a.a. de assis

Gente

Verdelírio e Assis

Verde

No almoço festivo aos 25 anos do Jornal do Povo, hoje no parque de exposições, o jornalista Verdelírio Barbosa (que comemorou 75 anos de idade) leu o editorial da primeira edição do JP, de autoria do grande Antonio Augusto de Assis, 83, ao seu lado.

Leitura

Trova

Contra o gênio, com frequência,
joga pedras a vaidade.
– É que a luz da inteligência
machuca a mediocridade!
A. A. de Assis

Leitura

Trova

A palavra acalma e instiga;
a palavra adoça e inflama.
– Com ela é que a gente briga;
com ela é que a gente ama!
A. A. de Assis

Blog

Em Nova Friburgo

maringa

Placa da rua Maringá no Jardim Ouro Preto, em Nova Friburgo (RJ), cidade onde, em 1960, o poeta maringaense A. A. de Assis residiu por quase um ano. Nova Friburgo fica a cerca de 145 km de sua terra natal, São Fidélis.

Leitura

Trova

A bênção, queridos pais,
que às vezes sois mães também.
Em nome de Deus cuidais
dos filhos que d’Ele vêm!
A. A. de Assis

Leitura

Trova

Esta é uma lei que não muda,
portanto preste atenção:
– O Pai jamais nega ajuda
àquele que ajuda o irmão.
A. A. de Assis

Leitura

Trova

A vida, além de um prazer,
é a chance que a gente tem
de, mais que apenas viver,
ser luz na vida de alguém.
A. A. de Assis

Leitura

Trova

Grande mesmo é quem descobre
que ser grande é ser alguém
que abre espaço para o pobre
tornar-se grande também.
A. A. de Assis

Leitura

Trova

Tal qual dois rios se abraçam,
formando um só rio após,
dois “eus” pelo amor se enlaçam,
passando a chamar-se “nós”!
A. A. de Assis

Leitura

Trova

Errar nunca foi demérito,
e eu também estou sujeito.
– Nem mesmo o velho pretérito
é totalmente perfeito.
A. A. de Assis

Memória

Baú do blog

Boca Maldita de Maringá
A Boca Maldita de Maringá era bem frequentada: na foto da revista Aqui de maio de 1980, Annibal Bianchini da Rocha, Rodolfo Purpur, Jorge Fregadolli e A. A. de Assis.

Leitura

João Guido e A. A. de Assis

Assis por Jaime Pina
O texto abaixo é de João Guido, e foi publicado originalmente na revista Aqui (número 14), em fevereiro de 1980. Foi mantida a ortografia da época. A revista, publicada mensalmente, era de propriedade da Editora Gráfica Clichetec e tinha como diretores Genaro Dutra, Antonio Augusto de Assis, Nobuo Sotozono e Luiz Nora Ribeiro. João Guido, que também apareceu em textos de outras publicações – pouquíssimos sabem -, era um dos heterônimos utilizados pelo grande A. A. de Assis (ilustração) nos velhos e bons tempos de lida jornalística. Assis, por sinal, descansa em Balneáripo Camboriú até o final do mês.

Crônica

Quinzim Bitu rico não era

De João Guido: ilustraPraquê que enfiaram na cabeça dele aquela idéia de se mandar do seu chão de nascença? Quinzim Bitu não era rico, não era. Os quinze alqueires num fundão da Paraíba, uma área do brejo, plantando dava: A mulher Otaviana ajudando a capinar e colher, os cinco filhos sobrevividos já pegando no cabo da enxada, o mais velho com vinte, o caçula com 12, no meio Tiquita pensando em casamento. Rico não era o Quinzim Bitu. Comia fartura, as colheitas e as carnes que vendia faziam sobrar algum para a roupa nova dos dias de romaria, a família gorda e sossegada. Enfiaram na cabeça dele a notícia de que no sul a vida era muito melhor. Tinha conforto, tinha modernice, tinha alegria, tinha chiqueza, tinha carnaval, futebol, emprego fácil, dinheiro farto. Quinzim vendeu seu chão de nascença e se mandou de caminhão, de trem, desceu em São Paulo. Só sabia capinar, plantar, colher, não conseguiu emprego. Nem documento em ordem ele tinha. Continue lendo ›

Leitura

Trova

Vai, riozinho, sem pressa…
lembra ao mar, sem raiva ou mágoa,
que ele é grande, mas começa
num modesto olhinho d’água!
A. A. de Assis

Leitura

Trova

Dentre os bens que o filho espera
receber por transmissão,
tesouro nenhum supera
o exemplo que os pais lhe dão.
A. A. de Assis

Leitura

Trova

Vaidade, doença triste
que nos condena a estar sós…
Não nos deixa ver que existe
ninguém mais além de nós.
A. A. de Assis