Crônica

“Mãe do Ano”

Dona Joaninha recebeu muito comovida o título de “Mãe do Ano”. Dos doze filhos, um compareceu à festa; os demais estavam muito ocupados nos seus que-fazeres: trabalho, estudo, malhação, paquera e outras curtições. Dona Joaninha desculpava. Tadinhos…

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Rapsódia lírica

No dia 8 de maio de 1945 eu tinha 12 anos de idade. Às 8 horas em ponto soou a sineta e todos nós, alunos e professores do Ginásio Fidelense, formamos filas no pátio para a cerimônia que costumeiramente se realizava antes de irmos para as salas. Mas naquela manhã havia algo diferente no ar. O diretor, professor Expedito, num impecável terno branco de linho taylor 120, regeu o canto do Hino Nacional e deu a grande notícia: – ACABOU A GUERRA!!!

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José de Maria

São José, bom carpinteiro, / faz-me um cajado, José, / que me ampare no roteiro / que eu sigo seguindo a fé. –  Acho muito bonito esse nome: José,  Yosef, Iosephus, Iósepo, Joseph, Josep, Josefo, Hovsep, Xosé, Giuseppe, Zezé, Zezinho. Meu avô materno era José; um dos meus irmãos era também José; um dos meus netos é Davi José; na lista dos parentes e amigos tenho uma longa fieira de Josés. E todos os Josés que conheço são gente boa à beça.   

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O mosqueteiro do milho

Há uma velha anedota (será que alguém ainda sabe o que é anedota?) segundo a qual o garçom perguntou ao cliente se ele gostava de rãs. O cliente respondeu: “Gosto sim, muito, porém não a ponto de comê-las”. Não tem nada a ver com isso, mas se alguém me perguntar se gosto de milho, responderei que gosto muito sim… a ponto de comê-lo do jeito em que vier.

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O amoroso chamado

Ekkaleo > ecclesia > eglesia > iglesia > igreja. –  Ainda menino, no Ginásio Fidelense, aprendi com o professor Expedito uma lição importante: “Quando você estiver em dúvida sobre alguma questão complexa, procure a resposta lendo as palavras por dentro”.

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