Ivana Veraldo

Gastos com a educação 2

A pesquisa da Undime ainda constatou que as informações disponíveis sobre os custos da educação municipal são imprecisas, apontan do uma possível subdeclaração dos dados da educação infantil e da educação de jovens e adultos. A forma como os orçamentos públicos estão organizados nos municípios não tornam as informações coletadas totalmente confiáveis. A pesquisa confirmou a importância de que os dados orçamentários e financeiros dos municípios possuam níveis maiores de desagregação e que esses dados sejam lançados nas planilhas por técnicos em educação. O preenchimento dos dados junto ao Siope (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação) é feito, em regra, por contadores e/ou setor de finanças das prefeituras, profissionais que não estão envolvidos com a temática educacional e, consequentemente, não percebem as implicações desse procedimento para o planejamento educacional. Isso tem resultado em conclusões equivocadas sobre os gastos com a educação.
Ivana Veraldo

Tablets para professores

Como o ensino médio vai “mal das pernas” o Ministério da Educação (MEC) resolveu comprar 600 mil tablets para uso dos professores. A previsão é a de que os equipamentos sejam doados às escolas no segundo semestre. O objetivo é oferecer instrumentos e formação aos professores e gestores das escolas públicas para o uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TICs) no processo de ensino e aprendizagem. Sabemos que isso não é suficiente para recuperar o ensino médio. O problema é bem mais complexo.
Ivana Veraldo

Escola integral “a ver navios”

Pelo jeito que a discussão do Plano Nacional de Educação caminha será muito difícil cumprir a meta 6 prevista no PNE de ofertar educação em tempo integral para 25% dos alunos das escolas públicas de educação básica. Hoje, gasta-se R$2.500,00 por ano por aluno em escolas de turno regular, considerando que o aluno passa em média 3,7 horas em sala de aula. Caso fosse implantado o contraturno, o ideal seria dobrar esse gasto. Contudo, setores do governo já divulgaram previsões de aumentar em apenas R$ 370,00 o investimento por aluno por ano para a realização do contraturno. Impossível garantir qualidade do ensino numa escola integral com esse investimento.
Ivana Veraldo

Ampliação do kit escolar

Será que devemos comemorar o fato da Secretaria Municipal de Educação ter ampliado o número de itens do kit escolar para os alunos da rede municipal? O kit ampliado é resultado da preocupação com o acesso e a permanência dos alunos na escola ou é fruto de uma estratégia política eleitoreira? Afinal, já está inaugurada a fase de campanha.
Ivana Veraldo

A história se repete ou piora?

Os problemas que assolam as escolas estaduais e municipais no início deste ano não apenas reproduzem as condições (ou falta de condições) dos anos anteriores mas, sobretudo, representam um agravamento da situação. É um descaso completo com a educação.
Ivana Veraldo

Problemas no início das aulas

Tanto na rede estadual como na municipal o início das aulas, nesta semana, foi marcado por problemas. Protestos dos professores que solicitam a implantação de um terço da hora-atividade, novo sistema de saúde, 10% do PIB estadual em Educação e melhorias na carreira dos funcionários das escolas; aulas reduzidas de 50 para 30 minutos, estudantes dispensados após o intervalo, atraso na entrega dos materiais e kits escolares, escolas com problemas infraestruturais e atraso nas reformas. Na UEM, ocorreram dificuldades com a distribuição dos horários dos alunos de vários cursos. Todos esses entraves revelam falta de planejamento e a necessidade de dar mais prioridade à educação. No discurso ideológico dos políticos a educação e a saúde estão sempre em primeiro lugar, mas, na prática, são secundar izadas.
Ivana Veraldo

Apelidos na escola

No Brasil, é muito comum colocar apelidos. Quase ninguém escapa, nem que seja o diminutivo do próprio nome. Daniela vira Dani, Maria Eduarda, Duda. Mas há apelidos pejorativos: bocão, tampinha, vareta, marcha lenta, gerando mágoas, desconforto e inimizade. Na escola o apelido pode interferir na aprendizagem e no convívio com os colegas. A primeira reação é o isolamento. Estudiosos enquadram essa prática como bullying e, por esse motivo, as escolas devem ter uma política específica para combater os apelidos pejorativos.
Ivana Veraldo

