Opinião

Oposição sem discurso

De Messias Mendes:

A queda do Palocci e a ascensão de Gleisi muda a cara do governo Dilma. E muda para melhor, pela simples razão de que sai enfraquecida a ala stalinista do PT de São Paulo, controlada por Zé Dirceu. Muda pra melhor também porque o governo Dilma deixa de sangrar com a presença incômoda do ex-prefeito de Ribeirão Preto. E muda para melhor porque a indicação de Gleisi deixa desarmada a oposição, que fica momentaneamente sem discurso.

Para entender o preço dos combustíveis

Do leitor Ivan:

Para compreendermos os preços dos combustíveis, atribuídos à entressafra e ao aumento do consumo, veja o que publicou a Folha de S.Paulo de hoje, só o primeiro parágrafo:
Lucro da Cosan dispara e atinge R$ 480,9 mi no trimestre – A Cosan, maior grupo de açúcar e etanol do Brasil, fechou o quarto trimestre fiscal com lucro líquido de R$ 480,9 milhões, salto de 64% em relação ao ganho de R$ 294 milhões do mesmo período do ano anterior.”
Logo, o aumento de preços, e por consequência da inflação, atribuídos a tal da entressafra e às máfias dos combustíveis, deve ser relativizado. Acho que os mandamentos não mentir e não roubar foram revogados.

Queda cada vez mais nítida

De Rudá Ricci:

Parece não ter volta. E, se cair, parece um caso crônico, um traço de conduta pessoal.
Por duas vezes, o ministro Palocci foi alçado à condição de primeiro-ministro nas sombras. Por duas vezes, sua postura pública era exatamente oposta ao que delatores relatavam a respeito de sua postura não visível. Por duas vezes, a imagem de discrição parecia absolutamente contraditória com a arrogância e deslumbre que emergia dos porões.
O caso também dá o devido tamanho de todas iniciativas de controle social criadas desde a Constituição de 1988. Dos conselhos de gestão pública ao CGU, nenhum órgão de Estado com a função de fiscalizar efetivamente as ações no interior do governo conseguiram abortar ou resguardar o patrimônio político do brasileiro. É fundamental que experiências como a dos observatórios sociais ou a lei de responsabilidade social que tramita na Câmara Federal cheguem logo ao Palácio do Planalto. Já é hora do cidadão não confiar em salvador

Dilma não sabe fazer política

De Rudá Ricci:

Este negócio de não fazer reuniões com base aliada a cada 40 dias e de não atender demandas individuais de parlamentares aliados pode funcionar na Islândia (principalmente quando os vulcões estão inativos), mas no Brasil… Dilma evidentemente não sabe fazer política. A grande imprensa até elogiava, meio que saudosa do jeito protocolar e anódino de governos ingleses, tão bem quisto pela classe média tradicional. Agora vai aprender que política é jogo mais pesado que as festas retratadas na revista Caras.

Da casa do lobby ao apartamento da empresa

De Miguel Reali Junior:

O recente affaire Palocci apresenta um significativo paralelismo com o sucedido com Francenildo dos Santos Costa, caseiro da chamada “casa do lobby” em Brasília, alugada por ex-assessores da prefeitura de Ribeirão Preto para negócios e prazeres. O então ministro da Fazenda, em 2006, negou que frequentasse a casa. Convocado para depor na CPI dos Bingos, Francenildo desmascarou o ministro até ser calado por mandado de segurança, em decisão absurda do Supremo Tribunal Federal, na qual se considerou que, por suas “condições culturais”, o caseiro não teria como contribuir para o esclarecimento dos fatos. Não bastou o silêncio imposto pela Justiça que desqualificou o homem humilde, era necessário desmoralizá-lo. Dois dias depois, o caseiro teve o sigilo bancário violado pela Caixa Econômica Federal, subordinada ao Ministério da Fazenda, como tentativa de desacreditar a sua palavra. Leia mais.

