Opinião

Bem-vinda a Maringá S/A

Do leitor:

A estação rodoviária de Maringá, cuja construção tem apenas 13 anos, mal projetada, não comporta todos os veículos que precisam usar o estacionamento para deixar ou receber passageiros. É o caos todos os finais de semana e a situação agrava ainda mais nos feriados. Ontem, por exemplo, centenas de motoristas que levavam ou buscavam passageiros eram obrigados a estacionar no ponto de ônibus, na avenida Tuiuti. Ao contrário de Londrina, cuja rodoviária foi provida de um amplo estacionamento gratuito, quem quiser uma vaga com mais facilidade na rodoviária de Maringá é obrigado a pagar pelo estacionamento no subsolo que, devido a exploração, fica vazio a maior parte do tempo (prédio público entregue à iniciativa privada – vem aí o Parque do Ingá S/A. A área da extinta estação rodoviária também segue nos mesmos moldes S/A). Em suma: o povo paga para comprar e construir mas se quiser usar, que pague novamente ao novo proprietário. Se o ritmo for mantido, em breve também serão privatizadas as creches, escolas, postos de saúde, câmara e prefeitura (pensando bem, a julgar pelos esquemas e mando político, essas duas últimas já foram privatizadas há mais de uma década).

Privilégios na Igreja?

De Lucimar Moreira Bueno:

Acredito que não deva fazer verse diferença entre lideranças e povo. O exagero nos destaque só cria barreira, gera a auto suficiência de grupo e impõe uma menos importância ao restante. Partilho com vocês alguns acontecimentos que acontece e não concordo e faz necessária uma discussão. Não sei por que, algumas paróquias vão criando divisões dentro da Igreja, dando a um grupo privilégios como se fossem possuidor de algo á mais do que as outras lideranças e todo o povo. Cada vez mais, tenho a convicção que isso causa indignação em muitas pessoas. Esses privilégios ficam visíveis e inaceitáveis principalmente nas celebrações da Quinta-Feira Santa, Sexta-Feira Santa, Sábado Santo e na celebração de Corpus Christi. Na íntegra.

Tornou-se maldição

Do monsenhor Júlio Antonio da Silva:

No tempo de Jesus, muitas pessoas ficaram perdidas pelo seu jeito de ser. Acreditavam num messias político-partidário, que encabeçaria a tomada de poder para expulsar o imperialismo romano de sua terra. Ao afirmarem que Jesus era “Messias”, o faziam em vista de projetos humanos. A pregação de Jesus respondia a certas aspirações de grupos políticos de sua época, porém, não se conformava totalmente com nenhuma delas. Ele consegue garantir uma postura autônoma e livre diante de tudo e de todos. Na íntegra.

Meu velho

Do monsenhor Orivaldo Robles:

Estivesse vivo, neste mês meu pai completaria 97 anos. Idade tão longa, forçoso é convir, ninguém alcança com vida de qualidade. Sobretudo quem, como ele, arcou com todo tipo de doenças nos seus derradeiros 20 anos. Ainda assim, duro na queda, só se entregou no quarto enfarte. Foi homem extremamente simples. Chegou criança ao Brasil. Como outros chefes de família pobres e sem futuro na Europa, meu avô emigrou da Espanha. Primeiro, para a Argentina, com os três filhos mais velhos, capazes de trabalhar.
A avó ficou em casa com os tios Tomás, Maria, Felicidad e o caçula da ninhada, meu pai, de três anos, talvez menos. Como sobreviveram só Deus sabe. Oito anos depois, a família voltou a se reunir, agora no Brasil, para onde viera meu avô com os tios. Então, chamou da Espanha o restante da família. A imigração trazia espanhóis aos montes. O pai sempre recordava a passagem do navio por Gibraltar, a travessia do oceano e o desembarque em Santos.  Continue lendo ›

Os efeitos perniciosos do ufanismo

De Ricardo Gondim:

