Ivana Veraldo

Câmeras nas escolas

Já tratei desse assunto, mas volto a ele porque tem candidato a prefeitura de Maringá propondo instalar câmeras nas escolas e porquanto penso ser necessário criticar a apresentação de soluções de caráter imediatista e midiático. Grades, cadeados e câmeras de segurança nas escolas podem dar a sensação de proteção e até serem importantes em alguns casos, porém se tomadas isoladamente essas medidas podem tornar a escola refém do próprio entorno. Especialistas em violência nas escolas recomendam a adoção de medidas preventivas como prioridade.
Ivana Veraldo

Horário de entrada e saída da escola

Em Maringá, as escolas públicas e as privadas deixam muito a desejar nesse quesito, causando grandes confusões. A maneira como cada escola organiza a chegada e a partida dos estudantes diz muito sobre como ela se relaciona com os alunos, as famílias e os funcionários. Cabe à direção programar a entrada e a saída dos estudantes de acordo com o segmento de ensino, o tamanho da escola e o perfil do público. Os gestores devem conhecer a escola, a comunidade, os meios de transporte utilizados e a distância média percorrida da residência à escola. Assim, fica mais fácil planejar a abertura dos portões e a recepção dos estudantes. É importante que a escola coordene o fluxo, organize a entrega dos alunos por parte das famílias e do transporte, controle os atrasos e crie medidas de segurançasobre quem está autorizado a deixar e retirar os alunos. Além disso, é prioritária a presença do diretor na escola para resolver os problemas que possam surgir nesses horários.
Ivana Veraldo

Matemática “estranha”

Segundo notícia divulgada hoje no jornal O Diário, a Secretaria Municipal da Fazenda de Maringá realizou audiência pública para fazer a apresentação da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2013, prevendo orçamento na casa dos R$ 871,9 milhões para Maringá em 2013. A matéria informa também que para a pasta da Educação serão direcionados R$ 163,5 milhões. Na minha matemática a conta está errada, pois a prefeitura deve por lei investir 25% do seu orçamento na educação e, 25% de R$ 871,9 milhões corresponde a R$ 217,9 milhões. Quem errou? O Diário ou a Secretaria da Fazenda? Para onde vai a diferença?
Ivana Veraldo

O docente ideal para o MEC

1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas. 2. Tem consciência das características de desenvolvimento dos alunos. 3. Conhece as didáticas das disciplinas. 4. Domina as diretrizes curriculares das disciplinas. 5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, o desenvolvimento dos estudantes e seu nível de aprendizagem. 6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos. 7. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem. Continue lendo ›

Ampliação do tempo de permanência na escola

Em 2011, o Ministério da Educação (MEC) propôs a meta de em 5 anos ampliar a duração da carga diária de aulas de 4 para 5 horas, em 10 anos, para 6, e em 15 anos, para 7. Paralelamente, o Plano Nacional de Educação (PNE) propõe que 50% das instituições públicas de Educação Básica ampliem sua jornada até 2020. Se as escolas não possuírem estrutura disponível as atividades podem ser realizadas em instalações de instituições parceiras. Alertamos para a possibilidade de ocorrerem problemas graves. Há o risco de a criança receber um atendimento meramente assistencialista, fora do projeto pedagógico da escola, às vezes fornecido por quem não possui formação para lecionar. Algumas experiências empobrecem a rotina e geram, inclusive, a saída de alunos.
Ivana Veraldo

Pergunte ao seu candidato

Especialistas em gestão municipal e em políticas públicas prepararam cinco perguntas que você, como eleitor interessado na evolução da Educação de sua cidade, deve fazer aos políticos aos quais pretende dar seu voto: Qual a proposta para aumentar o atendimento na Educação Infantil? Como resolver o problema das crianças fora da escola? Como melhorar o desempenho da rede municipal nas avaliações? Como aumentar a participação da população na gestão pública? Como pagar o piso nacional e atender à exigência da jornada extraclasse? Os especialistas advertem: cuidado com as falsas promessas.
Ivana Veraldo

Será o fim do Turno da Fome?

