Ivana Veraldo

Armadilhas do fim de ano

Nossa sociedade estimula o máximo consumo e a satisfação do prazer imediato. Somos continuamente bombardeados por sedutoras propagandas que prometem bem-estar, status, conforto, projeção imediata e ilusão de segurança e nos fazem consumir excessivamente. No fim do ano essa lógica do “consumo, logo existo” exacerba. A publicidade ajuda a criar necessidades psicológicas por determinados produtos, desligadas totalmente das necessidades reais. As armadilhas do consumismo estão espalhadas por todos os cantos, pelas ruas, bares, restaurantes, nas nossas casas, etc. E nós, irrefletidos consumistas, piscamos, ao compasso das luzes do Natal?

Ivana Veraldo

Fim de ano, mais sofás abandonados

Na postagem O paradigma dos sofás abandonados, afirmei que o descarte dos sofás aumenta nessa época do ano devido ao incremento do décimo terceiro. Chamo a atenção novamente para a necessidade de maior consciência ecológica da população e de ações públicas que solucionem efetivamente esse problema. Do contrário, este Blog vai exibir muitas fotos de sofás largados pelas ruas e canteiros da cidade.

Ivana Veraldo

A turma do fundão

Toda sala de aula tem a famosa turma do fundão. A regra implícita das escolas é a de que alunos inteligentes sentam nas fileiras da frente. O fundo da sala geralmente fica reservado para os agitadores, baderneiros, repetentes, mestres em construir aviões com qualquer pedaço de papel e, claro, exímios arremessadores de bolas do mesmo material. Mas, tenham certeza de que a equação turma do fundão igual a fracasso na vida adulta não é exata.
Ivana Veraldo

O Estado quer substituir a família

A lei do fim da palmada e vários programas efetivados pelo governo federal (por exemplo, o programa Família Brasileira Fortalecida) demonstram que o Estado brasileiro está assumindo para si funções que antes eram da família e está impondo um modelo de educar nossos filhos e de organizar nossas famílias. A partir da década de 1990 esses programas se intensificaram, revelando que educar a família é uma meta da política nacional. O objetivo é a disciplinarização das famílias como estratégia para contenção da pobreza. O tom prescritivo e normativo perigosamente reproduz uma representação idealizada de família nuclear moderna. Modelo que já não mais representa a maioria das famílias no Brasil. Seria esse o caminho para superar a pobreza?

Ivana Veraldo

O fim da palmada

Nessa semana será discutido no Congresso o projeto de lei 7672/10 que muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para garantir o direito de crianças e adolescentes serem educados sem o uso de castigos corporais. É o fim da tal “palmada educativa”. O Estado pretende mudar uma cultura antiga. Penso que o Estado pode até se imiscuir numa questão familiar, mas caso assuma esse papel, tem que assumir também as consequências da mudança desse comportamento. O Estado tem a obrigação de oferecer assistência às famílias que possam estar em crise a ponto de adotarem a palmada, no limite do espancamento, como prática educativa. Agressores e vítimas precisam de tratamento psicológico, serviço social, saúde, etc. Além disso, o Estado deve orientar os pais a adotarem outras práticas educativas. Caso contrário, o que fará o Estado, mais tarde, com toda uma geração educada sem limites?

Ivana Veraldo

Telefone sem fio

Nessa antiga brincadeira, os professores organizavam uma fila e pediam para o primeiro da fila cochichar no ouvido do amigo mais próximo uma história; este fazia o mesmo com o seguinte, e assim por diante; o último dizia em voz alta o que entendeu, o resultado era desastroso e engraçado, a história era deformada ao passar de pessoa para pessoa, chegando totalmente diferente no destino final. A brincadeira era utilizada para desenvolver a audição, a concentração, a oralidade e a memória. Hoje, na internet, as redes sociais atuam como o”telefone sem fio”.