Já vivi encantado pelo otimismo. Afirmei com contundência que a sorte é bumerangue que sempre volta com fortuna. Cantei com um público frenético: “Vai dar tudo certo, em nome de Jesus”. Em minhas palestras e sermões, antecipei grandes reviravoltas na vida dos ouvintes. Mas, com o passar do tempo, percebi que apesar de toda a boa vontade, tais guinadas não aconteciam com a frequência que eu desejava. Nem tudo dava certo! Alguns amigos agonizaram, carcomidos de câncer. Outros foram à bancarrota. Quantos casamentos celebrei que terminaram em divórcio. Por que não confessar a infantilidade? Repeti jargões ufanistas sem levar às últimas consequências minhas afirmações. Pior, capitalizei em cima de ilusões. Na íntegra.

Mau gosto

Do padre Orivaldo Robles:

Tenho certeza de que, ao final desta leitura, serei malhado. Já aconteceu antes. Padre se abre a boca, vem paulada na moleira. “Entendidos” de plantão sacam  requentadas fichas da Inquisição, da pedofilia de clérigos e coisas que tais. Fatos que ouviram, embora nunca revelem interesse por conhecer. Melhor deitar falação inconseqüente do que investigar com serenidade. Estudar dá trabalho. Além do quê, vai que a pesquisa chegue a conclusão diferente daquela que a gente aceita. Aí, toca mudar de opinião e enrolar a bandeira agitada com tanto gosto.
A verdade, não custa lembrar, independe de preferências. Por si mesma se impõe. Muita gente, porém, tenta o malabarismo de montar, sobre fato único, várias verdades excludentes entre si. Ajeita a realidade àquilo que lhe convém. Será que exatidão factual só tem valor para peritos, como nossos Reginaldo Benedito Dias e Ângelo Priori? Os outros podem usar uma História light descompromissada da objetividade? Na íntegra.

Cido Spada não é diferente do PT

De Avanilson Araújo, do PSTU:

Muitos petistas honestos de Sarandi tem comemorado a saída de Cido Spada, como a tábua de salvação do PT como um partido de luta e que representaria os interesses da classe trabalhadora. Mas, a saída de Spada representa somente apenas mais um episódio da crise política desse partido que, nacionalmente, aplica e aprofunda contra os trabalhadores a mesma política do PSDB e outros governos burgueses. Para se ter uma ideia o governo Dilma cortou do orçamento federal 50 bilhões de reais o que, todos sabem, significará piora dos serviços públicos e cortes em áreas fundamentais para a população, como saúde, educação e moradia. Por outro lado, esse mesmo governo eleito com o apoio da classe trabalhadora aumentou os salários dos deputados, presidente e ministros em 62%, enquanto o salário mínimo aumentou R$ 35,00 – no mesmo momento em que a inflação come o salário dos trabalhadores antes do final de cada mês. O PT é um partido nacional e Sarandi não é uma ilha. Na íntegra.

Mesmice dos jornais

A tragédia no Rio nos entristece e vai alimentar por muitos dias os meios de comunicação. Duro será aguentar a mesmice da informação. Amanhã, muito provavelmente, jornais trarão manchetes surradas: “Atirador invade escola e mata 10 crianças” ou “Tragédia no Rio: atirador mata 10 em escola”. Vão repetir o que todos já sabem. Já viram pela internet. Quando caiu aquele avião da Airfrance, jornais no outro dia estamparam algo mais ou menos assim: “Avião cai no mar com… (não lembro o número de mortos) pessoas a bordo”. Por essas e outras que, cada vez mais, fala-se no fim dos jornais impressos. Acabar, talvez, não, mas terão de melhorar muito para não ficar na sombra da internet.