Turno da fome, turno intermediário ou terceiro turno: assim é chamado o turno escolar que tem início às 11h e vai até 14h. Com carga horária menor que os turnos convencionais, a modalidade sobrevive até hoje em muitos municípios brasileiros. Essa é a maneira que as secretarias municipais encontram para resolver de modo paliativo o aumento da demanda pela escola e a superlotação das salas. Acabar com o turno da fome é a promessa de muitos candidatos a prefeitura. Em Maringá não há mais a oferta desse turno. Problema histórico e arraigado nas práticas educacionais municipais.
Ivana Veraldo

Séries finais do ensino fundamental estão no limbo

Essa é a conclusão de trabalho da Fundação Carlos Chagas. O estudo analisou normas e programas específicos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e verificou que há poucas pesquisas e raras políticas públicas voltadas a essas séries. No âmbito da União, os pesquisadores encontraram só uma política com o foco de capacitação de docentes. O país prioriza os primeiros anos do fundamental. Enquanto o Ideb da etapa inicial aumentou 1,2 ponto em seis anos, numa escala até 10, os anos finais avançaram apenas 0,6. É o momento que o aluno passa a ter vários professores. Nem ele nem a escola estão preparados.
Ivana Veraldo

Cidadania moral, ética e política nos currículos

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado acabou de aprovar o Projeto de Lei 2/2012 que inclui a disciplina “Cidadania Moral e Ética” no currículo do ensino fundamental e “Ética Social e Política” no ensino médio.Parece que estamos voltando ao passado quando eram obrigatórias as disciplinas de “Educação Moral e Cívica”, “Organização Social e Política do Brasil” (OSPB) e “Estudos dos Problemas Brasileiros” (EPB). Disciplinas criadas em 1969 durante o governo ditatorial do presidente Médici e extintas em 1993. Em 1997 os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) propuseram o ensino da Educação Moral e Ética atravessado no currículo. Será que a transversalidade não está funcionando? O fato é que já há um excesso de disciplinas no currículo da educação básica. Quais são as semelhanças e as diferenças entre o modelo sugerido agora e o instalado na época da Ditadura?
Ivana Veraldo

O poder a qualquer custo

Na campanha eleitoral é que se percebe o quanto está reinando o pragmatismo rasteiro no qual a regra é alcançar o poder a qualquer preço e nele se manter a qualquer custo!
Ivana Veraldo

Eleições e educação: a educação como prioridade?

Os temas prioritários desta campanha eleitoral são: saúde, segurança, mobilidade urbana e educação. A educação aparece como prioridade no discurso eleitoral desde a década de 80. Se de fato fosse prioritária muito já teria sido feito por essa área. Constata-se, pois, que é apenas um discurso, uma afirmação esvaziada de ações concretas. Chega de demagogia, para que a educação seja efetivamente uma prioridade é preciso aumentar o investimento e direcionar as ações para esse campo.
Ivana Veraldo

“Menino de escola”

Eu sou da época em que a rua era o lugar principal das nossas brincadeiras; um espaço libertador. Hoje, “rua” tornou-se categoria sociológica que determina um lugar inadequado no qual as pessoas ficam em situação de extrema vulnerabilidade. Há, inclusive, uma luta incessante pelo aumento do tempo de permanência das crianças na escola para retirá-las dos perigos das ruas: ensino fundamental de nove anos, escola de tempo integral, aumento dos dias letivos… A escola se transforma no “lugar”, por excelência, da criança. Seria o fim da infância livre e alegre? Estamos roubando a infância de nossas crianças e enquadrando-as na escola, institucionalizando-as desde a mais tenra idade?
Ivana Veraldo

Votamos como consumidores ou como cidadãos?

É evidente que a campanha eleitoral está despolitizada e isso se manifesta de várias maneiras, entre outras pela contratação de marqueteiros para elaborar a plataformas dos candidatos. Eles são encarregados de identificar o gosto do consumidor, o eleitor médio, e preparar um discurso palatável. Consumidores precisam de marketing e não de política. O consumidor é passivo, individualista, não sabe distinguir a real necessidade do objeto de desejo, é comprometido apenas com sua vida particular, no máximo com a da sua família. Já o cidadão pensa no coletivo e está preocupado com o acesso de todos à educação, ao saneamento, habitação, saúde, mobilidade urbana (transporte público), com a qualidade de vida. Como devemos votar? Como consumidores ou como cidadãos? Baseados nos interesses particulares e imediatos, ou nos i nteresses coletivos de médio e longo prazo?
Ivana Veraldo

