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Educação

Governo propõe regulamentar cargos em universidades estaduais por lei

O Governo do Estado encaminhou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei que regulamenta todos os cargos em comissão e as funções gratificadas de direção, chefia e assessoramento das sete instituições estaduais de Ensino Superior e dos hospitais universitários.

A reforma administrativa garante estabilidade para as gestões e extingue vácuos interpretativos, além de propor enxugamento de 614 cargos, com economia anual de R$ 6,2 milhões aos cofres públicos e valores uniformizados para atender a totalidade dos órgãos já existentes.

O texto enquadra as simbologias CC-GR e FGs às concepções DA (Direção e Assessoramento) e FA (Função Acadêmica) e tem como parâmetro os valores praticados nas diversas estruturas do Executivo. As mudanças foram propostas pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, depois de rodadas de discussões com as universidades estaduais ao longo de 2019.

Além de toda a reestruturação, o texto autoriza o recebimento de simbologia FA por servidores efetivos da Secretaria da Saúde lotados nos hospitais universitários, onde a gestão é compartilhada, e também preserva eventuais remunerações extras previstas em outras leis específicas.

REGULAMENTAÇÃO – Aldo Bona, superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, explica que o projeto atende apontamentos dos órgãos de fiscalização e regulamenta cargos que nunca foram objeto de lei específica – pelo ordenamento jurídico, somente a Assembleia Legislativa, por proposição do Poder Executivo, pode validar essa estrutura.

“É uma regularização da situação dos cargos das universidades estaduais, aqueles que compõem as suas estruturas administrativas. Ao longo dos anos, as universidades criaram seus quadros, inclusive com quantitativo de pessoas, por meio de seus conselhos universitários. Eles nunca foram devidamente regulamentados. Os únicos cargos formalmente existentes, hoje em dia, são reitor e vice-reitor”, afirma Bona.

ATUALIZAÇÃO – O projeto de lei regulamenta os cargos da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) e Universidade Estadual do Paraná (Unespar), as mais novas do Estado, criadas nos anos 2000, e dos hospitais universitários geridos em parceria com a Secretaria de Saúde.

Ele também atualiza uma legislação de 2009. Naquele ano, o Estado chegou a aprovar uma lei (16.372/2009) que instituiu uma estrutura administrativa para as universidades, inclusive prevendo cargos, mas ela não considerou funções nos hospitais universitários, novos cargos que já estavam em discussão na época, como auditor e controlador, e as instituições recém-criadas.

“Em razão dessas deficiências, a lei de 2009 nunca entrou em vigor de maneira efetiva. Ela previa efeitos imediatos a partir de 1º de abril de 2010, mas ainda naquele mês foi aprovada outra lei estendendo as validades dos cargos criados pelos conselhos até 31 de dezembro daquele ano, e depois houve sucessivas prorrogações”, explica Bona. Segundo o superintendente, esse processo prosseguiu até dezembro do ano passado.

“O texto não só regulariza, como cria as estruturas necessárias nos hospitais e resolve as estruturas administrativas das universidades mais novas. Queremos enfrentar com serenidade e firmeza um debate que foi negligenciado desde 2010”, complementa. “O Tribunal de Contas, num acórdão de 2019, recomendou ao Governo que não prorrogasse mais os cargos e que o problema fosse definitivamente resolvido por lei. É o que estamos propondo”.

UNIFORMIZAÇÃO – A Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior estabeleceu critérios e padrões de referência para os cargos, e, com base neles, chegou ao novo projeto de lei. Os novos valores de DA variam entre R$ 1.487,58 a R$ 4.410,15, enquanto as gratificações FA vão de R$ 606,45 a R$ 1.487,58. A uniformização extingue 614 cargos existentes, com economia anual de mais de R$ 6,2 milhões.

A proposta garante tranquilidade para as gestões acadêmicas executarem seu orçamento. “A expectativa é de que tenhamos a segurança jurídica necessária. Esse tema gera certa instabilidade porque até então os reitores não sabiam exatamente qual estrutura teriam no ano seguinte para a comunidade acadêmica. Com essa proposta de lei, geramos economia, resolvemos problemas pendentes e garantimos estabilidade na gestão administrativa”, afirma Bona.

GRA – O projeto de lei também cria a Gratificação de Responsabilidade Acadêmica (GRA), que se aplica de modo exclusivo a docentes que assumirem a responsabilidade de Chefe de Departamento, Coordenador de Curso de Graduação e de Programas de Pós-Graduação stricto sensu, de cursos de residências previstos em lei e de Vice-Chefe que exerce as atividades de Coordenador de Curso, onde estas não existirem.

Ela tem caráter temporário e não incorporável na inatividade. A intenção do Governo do Estado é regularizar a situação, já que hoje quem assume essas funções acaba sendo nomeado para um cargo comissionado.

O valor foi fixado em 15% da remuneração básica da carreira de docente adjunto nível A e não pode ser cumulativo com as simbologias DA e FA. De acordo com o projeto de lei, ela só será implementada após o término dos mandados das chefias de departamentos e coordenações de curso que estiverem em vigor. (AEN)

Geral

Vapt-vupt

Vapt – Gilmar Mendes suspende MP que revoga exigência de publicar procedimento de licitação em jornal

Vupt – Presidente Jair Bolsonaro tentou comprar deputados com cargos, diz líder do PSL na Câmara

Brasil

Cobiça se impõe, Bolsonaro cede e começa a negociar cargos

De Denise Rothenburg e Luiz Calcagno, no Correio Braziliense:

Um líder partidário acostumado às benesses do poder foi ao Planalto dia desses para saber como seria a nova relação do presidente Jair Bolsonaro com o Parlamento. Lá, foi informado por um ministro de que todos os ocupantes de cargos de segundo e terceiro escalões indicados por políticos seriam substituídos, de forma a acabar com os feudos dos parlamentares nas repartições.Continue lendo ›

Política

Cabide

De Leandro Mazzini, na coluna Esplanada:

Deputados e senadores da bancada ruralista que não foram reeleitos estão de olho nos cargos do Ministério da Agricultura. Mais de 50% dos parlamentares ligados ao agro não conseguiram renovar seus mandatos.