Blitz: o exemplo de Foz

Do leitor, a propósito de reportagem sobre a Operação Duas Rodas, realizada em Foz do Iguaçu:

A operação deveria servir de exemplo para as autoridades que respondem pelo trânsito de Maringá, isso porque a fiscalização e patrulhamento ostensivo se estende pelos bairros e não fica concentrada somente na área central. Além da fiscalização feita em ponto fixo (blitz), cindo duplas compostas por policiais e agentes patrulham a região, abordando condudores que circulam pelo bairro. Em Maringá o que vemos são blitze em pontos fixos, ou seja, enquanto a blitz ocorre, por exemplo, na avenida Brasil na Vila Operária, nas demais ruas do bairro pode haver pessoas dirigindo sem habilitação, com o imposto atrasado, e com demais irregularidades. A fiscalização em Maringá resume-se em blitze, as autoridades esperam que o infrator tenha o azar de passar pela blitz, ao invés de patrulhamento ostensivo, ou seja, ao invés de ir até os infratores, espera que os infratores venham até eles.

Fries e o Código Florestal

De Valdir Fries sobre a aprovação do Código Florestal:

De qualquer forma a última palavra é da presidente Dilma pois ela tem por direito a decisão de vetar o projeto ou parte dele. No entanto ela tenta impedir os males políticos, negociando sua vontade na fase de votação para não ter que assumir o ônus do veto, uma vez que se trata de um projeto para legalizar a situação agrária das áreas de exploração agropecuária, e como sabem a produção agropecuária tem hoje um grande peso econômico e social, tanto na balança comercial que equilibra a importação exportação, como também no Projeto Dilma chamado País sem Miséria. Para tanto a produção de alimento é o primeiro passo para garantir o pão na mesa de quem mais precisa, mesmo assim o governo que deve ter lá seus compromissos com os “acordos internacionais e  ONGs dos ambientalistas”.

O Exame da OAB

De Fernando Lima:

Em nota oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil divulgou a opinião do seu presidente a respeito do projeto de lei nº 1.284/2.011, de autoria do deputado Jorge Pinheiro (PRB/GO), que prevê que o Exame de Ordem passe a ser formulado, aplicado e corrigido, em suas duas fases, com a participação do Ministério Público, da Defensoria Pública e com a participação, também, de um observador da Organização dos Acadêmicos e Bacharéis do Brasil (OABB). Sob o título “Ophir condena projeto que inclui reprovados na organização do Exame”, o presidente da OAB afirmou, entre outras coisas, que a OABB/MNBD é uma organização de bacharéis reprovados no Exame de Ordem; que esse projeto de lei tenta enfraquecer a autonomia e independência da OAB, (…) o que tornaria a Ordem mais uma entidade nas mãos do poder; e que a OAB resistiu à ditadura militar e a sua história de luta merece o respeito por parte de todos os segmentos da sociedade.
As críticas descabidas e desrespeitosas dessa Nota Oficial demonstram que o presidente da OAB não admite a transparência em relação aos atos de nossa entidade. Ele não admite a participação do Ministério Público, da Defensoria e dos observadores da OABB/MNBD e de outras “organizações de bacharéis reprovados no teste”, porque isso impediria os abusos que tornaram o inconstitucional Exame de Ordem um instrumento de reserva de mercado, e não um filtro destinado a aferir o conhecimento dos bacharéis em direito, como afirmam os seus defensores. Vejamos essas afirmações, uma a uma. Na íntegra.

Uma entidade acima da lei

Um trecho do artigo citado acima: ““Não se sabe, hoje, qual a sua natureza jurídica, mas o fato é que ela não faz concurso público, ela contrata quem os seus dirigentes querem, ela não faz licitação para nada e não abre seus livros contábeis para o Tribunal de Contas da União. A OAB passou a ser uma entidade acima da lei e acima da própria Constituição. A OAB quer fiscalizar a tudo e a todos e não quer ser fiscalizada em nada. Ela não quer ser “mais uma entidade nas mãos do poder”. O que ela quer é ser o próprio poder. Mas essa época, do “l’État c’est moi”, já passou, há muito tempo. Ou será que não??”.

Palocci e a nova casta dirigente

Por Rudá Ricci:

Tempos atrás, Chico de Oliveira sugeriu que se formava no Brasil um agrupamento social que governava o país. Para o autor, os fundos constitucionais e de pensão deram origem a uma nova classe social formada basicamente por ex-dirigentes sindicais e ex-intelectuais que se encastelavam na administração de um poderoso capital de investimento. Em suas palavras:
“Criou-se no Brasil uma nova casta ou uma nova classe social. Esta casta ou classe social é, teoricamente, formada, de um lado, por ex-sindicalistas, e de outro por ex-intelectuais, e esse conjunto dirigiu as privatizações das grandes empresas estatais nos últimos anos, sobretudo nos oito anos de mandato de Fernando Henrique Cardoso. Por isso é difícil se fazer uma oposição ao PT”. Não se trata, evidentemente, de uma nova classe social. Mas a possibilidade de uma nova casta é até razoável e instigante. Na íntegra.

