história

Akino

Uma licitação para os ‘anais’ da história maringaense

Esta postagem do Rigon sobre uma licitação da Prefeitura para compra de 40 próteses penianas de borracha com saco escrotal, em formato natural, na cor branca, tamanho adulto, e 40 próteses pélvicas de borracha, no formato real da pelve feminina, que contém a entrada da vagina e o posicionamento do útero, na cor branca, pelo preço de até R$ 250,00 num pênis de borracha e R$ 298,00 na prótese feminina, totalizando, no máximo, R$ 21.920,00, chama a atenção. Um amigo quer saber qual seria o tamanho dos pênis. Seriam todos do mesmo tamanho? Se forem grandes não poderão causar trauma naqueles que assistirem as demonstração e fizerem comparação com os próprios e concluírem que não são tão bem dotados? Este mesmo amigo estranhou o preço, pois em estabelecimentos especializados, disse, encontra-se produtos similares, por preço mais baratos, e com dispositivos vibratórios. Outra preocupação é com a segurança e guarda do produto. Quem garante com não haverá desvios? Qual seria o público alvo?
Meu comentário (Akino): Falando sério:Qual seria o público alvo? Continue lendo ›

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História da cassação de Pupin seria fake

Tentam espalhar em Maringá que os vereadores vão apresentar investigação na área da saúde, na sessão de amanhã (quando também deverá ser instalada a CPI do Transporte Coletivo), para posteriormente cassar o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) por improbidade administrativa. Ou seja, o afastamento dar-se-iá antes de o lento TSE julgar o recurso que deve resultar na cassação do diploma. A história, porém, não faz sentido, vereadores negam que tenham ouvido algo a respeito e, suspeita-se, o boato teria partido de um ex-vereador, que, embora aliado, teria interesses não esclarecidos a respeito. Há, porém, gente que acredita e põe fé na história.

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E aí, hein?!

(Baseado em comentário, antigo, de Zé Roberto Balestra)
Os últimos fatos em Maringá – mais precisamente, nos últimos 81 dias – lembram a história do homem que chegou àquela longínqua localidade que vivia sob o mais completo caos e pergunta:
– Escuta, esta cidade não tem prefeito não?

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Seringueira tem cerca de 48 anos

Seringueira
A história da seringueira da praça Napoleão Moreira da Silva foi contada neste modesto blog em maio do ano passado (aqui) e é preciso recontá-la, pois tem gente passando informação errada. A árvore, que está sendo arrancada pela administração picapau, tem cerca de 48 anos – e não 71 como alguns estão noticiando. A canafístula exterminada pela mesma administração em 2007 sem autorização dos órgãos ambientais, tinha cerca de 120 anos. Como se sabe, a seringueira não é árvore nativa da região e, portanto, não poderia estar aqui antes de a cidade ser fundada. A muda da seringueira foi doada pelo engenheiro agrônomo Annibal Bianchini da Rocha às professoras Maria Aparecida Gonçalves, a Cidinha, Norma Deffune Leandro e Liuba Kolicheski, da Usape. Das três, somente Cidinha não reside mais em Maringá; a professora Norma, ex-vereador e ex-secretária de Educação, pode confirmar a história da árvore, cuja muda foi obtida no Horto Florestal Luiz Teixeira Mendes, que era administrado por Annibal, nos anos 60, possivelmente em 1966.Continue lendo ›

Midia

Ele começou na Difusora

Aproveitando o aniversário de José Alves, para efeito de se estabelecer a real história do rádio maringaense: José Alves foi revelado na Rádio Difusora de Maringá, onde era funcionário, e, ao contrário do que chegaram a comentar, ele não estreou substituindo Nhô Quincas, outro grande radialista (fiz a última reportagem com ele, antes de nos deixar). Continue lendo ›

Eleições 2012

A campanha mais cara da história

Da revista IstoÉ:
No próximo dia 21, a propaganda eleitoral gratuita chegará às casas dos brasileiros. Essas aparições compulsórias em horário nobre são a esperança para os candidatos que querem reverter o jogo desfavorável ou para aqueles interessados em consolidar posições de liderança. Por isso, a produção desses programas ocupa o primeiro lugar na prioridade de despesas das campanhas. De acordo com as planilhas elaboradas por partidos políticos e comitês financeiros, a soma de gastos com produção e edição dessas peças deve passar de R$ 3,5 bilhões. O valor representa 10% dos R$ 34 bilhões que os candidatos de todo o País anunciaram despender, e transformam o pleito de outubro no mais caro da história. Tanto investimento se deve à capacidade de essa exposição desenhar de forma decisiva o desfecho das eleições. Em 2008, por exemplo, em apenas três capitais o vencedor foi o mesmo que liderava as pesquisas antes da campanha ganhar espaço na tevê. Leia mais.

