Lula, o grande eleitor
De Elio Gaspari, sobre o ex-presidente Lula, hoje em O Globo:
Enquanto ele estiver preso, os outros terão a liberdade de fazer besteiras, da greve dos caminhoneiros ao prende-solta dos magistrados. Continue lendo ›
De Elio Gaspari, sobre o ex-presidente Lula, hoje em O Globo:
Enquanto ele estiver preso, os outros terão a liberdade de fazer besteiras, da greve dos caminhoneiros ao prende-solta dos magistrados. Continue lendo ›
E Elio Gaspari, em O Globo:
Desde o primeiro momento, sabia-se que por trás do movimento dos caminhoneiros havia um locaute.Continue lendo ›
De Elio Gaspari, hoje em O Globo:
A notícia é boa, resta saber se vai adiante. A repórter Daniela Lima revelou que o Tribunal de Contas da União pretende abrir a caixa-preta do cofre da Ordem dos Advogados do Brasil. Estima-se que ele movimente a cada ano R$ 1,3 bilhão anuais. Continue lendo ›

De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
Os juízes federais que ameaçam fazer greve para defender o penduricalho do auxílio-moradia podem entender muito de direito, mas não têm senso do ridículo.Continue lendo ›

De Elio Gaspari, hoje em O Globo:
Para mostrar aos brasileiros que estava bem de saúde, Michel Temer caminhou do Jaburu ao Alvorada, teatralmente escoltado pelos ministros Henrique Meirelles, Moreira Franco e Torquato Jardim. Bem que ele poderia mostrar aos brasileiros que está preocupado com a saúde de quem lhes paga os salários indo com a mesma turma para uma fila de vacina contra a febre amarela.Continue lendo ›
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
Sergio Moro é um juiz discreto e frio. Costuma usar camisas pretas com gravatas vermelhas, mas ninguém é perfeito. Sua sentença contra Lula teve 962 parágrafos metódicos e cirúrgicos, mas neles revelou-se também um litigante defensivo e sanguíneo, quase inseguro.Continue lendo ›

De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
Eminentes ministros Herman Benjamin, Rosa Weber e Luiz Fux
Vocês perderam por 4 x 3. Eu, Adauto Lúcio Cardoso, fui voto solitário em 1971 contra a censura prévia à imprensa, deixei a toga na bancada e fui-me embora do Supremo Tribunal Federal. Há quem lembre desse episódio, mas ninguém lembra dos ministros que formaram a maioria. Continue lendo ›

De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
A repórter Marina Dias revelou que se articula uma ação conjunta do presidente Michel Temer com seus antecessores Lula e Fernando Henrique Cardoso em busca de um pacto político. Desde fevereiro, quando Temer visitou Lula no hospital Sírio-Libanês depois da internação de sua mulher, Marisa, o presidente faz circular a notícia de um encontro com todos os seus antecessores.
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De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
O deputado Ricardo Barros é aquele engenheiro que o ministro Eliseu Padilha mencionou como o “notável” do Partido Popular que substituiu o médico Raul Cutait durante o processo de escolha do ministro da Saúde de Michel Temer. O maior doador de sua campanha eleitoral, com um cheque pessoal de R$ 100 mil, foi o empresário Elon Gomes de Almeida, dono do plano de saúde Aliança.
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De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
Michel Temer é um político experiente, frio, e conhece o lado do avesso de Brasília. Em maio do ano passado, quando fritava a presidente Dilma Rousseff e o comissariado petista, circulou a notícia de que formaria um governo de notáveis. Era lorota e foi logo desmentida.
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De Elio Gaspari, em sua coluna de hoje:
Velhos fundadores do PT viram com uma ponta de satisfação o estouro da rede paranaense onde foi apanhado o ex-ministro Paulo Bernardo.
Para quem conhece a história do partido, em São Paulo o PT operava numa escala municipal, ora com empresas de ônibus no ABC, ora com lixo e molho de tomate na prefeitura de Ribeirão Preto, comandada por Antonio Palocci. Foi no Paraná que o comissariado conheceu, herdou e aperfeiçoou a máquina arrecadadora do deputado José Janene, compadre de Alberto Youssef e padrinho de alguns diretores da Petrobras.Continue lendo ›
De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
Um curioso que ouviu conversas dentro da Odebrecht garante que a estratégia da empresa está sendo discutida por cerca de 50 advogados. Nessa conta entram profissionais da corporação e representantes de diretores e ex-diretores.
À primeira vista o fenômeno tem explicação, mas os doutores deveriam se perguntar o que acontece com um paciente que tem 50 médicos. Tancredo Neves teve uns 20 e deu no que deu.

De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo deste domingo:
Passou despercebido um trecho do depoimento do empresário Salim Schahin ao juiz Sergio Moro. Seu banco e sua fornecedora de equipamentos à Petrobras meteram-se nas falcatruas petistas e passaram a colaborar com as autoridades. Ele disse o seguinte:Continue lendo ›
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
Descobriu-se o óbvio: para tirar o PMDB do governo, é preciso chamar os homens de preto da Federal.
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
A doutora Dilma diz que o juiz Sérgio Moro colocou “em risco a soberania nacional” ao divulgar telefonemas em que ela estava na outra ponta da linha.
Falso como depoimento de comissário. A conversa da doutora com Lula não tratou de assunto relacionado com a soberania do país. Também não envolveu qualquer recurso criptográfico. Se Moro tivesse divulgado um trecho de telegrama secreto, esticando-se a corda, o argumento da soberania poderia ter algum valor. Quem grampeou a soberania do Brasil foi o companheiro Obama, mas essa é outra história.Continue lendo ›