Pasteurização do repertório político

Maringá tem vários postulantes à prefeitura, mas quem acompanha o horário eleitoral tem a sensação de que as promessas são semelhantes, especialmente entre aqueles com trais chance de se eleger. Dá uma sensação de dèjá vu diante das promessas dos candidatos. Ou seja, a diversidade de nomes e partidos não se traduz, necessariamente, em propostas variadas e originais: em áreas como saúde e educação, muitos compromissos soam repetitivos e, em alguns casos, parecem até idênticos. Em que se diferenciam os candidatos se suas propostas são consensuais? As diferenças residem apenas na forma de execução? Ao optar por propostas consensuais os candidatos estão mirando apenas o eleitor médio? O grande desafio, nesse cenário impreciso, é fazer a escolha certa.
Ivana Veraldo

Reforma do Ensino Médio 1

Ainda não foi implementada a reforma do currículo do ensino médio, homologada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no ano passado. Porém, depois da divulgação do baixo desempenho dos alunos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb- 2011) o MEC se viu forçado a acelerar as mudanças. As novas diretrizes agrupam as disciplinas nas áreas do conhecimento que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) propõe: matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. Há também a proposta para a conclusão do ensino noturno em mais tempo do que os três anos estabelecidos hoje.
Ivana Veraldo

Reforma do Ensino Médio 2

Especialistas no assunto registram inúmeros entraves para a execução da proposta. A) o problema da formação dos professores, que estariam despreparados para a interdisciplinaridade do currículo; B) a fragmentação dos conteúdos curriculares, isto é disciplinas desconectadas; C) desaparecendo as disciplinas, desaparece a figura do professor da escola média, uma vez que é pelo domínio de um conteúdo específico que ele se caracteriza; D) o professor do ensino médio será um generalista igual ao professor do ensino das primeiras séries do ensino fundamental; E) não havendo mais o professor de uma disciplina específica para que serviriam os cursos de licenciatura nas universidades? F) as áreas não funcionarão de imediato, haverá, então, o caos na escola média que poderá se configurar como um “lugar de espera”, um lugar para segurar uma juventude que deverá esperar a universidade para voltar a ter professor especialista.
Ivana Veraldo

Clássicos da literatura serão adaptados para HQs

Várias obras clássicas serão adaptadas para quadrinhos e videogames. Já é possível ler Dom Casmurro, escrito por Machado de Assis em 1899, como HQ. Quem sabe logo teremos José Saramago e outros. Projetos de leitura de HQs clássicos, patrocinados pelo Ministério da Educação, não visam substituir o livro tradicional, mas pretendem estimular os alunos a relerem livros ou a iniciarem a leitura de uma obra.
Ivana Veraldo

Professores da UEM reféns dos servidores em greve

Ontem teve início a greve dos servidores técnicos da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Nós professores somos solidários ao movimento da categoria, mas não podemos ser penalizados. Contudo, desde o início da greve, os professores além de não conseguirem adentrar nos blocos e nas salas de aula ainda sofrem intimidação quando se aproximam das suas salas de pesquisa. O sindicato dos professores (Sesduem) está tentando resolver a questão com a reitoria e com o comando de greve, mas, prevalece um jogo de empurra-empurra e os professores continuam reféns dos funcionários em greve.
Ivana Veraldo

Política com comida mexicana e vinho

No próximo sábado, a partir das 20h, conduzirei um debate sobre escola de tempo integral na sede do Partido Verde. Para quem fizer reserva antes será servida uma comida mexicana (10 reais) e vinho argentino (custo à parte). É preciso avisar antes a Maria Newnum, organizadora do evento, pelo telefone 9891-4326. Estão todos convidados independentemente da filiação partidária.
Ivana Veraldo

Suíça poderá introduzir o ensino de português nas escolas

Na Suíça já são ensinadas quatro línguas: francês, alemão inglês e italiano. Agora, as escolas primárias públicas do país poderão ganhar um novo curso: o de português. Será realizado um referendo popular para que o ensino do idioma lusitano seja adotado nessas escolas, como matéria opcional. A solicitação foi encaminhada pela Associação de Pais de Alunos de Origem Portuguesa que afirma que 10% dos alunos que estão matriculados nas escolas primárias da Suíça são lusófonos. Há posicionamentos contrários.
Ivana Veraldo

