, pela direita e vê-se agora que é também um gênio das finanças. Comprar um apartamento de quase R$ 7 milhões à vista, ou praticamente à vista, não é para qualquer um, não… Em 2006, apenas cinco anos atrás, Palocci declarou à Justiça Eleitoral que tinha uma casa de R$ 56 mil em Ribeirão Preto, onde fora prefeito junto com aquela turma da pesada que ele e o amigo, depois ex-amigo e agora amigo novamente Rogério Buratti lideravam. Além disso, tinha um terreno e três carros, entre outros bens, num total de R$ 375 mil. Convenhamos que, nesse tempo, o patrimônio se multiplicou que foi uma beleza. De classe média, o homem pulou para a categoria dos ricaços –aquela que, aliás, tanto o apoia. Ele, enfim, está em casa. Ou melhor, no seu apartamento… Palocci também aprende rápido. Como viu a dor de cabeça que dá ter uma casa esquisitona em Brasília, desta vez preferiu comprar um apartamentão em São Paulo, cidade muitas vezes maior, mais diluída, mais anônima, sem nenhum caseiro abelhudo para dar com a língua nos dentes. O azar do é que esses repórteres da Folha são mesmo de amargar. Os craques Andreza Matais e José Ernesto Credendio estavam de olho, puxaram o fio da meada e entregaram o novelo na edição da Folha deste domingo. Imperdível.

Edmar e o Código Florestal

Do deputado federal Edmar Arruda (PSC), na Câmara Federal, sobre o Código Florestal: “Esse projeto vai pacificar o campo no Brasil, em especial as pequenas propriedades, que têm tido um papel importante na nação na produção de alimentos, na produção agropecuária. E nós temos de aprovar o Código Florestal pacificando, ou seja, consolidando o que aí está, principalmente as pequenas propriedades, oferecendo ao governo um instrumento para garantir que não mais se desmate além do que permite a lei, mas que não leve à expulsão do pequeno produtor da sua propriedade; nós não podemos deixar que ele seja sacrificado em nome da preservação ambiental, como querem outros países, que inclusive vêm interferindo aqui no Brasil. Nós defendemos, sim, um Código Florestal que traga equilíbrio entre a preservação ambiental e a produção de alimentos. Os que foram incentivados no passado a ir para os novos estados, para as novas fronteiras agrícolas, a abrir a sua propriedade e produzir, não podem pagar o preço que hoje se quer cobrar dos pequenos produtores. Nós temos que diluir esse preço. O país tem mais de 60% das suas florestas preservadas. Nós temos de manter a nossa soberania e privilegiar os pequenos produtores do Brasil.”