Donizete Oliveira

Faltou alguém no velório do Zé

De José Ribamar Bessa Freire:

Os dois morreram com a mesma idade: 79 anos. Os dois foram abatidos pela mesma doença maligna contra a qual lutaram bravamente por um longo período. José Alencar (1931-2011), vice-presidente do Brasil, câncer no intestino. François Mitterand (1916-1996) presidente da França, câncer na próstata. Ambos tiveram funerais solenes com pompa de chefe de Estado. No velório do francês, porém, foi registrada uma presença, que esteve ausente no enterro do brasileiro.
Quase 15 mil pessoas desfilaram diante do corpo de Alencar, velado no Palácio do Planalto, em Brasília e, no dia seguinte, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, com direito a desfile em cortejo fúnebre, limusine preta, celebração presidida pelo núncio apostólico, honras militares, 21 tiros de canhão, bandeira a meio mastro, luto oficial. Alguém, no entanto, sentiu a perda, mas não foi aos dois palácios. Quem? Na íntegra.

Água da graça

Do padre Júlio Antônio da Silva:

A celebração da páscoa coloca-nos diante da possibilidade de participarmos do mesmo processo pelo qual Jesus de Nazaré passou: enfrentar a morte e, pelo poder de Deus, vencê-la! Na vida cristã esta experiência é iniciada a partir da recepção do sacramento do batismo. É o apóstolo Paulo quem afirma esta verdade: “Pelo batismo somos sepultados na morte com o Cristo, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também vivamos de modo novo” (Rm 6, 4). E ele continua dizendo: “Com ele, vocês foram sepultados no batismo, e nele vocês foram também ressuscitados mediante a fé no poder de Deus, que ressuscitou Cristo dos mortos” (Col 2, 12). A participação na vida do morto-ressuscitado é querida por Deus desde sempre, desde a criação do mundo. É por isso que “a própria criação espera com impaciência a manifestação dos filhos de Deus… e geme e sofre dores de parto… à espera da adoção” (Cf. Rom 8, 18-27). Portanto, toda obra criada – a natureza humana e as demais naturezas – tem o mesmo princípio e encaminha-se para a plena comunhão com aquele que a fez e que a contemplou como muito boa (Cf. Gn 1, 31). Na íntegra.

Convivência civilizada

Do padre Orivaldo Robles:
Sem admitir perfeição na mobilidade urbana de Maringá nem legitimar a ditadura do automóvel, cumpre reconhecer que, por causa das vias binárias, no centro, hoje nosso trânsito flui melhor. Houve ganho de tempo e redução do estresse gerado pelo vagar de lesma nos horários de pico Quem desconhece lentidão experimente cruzar a via férrea durante a travessia de uma composição de 98 vagões puxados por duas locomotivas, em velocidade de 10 quilômetros por hora. Menos mal que, dentro de poucos meses, esperamos, a região central se verá livre dos cruzamentos em nível. Aquilo é dose para tirar do sério o mais impassível dos viventes. Foram anos e anos de críticas à assincronia de nossos semáforos. Pronto; pelo menos nessas avenidas não há mais do que reclamar. Questão resolvida, então? Quem dera! Por má sorte, o elemento complicador não está nas vias públicas. Nem nos semáforos. Nem nos carros. Está na peça colocada atrás do volante. O problema – igual, de resto, ao que se dá em outras áreas- somos nós. Nossa pretensão de poder e mando incita-nos a agir como se somente nós existíssemos. Na íntegra.

Ficha limpa

De Almir Pazzianotto Pinto:
Possui nítido viés surrealista o debate em torno da eficácia da Lei Complementar 135, de 4 de junho de 2010, conhecida como “ficha limpa”. (…) Todo cidadão deveria sentir-se confiante de que ocupantes de cargos públicos, e aspirantes a mandatos populares, fossem titulares de folha corrida imaculada. (…) A rigor, lei destinada a moralizar eleições, deveria ser desnecessária. Ao fixar as bases da organização do Estado, a Constituição determina, no art. 37, que “a administração pública direta e indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”. Fosse respeitado o princípio da moralidade, não haveria lugar para larápios na vida pública. Na íntegra.

Qual é o lugar da mulher no metodismo brasileiro?