Política

Eles podem?

O site O Antagonista soube que o Podemos está negociado cargos no Ministério da Saúde em troca de votos na votação da segunda denúncia.
Álvaro Dias vai deixar?

Política

Sercomtel diz isso e faz aquilo

Do Paçoca com Cebola:

No final da gestão de Alexandre Kireeff a Sercomtel possuía 2 cargos em comissão, mas em abril de 2017 – já na administração Marcelo Belinati – passaram a ser 6, e no último mês de maio o conselho da telefônica autorizou a criação de mais 3 cargos comissionados, conhecidos pelo codinome de Assessores Especiais, mesmo após o anúncio de medidas restritivas na empresa e do rombo orçamentário.Continue lendo ›

Blog

Duas pastas

Alexis

O procurador-geral do município, Alexis Eustatios, vai acumular a Secretaria Municipal de Gestão, com a saída do também advogado Laércio Fondazzi. Ele deve comandar as duas pastas por algum tempo, até o prefeito Ulisses Maia nomear um novo titular.

Educação

Cenas da campanha

Dois trechos de um debate entre os candidatos a reitor da Universidade Estadual de Maringá, em agosto de 2014. Num, o hoje reitor Mauro Baesso diz que não tinha “nenhum compromisso de cargo em razão do processo eleitoral”; noutro, cita os anos 90, em que “não tínhamos sequer papel higiênico para trazer para a universidade”. As imagens são da TV UEM.

Maringá

A lista

ulisses

A edição de amanhã de O Diário traz uma lista de escolhidos para a próxima administração, com pessoas que teriam sido escolhidas pelo prefeito eleito Ulisses Maia, que neste sábado comeu pastel na feira (foto).
Não se sabe a veracidade da lista, mas deverá trazer surpresas, já que muitos reclamam que Ulisses não tem dado pistas sobre vários cargos.Continue lendo ›

Maringá

Abaixo-assinado para manutenção de privilégios

Título-Sanches

O prefeito eleito Ulisses Maia (PDT) deve ficar atento a abaixo-assinados que estão sendo feitos em algumas repartições públicas, em que se pede a permanência até de cargos comissionados.
Há informações de que os abaixo-assinados são feitos na base da pressão sobre funcionários, e são encabeçados por pessoas que querem continuar mantendo seus privilégios em relação a horários e atividades.

Geral

Entrega de cargos

receita federal

A delegacia do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil em Maringá informou no site do Sindifisco que os chefes das seções de Administração Aduaneira (Saana) e de Controle e Acompanhamento Tributário (Sacat) da Delegacia da Receita Federal do Brasil e seus respectivos substitutos protocolizaram ontem ação judicial solicitando a imediata exoneração dos cargos de chefias por eles ocupados. Eles esperam que outros chefes em todo o Brasil sigam o exemplo.

Opinião

O custo dos CCs da Sema, em Maringá e em Londrina

Londrina-Maringá

Os 15 CCs atualmente lotados na Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em Maringá, em salários e encargos, é de R$ 89.415,87, mensais, ou R$ 1.072.990,48, por ano, R$ 4.291.961,90, em quatro anos de mandato.
Já em Londrina há apenas o cargo de secretário, onde a remuneração é menor que Maringá, se gasta algo em torno de R$ 13.000,00 mensais, ou R$ 156 mil, por ano, R$ 624 mil em 4 anos. A diferença entre que Maringá gasta a mais em CCs num mandato é R$ 3,667 milhões.Continue lendo ›

Eleições 2016

Inversão no material

Campanha

Em Sarandi, mudança no material de campanha da coligação Pra Sarandi Avançar: até então, Conrado Ferri, candidato a prefeito, ficava à frente do vice Garbúggio (acima); agora, houve uma inversão e o vice aparece à frente. Houve quem pensasse que os cargos haviam mudado; mas não, permanecem os mesmos.

Campanha

Política

Cargos em troca de apoio

Em São Paulo, o Ministério Público Eleitoral prepara-se para propor uma ação contra a candidatura de João Doria (PSDB) a prefeito de São Paulo, sob suspeita de abuso de poder político.
Promotoria investiga se há relação entre a nomeação de um filiado ao PP para a Secretaria de Meio Ambiente do tucano Geraldo Alckmin e o apoio do partido a Doria, informa o Painel da Folha de S. Paulo. Continue lendo ›

Política

Papa-tudo

Da coluna Painel, da Folha de S. Paulo:

PMDB e PP estão em guerra por cargos do Ministério da Saúde no Rio. Indicações de peemedebistas para hospitais federais estão sendo trocadas a mando do PP, que hoje comanda a pasta.
A sigla não tolera ser preterida e pediu arbitragem do Palácio do Planalto na disputa com o PP.

Política

A sanha pepista

De Murilo Ramos, da Época:

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, não pode se queixar: conseguiu preencher os principais cargos da Pasta, como a Secretaria Executiva e a Secretaria de Política Agrícola.
Além disso, endossou a permanência do secretário de Defesa Agropecuária. À primeira vista pode parecer pouco, mas não é. Continue lendo ›