O Jeca Tatu na terra de Santa Cruz

De Valdir Fries:

No país do politicamente correto, o Jeca Tatu, imortalizado pelo escritor Monteiro Lobato em um de seus livros a seu tempo, retrata a vida do caipira brasileiro. Ainda na terra de Santa Cruz o caipira já enfrentou de tudo e a todos, e nos Brasis de hoje continha sendo apunhalado pelas políticas de governo e por grande maioria da sociedade. O Jeca Tatu, caipira de pé rachado em meio ao sertão, desbravou a sagrada terra santa, abrindo espaço para a produção de alimentos, consolidando as pequenas industriais,fortalecendo o comércio local, garantindo a soberania brasileira. Na íntegra.

Mocotó, cerveja, Nelson Gonçalves e o combate à homofobia…

De Luiz Modesto:
Este ano o inverno dá indícios de que chegará à passos firmes e vigorosos, fazendo doer os pés à noite, trincar lábios e corar bochechas… Desde semana passada estou preparando minhas roupas de inverno. Algumas precisam de uma estada suave ou média em minha sempre querida máquina de lavar, outras de banho de sol e, ainda, as que aguardam há tempos meu desapego para que sigam desta para um merecido descanso (acumulo roupas velhas aos montes – defeito, confesso!). Gosto do frio. Os trajes parecem nos deixar mais elegantes, corpulentos, interessantes… Leia mais.

Trânsito x política

Do leitor:

O que mais pesa para a administração do municipio de Maringá? Parece evitar o aumento na fiscalização de trânsito, temendo “se sujar” com os eleitores. Se medidas eficazes não forem tomadas o caos no trânsito maringaense continuará Na teoria medidas estão sendo tomadas, enquanto na prática… “Carro tomba após colisão entre veículos na Zona 1; Primeira-dama se envolve em acidente entre dois carros; Moradores do Conjunto Requião fazem abaixo-assinado por sinaleiro; Colisão entre motos deixa duas pessoas feridas; Rapaz de 19 anos fica gravemente ferido após colidir contra árvore em Maringá”.

Democracia ou ditadura?

De Valdir Fries:

O sistema democrático Brasileiro pode estar em jogo, quando deputados da base aliada são humilhados pelo governo. O autoritarismo do governo ficou explicitamente claro no final da noite de ontem e madrugada do dia de hoje. Ficou claro no dia de ontem quando o projeto do Código Florestal foi colocado em votação pela terceira vez na Câmara dos Deputados, após os partidos políticos PSol E PV entrarem com requerimento para que o novo código não  fosse votado no dia de ontem; até aí tudo bem, nada de errado. Porém quando estava sendo votando o mérito do requerimento pelas lideranças partidárias entrou em cena mais uma ver ele, o líder do governo na Câmara, o deputado Candido Vacarrezza do PT de São Paulo. Na íntegra.

A privilegiada

Do padre Júlio Antônio da Silva:

Desde a Igreja nascente,  Maria de Nazaré ocupa um lugar preferencial no coração do povo de Deus. Não é sem razão que a primeira leva de cristãos entende que Deus marcou com sua graça a vida dessa mulher. Desde o início da vida da Igreja,  Maria é tida como “cheia de graça” (Lc 1,28). Termo traduzido por São Jerônimo na primeira tradução popularizada das Escrituras Sagradas. Mas que, originalmente, em grego, faz-nos entender a extensão da expressão bíblica. Na língua grega o texto bíblico fala de “kecharitoméne”. Que além de significar  “cheia de graça” (gratia plena), significa, também, privilegiada, gratificada, contemplada. E no contexto de Lucas a expressão leva-nos a descobrir uma realidade maior que a própria humanidade daquela jovenzinha de Nazaré. Ela foi acarinhada interiormente por uma presença plena do Espírito de Deus que tudo transforma. Foi contemplada pela força do alto (Lc 1, 35). Isto mesmo, com-templada. Na íntegra.

Dia de quais mães?

