Ivana Veraldo

CME

Informo aos leitores do Blog que não faço mais parte do Conselho Municipal de Educação como representante da UEM há quase dois anos. Assim, são equivocados muitos dos comentários feitos em relação à minha atuação no CME nos últimos tempos.
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Ai se eu te pego Teló!

Já está cansando o sucesso do Ai se eu te pego. O pior é que será exportado. Segue a mesma trajetória de outras músicas como Festa no Apê, Macarena, Tô Nem Aí, Florentina, Tô Ficando Atoladinha… O poder de hipnose advém da repetição obsessiva de uma estrutura melódica simples que atinge o inconsciente coletivo, bem ao gosto popular. Estaciona facilmente na cabeça e ainda é acompanhada de uma “dancinha”. Quanta arte é preciso para compor tal estrutura melódica e letra tão fecundas? Ainda bem que o hit é passageiro.

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Férias na Índia

Que tal passar as férias na Índia ouvindo Nilton César cantando essa música gravada em 1969; grande sucesso do rádio e programas de TV da década de 70.

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Pontos de Leitura

Os Pontos de Leitura que serão instalados em Maringá em 2012, já informados no post Modernização das Bibliotecas, podem ter um papel relevante na disponibilização e na difusão da informação para os cidadãos, especialmente aqueles que possuem escassos recursos financeiros e que residem em localidades afastadas ou desprovidas de serviços públicos do gênero. Porém, não basta criar a estrutura, é preciso ter um projeto pedagógico. Os Pontos serão mais eficientes se ampliarem e dinamizarem as oportunidades de leitura e estudo, combinando as atividades de estímulo à leitura com reforço escolar, oficinas de leitura e ações culturais e sociais. Assim, essas bibliotecas poderão promover melhorias na leitura e no desempenho dos estudantes do seu entorno.
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O trabalho e o ócio

“O Direito à Preguiça” (1880), escrito por Paul Lafargue, genro de Karl Marx, não perdeu seu vigor. O autor fez uma crítica ao regime capitalista, chamando a atenção para a ideologia da exaltação do trabalho. Na época, as jornadas se estendiam a 15, 16, até 17 horas. Hoje, de fato, as jornadas de trabalho diminuíram. Porém, a política econômica é produtivista e a euforia neoliberal exalta o mercado e a competitividade, concebida como aumento de trabalho. Lafargue alertava para o fato de que o trabalho não precisaria ser tão exaltado, caso os avanços tecnológicos fossem usados em benefício dos que trabalham e não em proveito dos que lucram. O capitalismo vem sabotando qualquer possibilidade de um ócio fecundo e de um lazer humanamente enriquecedor.

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A preguiça é mal vista

Os religiosos consideram a preguiça um dos sete pecados capitais. Os capitalistas, que exaltam o trabalho, associam a preguiça ao fracasso. Mas, devemos lembrar que historicamente o homem sempre lutou para diminuir o esforço necessário para realizar suas ações. Podemos considerar, então, que as invenções resultam da “preguiça aplicada”. Sob esse ângulo, a preguiça tem seu lado bom, podendo levar ao progresso. Devíamos nos ocupar em criticar a preguiça cultural, social e política daqueles que estão à frente do poder e pouco fazem pela humanização.

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As férias e os espaços públicos da cidade

No período das férias escolares os pais podem organizar atividades para que as férias se tornem prazerosas para seus filhos, mesmo não tendo viajado. Seria interessante que os passeios organizados pelos pais não se reduzissem aos shoppings da cidade, nos quais as atividades requerem altos investimentos financeiros. Para fugir disso, seria necessário que a cidade disponibilizasse mais espaços e equipamentos públicos para a cultura, o lazer e a prática desportiva. É preciso que o poder público de Maringá priorize os segmentos mais desfavorecidos, prestando mais atenção a esses espaços, ampliando a oferta e realizando a devida manutenção da infraestrutura.

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Sem dicas para a compra do material escolar

Calma! Não há erro na grafia do título do post, não pretendo dar cem dicas para a compra do material escolar. Seria chover no molhado, pois nessa época a mídia reproduz a exaustão matérias sobre esse tema. Além desse bombardeio temos que enfrentar as filas nas livrarias. Ô período difícil! Depois de enfrentar a ditadura da felicidade do final de ano, passar três dias no “banheiro a céu aberto” que é a prainha de Porto Rico-PR, receber o carnê do abominável IPTU, ainda resta a marcha às livrarias. Definitivamente, sem dicas!