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Eles mudaram o nome da avenida

Comitê Ulisses Maia
O blog errou ao não acreditar que os vereadores tivessem aprovado um projeto do vereador Saboia (sugestão, se não me engano, do ex-assessor Antero Rocha) transformando a avenida Anchieta em São Paulo. Na época, acreditava que a lei não passaria porque a legislação impede a alteração de vias públicas que se tornaram tradicionais e, pior, achava que alguém ia se tocar do transtorno que a mudança causaria. Continue lendo ›

Matéria

O fim de um povo paranaense

Caboclos descendentes de índios e escravos muçulmanos, que habitaram o Norte e o Noroeste do Estado, foram dizimados pela colonização e esquecidos pela história oficial
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Texto e fotos: Donizete Oliveira
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Foto Donizete Oliveira
Capelinha cercada por pedras lembra “Cemitério dos Caboclos” nas margens da rodovia, em Paiçandu

“Vanceis póde renegá do meu modo de caboco,/pensando qui eu seja um loco qui vive a fala de asnera/ mais eu protesto a linguage desse povo tão servage,/qui tanto e tanto martrata minha terra brasilera”. Estes versos estão no livro “Meu Brasil brasileiro, poemas caboclos”, do poeta Ary de Lima, publicado em 1975. Do livro, que denuncia a “morte” da poesia cabocla, restam poucos exemplares em sebos e bibliotecas da região.
A sina se repetiu com os caboclos que habitaram o Paraná. Os sutis, povo que vivia em comunidades espalhadas pelo Norte e Noroeste do Estado, desapareceram. Eles chegaram à região por volta de 1910 – antes dos pioneiros brancos – e permaneceram até a década de 1960. Mas a exemplo dos índios, que só agora começam a aparecer nos livros didáticos, ficaram fora da história oficial do Paraná.Continue lendo ›

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Frio e lepra trouxeram a morte

De acordo com o livro “Jacus e Picaretas – a história de uma colonização”, do historiador Ildeu Manso Vieira (foto), cujos exemplares só se encontram em bibliotecas e sebos, os sutis não eram donos de suas terras. Com a chegada da Companhia de Terras do Norte do Paraná que, em 1944, foi substituída pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, eles foram obrigados a deixá-las.
Segundo o livro, um dos últimos diretores da colonizadora tentou salvá-los mandando-os para uma gleba em Roncador, Oeste do Estado. Mas morreram de infecção pulmonar por causa do frio intenso naquele município. Os que restaram foram dizimados pela lepra. “Sem assistência médica e agasalhos para suportar as baixas temperaturas do planalto dos pinheirais, não resistiram”, afirma Manso.Continue lendo ›

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Rua dos Sutis, a única lembrança

Rua dos Sutis
Apesar da rua dos Sutis, pouca gente sabe da passagem dos caboclos por Japurá

Com o avanço da colonização, os sutis chegaram a Japurá, a 40 quilômetros de Cianorte. No limite daquele município com São Tomé eles formaram uma comunidade, a Gleba dos Sutis, cortada pelo Rio dos Sutis. Em Japurá, apesar da rua dos Sutis, quase ninguém sabe quem foram os caboclos que viveram no município na década de 40. A reportagem foi à prefeitura da cidade atrás de informação sobre o assunto. Uma funcionária, que pensou tratar-se de algum pioneiro tradicional, ficou surpresa ao saber que sutis eram um povo que viveu na região.
O único documento existente na Prefeitura de Japurá da história do município cita apenas pioneiros tradicionais.Continue lendo ›

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Na comunidade, tudo era de todos

O pioneiro Luciano Contardi, 87, chegou a Paiçandu em 1950 e encontrou os últimos sutis no município. O sítio no qual está até hoje era vizinho da comunidade dos caboclos. Ele diz que havia mais de 300 pessoas e muitas já haviam ido embora porque a colonizadora começara a desbravar a região.
O agricultor diz que os sutis eram alegres, gostavam de festas, principalmente as de Santo Antônio, São João e São Pedro, que duravam até semanas. Na comunidade, não havia donos, tudo era de todos.Continue lendo ›

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Caixão ficava sobre o corpo

Casa sutil
Este desenho mostra como eram as casas dos sutis na região

Os sutis eram cristãos, mas não desprezavam os ritos africanos. Velavam seus mortos em casa. Faziam o caixão de madeira e o carregavam embrulhado numa mortalha de pano até o Cemitério dos Caboclos, hoje nas margens da PR- 323, que corta Paiçandu. O caixão era deixado sobre o corpo na cova. Os de criança eram descartados atrás de uma capela que existia no local.
Na comunidade vivia um curandeiro. Segundo Contardi, gente de longe vinha consultá-lo. Ele mirava um espelho para indicar o chá ao doente. “Eu mesmo fui algumas vezes levar um dos meus filhos que vivia doente e funcionou”, conta.Continue lendo ›

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Colonizadores de Cianorte

A professora aposentada de história Helena Cioffi, 70, e a geógrafa Izaura Aparecida Tomaroli Varella, 66, estão entre as autoras de “Cianorte – Sua história contada pelos pioneiros”. O livro, resultado de sete anos de pesquisa, tornou-se raro, do qual restam apenas três exemplares na cidade. Um dos depoimentos que estão nele é de Celso Antonio Broetto, funcionário do primeiro posto de saúde de Cianorte e encarregado de vacinar os sutis.
Ele relata que “a companhia tinha interesse em removê-los de Cianorte porque a presença deles criava obstáculos à colonização”.Continue lendo ›

