Educação

Ivana Veraldo

Educação e comportamento político

Pesquisa de 2011 avaliou a relação entre escolarização e politização e, entre outras conclusões, registrou que os universitários são menos interessados em política do que eram há uma década. Outra pesquisa sobre “confiança nas instituições” mostrou que 60% dos entrevistados não confiam ou pouco confiam no Congresso Nacional e 70% têm a mesma desconfiança em relação aos partidos políticos. Triste cenário de crescente desinteresse pela política e de elevada desconfiança nas instituições políticas. Para superar essa despolitização defendo uma educação que contribua com a formação de cidadãos mais interessados, envolvidos, mobilizados e ativos politicamente. Não se trata de criar uma matéria escolar, como a antiga e extinta Educação Moral e Cívica. Uma disciplina escolar poderia transformar-se em doutrin amento. Proponho a educação política num sentido mais amplo: dentro da escola atravessada no currículo e, fora dela, nos Partidos Políticos, nas ONGs, nas instituições religiosas, nas práticas cotidianas.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Educomunicação

Daqui para frente, ouviremos falar muito de Educomunicação, campo de conhecimento que estabelece diálogos entre a Educação e a Comunicação. A utilização de recursos tecnológicos nas escolas tem sido comum, mas faltam projetos pedagógicos que aproveitem o potencial máximo dessas ferramentas. A Educomunicação tem como objetivo usar as tecnologias da informação para promover avanços na aprendizagem, tanto em sala de aula como em movimentos sociais e no terceiro setor. Exemplo: o emprego do rádio e do jornal como aliados no processo de ensino-aprendizagem e a ampliação da articulação oral dos estudantes, da competência para a elaboração de redação e da capacidade de trabalho coletivo. Embora a Educomunicação seja relativamente jovem, a incorporação dos avanços tecnológicos pela educação não é uma novidade. Pesquisas futuras avaliarão se essa parceria entre Educação e Comunicação resultará efetivamente em melhoria do aprendizado dos alunos.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Obediência cega ou…

Os educadores e os pais almejam obter das crianças a obediência cega às normas do mundo adulto? É fato que hoje muitos adultos se recusam a cumprir a sua responsabilidade na apresentação e no cultivo de normas e regras que dizem respeito à convivência das crianças com um mundo comum e público. E o resultado dessa tendência aparece na formação de pequenos tiranos que acreditam poder fazer de seus desejos a regra. Por outro lado, há aqueles que louvam a absoluta obediência e submissão às normas. Seguidores do nazismo alegaram simplesmente obedecerem às ordens; defensores ou torturadores do regime militar, no Brasil, alegaram o simples cumprimento de ordens. A obediência cega pode substituir a reflexão ponderada e gerar situações extremas como essas. Esse é um embate pedagógico de respeito.
Ivana Veraldo

Educação

Sindicato cobra de Richa “compromissos não cumpridos”

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar)vai solicitar uma audiência com o governador Beto Richa para cobrar o atendimento dos compromissos assumidos com a categoria e ainda não cumpridos. Em seu site, a entidade diz que o governador encerrou o primeiro ano de governo com retrocesso e descumprindo, por exemplo, a promessa de enviar dos PCCs técnico e docente para a Assembleia Legislativa. Leia mais.

Opinião

Educação nas prisões

Dia 8 de fevereiro será realizada em Brasília uma audiência pública sobre as Diretrizes Nacionais para a Oferta de Educação nos Estabelecimentos Penais. A Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, após estudo sistemático sobre a situação da educação no sistema prisional brasileiro, propôs um conjunto de recomendações. A tese defendida é de que é obrigação do Estado brasileiro combater efetivamente todas as formas de impunidade de crimes cometidos contra a sociedade e contra o Estado. Questiona-se  também o modelo de punição centrado predominantemente na ampliação do confinamento de seres humanos em unidades prisionais. O Conselho Nacional de Educação já está analisando a matéria. A sociedade civil organizada deve ficar atenta pois o assunto é polêmico.

Ivana Veraldo

Opinião

Educação especial

Em 2009 o MEC homologou o parecer nº 13/2009 do Conselho Nacional de Educação (CNE) que torna obrigatória a matrícula de pessoas com necessidades especiais no ensino comum, com a possibilidade de o aluno frequentar o atendimento educacional especializado no contraturno. Com isso, deve aumentar em 2010 o número de matrículas dessas crianças no ensino regular. O tema é controverso, uma vez que o sistema educacional ainda não está totalmente preparado para lidar com todas as “diversidades” existentes, principalmente as de maior comprometimento. Por outro lado, há os que pensam que ensinar essas crianças apenas em ambiente segregado é uma questão cultural que precisa cair por terra. É necessário o monitoramento do processo para que seja garantida a qualidade da educação para todos, não só os especiais.

Ivana Veraldo