Exigências da sociedade pós-moderna

A sociedade pós-moderna é implacável! Ela nos exige vários comportamentos diariamente. Temos que comer alimentos que possuem vitaminas e fibras, tomar líquidos, evitar o açúcar, diminuir o sal, cuidar da saúde, fazer exercícios, dormir bem, trabalhar de modo equilibrado, dirigir com responsabilidade, nos instruir, amar, fazer sexo inventivo, ter amigos, cuidar dos filhos, ser criativo, ousado, flexível, ético, político… E tudo isso com bom humor. Parada dura!
Ivana Veraldo

Um novo paradigma para a educação?

Em junho, o Brasil sediará a Rio+20, conferência da ONU que reunirá líderes do mundo todo para discutir meios de transformar o planeta em um lugar melhor para se viver. O evento será realizado no Rio de Janeiro, 20 anos depois da Eco92. Um grupo de trabalho preparou vários textos para serem debatidos na conferência e apresentou um novo paradigma educacional: o bem viver. Defendem a tese de que a crise mundial tem a sua causa no consumismo desenfreado que ignora os ritmos e limites biofísicos da natureza e os estilos de vida das múltiplas sociedades que habitam e co-existem no planeta. Para superar as contradi ções sociais é preciso que a educação promova o bem viver entre as diferentes culturas. É óbvio que não passa de um discurso ideológico, que não difere do que vem sendo propalado desde o século XIX, quando a palavra de ordem era “tolerância”. Ou seja, nada vai mudar.
Ivana Veraldo

A idade de ingresso no ensino fundamental

O Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Ministério Público (MP) possuem interpretações diferentes sobre a idade mínima para o ingresso de crianças no ensino fundamental e isso está causando confusão nas escolas. O CNE emitiu a Resolução (nº 6/2010) determinando que o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental. O MP ajuizou ação civil pública para questionar a idade e a Justiça Federal do Pernambuco concedeu liminar, válida para todo o país, estabelecendo que a criança pode completar 6 anos até o final do ano. Não sei como será resolvida a pendenga, mas o fato é que a criança precisa ter competência e habilidade intelectual para ser alfabetizada. A falta de regras pode fazer prevalecer a disputa mercadológica pelo ingresso cada vez mais cedo dos alunos na escola, atendendo apenas aos interesses financeiros das escolas partic ulares e à ansiedade de pais aflitos que querem que a criança comece logo a estudar.
Ivana Veraldo

Mãe-tigre e Pai-lobo

Em 2011, Amy Chua publicou o livro “Grito de guerra da mãe-tigre” e Xiao Baiyou publicou “Bata nos seus filhos até a Universidade de Pequim”. Amy, descendente de chineses, ficou conhecida como a mãe-tigre e Xiao como o pai-lobo. Ambos defendem a volta da educação tradicional chinesa, em oposição à educação ocidental, considerada por eles permissiva demais. O pai-lobo chega ao ponto de defender a agressão física na educação infantil. “Se meus filhos não obedecem, eles apanham”, diz o pai-lobo. “Filhos chineses não podem desistir”, diz a mãe-tigre. Os dois defendem uma educação com disciplina férrea, mas Amy é contrária à agressão física na educação. Ela mora a algumas décadas nos EUA, o que talvez explique seu modelo um pouco mais ameno do que o defendido pelo pai-lobo.
Ivana Veraldo