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Falcão

Devo realmente ser uma mulher diferente, pois adoro futebol (aliás, sou palmeirense, como o Rigon, por isso que ele me deixa postar aqui). O futebol de salão, gosto mais ainda. Nos tempos de juventude cheguei a praticá-lo. Confesso que nunca joguei bem, mas ficou o gosto pelo esporte. Ontem, vi o jogo do Santos X Seleção Maringaense de futsal (5X2). Levei meu filho, Otto (12 anos), que é fá do Falcão, que fez 3 gols na partida. O primeiro, de chaleira, como disse meu filho, foi uma pintura. Ele é um falcão na quadra. Maringá foi prestigiada com esse jogo.

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Vaia

A vaia no Chico Neto ontem, dirigida ao vereador John, foi tão barulhenta e longa que confundiu minha cabeça. Logo depois do seu nome, o cerimonial anunciou o da secretária da Educação, Edith Dias, e eu “cá com os meus botões”, ou com os meus desejos, achei que a vaia era também para ela; seja pela sua atuação na pasta da educação; seja pelos feitos e não feitos como vereadora.

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Decisão sobre Plano de Educação é adiada

O ponto que está barrando a discussão do PNE diz respeito ao percentual de investimento público em educação. O projeto original do Ministério da Educação prevê elevação gradual até atingir 7% do PIB (Produto Interno Bruto). Setores da educação defendem um índice de 10%. O relator do PNE, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), pretendia uma proposta intermediária, um consenso com o Palácio do Planalto, em torno de 8% do PIB, mas o acordo até agora não foi estabelecido. Assunto importantíssimo, que define os rumos da educação no país e é tratado como questão de ordem inferior.

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Contra a leitura (?????)

Bessa Freire, doutor em Letras e professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, escreveu um interessante texto no qual faz uma reflexão “contra a leitura”. Algumas passagens: “A leitura é endeusada como o único caminho que conduz ao conhecimento. Quanto mais leitura, mais humanos somos. A ausência de leitura nos brutaliza. Mentira! Puro blá-blá-blá. A História mostra o contrário (…). Como prática social, a leitura deixou de ser algo livre e prazeroso, para se tornar uma obrigação, que confere status. Virou uma atividade burocrática, cobrada pelo professor na escola. (…) Ler é que nem namorar, só tem sentido se fundamentado na liberdade, na indisciplina, na anarquia, na paixão. Querer domesticar essa paixão significa sua morte. (…) A leitura melhora a gente? Conversa fiada! Ler não faz ninguém melhor.Continue lendo ›

A luta entre o Bem e o Mal

Temos dificuldade de aceitar que o Bem e o Mal constituem o todo do ser humano. E, para nos livrarmos do mal e da angústia diante de situações limite frequentemente projetamos no outro o mal que também está em nós. “Mas, o Bem e o Mal dependem da perspectiva e dos interesses de quem julga. Não deveríamos nos render ao simplismo de encurralar nosso pensamento entre as paredes do Bem e do Mal, do certo e do errado”. Isto não significa deixar de tomar atitudes; significa elaborar um melhor pensamento para além da solução dualista, significa agir com sabedoria.
Ivana Veraldo

Migalhas

Há pessoas que vivem de migalhas. E se acostumam a isso. Sobras de afeto na vida pessoal; pão e circo na vida social e política. Ratos gostam de restos! Quem mendiga afeto de quem o cerca na vida íntima e socialmente aceita o “quase nada” que os políticos nos oferecem é um miserável. É um indivíduo que vive em extrema carência, não material, mas uma indigência emocional, política e social. Devemos lutar para superar esse estado, tanto na vida particular como na sociedade civil. Temos direitos e merecemos o afeto! Temos direitos sociais! Temos direitos políticos!

Ivana Veraldo

Percalços da mulher pós-moderna!

A mulher pós-moderna é senhora do seu destino e do seu desejo. Ocupa espaços fora do lar; investe no estudo e na carreira profissional. Usa a pílula anticoncepcional e exercita o sexo como diversão. A mulher pós-moderna é politizada. É fato que os homens estão assustados com essa mulher, mas não podem mais ignorá-la, pois ela está nas ruas, nos bares, no trabalho e em casa. Às vezes elas são criticadas por copiarem os homens, entretanto, também existe admiração por sua autonomia e ousadia. Mas, a mulher pós-moderna ainda sonha um dia encontrar a alma gêmea, revelando sua porção tradicional. É osso!