Trecho da coluna de Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
– Permita-me uma impropriedade, vazamento é como decote feminino. Pode ser indecência aos olhos do marido, mas na mulher dos outros é espetáculo.
De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
Consultando-se as agendas da doutora Dilma, de Nosso Guia e do juiz Sergio Moro, vê-se que, por algum motivo, eles ficaram apressados na quarta-feira (16).
Lula e Dilma tomaram café da manhã juntos. Era sabido que ele temia ser preso e que ela o convidara para o governo.
Pouco depois das 11 horas, o juiz Sergio Moro suspendeu várias interceptações telefônicas, inclusive a de um celular “laranja” de Lula. Passados alguns minutos, o Planalto informou que ele iria para a chefia da Casa Civil.Continue lendo ›
De Élio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
Descontadas as indústrias brasileiras que passam por dificuldades, duas empresas americanas encerraram suas operações no Brasil.
A Pentair desativou sua divisão de válvulas e desde dezembro não aceita encomendas. Os clientes serão atendidos pelos seus canais no exterior. A Fike, fabricante de equipamentos contra incêndios, encerrou sua operação em Jundiaí e centralizou seus negócios latino-americanos no escritório de Houston, no Texas.Continue lendo ›
De Elio Gaspasri, hoje na Folha de S. Paulo:
No domingo de Carnaval, os repórteres Vera Rosa e Ricardo Galhardo revelaram que, durante uma reunião com Lula, dirigentes do PT sugeriram a criação de uma rede de apoio a Nosso Guia com o slogan “Somos Todos Lula”.
Seria algo como o famoso “Je suis Charlie”, criado depois do ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Seria, mas jamais será.Continue lendo ›
De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
O depoimento de Nestor Cerveró na Lava Jato cai como uma luva na piada do sujeito que matou a mulher na manhã de 24 de agosto de 1954 e seu advogado disse à polícia que havia relação entre aquele crime e o suicídio de Getúlio Vargas, que acabava de ser anunciado.
Faz tempo que a defesa da turma das petrorroubalheiras trabalha com a ideia de tumultuar o inquérito para reduzir as condenações do juiz Moro nas instâncias de Brasília.Continue lendo ›
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
A passagem do empresário Marcelo Odebrecht pela CPI da Petrobras foi um espetáculo deprimente. O doutor, que está preso desde junho, foi tratado como um príncipe que visita súditos. Com plateia tão cordial, tratou o instrumento legal da colaboração com a Justiça com o desprezo da malandragem. Até aí nada de mais, pois a doutora Dilma já informou que “não respeita delator”. Continue lendo ›
De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
A Operação Zelotes, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, está comendo o pão que o Tinhoso amassou. Ela começou em março e explodiu uma quadrilha de ex-conselheiros, parentes e amigos de conselheiros que vendiam decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, um órgão do Ministério da Fazenda. Depois de dois anos de investigações sigilosas e 2.300 horas de escutas telefônicas, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão.
Passados na peneira, separaram-se 74 processos com cheiro de queimado, todos de peixes gordos. Num grampo autorizado pela Justiça, um ex-conselheiro disse o seguinte: “Aqui no Carf só os pequenos devedores pagam. Os grandes, não”. Ou, noutra versão, mais crua: “Quem não pode fazer acordo, acerto –não é acordo, é negociata– se fode”. Continue lendo ›
De Elio Gaspari, hoje em O Globo:
Desde domingo, quando o repórter Lucas Ferraz contou que a Viúva construiu uma pista de pouso asfaltada no município de Cláudio (MG), a seis quilômetros da fazenda centenária do ramo materno da família de Aécio Neves, o candidato tucano à Presidência da República ofereceu explicações insuficientes para satisfazer a curiosidade de uma pessoa que pretenda votar nele em nome do seu compromisso com a gestão e a transparência. Situações desse tipo afloram em campanhas eleitorais e a maneira como os candidatos lidam com elas instrui o julgamento que se faz deles. Leia mais.
De Elio Gaspari, em O Globo:
Eremildo transferirá seu domicílio eleitoral para o estado do Paraná. Quer votar em Gleisi Hoffmann. Graças a ela, aprendeu que “não temos como evitar chuvas”.
O cretino acreditava que o PT cuidaria disso, mas viu-se gratificado com a demonstração de modéstia da comissária.
De Elio Gaspari:
Uma parte do comissariado espera que a solidariedade coletiva oferecida aos mensaleiros presos seja a última.
Nos últimos anos, o partido ameaçou botar seus militantes nas ruas, e Lula prometeu percorrer o país discutindo o caso. Nenhuma das duas coisas aconteceu.
De Elio Gaspari, hoje na Folha de S. Paulo:
O papa Francisco assumiu três reinados. Um, espiritual, alcança 1,2 bilhão de pessoas. Outro relaciona-se com a estrutura mundial da Igreja, com cerca de 3.000 bispos e um milhão de padres e religiosas. Finalmente, vem o Vaticano, com a Cúria Romana. Certa vez perguntaram a João 23 quantas pessoas trabalhavam na Cúria, e ele disse: “A metade”. São 3.000 pessoas, respondendo a uma dezena de cardeais e a centenas de monsenhores. Apesar da pompa e da fama, a receita da Cúria Romana (cerca de R$ 700 milhões) é menor que a da Prefeitura de Nova Iguaçu (R$ 1,1 bilhão). Ela tem um braço financeiro no Banco do Vaticano, cujo ativo (R$ 16 bilhões) o coloca como um tamborete diante do Itaú (R$ 1 trilhão). Sua força está no poder que irradia.Continue lendo ›
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
– O comissariado se enfureceu com alguns votos de ministros do Supremo. Estavam certos de que haviam combinado tudo.