Do padre Orivaldo Robles:

Como na semana passada, uma trova pescada no fundo do baú. Não sei se de Bastos Tigre, Belmiro Braga, Archimimo Lapagesse ou de outro. É sobre mãe: “A mãe que hoje nós temos/É como a luz, meu rapaz:/Só quando falta é que vemos/A falta que ela nos faz”.
Nos últimos quarenta anos, é meu primeiro Dia das Mães sem poder vê-la. Ainda estranho quando entro em seu quarto vazio. Quando nos deixou, na tarde de 7 de setembro, uma paz doce cobriu nossa casa. Vimo-la definhar de forma inexorável, amargurada e sofrente, apesar do nosso desvelo. Nada mais havia que fazer. Já nem tentávamos disfarçar as lágrimas, quando a víamos chorar rogando a Deus que a levasse. Ele decidiu que era hora de atendê-la. Na íntegra.

Taí a solução

Leitor apresenta a solução para o problema da coleta de lixo em Maringá, sem precisar de terceirização. É só voltar aos tempos de 2006. Pelo menos, observa, veremos o prefeito e assessores fazendo alguma coisa realmente útil para a cidade.

(Foto: Toscorama)

João Daniel, o bombeirinho de Maringá

Do jornalista e escritor Luiz Andrioli:

A fantasia de uma criança pode transformar a realidade. Meu mais novo herói tem 5 anos. É João Daniel, que espera por um transplante de medula óssea. Ele quer ser bombeiro quando crescer. E por isso foi carinhosamente “adotado” pela corporação em Maringá, no Noroeste paranaense. Em um momento mágico e surpreendente, o garoto foi resgatado através da janela do hospital pelos bombeiros em uma escada usada em salvamentos. O garoto mobilizou a comunidade pela sua luta, compartilhada com outras duas mil pessoas em todo o brasil. Doadores existem, temos mais de um milhão e meio cadastrados no Brasil. O problema são as chances de compatibilidade, muito pequenas. Grande tem que ser a força de quem aguarda. Por isso, a esperança deste menino comove. Na íntegra.

Código florestal debaixo do martelo e da foice

Vale entender que a discussão substancial do Código Florestal não trata de propriedade rural, grande ou pequena. Ele  trata de território como espaço de gestão de bens e sua função socio-ambiental, ou seja, são recursos ambientais que implicam de forma direta à sadia qualidade de vida do povo brasileiro. Uma vez que esses bens ambientais formam Biomas que são espaços físicos do território que incluem fauna, flora e suas interações entre si e o ambiente físico: solo, água e ar, abrangendo inúmeros estados da federação. O povo brasileiro é dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo. Porém, do bioma de Mata Atlântica somente restam 7% do total. Isso significa que perdemos até agora território, qualidade de vida e segurança ambiental, uma vez que não é somente o desmatamento que destrói, pois também são os agrotóxicos dos quais hoje somos campeões mundiais de produção e consumo. Perdemos com tudo isto um aspecto substancial da Soberania uma vez que se atinge a durabilidade e qualidade do espaço nacional.
Politicamente incorreto o deputado federal por São Paulo Aldo Rebelo, do PC do B, relator do Código, que certamente bem conhece a teoria marxista e poderia lembrar que Marx escreveu na ideologia alemã “aquilo que os indivíduos são depende das condições materiais da sua produção”. Assim, deveria entender-se que a Terra não é um simples suporte produtivo, uma vez que ela é base da existência material do ser humano e de sua dignidade. Por tanto, equivocados  estão aqueles que de forma míope insistem em continuar destruindo aquilo que não lhes pertence, mas do qual são somente fieis depositários para as presentes e futuras gerações.

Dr. Jorge Ulises Guerra Villalobos
Universidade Estadual de Maringá

Os devaneios da Maringá do raio de 5 km da Catedral

De Carlos Rico:

Nesses dias de aniversário, de alguma data comemorativa, de algum feriado importante, chovem textos sobre os mesmos assuntos. Mas minha intenção não é fazer reverências à “Cidade Canção”. Esse trabalho fica pra quem consegue ver só as maravilhas de uma das cidades mais bonitas do Brasil, nesse mês em que comemora-se 64 anos de sua fundação. São muitos os elogios,os louvores,de quem vê a cidade somente no raio de 5 km a partir da Catedral, principal ponto turístico da cidade. As ruas limpas, os canteiros centrais das avenidas com belos jardins, a segurança mantida pela polícia e pela guarda municipal. O Parque do Ingá, esplendoroso, com seus mais de 47 hectares de floresta conservada, onde, feliz e despreocupadamente,se reúne a classe média na sua certeza de viver no paraíso. Mas a cidade não é só beleza e prosperidade, não é? Pra quem vive no conforto da segurança da sua classe social, é. Agora, quem quiser colocar à prova todas as suas conclusões dessa Maringá dos sonhos, o Éden brasileiro,basta visitar outras partes da cidade que não o mundinho fantasioso criado nos condomínios de R$ 2.000 mensais. Na íntegra. (novo link)