Ivana Veraldo

Viver ou Morrer. Que saudade!

Canção francesa orquestrada pelo maestro Paul Mauriat, reproduzida um pouco antes das sessões no cine Horizonte, que funcionou em sua primeira estrutura, de madeira, de 1950 até 1966, na avenida Brasil (atualmente Supermercados Bom Dia – quase em frente a Igreja São José). Em 1966 ele foi construído em alvenaria na av. Riachuelo, onde funcionou até fins da década de 1990.

Ivana Veraldo

A adolescência no Brasil

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) acaba de divulgar um relatório sobre a Situação da Adolescência Brasileira (12 a 17 anos). Segundo o relatório, dois de cada dez adolescentes de 15 a 17 anos estão fora da escola. Metade dos que frequentam sala de aula ainda está no ensino fundamental, quando já deveria estar no ensino médio. A escolaridade média na faixa etária é 7,3 anos de estudo, quando deveria ser superior a nove anos de estudo. Além de menos escolarizados do que deveriam ser conforme a legislação que regra a educação no Brasil, os adolescentes são mais pobres do que o conjunto da população. É preciso maior investimento social na adolescência.

Ivana Veraldo

Pular elástico

Eu morava na avenida Riachuelo, defronte ao cine Horizonte (ali desde 1966, até 1990), e comprava elástico na Casa Estrela (desde 1960) ou no bazar da outra esquina (não me lembro o nome). Levava o elástico para a escola e fazíamos a maior farra. Quando havia apenas duas crianças para brincar usávamos cadeiras para prender o elástico.

Ivana Veraldo

UEM discute se vai aderir ao Sisu

Está em debate nos conselhos superiores da UEM a adesão ou não ao Sisu – Sistema de Seleção Unificada – sistema informatizado, gerenciado pelo MEC, por meio do qual as Instituições Públicas de Educação Superior (IEs) participantes selecionam novos candidatos, exclusivamente pela nota obtida no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Sou contrária à adesão pelos seguintes motivos: a) a democratização do acesso à educação superior só poderá ser efetivada com a garantia da democratização da educação básica, o que de fato ainda não ocorreu; b) a adesão da UEM ao Sisu representa o apoio a um processo que pode ajudar a aumentar quantitativamente o acesso ao ensino superior, mas não garante a permanência do aluno nesse nível de ensino; c) a adesão não garante a qualidade do ensino superior público por não representar investimentos prioritários nessa esfera e por não melhorar as condições de trabalho dos docentes das IEs públicas; e) a adesão significa o apoio a uma proposta pedagógica que questiona os conhecimentos disciplinares tradicionais que constituem a própria universidade; f) por último, o Sisu faz parte de uma política do MEC para o ensino superior que contribui com o sucateamento e a precarização das IEs públicas.

Ivana Veraldo

O gozo dos nossos vereadores

Ontem, os vereadores da base aliada gozaram nas nossas caras, optando por encerrar o assunto dos “supersalários”, sacramentando de vez o aumento. Locupletaram-se e fartaram-se à portas fechadas, num gozo coletivo.

Ivana Veraldo

Estude o boletim do seu filho

Aprovado ou não na escola, seu filho merece que você estude, junto com ele, o boletim escolar. Sugiro que os pais não vejam o boletim apenas como o retrato numérico do filho. As notas constatam como seu filho está assimilando informações num determinado momento, porém, não é apenas esse aspecto que deve ser considerado. Avalie a trajetória escolar de seu filho ao longo dos últimos anos, comparando o desempenho escolar de 2011 com os anos anteriores. Em 2011, veja como foi a evolução do seu filho no decorrer dos bimestres. Fale sobre fatos que possam ter afetado seu estado emocional a ponto de interferir no desempenho escolar. As notas mostram estabilidade ou inconstância? Há alunos que, tradicionalmente, vão mal no 1o e no 4 o bimestres em todas as matérias, mas vão bem nos 2 o e 3 o. Discuta com seu filho as razões disso. Observe se há evolução ou decadência das notas na totalidade e em cada matéria. Registre as áreas de interesse e melhor desempenho. Debata com seu filho como foi a relação com os professores. Veja o número de faltas em cada disciplina e associe isso às notas. Verifique as demais anotações na agenda ou no boletim. Enfim, demonstre interesse global por seu filho, elogie o sucesso, preocupe-se com as dificuldades e aponte caminhos para solucioná-las.

