Ivana Veraldo

Cola abusiva

O absurdo que vou relatar aconteceu recentemente. Professora de Libras aplicou prova teórica numa turma de graduação respeitando os protocolos desse campo disciplinar. A professora é surda-muda e fez concurso público para o cargo que ocupa, portanto é graduada, tem formação e capacidade para exercer o magistério na área para a qual foi contratada. Dois dias depois uma aluna a procurou e relatou que durante a referida prova vários alunos passaram cola em voz alta, aproveitando-se da limitação da professora. Faziam isso quando a professora não estava olhando para eles, já que ela faz leitura labial. Os alunos em questão estão se preparando para serem professores.

Ivana Veraldo

Aluno não é “sem luz”

Há equívocos difundidos pela internet que acabam se transformando em verdades. Corre por aí que aluno significa “sem luz”. Seria a junção do prefixo grego “a” (que significa não), mais luno, luna (do latim, que significa luz). É uma gafe! A origem da palavra aluno, devidamente registrada nos livros de etimologia e dicionários, é do latim alumnu, primitivamente designando criança dada para criar; aluno, pupilo, discípulo. Com o nascimento das escolas, passou a indicar quem lá era entregue para educar. Alumnus era mais usado para criança de peito, ao escravo nascido na casa e às crianças recolhidas das ruas.

Ivana Veraldo

A loira do banheiro (Lenda escolar)

No final da década de 70 uma lenda tomou conta das escolas. Diz a lenda que uma adolescente de longos cabelos louros se escondeu no banheiro de sua escola para não ser pega namorando (ou fumando em algumas versões) pela diretora. Por azar, escorregou no piso molhado do banheiro, bateu a cabeça no chão ou no vaso sanitário e morreu. Desde então, seu espírito passou a assombrar e seduzir os garotos que ficam sozinhos nos banheiros das escolas ou aterrorizar as meninas que se arrumam muito à frente dos espelhos dos banheiros escolares. Segundo a lenda há três rituais diferentes para chamar a alma penada da Loira. a) Entre no banheiro de alguma escola, apague a luz, tranque a porta, vá até a última cabine e dê três pulos, fale três palavrões e aperte três vezes a descarga; b) leve ao banheiro uma mecha de cabelo loiro de uma mulher, abra todas as torneiras, aperte três vezes a descarga do sanitário do meio e reze três pais-nossos; c) entre na última cabine do banheiro e tranque a porta, dê três socos na porta, três chutes na privada, aperte a descarga e chame “Big Loira! Big Loira! Big Loira!”. Se alguém encontrar a Loira avise o Rigon.

Ivana Veraldo

A educação em Maringá vai mal

Alguns colégios estaduais de Maringá estão com excesso de matrículas e parte dos alunos terá que mudar de horário ou matricular-se em outras escolas, afastadas de sua residência. Dificuldades que poderão gerar evasão escolar. Uma opção, equivocada, diga-se de passagem, é superlotar as salas de aula. A qualidade educacional vai para o espaço. A situação revela a falta de planejamento educacional, principalmente a ausência de diálogo entre a esfera municipal e a estadual. É preciso que a Secretari a Municipal de Educação (Seduc) informe ao Núcleo Regional de Educação (NRE) o número de alunos que estão concluindo as séries iniciais do ensino fundamental e que se transformam em demanda para as escolas estaduais. E, mais do que isso, é preciso investimento do Estado em construção e contratação de professores.

Ivana Veraldo

Escola e desemprego

Dados do IBGE confirmam a tese de que a taxa de desemprego é menor para quem fica mais tempo na escola. Na população que possui até 10 anos de estudo a taxa de desemprego é de 13,05%; de 12 a 14 anos de estudo a taxa cai para 7,91%; de 15 a 17 anos de estudo diminui para 3,83% e entre as pessoas com mais de 17 anos de estudo o desemprego reduz para 2,66%.

Ivana Veraldo

Comércio na escola?

A escola não é local de comércio! Nas escolas públicas, realizar comércio fere tanto a Constituição Federal, de 1988, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, uma vez que ambos os documentos preveem a total gratuidade do ensino público. É proibido pagar por produtos e serviços ou receber sanções pela falta de pagamento. Infelizmente, essa não tem sido a realidade das escolas, já que o Estado não provê efetivamente as escolas.