O fim de Bin Laden

De Hélio Schwartsman:

Quanto mais leio sobre as circunstâncias da morte de Osama bin Laden, menos gosto do conjunto. Até acredito que essa não poderia ter sido uma operação 100% de acordo com o direito internacional. Pedir licença aos paquistaneses, por exemplo, como exigem a boa educação e as leis, teria sido estúpido. É difícil acreditar que o líder terrorista tenha vivido por mais de cinco anos num espalhafatoso complexo ao lado de uma academia militar numa cidade a apenas 50 km da capital sem o beneplácito de gente importante em Islamabad. Na íntegra.

Trânsito na Zona 4

Leitor reclama que passou por uma cena onde comprova irresponsabilidade do trânsito maringaense. “Passei pela rua Luis Gama na Zona 4 e me deparei com com dois carros estacionados na contramão e um parcialmente sobre a faixa. No estabelecimento que fui próximo dali me informaram que foi acionada a Setran e a polícia e em torno de 20 minutos onde nao houve a presença de nenhum agente. Pessoas que trafegam naquela região reclamam das entradas especiais para cadeirantes pois é uma região de clinicas e as pessoas não respeitam as faixas e e essas entradas estacionando os seus carros ali. O trânsito de maringa esta precário, porém quem é pago para auxiliar na melhora não responde as espectativas do público e ainda tentam fazer propaganda institucional para conscientizar pois ainda nao enxergaram que o maringaense só acorda e só melhora quando mexem nos bolsos (os poucos que melhoram).”

Vontade de ajudar

Por padre Orivaldo Robles:

A professora discorria sobre a necessidade de praticar boas obras para tornar melhor a convivência entre as pessoas. Diariamente, afirmava, é preciso fazer algum bem para os outros. Assim, cada um estará contribuindo com sua parcela de esforço para tornar o mundo mais fraterno, mais próximo da paz por todos querida. Após a pormenorizada explicação, quis saber quem podia contar algo bom que tivesse feito nos dias anteriores.
Animado, Joãozinho levantou a mão:
– Eu, professora. Ontem levei pelo braço uma velhinha para o outro lado da rua.
– Muito bem. Está aí um exemplo que todos podem imitar. Devemos sempre ajudar as pessoas nos problemas que, sozinhas, não conseguem resolver.
– É, professora, mas a senhora não sabe o trabalhão que deu. Eu tive quase que arrastar a velha. Ela não queria ir de jeito nenhum! Na íntegra.

Beto Richa já começou a mudar o Paraná

Do deputado Ademar Traiano:

Em poucos meses à frente do governo do Paraná, Beto Richa demonstrou que está à altura do enorme desafio que recebeu e já começou a mudar o Estado. Beto está agindo em várias frentes. Ao mesmo tempo em que promoveu um levantamento profundo da herança recebida dos antecessores, Roberto Requião e Orlando Pessuti, está agindo para mudar o Paraná. O levantamento revelou números assustadores, resumidos em um documento intitulado “Diagnóstico de Gestão”. Recebemos uma situação caótica nos setores chaves do Estado – como educação, saúde e segurança pública. Isso sem falar de um rombo de R$ 4,5 bilhões. Na íntegra.

Os falcões do PT

De Rudá Ricci:
Rui Falcão foi conduzido à presidência nacional do Partido dos Trabalhadores na mesma reunião em que 80% da direção nacional deste partido decidiram acolher o pedido de refiliação de Delúbio Soares. Esta reunião não foi um mero ato administrativo. Foi a consolidação de uma trajetória partidária que exterminou a via de construção de um partido de massas, com forte controle da base militante sobre a estrutura burocrática e até mesmo sobre parlamentares e governantes eleitos. O PT nasceu sob este signo autonomista, uma cultura política que rejeitava o centralismo do processo decisório o que, por tabela, refutava o centralismo democrático, o neologismo do velho comunismo para definir prazos e controles para discussões internas e a adoção da linha justa que aproximava o partido de uma estrutura militarizada. Na íntegra.