Poucas mulheres pentecostais, católicas, protestantes e mesmo as ligadas aos organismos ecumênicos se acham vítimas de discriminação de gênero nos espaços eclesiásticos. Especialmente nas comunidades locais elas são “pau para toda obra”: Varem o chão, limpam banheiros, organizam liturgias belíssimas e põem flores perfumadas no altar; de onde lá do alto, os homens comandam confortavelmente o show! Sendo assim, muitas se sentem “agraciadas” e participantes da cena cotidiana eclesiástica.
Poucos deles demonstram apreciação ao trabalho delas. Mas elas não ligam: ficam lá embaixo, algumas como verdadeiras “tietes”, ovacionado egos de personagens que, se não fora o palco montado por elas, não brilhariam.
Essa é a realidade pouco percebida; e as cenas seriam cômicas, não fosse pelo trágico fato de que revelam a condição de ostracismo imposto, por elas a tantas mulheres brilhantes.Continue lendo ›

Résultats voyage en France

De José Fuji:

Pprometi que iria cobrar o resultado da nova investida internacional para solução de nova tecnologia de processamento do lixo de Maringá e agora venho a este espaço pedir esclarecimentos, se for em forma de ‘audiência pública’, na casa de leis, a Câmara Municipal de Maringá, seria melhor, pois ficaria registrado, não é senhor veredor Heine Macieira?

Em tempo quanto custou ao erário esta viagem, ou já está no Portal de Transparência?

Algo se moveu, porém, continuamos sem entender!

De Jorge  Ulisses Guerra Villalobos:

Terminei de ler um texto de Clóvis Rossi (“Algo se move, mas o que é?”, sábado 26 de março de 2011, Folha de S. Paulo), gosto do estilo dele que é direto e sempre provocativo, no sentido de despertar no leitor algo novo a respeito de temas educacionais. Certamente uma questão no centro do debate quando falamos de desenvolvimento. O artigo que comento trata das modificações sociais que têm sua causa imediata nas atitudes dos jovens da denominada “geração economicamente frustrada”. Essa geração é aquela nascida em meados dos anos 80 e que hoje com os estudos superiores concluídos busca no mercado de trabalho emprego e não estágio. Que, aliás, também deseja uma moradia para deixar a casa dos pais, e montar o cantinho, porém a moradia está cara, o transporte caro e o combustível cada vez com mais água para manter uns preços relativamente acessíveis. Continue lendo ›

O declínio do municipalismo

De Rudá Ricci:

Nos últimos dez anos o Brasil mergulhou em transformações profundas. Somos a 7ª potência econômica mundial (entre 205 países) e nos transformamos em um país de classe média. Mas há mudanças em curso não tão auspiciosas e pouco visíveis aos olhos do grande público. Uma das mais preocupantes é a concentração do orçamento público que resulta no declínio dos municípios como entes federativos autônomos. Estamos nos aproximando, em termos da lógica orçamentária pública, do modelo não-federativo do Chile. Trata-se de uma lógica, uma opção política do nosso país. Segundo o Observatório da Equidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o maior orçamento per capita municipal do país é 41 vezes maior que o menor orçamento. Ainda segundo a mesma fonte, os 20% mais pobres recebem das transferências intragovernamentais, em média, 850 reais per capita e os 20% mais ricos chegam a 1.700 reais per capita. No caso do repasse dos royalties, a relação é de 74 reais per capita para os 20% mais pobres para 142 reais per capita para os 20% mais ricos. E, finalmente, chegamos ao repasse do Fundo de Participação dos Municípios: os 20% mais ricos recebem 289 reais per capita e os 20% mais pobres apenas 190 reais per capita. Continue lendo ›

A irremediável burguesia religiosa

De Ricardo Gondim:

Se não me falha a memória, a frase é do Cazuza. “A burguesia fede, mas tem os seus encantos”. Pela classificação mais ordinária dos cidadãos brasileiros, nasci na classe “C”, isto é, no andar de baixo desta burguesia. Designado para viajar nos vagões mal cheirosos que ficam atrás do trem, minha infância não teve tantos mimos. Cresci sem automóvel (eu tinha 17 anos quando papai comprou um carro), sem frequentar lanchonete nos fins de semana e sem vestir roupa de grife. Não, nunca fomos pobres; tínhamos segurança alimentar e uma grande família com tios que chegaram junto na hora do sufoco. Mas, para entrar no baile de adolescente na vesperal do Clube Náutico, eu precisava pular o muro; para chupar um picolé no intervalo da aula, tinha que ir para o colégio a pé e para comer maçã, adoecer. Na íntegra.