Ivana Veraldo

O bedel da escola

Ontem bedel, hoje inspetor escolar. Profissional cuja função é vital na escola. É ele quem orienta os alunos quanto às normas da unidade escolar, organiza a saída e a entrada dos alunos, zela pela disciplina dentro e fora das salas de aula, monitora o deslocamento e a permanência dos alunos nos corredores, z ela pelo cumprimento do horário das aulas e demais rotinas escolares. O bedel transita por toda a escola, em geral conhece os alunos pelo nome e é um dos primeiros a serem procurados quando há algum problema que precisa ser solucionado rapidamente. Por participarem de um processo educativo os bedéis também devem receber formação para que saibam como interagir com as crianças e os jovens nos diversos espaços de forma a garantir a função social da escola.

Ivana Veraldo

Distorção idade série

Quando tratamos de escolarização esse é um dado preocupante. É preciso considerar a necessária correspondência entre idade e série/ano de escolaridade e não apenas a frequência à escola ou creche. A adequação e inadequação da idade ideal à idade real dos alunos que frequentam os diversos níveis de ensino é um dado relevante na análise das desigualdades escolares e muitas vezes as estatísticas não apresentam essa informação, mascarando a realidade. Um exemplo, em 2007, 34,6% dos jovens entre 14 e 17 anos que deveriam estar no ensino médio não estavam regulamente matriculados nas séries as quais suas idades correspondiam.

Ivana Veraldo

Razão e emoção cerram fogo no espaço

Djavan que me perdoe, empresto seus versos para expressar minha agonia. Razão e emoção brigam horas a fio. A razão desfere argumentos como raios: soberba, fria e inabalável. A emoção, insensata como sempre, delira por seus beijos e deseja o meu nos seus braços. Quantos sóis, quantas luas vão cruzar o céu para resolver a peleja?

Ivana Veraldo

O tempo livre dos jovens de 15 a 17 anos. E a escola?

No tempo livre, pesquisa do IBGE revela as três atividades sem custo financeiro direto mais indicadas pelos jovens entre 15 e 17 anos: assistir televisão, ouvir rádio e encontrar amigos. As escolhas são orientadas por um lazer associado à rede de sociabilidade já constituída pela família e amigos. Mas há o uso do tempo livre que exige alguma renda, sempre associado a um espaço social mais especializado como ir ao cinema, bailes, igreja, praia, shopping, parques, bares, baladas, viagem, lanchonete, circo, show de música, estádio e teatro. É o mundo da cultura que, mesmo quando de livre ingresso, ainda exige alguma renda para o transporte ou alimentação, e que, portanto, não pode ser acessado sem dinheiro. Há uma pressão clara por acesso à renda. Pressão que leva os jovens a optarem pelo mundo do trabalho em detrimento do mundo escolar.

Ivana Veraldo

O trabalho e/ou a escola dos 15 aos 17 anos?

O marco legal para a iniciação ao trabalho como aprendiz é a idade de 14 anos e para o trabalho em geral é 16 anos. Dos 15 aos 17 anos concede-se o ingresso parcial ou total no mundo do trabalho. Isto, por si, não seria um problema, posto que além de não haver impedimentos legais, há um consenso de que o trabalho é uma atividade passível de conviver com os estudos. Mas a realidade revela que essa não é uma verdade para toda a população juvenil. Dos 10 aos 15 anos 86,7% dos jovens só estudam, 9, 3% estudam e trabalham e 1,1% só trabalha; dos 16 aos 17 anos, 54,8% só estudam, 23,5% es tudam e trabalham e 9,6 só trabalham e entre 18 e 19 anos 27,0% só estudam, 20,0% estudam e trabalham e 30,6 só trabalham (IBGE, 2005). Fica patente que entre escola e trabalho, gradativamente vai ganhando o trabalho. Menos escola e mais trabalho é quase um destino. A aceitação dessa realidade encontra-se naturalizada na sociedade brasileira.

Ivana Veraldo

O banquete da modernidade não é para todos

Há, no Brasil, 10.262.468 de jovens na faixa etária de 15 a 17 anos; 18% não frequentam a escola; dos que a frequentam, 55% não terminaram o Ensino Fundamental. Vale lembrar que eles deveriam estar inseridos no Ensino Médio. Quanto ao mercado de trabalho, 29% já possuem alguma inserção, sendo que 71% recebem menos de um salário mínimo. Com certeza, são esses jovens que entram mais cedo no mercado de trabalho e largam mais cedo a escola, antes mesmo do tempo mínimo obrigatório de escolarização. São eles que evadem, abandonam, repetem anos na escola. São eles que buscam o ensino noturno e a Educação de Jovens Adultos. São eles que não partilham do banquete da modernidade, restando-lhes as migalhas que sobram. As promessas de ascensão social por meio de uma escolaridade longa distanciam-se no horizonte, pois nem o ensino fundamental previsto e garantido em lei como obrigatório e gratuito, consolidou-se para esses jovens.