Mais tempo para as florestas

Da ex-senadora Marina Silva:

Proponho que a presidente Dilma faça um chamamento à classe política e à nação para que, nos próximos meses, discutamos uma política nacional para a gestão sustentável de nossas florestas e de nossos recursos naturais. Para tanto, poderíamos adiar o prazo de averbação da reserva legal, previsto para 11 de junho, de forma que tenhamos um ambiente menos tensionado para o diálogo. Cabe ao governo a responsabilidade de colocar o país no caminho da sustentabilidade e impedir o desmonte da legislação ambiental. Na íntegra.

O dia mais importante da sua vida

De Carlão Pacheco:

Caso você esteja acompanhando os blogs, os sites de noticias, as colunas sociais, os telejornais, a imprensa escrita e tantos outros meios de informação no Brasil e no mundo, deve ter percebido que hoje é um dia muito especial. Um dia que vai entrar para a história como um dos mais importantes do nosso tempo. Eu até pensei em escrever sobre cerca de 100 milhões de pessoas que estão sem teto no mundo. Sobre 1 bilhão de analfabetos, 1,1 bilhão de pessoas que vivem na pobreza, sendo que destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menor que 275 dólares. Ou sobre 1,5 bilhão de pessoas sem água potável, 1 bilhão de pessoas passando fome, 150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo), 12,9 milhões de crianças que morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida. Continue lendo ›

Maringá na contramão

De José Fuji:

Notícia de primeira página em O Diário de hoje: “Prefeitura prepara pacote da verticalização urbana”. Resumo da matéria, além da contradição do crescimento vertical, é “a liberação de edifícios até mesmo à margem dos “fundos de vale”. Enquanto o mundo faz estudos mais apurados para que o crescimento horizontal seja implantado em áreas urbanas onde a qualidade de vida, na saúde, transporte e segurança, seja mais fácil; enquanto, o mundo preocupa com o meio ambiente, o aquecimento global, preservação dos fundos de vales em suas cidades; enquanto o Brasil preocupado com o meio ambiente lança a Campanha da Fraternidade 2011, cujo tema é: “Fraternidade e a Vida no Planeta” com o lema  “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22), a Prefeitura Municipal de Maringá prepara um pacote de verticalização urbana, até mesmo nos fundos de vale.
Meu comentário: É pacabá!

Carta de um delegado de polícia ao senador Roberto Requião

De Cláudio Marques “Rolim” e Silva:

Olá senador, como vai? Depois do episódio da aposentadoria, já não sei se o chamo de nobre ou “pobre”. Sou o delegado Marques, lembra? Ah, sim, de Paranacity. Lembra agora? Ainda não? Sem querer te irritar, como vai o “Ferreirinha”? Não se preocupe, esta introdução é só para refrescar sua memória. Fique tranqüilo, não serei ofensivo, porque agora que não é mais o governador do Paraná não teria nenhuma graça. Mas senador, o senhor tem que admitir que anda meio, digamos, “nervosão”. Não sei qual ato foi mais tresloucado, o “cavalo-louco” no gravador ou ocupar a tribuna para vociferar contra a imprensa. Só faltou o chapeuzinho ridículo para ficar igual o ditador Kadafi. Uma vergonha para o Paraná. Continue lendo ›

Amar, verbo intransitivo

Do monsenhor Orivaldo Robles:

É o título de um romance, escrito em 1927, por Mário de Andrade. Surpreende, porque amar é verbo transitivo direto. Intransitivo é verbo que  não aceita complemento. Sua ação ou estado permanece no sujeito. Não se completa em algo ou alguém distinto do agente. É fechado em si mesmo, verbo autossuficiente. O mundo está cheio de pessoas que amam de forma intransitiva. Vivem falando de amor, mas o que praticam, de verdade, é puro culto de si mesmo. Só têm em mente a própria satisfação. São incapazes de olhar para outro(a), se não for por interesse. Amar é sair de si para buscar outro(a) a quem se decide fazer feliz. Na natureza do amor está inserida a exigência de abrir mão de si mesmo(a) e de suas conveniências. Amar é jogar o destino nas mãos de outro(a) a quem se entrega, por inteiro, a vida. Na íntegra.