Ainda dá tempo…

Do padre Júlio Antônio da Silva:
A Campanha da Fraternidade deste ano coloca-nos diante do grave estado do planeta terra. Somos convocados a olhar a mãe terra e perceber como estamos contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e as mudanças climáticas. Esta preocupação da Igreja parte de um princípio ligado ao desejo de Deus que, desde o início da criação, entregou a administração do planeta nas mãos humanas. Contrariamente, porém, surgem desejos espúrios e a ganância desenfreada de pessoas e sistemas que corrompem, degradam nossa casa comum e comprometem sua “saúde”.
Somos convocados a reflexão. Mas, mais que isso, a buscarmos atitudes alternativas para salvar o salvável. Sabemos que as soluções não são tão simples, pois chegamos a um patamar complicado, resultante de um estilo de vida altamente dispendioso em materiais e em energia que se difundem por aí e degradam os bens criados. Na íntegra.

Cidadania

Do padre Orivaldo Robles:

Um episódio do “Globo Repórter” de 1997 documentou o trabalho infantil. Ergueu o tapete que cobria nossa sujeira e revelou um quadro de vergonha e nojo. Chocou nossa cultura burguesa dar de cara com imenso bando de crianças desnutridas e maltrapilhas, esmagadas pela brutalidade de um trabalho muito superior às suas forças. Longe da escola e dos folguedos infantis, sujeitas a cargas desumanas até para ombros adultos. “Isso é vida de criança?” questionou, desesperançada, uma das pequenas vítimas. A situação despertava pesar até em profissionais da televisão acostumados, por ofício, a retratar a miséria.
Mais surpreendente que tudo, porém, pareceu-me a resposta de um garoto coberto de sujeira e de suor ao repórter curioso sobre o que ele pretendia ser quando adulto. Seca como a terra que pisavam seus pés descalços, cortante como peixeira da caatinga, em duas palavras, escandiu com voz clara e triste: “Um cidadão”. Na íntegra:

A movimentação política lá e cá

De Valdir Fries:

Tudo promete, Obama já esta no Brasil acompanhado de uma comitiva de cerca de 1.000 integrantes, com objetivos que envolvem a política externa de interesse dos dois países. Mesmo amordaçados pela direção nacional, os PeTralhas mais ligados a ditadura comunista se expressam através de carta contra a vinda de Obama. Já o Partido Verde se desentende com Marina Silva, a qual agora fica a deriva e junto com Fernando Gabeira e outros militantes históricos do PV devem acompanhá-la para junto de outra moita, caso não se reestruture/renove a direção do partido conforme havia sido previsto quando Marina ingressou ao PV. Leia mais.

Violência em blitz

Do leitor:

Por que será que a Polícia Militar não aprende nunca que violência gera violência? Será que, para que uma blitz tenha sucesso, tem que impor violência na revista, chutando as pessoas, gritando, ofendendo os cidadãos? Pois bem, é isso que se tem visto nas blitze da PM em qualquer ambiente, seja em bares, lanchonetes, nas ruas, etc. Ora não é porque um cidadão está num bar que ele é mal elemento, aliás, policiais não bebem? Que hipocrisia é essa, ao invés deles darem segurança no dia a dia, que quando a gente liga no 190 eles sempre demoram para atender e, quando atendem, eles ficam esculachando as pessoas que pagam o salários deles. Continue lendo ›

O triste fim de uma história

De Danilo Roque:

Indispensável à administração da justiça, nas palavras da própria Constituição Federal de 1988 em seu art. 133, o advogado é, salvo em raras exceções, essencial e obrigatório em todas as causas judiciais. Diversas vezes, contudo, principalmente por motivos financeiros, torna-se impossível que a pessoa constitua-o de forma particular. Para esses casos há – ou pelo menos deveria haver – em todas as unidades federativas a Defensoria Pública Estadual. Paraná e Santa Catarina são os únicos estados da República Federativa do Brasil que não possuem esse órgão de suma importância à defesa dos cidadãos. O bem protegido transcende à mera administração da justiça, resguarda os interesses do cidadão atendido, sua dignidade, prima pela ampla defesa. Para tentar contornar essa situação, criou-se na Universidade Estadual de Maringá o Serviço de Assistência Judiciária no ano de 1981  (SAJ), atendendo pessoas de nossa comarca, que, além de Maringá, inclui Floresta, Floriano, Ivatuba, Doutor Camargo e Paiçandu.
O SAJ, em seu auge, atendia 900 casos por mês, 10.000 por ano! Contou com um quadro de treze advogados, além dos estagiários. Oferecendo um serviço de grande qualidade, possibilitou que inúmeras pessoas tivessem garantidos direitos nas áreas cível (execuções fiscais, indenizações), família (reconhecimento de paternidade, alimentos, execução de alimentos, divórcios) e criminal (acompanhamento de todo o processo).Continue lendo ›

Restos a pagar, o jeito PT de governar

De Valdir Fries:

Para quem não sabe, “restos a pagar” é o termo usado na esfera da administração pública, utilizada cada vez mais à cada ano desde que o PT passou a “governar” o Brasil. A cada ano que se passa tudo se inclui no Programa de Aceleração do Crescimento, muito se promete, pouco se contrata, quase nada é liberado, muito menos se paga. “Restos a pagar” é todo compromisso dos governos, contratado para ser executado pelo próprio, ou compromissos de convênios firmados pela União para repasse de recursos do OGU aos estados e principalmente para os municípios. Convênios firmados entre o governo federal e os municípios, ainda em 2009, não foram pagos em 2010 e ficaram inscritos em “restos a pagar” com recursos do Orçamento Geral da União do exercício de 2011. Já estamos em meados de março e nada foi cumprido até então, o que deixa prefeitos de todo o Brasil de orelhas em pé e cabelos arrepiados, sabendo-se que mais de 50% de seus mandatos já voou ao tempo e pouco conseguiram fazer em relação ao que consta de seus “planos de governo”. Na íntegra.

Festa sem fim

Do padre Orivaldo Robles:

Inútil negar a evidência de que somos um povo festeiro. Para muita gente, de dezembro ao Carnaval, a vida é só festa. A atenção se volta para passeios e compras, fazendas e chácaras, viagens e praias, noitadas e curtições de calibres vários. Isso tudo “y otras cositas mas”: a palavra festa conhece muitas traduções. Aplica-se a tudo o que causa prazer e alegria de momento. Mesmo que, depois, surjam consequências desastrosas. Pessoas usam o vocábulo para definir situação em que acreditam aceitável a prática de absolutamente tudo o que vier à mente, ainda que alguns “caretas”, segundo afirmam, torçam o nariz. A parcela maior do povo rala, de cedo à noite, todos os dias. Não se pode permitir o luxo da diversão. Há quem sequer no sábado e no domingo descanse direito. Precisa pôr na mesa o pão e o leite, o arroz e o feijão da família. Para esses, falar de festa não faz sentido. Leia mais.

Governo estadual precisa reconsiderar agenda para a educação

Do deputado estadual Enio Verri (PT):

Ao contrário dos últimos anos, o ano letivo de 2011 nas escolas estaduais está começando com preocupação. Em dois meses, o governo estadual adotou medidas que pouco colaboraram para o bom andamento do sistema educacional no Paraná. Ao invés de dinamizar o sistema, proporcionando mais eficiência e qualidade, as primeiras medidas para a educação criaram apreensão e dúvidas em professores, funcionários, pais e estudantes. Na íntegra.