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Seed propõe descentralização da merenda

A Secretaria de Educação do Estado do Paraná (Seed) apresentou um projeto piloto de descentralização do Programa Estadual de Alimentação Escolar. Ele será implantado em fevereiro em algumas escolas da rede pública. A APP-Sindicato considera que a descentralização pode significar um encarecimento enorme no custo da merenda, já que o ganho de escala da grande concorrência se perderia com as aquisições locais. Hoje, os produtos são comprados em grandes pregões, de âmbito estadual. O projeto permite que as escolas contem com recursos para adquirir de fornecedores locais os insumos de que precisam.

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Drummond e a passagem de ano

Carlos Drummond de Andrade escreveu poesias sobre a passagem de ano, algumas foram chamadas de Poemas de Dezembro. O que mais gosto é: “Procuro uma alegria, uma mala vazia, do final de ano, e eis que tenho na mão, flor do cotidiano, é voo de um pássaro, é uma canção” (Dezembro de 1968). É no cotidiano que nos construímos, e não nas datas festivas e nos momentos espetaculares. Drummond capturou a essência humana, desvinculada da noção de mercado consumista.

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Livros para as férias

Os jornalistas sempre insistiram para que José Saramago (escritor português premiado) recomendasse alguns livros para serem lidos nas férias. Ele se esquivava, pois considerava a leitura atividade que deveria nos ocupar durante todo o ano. Um dia, perante a insistência de um jornalista teimoso, resolveu responder, definindo o que chamou de “família de espírito” sugeriu: Camões, porque todos os caminhos portugueses a ele vão dar; Padre Antonio Vieira, porque a língua portuguesa nunca foi mais bela que quando a escreveu esse jesuíta; Cervantes, porque sem o autor do Quixote a Península Ibérica seria uma casa sem telhado; Montaigne, porque não precisou de Freud para saber quem era; Voltaire, porque perdeu as ilusões sobre a humanidade e sobreviveu ao desgosto; Raul Brandão, porque não é necessário ser um gênio para escrever um livro genial; Fernando Pessoa, porque a porta pela qual se chega a ele é a porta por onde se chega a Portugal; Kafka, porque demonstrou que o homem é um coleóptero; Eça de Queiroz, porque ensinou a ironia aos portugueses; Jorge Luis Borges, porque inventou a literatura virtual, e, finalmente, Gogol, porque contemplou a vida humana e achou-a triste. Mas, para Saramago os leitores deveriam organizar a sua própria lista, definindo a sua “família de espírito” literária. Boa ocupação para uma tarde na praia, no campo ou em casa, se o dinheiro não deu para férias este ano.

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Drummond de férias

O grande poeta achava que encher o tempo com programas de férias acabava desviando as pessoas das férias. Defendia a tese de que não deveríamos ajudar o tempo a passar, pois há uma doçura imprevista em sentir-se flutuar na correnteza das horas, em sentir-se folha, reflexo, coisa levada; coisa que se sabe tal, coisa sabida, mas preguiçosa. Caso lhe pedissem para contar o que fez nas férias, ele diria: ignoro, aos convites disse não, alegando estar em férias, alegação tão forte como a de estar ocupadíssimo; o pensamento errou entre mil avenidas, não se deteve em nenhuma; cada dia amadureceu e caiu como um fruto. Nada aconteceu? O não acontecimento é a essência das férias. Drumond sabia como gozar as férias.

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Pós-modernidade conectada

Luli Radfahrer, professor de Comunicação Digital da USP publicou, hoje, na Folha.com uma interessante crônica na qual defende a tese de que a sociedade está numa fase de adolescência, repleta de inovações tecnológicas, cujas crianças e jovens foram alfabetizados à base de Aplicativos, Bluetooth e Compartilhamento Digital, são incapazes de imaginar o mundo desconectado e com dificuldade em diferenciar Deus do Google. Declara o fim de tudo que é absoluto e a glória do que é relativo; o fim dos originais, trocados que foram pelos pastiches; o fim do coletivo e a ativação do egocentrismo insolente. Afirma que a identidade se tornou maleável, se adaptando a cada ocasião. Declara também que hoje Direita e Esquerda fazem parte de um Centrão insosso e desinteressante. O texto completo está aqui.
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Feliz Ano Velho!