Lei do Fim da Palmada na Rede Massa

Hoje, fui entrevistada pela jornalista Mariana, da Rede Massa, sobre a Lei do Fim da Palmada. A matéria irá ao ar amanhã no Programa da Fernanda Leone, às 13h30. Asseverei minha posição contrária à aplicação de qualquer violência física, verbal, psicológica, abandono, indiferença contra crianças e adolescentes. Afirmei que a Lei é desnecessária, uma vez que já há no ECA dispositivo que proíbe esse tipo de violência. Efetivamente, o Estado terá dificuldade de fiscalizar o cumprimento da Lei e de ofertar a rede de serviços prevista para os pais e responsáveis que transgredirem a Lei. Mas, é preciso entender a reação da sociedade contra a lei como expressão de um lamento pela perda da autoridade. Essa sim é preciso resgatar e para isso, é necessário que os adultos se diferenciem das crianças, contrariando a atual tendência à homogeneização das mentalidades entre adultos e crianças. É evidente que os pais não querem bater, eles querem reaver a sua autoridade. Penso que lançar mão da palmada pedagógica para recuperar a autoridade é um contra senso. O que os pais precisam é se posicionar bem em seus papéis, serem efetivamente adultos e estimularem suas crianças a se infantilizarem e não a adultecerem.
Ivana Veraldo

Eu e a Unati

A partir desse mês darei aulas na Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati). Minha contribuição será com a disciplina As configurações da Família na Contemporaneidade. Em 34 horas (duas por semana) anseio gerar uma reflexão sobre as principais transformações da sociedade contemporânea e como elas impactaram a família. Espero que o debate sirva aos alunos da “melhor idade” para que eles compreendam que os variados arranjos e as dinâmicas familiares praticados na atualidade resultam muito mais das transformações econômicas, sociais e culturais do que unicamente das opções pessoais. Tenho a impressão que vou gostar muito de trabalhar com esse pessoal bem maduro e, talvez eu me surpreenda, aprendendo mais do que ensinando.
Ivana Veraldo

Eu e a Vizivali

Hoje, começo a dar aula online no curso de graduação em Pedagogia a Distância ofertado pela UEM, especialmente, aos egressos do Programa de Capacitação de Professores da Faculdade Vizinhança do Vale do Iguaçu (Vizivali). São aproximadamente 4 mil alunos. O curso faz parte do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica e do Sistema Universidade Aberta do Brasil e é oferecido através de um esforço mútuo das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado do Paraná, do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Educação e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, bem como do Ministério da Educação. É uma empreitada que tem um caráter mais político do que educacional. Tenho muitas discordâncias, mas…
Ivana Veraldo

9.516 professores contratados

Flávio Arns (vice-governador e secretário de Educação) vai contratar 9.516 professores para a rede pública estadual. Os profissionais a serem chamados foram classificados no concurso realizado em 2007. E ainda está previsto para 2012 um concurso público para professores. A intenção é que os contratos por meio do Processo Seletivo Simplificado (PSS) sejam situações temporárias. Arns ressaltou que o compromisso da atual gestão é de tornar o quadro do magistério mais estável. A estabilidade é condição essencial para a qualidade da educação. Temos que louvar a contratação dos professores e a intenção da Seed.
Ivana Veraldo

Máquinas de camisinhas nas escolas

O projeto foi elaborado há mais de quatro anos, mas poderá ser implantado em breve pelo governo federal. O Ministério da Saúde pretende instalar em 2012 equipamentos de distribuição de camisinhas em escolas públicas do país. A iniciativa é do Programa Nacional de DST e Aids. De acordo com os idealizadores do projeto, o objetivo é ampliar o acesso gratuito do jovem aos preservativos como forma de prevenir gravidez não planejada e doenças sexualmente transmissíveis (DST). As máquinas só serão instaladas em escolas de ensino médio que tenham programas de prevenção e de saúde sexual e reprodutiva. Há muita resistência ao projeto, principalmente da bancada evangélica.
Ivana Veraldo

Os professores fazem bico

Estudo da Universidade de São Paulo (USP) mostra que 266 mil professores das redes pública e privada do País têm uma segunda ocupação. O número representa 10,5% do magistério. Dois dos “bicos” mais comuns são: vendedores de lojas e serviços de embelezamento. O “bico” entre os professores está relacionado obviamente aos baixos salários.
Ivana Veraldo