Amigos

Do padre Orivaldo Robles:

Amo meus amigos. Pouco numerosos, é verdade, mas todos munidos de raras grandezas. Não me incomodam os seus defeitos. Melhor seria, é óbvio, que os não tivessem. Quem sou eu, porém, para botar reparo? Não estou em condição de a ninguém cobrar perfeição. Fosse o mesmo de mim exigido, amigo nenhum eu teria. Muito mais do que eu com eles, acredito sejam eles condescendentes comigo. Entendo que amigo não julga. Simplesmente aceita. Perdoa as fraquezas do outro e oferece apoio para a sua superação. Parafraseando São Paulo, a amizade “tudo crê, tudo suporta, tudo espera”. Assim são meus amigos. Sofrem com meus defeitos e fazem o que podem para me ajudar a corrigir-me. Na íntegra.

O Direito e a intolerância de pensamento

De Paulo Vidigal:

Gostaria respeitosamente de compartilhar, principalmente com meus colegas acadêmicos, uma modesta reflexão. É de conhecimento de todos que na próxima semana teremos aula apenas na quinta e sexta.  Na sala de aula participamos de uma discussão (no melhor sentido da palavra) que tinha como objetivo que todos fossemos “unidos” e faltássemos à aula nesses dois dias para que ninguém ficasse com falta.  Esse foi o argumento utilizado: a união, a vontade da maioria sobre a vontade da minoria.  Ficou claro que os que fossem contrários estariam contra a vontade da maioria. Na minha opinião, todos têm o livre arbítrio de fazer suas escolhas. Nesse caso especificamente, o direito decidir se vão à aula ou não. Por outro lado, aqueles que como eu decidiram ir à aula nesses dias, devem ter seu direito e sua decisão respeitada. Pense: algum acadêmico pede autorização a outro para faltar à aula? É claro que não. Apenas falta e assume a responsabilidade do seu ato. Na íntegra.

Por que não valorizar as auxiliares de creche?

De leitora:

Sou mãe e preocupo-me com a educação de meu filho. Fiquei sabendo que as auxiliares de creche ficaram excluídas do Plano de Carreira. A partir daí estou sempre acompanhando o Blog do Sismmar sem contar que procurei acompanhar todos os movimentos em prol dos direitos das mesmas. Fiquei indignada com o desabafo de uma delas pois que, acompanho a rotina de meu filho e reconheço o quanto são importantes para a formação dele e de muitas crianças maringaenses. Por que a atual gestão fez tantas propagandas sobre a educação municipal e não valoriza estas profissionais que tem nossos filhos como seus? Na reunião dos pais e no dia a dia na porta quando entrego meu filho vejo o carinho que estas profissionais tem pelas crianças. E por que não valorizá-las?Continue lendo ›

A nossa casa comum

Do padre Júlio Antônio da Silva:

O biólogo alemão Ernest Haeckel (1834-1919) criou a palavra ecologia e definiu-lhe o significado: o estudo do inter-retro-relacionamento de todos os sistemas vivos e não vivos entre si e com seu meio ambiente, entendido como uma casa, donde deriva a palavra ecologia. Não custa lembrar que esta palavra vem da língua grega, “oikos”, que significa: casa. De um tema periférico, quase que como um subcapítulo da biologia, nestes últimos tempos, passou a ser um discurso de grande peso universal. Capaz de mobilizar grandes massas e de provocar grandes discussões. Não é sem razão que existem, legalmente estabelecidos, os dias ou semanas do meio ambiente, o dia da ecologia etc. Na íntegra.

Um circo e tanto

Neste domingo, nós maringaenses fomos presenteados com um grandioso espetáculo. Enquanto estávamos nos preparando para uma simples e rotineira eleição, o que se mostrou ao final do dia foi um verdadeiro Deus nos acuda. Para os possuidores de narizes atentos, algo já não cheirou bem no momento de início de campanha, sendo visível a disparidade entre os materiais de campanha proporcionados aos candidatos. Era carro de som contra carriola e panfleto contra outdoor. Mas… como todo bom circo, isso era apenas os preparativos, ainda tinha muito por vir. Continue lendo ›