Ivana Veraldo

Moda na escola

O antigo uniforme escolar – sinônimo de calça de helanca e camiseta básica de malha – está com os dias contados nas escolas particulares. Algumas escolas particulares resolveram apostar em uniformes fashion, seguindo tendências da moda. Para as meninas calça legging, barriga de fora, calça justíssima. Para os garotos, bermudão cargo com bolsos laterais… Os colégios tiveram de atualizar seus uniformes para conter a crescente onda de customização dos uniformes pelos alunos que querem roupas parecidas com as compradas em shoppings.

Ivana Veraldo

Só falta pedirem o “Auxílio paletó”!

Só falta os vereadores de Maringá solicitarem o “Auxílio paletó”, pago a deputados de alguns Estados. Apesar de ter ficado conhecido como auxílio-paletó os deputados não o gastam, obrigatoriamente, com o vestuário. Não há, na verdade, nenhum controle sobre como o dinheiro é gasto e a verba acaba integrando o já polpudo salário dos parlamentares. O benefício é definido, geralmente, como uma ajuda de custo para despesas “com transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa”. Será que os vereadores tem direito a esse benefício? Cala a boca Ivana!

Ivana Veraldo

Vamos sabatinar os vereadores de Maringá?

A polêmica em torno do aumento do salário dos vereadores de Maringá desperta reações diversas. Sou contrária ao aumento abusivo, obviamente. Sou favorável à mobilização popular para tentar cancelar o aumento. Mas, enquanto corre esse processo tive uma idéia. Idéia de professora. Deveríamos organizar uma comissão de “doutos” em gestão pública e sabatinar os vereadores de Maringá sobre os temas mais importantes e que mais afligem a cidade: saúde, educação, habitação, saneamento, transporte, emprego e renda. Que tal avaliarmos o preparo de cada edil para legislar e fiscalizar nossa cidade? Já que eles acham que merecem um “supersalário” certamente têm contrapartida a oferecer.

Ivana Veraldo

Aviãozinho de papel na sala de aula

Quem tem saudades da escola que atire o primeiro aviãozinho de papel! Arremessar avião de papel é a segunda prática esportiva mais comum nas escolas; vem depois do arremesso de bolinhas de papel. Isso dava um problemão para o aluno, mas era uma diversão e tanto. Quem fez isso sabe que a professora e os nerds de plantão ficavam loucos de bravo. Mas, o que era uma brincadeira virou assunto sério. A prática foi incorporada pelos professores e virou conteúdo programático: aula prática de origami, conceitos de física e de geografia são trabalhados através do “experimento”. Há campeonatos internacionais envolvendo estudantes de universidades, que passam horas estudando o melhor modelo e o modo de lançamento.

Ivana Veraldo

Escolas de lata

Salas de aula construídas em contêineres, propostas em Londrina para resolver o problema do aumento da demanda de alunos, já são velhas conhecidas em São Paulo, desde o final dos anos 90. Medições realizadas por técnicos da USP indicaram que a temperatura interior no verão nesse tipo de sala de aula chega a 60 °C. Outras cidades já experimentaram o modelo, como Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, apresentando resultados negativos. Existem Indústrias especializadas no Brasil na fabricação e reciclagem dos contêineres. O ambiente dos contêineres tem entre 25 e 35 metros quadrados, alguns são climatizados, decorados, com piso e forro de PVC. Defensores afirmam ser solução prática, de baixo custo e alta produtividade. O fato é que são espaços provisórios; não possuem a durabilidade de um prédio; oferecem péssimas condições de ensino às crianças; expressam a falta de planejamento e o sucateamento da educação.