Mercadante anuncia dois “novos” projetos

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou dois projetos para a área. Os dois projetos foram formatados na gestão de Haddad e finalizados agora. Um deles é o programa Alfabetização na Idade Certa, com o objetivo de intensificar o ensino de crianças de até oito anos de idade. O outro programa é destinado para a população no campo, o Pronacampo, com o desafio de reduzir os índices de analfabetismo na zona rural.
Ivana Veraldo

Currículo nacional

A proposta um currículo nacional para todas as escolas públicas está ganhando força no Brasil. A idéia cresce no lugar da antiga noção de que, em nome da liberdade, criatividade e respeito às diferenças, cada escola poderia ensinar (e sobretudo não ensinar) o que achasse melhor, compondo Projetos Políticos Pedagógicos particularizados. Eu, particularmente, engrosso a fileira dos que defendem um único currículo, tese também defendida por Demerval Saviani quando trata do Sistema Nacional de Educação. A questão está em debate!
Ivana Veraldo

Mercadante e o PNE

Aloísio Mercadante, mestre e doutor em Economia, Ministro da Educação, além dos problemas já citados no post anterior, terá de negociar a votação do Plano Nacional da Educação – PNE. De um lado, há os que defendem que a educação receba 10% de todas as riquezas produzidas no país durante um ano (PIB). De outro, o governo, que propôs elevar o investimento dos atuais 5% para cerca de 7% e que só depois de muita pressão, aceitou, no fim de 2011, que o valor chegasse a 8%. O novo ministro enfrentará esse desafio logo no início da sua trajetória no MEC.
Ivana Veraldo

Mercadante assume o MEC

Aloizio Mercadante toma posse hoje como ministro da Educação no lugar de Fernando Haddad. Problemas deixados por Haddad a Mercadante: não erradicação total do analfabetismo, principalmente na zona rural; baixa qualidade no ensino médio; Enem; falta de atenção para a melhoria da carreira dos docentes; não cumprimento do piso nacional dos professores; não investimento em medidas de combate à desigualdade educacional. Mercadante terá que trabalhar muito!
Ivana Veraldo

Pronatec

Atualmente, o ensino médio possui os piores índices da Educação Básica. Com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) o governo federal pretende qualificar mão de obra e melhorar a qualidade do ensino médio. O projeto está em tramitação no Congresso Nacional. O Pronatec prevê recursos específicos para ampliar e qualificar as escolas estaduais de educação profissional e a oferta de bolsas aos alunos do ensino médio da rede pública para que possam complementar a formação em cursos técnicos de instituições privadas. Críticos do Programa afirmam que ele representa a transferência de recursos públicos para a rede privada, confirmando uma longa trajetória de desresponsabilização do Estado em relação às questões educacionais.
Ivana Veraldo

Saneamento e Educação em Maringá

Pesquisa intitulada “Esgoto no Brasil”, realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), estabeleceu uma relação direta entre saneamento e qualidade da educação. A pesquisa foi realizada em cidades com mais de 300 mil habitantes e Maringá ocupa a sétima posição no ranking. Em 1° lugar ficou Jundiaí-SP, 2° Franca-SP, 3° Niterói-RJ, 4° Uberlândia-MG, 5° Santos-SP, 6° Rib. Preto-SP, 7° Maringá-PR, 8° Sorocaba-SP, 9° Brasília-DF e em 10° BH-MG. Os pesquisadores concluíram que o acesso a esgoto melhora o rendimento escolar; a qualidade do uso caseiro da água tem relação positiva com o desempenho e o acesso à infraestrutura sanitária reduz o índice de reprovação. O estudo indicou uma correlação entre os problemas de saúde causados por falta de saneamento e o desempenho na escola.
Ivana Veraldo

Jovem aprendiz em Maringá

A Lei n 10.097/2000 regulamento o trabalho do jovem aprendiz no Brasil. Dos 14 aos 18 anos de idade, o jovem pode ser contratado com as seguintes condições: matrícula e frequência na escola regular; inscrição em programa de aprendizagem de formação técnico-profissional. A Lei estabelece a prioridade da oferta dos cursos aos Serviços Nacionais de Aprendizagem (Senac), mas, caso eles não supram a demanda, outras entidades podem ofertar, desde que registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. A lei obriga as empresas a empregar e matricular nos cursos um número de aprendizes equivalente a cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores de cada estabelecimento. Em Maringá, há pouca oferta desse tipo de curso. Na semana passada, o Senac abriu 60 vagas e apareceram mais de 200 jovens para se inscreverem no programa.
Ivana Veraldo