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Falta interesse, diz professora

Para a professora Izaura, não fosse o interesse dela e amigas que ajudaram a elaborar o livro “Cianorte – sua história contada pelos pioneiros”, a história dos sutis teria se perdido. Segundo ela, não há intenção do poder público em preservar a memória regional. “O que é uma pena porque a compreensão do nosso passado corre risco de ficar incompleta”, diz. “Muito do material que usamos no livro estava se perdendo em “arquivos” da Prefeitura de Cianorte”.Continue lendo ›

Matéria

Último da raça foi contatado

Último sutil
Afonso Subtil, um dos últimos sutis, que vivia em Tuneiras do Oeste

No livro “Cianorte – sua história contada pelos pioneiros” há um depoimento que pode ser do último sutil vivo na região. As autoras do livro o encontraram em Tuneiras do Oeste, município vizinho de Cianorte, em 1994.
Antonio Afonso Subtil era remanescente do grupo que viveu em Japurá. Ele disse que seu pai era líder da comunidade. Os sutis obedeciam a uma espécie de cacique. Como os demais, Afonso criava porcos e produzia farinha de milho e rapadura. Ele disse que a palavra sutil veio de um líder, cujo sobrenome era Subtil. Segundo o pesquisador Marcos Luiz Wanke, tratava-se de um tropeiro, que se chamava Benedito Subtil e se juntou ao primeiro grupo de caboclos no Sul do Estado.

Matéria

Companhia dispunha de milícia, afirma pesquisador

O professor Nelson Dacio Tomazi, do departamento de Sociologia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), numa entrevista à Folha de Londrina, em 1997, cujos dados foram extraídos de sua tese de doutorado, comprova que a Companhia de Terras Norte do Paraná dispunha de milícia armada particular para expulsar caboclos e posseiros de suas terras.
Ele disse ter encontrado registros de depoimentos colhidos pela pesquisadora Ana Yara Lopes, numa tese apresentada na USP, que comprova a ação de uma polícia interna nas terras da Companhia.Continue lendo ›

Memória

Em cartaz, o cinema em Maringá

cinema
A história da transmissão de cinema em Maringá foi o tema do trabalho de conclusão de curso (Jornalismo) de Eduardo Alves, ano passado, no Cesumar. O trabalho, explica, busca retratar, através de resgate histórico, a evolução e a história do processo de transmissão de cinema na cidade, através de uma grande reportagem impressa, a chegada da tecnologia, os pioneiros na exibição dos filmes, o surgimento e o declínio das salas de cinema, o surgimento do movimento cineclubista na cidade, exibindo películas alternativas, fora do circuito comercial, a história dos festivais de cinema maringaenses, e de que maneira a cidade recebeu essa novidade. Confira aqui.

Leitura

Ensino de História

Ensino de História
Organizado pela professora Maria Aparecida Leopoldino Tursi de Toledo, historiadora de formação e doutora pela PUC-SP, docente do DTP-UEM, o livro “Ensino de História – Ensaios sobre questões teóricas e práticas” (Eduem) traz três capítulos de professores do Departamento de História. Além da participação das pesquisadoras de renome nacional na área de Ensino de História, Helenice Ciampi (PUC-SP e Unifesp) e Arlette Gasparello (UFF), a obra, publicada em dezembro e distribuída agora, traz os ensaios: “História: dimensões pedagógicas e método de ensino”, por Maria Aparecida Leopoldino Tursi de Toledo; “Ensino de História e educação patrimonial no Brasil”, Sandra de Cássia Araújo Pelegrini; “História e memória: a questão da habitação como estudo de caso”, Rosana Steinke; e “O tema da “Guerra Fria” no ensino de história”, de Sidnei José Munhoz/Neide de Paiva Vieira.

Cidades

A história de Londrina

(Corrigido) Vídeo sobre a história de Londrina, com a participação do filho de Arthur Thomas, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná. Dói no coração dos maringaenses que têm compromisso com a cidade quando lembram que a Capital do Café transformou suas estações em museus; por aqui, transformaram em pó.

Maringá

O relato escrito mais antigo


A foto mostra o ex-vereador Kazumi Taguchi, pioneiro de Maringá (atualmente morando no Japão), em 1949. Ele escreveu diversos diários, em japonês, que estão sendo recuperados pelo seu filho, Willy. Certamente são os relatos escritos mais antigos da cidade. O texto a seguir foi feito no dia 19 de dezembro de 1947:
“Hoje o tempo amanheceu tempo nublado. Acordei às 7 horas e fui ordenhar leite da vaca.
Quando terminei de tirar o leite, Mitsuharu e Toshiaki tinham acordado. Eu fui pegar cavalo para montar a carroça. Nós 4, Mitsuharu, Toshiaki, eu e meu irmão, fomos até na casa de João Mateus de Maringá Novo para retirar toras de arvore que tinha ganhado para serrar em tábua. Continue lendo ›