Feliz Ano Velho é o nome de um romance que fez muito sucesso nos anos 80, escrito por Marcelo Rubens Paiva, que ficou tetraplégico aos 20 anos de idade depois de um mergulho. No livro, Paiva conta passagens de sua vida, dos seus enfrentamentos, problemas e medos, mostrando o quão a vida é ao mesmo tempo árdua e alegre. Aproprio-me desse título para lembrar que o novo é uma construção que se faz no cotidiano do velho. Então, ao invés de fazer referência a um futuro improvável, desejando um “feliz ano novo”, eu quero lembrar das condições já conquistadas para sermos mais felizes, desejando que todos tenham tido um Feliz ano velho!

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Êta domingão besta!

Tim Maia gostava de ver o sol amanhecer e a vida acontecer como um dia de domingo. Mas, domingo é tédio puro: ressaca, fila para o almoço, Faustão, filme repetido, futebol, Fantástico e a segunda que se aproxima. O domingo do Raul Seixas tinha missa e praia, céu de anil e sangue no jornal. No domingo no parque do Gilberto Gil, José, que trabalhava na feira, foi traído por Juliana e seu amigo João, que trabalhava na construção. Tudo foi resolvido a golpe de facadas. O s Titãs não sabem o que fazer no domingo, pois não é sete de setembro, nem dia de finados, nem sexta-feira santa, nem outro feriado e está tudo fechado: domingo é dia de ver o domingo passar. Se eu conseguisse perder a consciência cantaria junto com o Ângelo Máximo: meu domingo alegre vai ser, pois pretendo sair com você, ye ye ye, que dia feliz!

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Gaúcho no violão 7 cordas

Hoje, a partir das 22h30, na Casa de Bamba (avenida Nildo Ribeiro da Rocha, 4.449, 3031-2383), teremos a oportunidade de rever nosso querido Renato, o Gaúcho, famoso por ser um grande virtuoso no violão de sete cordas. Ele tocou muitos anos em Maringá, sozinho ou junto com o grupo Receita do Samba. Já gravou 3 CDs; apresentou-se na Dinamarca e na Copa da França. Atualmente, mora em Joinville. Não percam, vale a pena conhecer o talento do músico que será acompanhado por Geraldinho do Cavaquinho, Juliano do Cavaquinho e Pezinho, no pandeiro.

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O fim da palmada

A Lei da Palmada foi aprovada por unanimidade na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, ontem. Caso a votação pela Comissão seja considerada conclusiva, o projeto irá diretamente para o Senado.

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As mensalidades escolares

Na média geral, as escolas particulares de Maringá reajustarão as suas mensalidades de 2012 entre 7% a 10%. Muito acima da inflação e, provavelmente, muito além do esperado pelos pais.

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A educação no Facebook

O Facebook divulgou a lista das 40 matérias mais compartilhadas pelos usuários americanos em 2011. Várias tratam de temas educacionais. Algumas tratam da necessidade dos pais imporem mais limites aos filhos. Estaríamos assistindo a uma nova tendência na educação no âmbito familiar?

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Mapa do brincar

O Mapa do Brincar é uma iniciativa da “Folhinha”, suplemento infantil do jornal Folha de S. Paulo. O site reúne 750 brincadeiras de todo o país num mapa digital no endereço http://mapadobrincar.folha.com.br. O projeto foi criado em maio de 2009 com o objetivo de coletar brincadeiras e descobrir se há semelhanças e diferenças entre o brincar no Brasil. Em dezembro de 2011 o site ganhou nova versão com a ampliação do repertório de brincadeiras. Vale a pena consultar, é divertido, traz recordações e aprendemos um bocado.

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A nova classe média em Maringá

Em Maringá o crescimento da nova classe média tem sido enaltecido. É preocupante o modo simplista como essa questão é tratada. De fato, há um conjunto da população que obteve relativo aumento de renda através da oferta de emprego e do maior acesso ao crédito; condição que permitiu aquisição de bens duráveis, principalmente por meio dos financiamentos. O problema é que essa classe paga juros altíssimos. Trata- se de um grupo que prioriza os gastos com bens e serviços e que é ávido por consumo. Mas, é um grupo que ainda não tem acesso a todos os bens culturais da nossa sociedade. Em geral possuem baixa escolaridade, não tem acesso a teatro, cinema, saúde de qualidade, etc. Formam uma espécie de nova classe trabalhadora, sem muitos direitos. Essa classe continua muito distante do banquete da modernidade.