Ivana Veraldo

A preferência pela EJA

Por que jovens de 15 a 17 anos ao invés de se matricularem na Educação Básica regular optam pela Educação de Jovens e Adultos (EJA)? Os motivos geralmente estão fora da escola. Razões econômicas são as mais importantes. A necessidade de ajudar financeiramente a família faz com que muitos alunos deixem o Ensino Fundamental regular antes de concluí-lo. A dificuldade de conciliar os estudos com o trabalho leva à opção pela EJA, sobretudo no período noturno. O abandono do ensino fundamental regular também pode ocorrer devido ao uso frequente de drogas, a gravidez precoce, entre outros motivos. Essa é a crise do ensino médio regular.

Ivana Veraldo

A educação nos bairros de Maringá

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania divulgou um Diagnóstico Social de Maringá com indicadores sociais sobre os bairros da cidade. No levantamento, os bairros com menos problemas sociais são os localizados nas zonas 1, 2, 12 e 50; os bairros que apresentam os piores índices estão localizados nas zonas 24, 31 e 46. Quanto ao número de vagas em creches e pré-escolas, a Zona 7 é a que apresenta os piores índices. A reprovação escolar no ensino fundamental é maior no Jardim Alvorada e no ensino médio é maior no Hermam Moraes de Barros. O abandono escolar é maior no ensino fundamental na Vila Operária e no ensino médio no Tarumã. As informações podem ajudar a direcionar políticas municipais.

Ivana Veraldo

10% dos professores no Brasil fazem “bico”

Estudo realizado por pesquisadores da USP mostra que cerca de 266 mil professores da educação básica do país possuem uma segunda ocupação fora do ensino, um “bico”. Alguns dos mais frequentes “bicos” dos docentes são os de vendedores em lojas e os de funcionários em serviços de embelezamento. Os baixos salários determinam a busca do “bico”. Acredito que o número seja bem maior do que a pesquisa revela.

Ivana Veraldo

Top Educação

A edição 2011 do Prêmio Top Educação, cujo objetivo é premiar as empresas “bem sucedidas” do setor educacional, trouxe os seguintes resultados (categoria, vencedor): Alimentação: Nestlé; Canal de TV aberta: TV Cultura; Canal de TV fechada: National Geographic; Instituições do Terceiro Setor: Amigos da Escola; Sistema de ensino: Editora Positivo; Sistema de Ensino para Rede Pública: Sistema Educacional Uninter; Escola de idiomas: CCAA; Editora de livro didático: Editora Saraiva; Editora de livros paradidáticos e infantojuvenis: Editora Saraiva; Literatura: Editora Moderna; Rede de livrarias: Livraria Saraiva; Fabricantes de computadores: Dell; Portal educacional: Ministério da Educação (MEC); Empresa de tecnologia: Microsoft Brasil; Instituição de ensino de pós-graduação: PUC-SP; Instituição de ensino a distância (EAD): Grupo Educacional Uninter; Instituição de ensino para graduação de docentes: Universidade de São Paulo; Turismo educacional: Sesc.

Ivana Veraldo

“Laranja Mecânica” (1971)

Domingo sem sol, bom para se jogar no sofá e ver bons filmes. Aproveitei para rever um clássico do cinema: Laranja Mecânica do diretor Stanley Kubrick, filmado na Inglaterra em 1971. É uma crítica à violência e ao modo como o Estado enfrenta essa questão. O filme é atualíssimo.

Ivana Veraldo

O Ensino Médio é um gargalo

A situação do Ensino Médio é triste. Baixo desempenho, altos índices de reprovação e de evasão, queda no número de matrículas e falta de professores especialistas. Esse nível de ensino deveria garantir as aprendizagens necessárias ao desenvolvimento de conhecimentos e atitudes e práticas sociais e de trabalho. Infelizmente, não é o que está ocorrendo. Alguns localizam o problema no currículo, afirmando que ele se distancia da realidade dos alunos. Essa análise, a meu ver, não considera que a causa fundamental do afastamento dos estudantes da escola é a sua condição sócio econômica.
Ivana Veraldo

Escrever leva ao aprendizado

Quem um dia não preparou uma “cola” e acabou abdicando do artifício porque incorporou o conteúdo copiado? Escrever é uma das melhores formas de apreender o conhecimento. A cópia simples vem sendo considerada uma estratégia de aprendizagem já superada. Para que possa contribuir para a aprendizagem essa atividade não pode ser mecânica, deve ser ressignificada. Ela é mecânica quando é usada apenas para o treino ortográfico, memorização, redução de erros, preenchimento de tempo, para punir as crianças, inibir conversas ou unicamente para reproduzir no caderno os exercícios apresentados no livro didático. Com a era dos computadores o “copiar, colar ” de forma automática sem a leitura e o aprendizado tomou conta dos trabalhos escolares. É preciso cuidado com a metodologia, mas não devemos abandoná-la totalmente. Mais do que copiar, nossos alunos devem escrever.