Ivana Veraldo

Sobre o “devaneio da deputada Borghetti”

Lauro Jardim afirmou que a deputada Cida Borghetti (PP) demonstra preocupação com onda de violência escolar e, por este motivo, teria apresentado um projeto contra esse fenômeno. Avalio que a proposta da deputada não é apenas um devaneio, demonstra falta de preocupação com a violência escolar, desconhecimento das pesquisas que já foram feitas sobre o tema e sobre as soluções que são apontadas pelos estudiosos como exitosas. Aos menos avisados lembro que o assunto não é novo. Em 19 de abril último fiz um post informando sobre o projeto da deputada que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. Em 21 de abril, noutra postagem, afirmei que eu era contra a reclusão por bullying e mostrei que, a despeito do projeto da deputada Borghetti, a Comissão de Direitos Humanos do Senado defendia a tese de que a melhor forma de evitar o problema era abrir os portões das escolas para a comunidade. No mesmo dia assegurei que o projeto da deputada Cida Borghetti era uma ação repressiva e que nós, educadores, optamos pelas ações preventivas na escola e no seu entorno, bem como apontamos soluções macro estruturais como: oferta de uma educação de melhor qualidade, mais empregos, melhores serviços de saúde, mais opções de lazer e espaços alternativos para interação social.

Ivana Veraldo

De castigo na Biblioteca!

Mandar os alunos mal comportados para a biblioteca é uma estratégia inadequada e inútil quer para o aluno, quer para as atividades e objetivos dos professores. É uma opção que ainda não foi erradicada das escolas. Ela é utilizada como forma de alguns professores “aliviarem os problemas” da sala de aula. O resultado da adoção frequente dessa forma de castigo é que os alunos passam a associar a biblioteca a algo desagradável. Inaceitável!

Ivana Veraldo

Justiça muda regras para a entrada na escola

A Justiça Federal suspendeu hoje uma resolução que impedia a matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental. A questão é polêmica. De fato, é preciso que as crianças tenham maturidade cognitiva e motora que permitam que ela se empenhe nas tarefas que levarão à alfabetização. Estudos comprovam que essa maturidade é adquirida por volta dos 6 anos. A mudança na regra ocorreu devido à pressão dos estabelecimentos de ensino privados que visam lucro com a quebra dessa regra.

Ivana Veraldo

40 alunos na sala de aula

Quarenta alunos numa sala de aula: quarenta nomes para chamar; quarenta carteiras sendo arrastadas; quarenta provas para corrigir. Quantos desmotivados? Quantos hiperativos? Trinta alunos falando alto; dez que nunca falam; quarenta vezes “posso ir ao banheiro?”; quarenta vezes “não entendi nada!”; quarenta celulares; quarenta aviõezinhos; quarenta vezes “Professora, o Pedro pegou o meu lápis”. Quarenta alunos na sala de aula e apenas um professor.

Ivana Veraldo

“Um homem bateu em minha porta e eu abri”

Recordações escolares. Pular corda era febre nas escolas e nas ruas. Tinha até uma música. “Um homem bateu em minha porta e eu abri. Senhoras e senhores, ponham a mão no chão. Senhoras e senhores, pulem de um pé só. Senhoras e senhores, dêem uma rodadinha e vá pro olho da rua. Pula, pula, pula, pula, sem parar.”

Ivana Veraldo

A DRU e a Educação

A Câmara dos Deputados aprovou ontem a PEC (proposta de emenda constitucional) que prorroga a DRU (Desvinculação das Receitas da União) por mais quatro anos, até 2015. A DRU é um mecanismo que permite ao governo remanejar livremente 20% dos recursos do Orçamento. O problema é que em 2009 o Congresso aprovou a Emenda Constitucional 59, que acabou com a incidência da DRU sobre a Educação. A medida previa a redução gradativa da DRU sobre a educação da seguinte forma: em 12,5 % em 2009, 5 % em 2010, até ser finalmente extinguida em 2011. Até agora não li nenhuma informação sobre como ficará essa questão da DRU no Orçamento da Educação a partir de 2012. Espero que a decisão de 2009 seja respeitada.

Ivana Veraldo