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Desafios da escola de tempo integral 1

Para que a escola de tempo integral seja factível dois problemas fundamentais devem ser resolvidos: a existência de um projeto pedagógico e o aumento das verbas destinadas à educação. Hoje, investe-se cerca de R$ 2,5 mil por ano por aluno em escolas de turno regular, considerando que o aluno passa em média 3,7 horas em sala de aula. Para que o aluno possa frequentar a escola em tempo integral, com um projeto pedagógico de qualidade, esse valor tem que dobrar.

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Boneca “boca suja”

Nas vésperas do Natal, lojas dos EUA colocaram à venda uma boneca que fala palavrões, provocando indignação entre os pais americanos. Há solicitações para que as bonecas sejam retiradas do mercado. A boneca “boca suja” é vendida pela cadeia de loja Toys “R” Us. Ela balbucia expressões como: “crazy bitch”. Só faltava essa!

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Espaços de cultura

O MEC assinou acordo de cooperação técnica com o Ministério da Cultura com o objetivo de fazer da escola um espaço de produção cultural, permitindo que os alunos tenham maior acesso aos bens culturais e capacitando os professores para atuarem nos projetos. Pontos de Cultura, Pontos de Memória (museus), Bibliotecas, Agentes de Leitura e Cine Mais Cultura são alguns dos projetos previstos para serem implementados nas escolas públicas a partir do próximo ano.

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Fundo Social do Pré-sal

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou na última terça-feira o projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social que tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal. Não fiquem animados, educadores, pois essa “verbinha” já estava garantida para fazer prevalecer a proposta do governo de investir apenas 7% do PIB (Produto Interno Bruto) do País na educação.

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Vanhoni (PT-PR) e suas manobras no PNE 1

Angelo Vanhoni (PT-PR), relator da Comissão Especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE) fez uma manobra ardilosa, maquiando dados sobre o financiamento da educação. O projeto original do MEC previa 7% do PIB (Produto Interno Bruto) e os educadores solicitam 10%. Vanhoni elevou para 8%, mas modificou o texto, passando a designar o índice do PIB para “investimento público total em educação”. A palavra “total” não existia no original. Com isso, ficam incluídas as bolsas de estudo como investimento. A maquiagem faz com que o relatório seja exatamente o projeto do governo, com os 7% ou até menos. Vanhoni se defendeu, afirmando que está atendendo à uma “negociação com o Planalto”.

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Nesse fim de ano cultivarei a estupidez

Estou cansada. Nesse fim de ano, por alguns momentos, desejo ter a consciência da “lavadeira” de Fernando Pessoa; quero ser a “besta feliz” mencionada por Arnaldo Jabor. Enquanto milhões se afundam na miséria, quero me alienar. Que se dane o “mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres”! Almejo um refrigério. Que tal simplesmente desfrutar da democracia liberal e da liberdade inútil que ela nos proporciona? Ignorar que os vereadores votaram pelos supersalários e que não há vagas nas creches… Esquecer que o banquete da modernidade não é para todos. Vou acreditar que o bruto capitalismo vai reverter a exclusão social e a fome; que os professores receberão salários dignos… Quero esquecer tantas coisas que aconteceram esse ano e, por alguns momentos, vou cultivar a estupidez.

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O desejo da visibilidade

Na sociedade atual, “sociedade do espetáculo”, mostrar-se é condição básica para o sujeito existir. É imperativo exibir a imagem e ostentar a performance. A exposição ao grande público torna-se condição de existência. A Internet amplia essa possibilidade de expressão pessoal a qualquer um. Ela é uma via para a superação do anonimato; um meio para alcançar a visibilidade. Multiplicam-se os Blogs e as páginas pessoais nas redes sociais. Também há o desejo de ser olhado. Na busca incessante da afirmação pelo olhar do outro cresce o anseio pelos “seguidores”, pelos “pitacos” e “comentários” que, por um lado enaltecem quem os recebe e, por outro, torna famoso o emissor, quando ele se identifica.

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