Ivana Veraldo

A falta de senso do Censo sobre Drogas (2)

“Para lidar-se com a questão das drogas de maneira adequada, a exigência primordial é compreender a crise social, uma vez que há um conjunto de situações diversas, que envolvem problemas profundos, atuando, inclusive, como indutor do consumo dessas substâncias. É um passo indispensável à contextualização da problemática discutida, dar ênfase aos processos socioculturais que interferem tanto nas motivações que levam ao uso de drogas como no agravamento dos efeitos desse consumo, a fim de que se possa contribuir à discussão a partir de premissas destituídas de determinismos, rotulações e estigmas” (Abramovay).

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A falta de senso do Censo sobre Drogas

O Governo do Estado do Paraná vai fazer censo para traçar o perfil de usuários de drogas psicoativas – legais e ilegais – dentro das universidades estaduais. Falta ao governo discernimento! Tal pesquisa é totalmente dispensável, além de gerar inúmeros dissabores e preconceitos. Estudo semelhante já foi realizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), apontando que pelo menos metade dos universitários já consumiu alguma substância psicoativa ilícita antes de entrar na universidade. Isto confirma minha tese de que a Universidade não é prioritariamente ponto de partida para o uso de drogas . A pesquisa também mostra que os universitários de instituições privadas são os que mais consomem drogas ilícitas. Quando o governo do Estado reduz o espaço da pesquisa às universidades públicas gera ou amplia a tese de que esse espaço aglutina mais estudantes com comportamentos considerados reprováveis. Caso o Paraná considerasse a pesquisa nacional deveria realizar estudo em todas as instituições de ensino superior. Além disso, ao escolher a comunidade universitária, a pesquisa seleciona uma clientela específica e não todos os usuários de drogas. A pesquisa revela a concepção o de educação do governo do Paraná. De maneira alguma a instituição escolar é percebida como mediadora da sociedade, ao mesmo tempo determinada e determinante. É por esse motivo que a pesquisa toma como referência a tese de a Universidade é ponto de partida para o uso de drogas. Para o Estado, portanto, o problema do uso de drogas é educacional e é pela educação que deve ser resolvido. É uma falta de senso que uma questão social tão complexa seja reduzida dessa maneira.

Ivana Veraldo

Enade no domingo

No próximo domingo, 6,a partir das 13h (horário de Brasília), será realizado o Enade, Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes do Ensino Superior, realizado pelo MEC-Inep. O Enade avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação, ingressantes e concluintes, em relação aos conteúdos programáticos dos cursos em que estão matriculados. Cursos que serão avaliados: Arquitetura e urbanismo, Engenharia, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Química, Pedagogia, Educação Física, Artes Visuais e Música. Há inúmeras críticas ao Exame, e ntre outras a de que os resultados, que deveriam ser divulgados dentro de um contexto, são, com frequência, utilizados para estabelecer um “ranking” entre as instituições. Penso que o Exame só deve ser mantido se contribuir para melhorar a qualidade do ensino.

Ivana Veraldo

Turmas menores em 2012

Em 2010 a Conferência Nacional de Educação que serviu de preparatória para o Plano Nacional de Educação (PNE) determinou que o número máximo de alunos por turmas deve ser de 15 na pré-escola, 20 no ensino fundamental, 25 no ensino médio e 30 no ensino superior. A Secretaria de Estado da Educação (SEED) publicou em Diário Oficial no último dia 28/10 resolução determinando que a partir de 2012 o número de estudantes por turmas nas escolas da rede pública estadual do Paraná será menor: nas 5ª e 6ª séries do ensino fundamental as turmas passarão de 40 alunos para no máximo 30; nas 7ª e 8ª séries as turmas poderão ser compostas de no máximo 35 alunos. Para essas séries a Conae decidira por 20 alunos no máximo por turma. A deliberação da SEED contraria a determinação dos educ adores nacionais que lutam pela qualidade da educação. Será que a SEED está preocupada com os custos? E a qualidade?

