A noite passada fui dormir pensativo com o que está ocorrendo em torno do projeto da geminadas. Orei com fervor, pedi ao Soberano que me desse respostas. Por que o prefeito, depois de liberar os vereadores da base para votarem de acordo com suas consciências,
estaria agora pressionando a votarem contra? Por que John fez o que fez? Por que Flávio Vicente viajou? Por que? As indagações eram muitas. Mal adormeci , senti um arrebatamento e me vi num local com uma luz intensa que quase não me deixava enxergar, mas pude perceber que estava ao lado do prefeito e frente a frente com Deus, que após os cumprimentos de praxe me disse: “Para responder às suas dúvidas, preferi trazê-los aqui” e se dirigindo a Silvio II, falou: “Explique meu filho, responda ao Akino”. Senti uma grande emoção ao ouvir meu nome pronunciado pelo Todo Poderoso e mal pude me conter para ouvir as explicações do prefeito. Tinha certeza que diante de Deus nada esconderia. Nervoso, gaguejando, ele só falava a palavra irmão, meu irmão. Esforçava, mas não conseguia pronunciar outras. Percebi que lágrimas brotavam de seus olhos. “Irmão, meu irmão”, repetia. Criei coragem e pedi, “ajude-o, Senhor, pelo amor de Deus (só depois percebi o erro da linguagem) a explicar. Dê-lhe forças! Não devo, só posso agir se ele pedir”, respondeu, “dependo de suas orações, está na’ lei orgânica’. “Ore Silvio”, implorei. “Irmão, meu irmão”, balbuciava. Percebendo que ele não explicaria, apelei: “Meu Deus, o Senhor sabe de todas as coisas, então diga-me, para postar no blog do Rigon, que interesses estão envolvidos?”. Com um sorriso maroto, levantou-se, colocou a mão direita sobre meu ombro e falou. “Meu filho, este caso é tão intrincado, que não foi por acaso que trouxe você e o Silvio até aqui. Esperava aproveitar as respostas que ele daria a você. Imaginei que, lisonjeado pela minha presença, ele que fala tanto em mim, abrisse o jogo. Confesso que ainda não consegui descobri o que eles querem. Estão tratando com o pessoal lá de baixo, com um dos meus ex-anjos, que decaído virou quem você sabe”. Já íntimo, arrisquei: “Mas isso não foi uma armadilha igual àqueles pedido de regime de urgência de John e Heine?”. “Não meu filho, estou usando o que o ‘regimento interno’ permite, mas acho que desta vez perdi (lembrei de Zebrão e Heine)”. Neste momento tive a certeza que no caso das geminadas, só Deus, ou melhor, nem Deus. Depois das despedidas o Senhor nos disse, vão com Deus, ou melhor, corrigiu, com um dos meus ‘Assessores’, “continue orando Akino. Está autorizado a relatar essa reunião, peça ao povo de Maringá que não desista. Qualquer dúvida, procurem o meu representante maior na cidade, dom Anuar,vou recomendar que ele os ajude”.
PS: Aturdido acordei, não sei se foi sonho, revelação, arrebatamento, só sei que fiquei conformado. O que acha, Fuji?
Akino Maringá, colaborador