Vestibular: 100 anos em 2011

Em 2011 o vestibular completou seu centenário no Brasil. A obrigatoriedade desta “prova de fogo” surgiu em 1911. De lá pra cá muita coisa mudou na forma de organizar a disputa de vagas para o ensino superior: Exame de madureza (até 1911); Exame de admissão (até 1915); Vestibular (em 1915 os exames de admissão foram batizados como “vestibulares”, pelo ministro Carlos Maximiliano, do Supremo Tribunal Federal); Processo seletivo (a partir da Nova LDB – 1996); Exame Nacional do Ensino Médio – Enem (1998); Sistemas de cotas; Novo Enem e o Sisu (Sistema de Seleção Unificada, 2009). Ao tocar na questão do vestibular, mexemos em vespeiro: a questão da democratização do acesso ao ensino superior.

Ivana Veraldo

Homenagens da UEM

Na última sexta, dia 13 de janeiro, na Arena Coberta do Parque de Exposições, a Universidade Estadual de Maringá entregou o diploma de número 50 mil a uma aluna do primeiro curso criado na instituição, Ciências Econômicas, que teve início em 1961, na ainda Faculdade Estadual de Ciências Econômicas. A UEM homenageou também a primeira turma de graduados desse curso. O diploma de número um da Universidade foi conferido a Ademar Schiavone, que esteve presente na colação para receber a homenagem. O paraninfo da turma foi o desembargador Miguel Kfouri Neto, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná.

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Maringá e a faxina social

Parece que Maringá quer se livrar de alguns incômodos: os flanelinhas, as crianças e adolescentes mendicantes, as profissionais do sexo que fazem ponto nas ruas do centro, os catadores de material reciclável, os moradores em situação de rua. Algumas prefeituras adotam políticas higienistas; uma verdadeira faxina social, muito comum em ano eleitoral. Os problemas sociais passam a ser tratados como problemas de segurança pública, cujas evidencias devem ser afastadas para longe dos olhos, varridas para baixo do tapete. Ocorre que esses fenômenos são apenas a ponta do iceberg. As ações higienistas surgem na medida em que há dificuldade de adotar soluções políticas humanizadoras para lidar com a pobreza.

Ivana Veraldo

Época de planejar a educação

É hora dos gestores da educação de Maringá avaliarem o ano que passou e traçarem as estratégias para 2012. Tomara que superem a racionalidade financeira e estabeleçam a racionalidade social no uso adequado dos recursos de modo a realizar o valor social da educação.

Ivana Veraldo

Mendicância e férias escolares

Maringá está mobilizada pela campanha “Não dê Esmola” para combater a mendicância de crianças e adolescentes nas ruas, que aumenta consideravelmente no período das férias escolares. Penso que não basta o trabalho de assistência proposto pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Sasc). É preciso um projeto de prevenção mais amplo que envolva também as Secretaria de Educação, de Cultura e de Esporte, ocupando o tempo ocioso das crianças e adolescentes no período das férias escolares e em todos os fins de semana. O poder público poderia ofertar atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer nesses períodos. No cardápio, merenda e leite. O projeto seria desenvolvido somente em escolas municipais localizadas em zonas consideradas de maior vulnerabilidade econômica e/ou risco social. A oferta contínua de atividades legitima a escola pública como espaço de cidadania.
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Exercícios físicos e desempenho escolar

Pesquisas desenvolvidas nos EUA, Canadá e África do Sul mostraram que crianças que se exercitam mais tendem a apresentar melhor desempenho escolar. Segundo os pesquisadores, isso pode ocorrer porque crianças se comportam e se concentram melhor quando se exercitam, ou porque a atividade aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhora o humor de quem a pratica.

Ivana Veraldo