Ivana Veraldo

“Enem” para professores em 2012

O MEC-Inep realizará em agosto de 2012 a primeira edição da Prova Nacional de Concurso para Ingresso na Carreira Docente. O objetivo é que o exame auxilie Estados e municípios na seleção de professores para trabalhar nas redes públicas. Estados e municípios decidirão se querem aderir à proposta ou continuar realizando seus concursos. Foi elaborada uma matriz de referência com os conteúdos e habilidades que serão cobrados do candidato. Penso que o teste pode até ajudar a superar as distorções regionais e locais, mas também poderá induzir os currículos das Instituições de ensino superior, criar um sistema classificatório dessas instituições e transformar-se em uma corrida pelos melhores empregos. De fato, o “ENEM” para professores não resolve nada se não existir plano de carreira do magistério, piso salarial nacional, política de formação continuada e apoio ao trabalho docente.

Ivana Veraldo

“Dia D” – Dia de Drumond

O Instituto Moreira Salles promove hoje o “Dia D” – Dia de Drummond, para celebrar o nascimento do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, nascido em 31 de outubro de 1902. O propósito é espalhar a ideia, tão simples quanto ambiciosa, de transformar o dia 31 de outubro num dia de grande comemoração. “Um outro dia D, para apagar a guerra e saudar a liberdade, a imaginação, a aliança entre os homens de boa palavra”. Veja a programação.

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CNE criará diretrizes para o ensino religioso

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, definiu que cada estado deve criar normas para a oferta da disciplina de ensino religioso, o que abriu espaço para uma variedade de modelos adotados em cada rede de ensino. O Conselho Nacional de Educação (CNE) agora espera definir algumas orientações mínimas para essa disciplina na tentativa de evitar doutrinações. Entretanto um acordo firmado entre o governo brasileiro e o Vaticano em 2009 está atrapalhando essa normatização. O acordo estabeleceu um dispositivo que contraria a LDB e a própria Constituição brasileira, que veda qualquer forma de proselitismo, ao afirmar que se trata de ensino religioso que valori ze a religião católica. Em alguns estados brasileiros o ensino religioso é do tipo confessional – cujo objetivo é a promoção de uma determinada religião. Esse tipo de ensino tem caráter doutrinário. Determinadas crenças são privilegiadas e não há respeito à diversidade religiosa do país.

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Lei estabelece a obrigatoriedade do ensino de música

Está terminando o prazo de três anos letivos para que os sistemas de ensino se adaptem às exigências estabelecidas na Lei. 11.769 de 18 de agosto de 2008 que estabeleceu a música como conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular. Ou seja, as escolas de educação infantil e de ensino fundamental terão que incluir na sua grade curricular aulas de música ou inserir esse conteúdo nas aulas de artes. Segundo as diretrizes do MEC o objetivo não é o de que os alunos aprendam a tocar um instrumento ou a cantar, mas sim desenvolver a musicalização (ritmo, coordenação motora, audição, entre outros).

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A UEM perdeu mais uma professora

Na semana passada faleceu a doutora em Psicologia, Maria Thereza Claro Gonzaga, professora do DPI, e, durante muito tempo, coordenadora do Programa de Assistência ao Egresso e ao Apenado (Pró-Egresso), desenvolvido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Maria Tereza era profissional competentíssima e uma amiga exemplar, carinhosa, dedicada… Ela enfrentou o câncer anos a fio como uma grande guerreira, mas, infelizmente…

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Medidas de segurança podem isolar escolas

Tem sido muito comum a adoção exagerada de medidas de segurança pelas escolas a título de evitar episódios de violência escolar no interior e no entorno do estabelecimento. Exemplos: erguer os muros, instalar grades, catracas, detectores de metais, câmeras, contratar seguranças, etc. O risco que se corre ao focar exageradamente as medidas de segurança é o de isolar a escola da comunidade, construindo uma espécie de “bunker” blindado e protegido. Pesquisadores de violência escolar vão no caminho contrário. Para eles, a prevenção se faz com fortalecimento das relações entre alunos, professores e, inclusive, com maior integração com a comunidade.

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Tablets na rede pública de ensino só em 2014

A substituição dos livros didáticos pelos tablets na rede pública de ensino será lenta no Brasil. O MEC planeja a inclusão de “objetos digitais” no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) só em 2014. Como na rede privada o processo avança bem rápido doze empresas já manifestaram, até agora, interesse em produzir tablets no Brasil. Os tablets trazem a vantagem da redução do peso transportado pelos estudantes e a promessa de interatividade. Porém, no Brasil, os educadores ainda não estão preparados para usar essa tecnologia de modo a não perder o foco no conteúdo, que, de fato, é o que mais importa.

Ivana Veraldo