Eleições municipais e educação

Os candidatos à prefeitura precisam tratar a educação com o devido cuidado. Investir em educação é um processo de longa duração, com retornos que transcendem o horizonte de um ou dois mandatos. É preciso dar continuidade aos avanços já alcançados anteriormente e desenvolver iniciativas importantes para a educação infantil e para o ensino fundamental. Políticas educacionais devem ser definidas como políticas de Estado, que permanecem independentemente do partido no poder.
Ivana Veraldo

Escola em tempo integral 4

A ampliação da jornada escolar é garantia de que os alunos vão aprender mais e melhor? Educadores apontam que problemas referentes à baixa qualidade do ensino assolam tanto as escolas de tempo parcial quanto as de tempo integral. Os resultados do Ideb das escolas de tempo integral são semelhantes aos da escola de tempo parcial.
Ivana Veraldo

Eleições e educação: inglês nas escolas municipais

A proposta eleitoreira, com forte apelo populista, não é nova; muitos municípios já adotaram o ensino de inglês nas séries iniciais do ensino fundamental. Os especialistas no assunto encontram graves problemas na forma como a língua tem sido ensinada no ensino fundamental, principalmente quanto ao foco privilegiado da leitura em detrimento da oralidade. Advertem também para outros problemas que devem ser resolvidos anteriormente: carga horária reduzida para as aulas, classes superlotadas, pouco domínio das habilidades orais por parte da maioria dos professores, material didático reduzido ao giz e livro didático etc. Acrescento, ainda, o fato de que o ensino da língua estrangeira não pode ser realizado descolado dos projetos pedagógicos da escola.
Ivana Veraldo

Escola em tempo integral 1

A escola em tempo integral está na plataforma dos políticos; é um programa que causa impacto e tem forte apelo populista. Por esse motivo, nos propomos a refletir sobre esse tema. O risco é o de que a proposta seja efetivada de forma improvisada, fazendo uso da mesma estrutura física e técnica da escola de tempo parcial. Sem um projeto político-pedagógico, a escola de tempo integral pode ser apenas um espaço de confinamento.
Ivana Veraldo

Escola em tempo integral 2

Nas escolas de tempo integral implementadas no Brasil a partir da década de 80 não se desenvolveu a concepção de educação integral (formação humana e emancipação social, econômica, política e cultural), mas o que ocorreu foi a mera ampliação da jornada escolar.
Ivana Veraldo

A promessa dos tablets/laptops para alunos

Na campanha vale tudo! Algumas promessas são impactantes e conquistam o eleitor menos avisado. Distribuir laptops ou tablets para os alunos da rede municipal de educação é um canto de sereia. O uso de tablets no lugar do livro didático pode até piorar o aprendizado dos alunos, caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos. Há estudos que comprovam que nem sempre o uso de tecnologia melhorara significativamente o aprendizado. E a questão logística? Quem vai tomar conta dos computadores, consertar, atualizar, dar orientação? Pode ser um desperdício econômico esse investimento se não houver estrutura e capacitação dos professores. Parece muito mais uma proposta eleitoreira.
Ivana Veraldo

Seed suspende aulas de reforço escolar

Por determinação da Secretaria Estadual de Educação as aulas de reforço escolar no contraturno foram suspensas totalmente em 15 e parcialmente em 3 das escolas estaduais de Maringá. Em 13 escolas o Programa continua normalmente. O Núcleo Regional de Educação de Maringá explica que isso ocorreu porque o número mínimo de alunos para compor as salas (20) não foi preenchido. O programa é ofertado no contraturno para os alunos que nas aulas regulares apresentam dificuldades de aprendizado em Matemática e Português. É óbvio que o ideal é que esses alunos tenham ótimo desempenho no horário regular e não necessitem do Programa. Para isso, é fundamental que os pais acompanhem seus filhos nas atividades escolares. Como o ideal n em sempre é possível, cabe á equipe pedagógica da escola planejar adequadamente a oferta das aulas de reforço e reivindicá-las junto ao NRE e à Seed.
Ivana Veraldo

Eleições e educação 3: o Ideb decide voto?

Um estudo científico analisou o impacto do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sobre a probabilidade de reeleição de prefeitos em municípios brasileiros. Os resultados mostraram que, na média, um ponto a mais no Ideb aumenta em torno de 4.5 pp. a probabilidade de reeleição. Mas, não podemos nos esquecer que muitos municípios e escolas mascaram os dados para receberem mais verbas, colocando em descrédito o índice.
Ivana Veraldo