josé luiz boromelo

Opinião

A terceira via

De José Luiz Boromelo:
logopleitoO País experimenta uma mudança inesperada em sua história política recente. O trágico acidente que vitimou o então candidato Eduardo Campos alterou o cenário político, criando novas possibilidades. Até aquele momento fatídico as pesquisas indicavam o terceiro lugar para a candidatura do PSB, com uma diferença significativa na intenção de votos para os dois primeiros colocados. Com o eleitorado influenciado pela comoção do acidente aéreo as posições se alteraram e mostram empate técnico entre Dilma Rousseff e Marina Silva. Aécio Neves perdeu espaço e busca jogar suas últimas cartadas nos programas de rádio e tevê, em que tenta desesperadamente desqualificar suas adversárias. Os demais candidatos sequer servem de contrapeso na disputa pela presidência, tamanho o despropósito de tais aventuras, justificadas como “exercício da plena democracia”. Continue lendo ›

Geral

Chegou sem avisar

Amora gigante
Os efeitos do clima desajustado estão em todo lugar. A amora gigante adiantou seu ciclo e chegou sem avisar, pegando de surpresa os apreciadores da deliciosa fruta. Até os pássaros parecem não acreditar no presente antecipado e fazem a festa. E para quem conhece o sabor de um suco ou de uma boa geleia da amora, é hora de aproveitar. Porque com tamanha abundância, os convidados certamente aparecerão por todos os lados.
(Texto e fotos: José Luiz Boromelo)
Amora gigante

Opinião

Sessão comédia

De José Luiz Boromelo:
comedia1Com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tevê a população tem diversão garantida em horário nobre. Não deveria ser dessa forma, pois o tempo destinado aos partidos políticos é uma oportunidade única para a apresentação dos candidatos aopúblico. Além de ser um canal direto com o eleitor, aquele espaço na mídia busca garantir a manutenção da verdadeira democracia, no momento em que oferece a cada um a chance de expor suas propostas de trabalho. Ocorre que pelo tempo exíguo de alguns candidatos ou por absoluta falta de criatividade de outros, o circo está armado. Assistimos diariamente a uma surpreendente sessão de tiradas hilariantes, típicas daqueles que conhecem com exatidão seu papel suicida nas legendas de aluguel que transitoriamente os acolhem. Ignoram os postulantes a cargos eletivos quando se propõem a representar a coletividade que isso deve ser feito com seriedade e respeito, requisitos mínimos exigidos de qualquer candidato. Continue lendo ›

Opinião

Falta de profissionalimo

De José Luiz Boromelo:
tvO País viveu momentos de extrema consternação diante da tragédia aérea que vitimou o presidenciável pernambucano Eduardo Campos e sua equipe. Desde os primeiros momentos do acidente as redes de rádio e tevê mobilizaram seus profissionais com o intuito de levar ao telespectador as últimas informações em tempo real. Cinegrafistas, repórteres e curiosos amontoaram-se às centenas atrás de notícias, diante do caos instalado no local da queda da aeronave. Logo começaram as especulações acerca da identidade das vítimas, das prováveis causas do acidente e de tudo o que se poderia imaginar numa ocorrência dessa magnitude. As programações televisivas eram interrompidas a todo instante para entradas ao vivo e as imagens não deixavam dúvidas quanto à gravidade do acidente, que acabou por ressaltar uma tendência que predomina em determinados segmentos do jornalismo atualmente.Continue lendo ›

Opinião

Só no papel

Driver's hands on a steering wheel of a car and blue sky with cloudsDe José Luiz Boromnelo:
Em determinadas épocas do ano se tem a sensação de que a legislação de trânsito é deixada de lado. Nas datas comemorativas, em dias de jogos decisivos dos campeonatos de futebol e especialmente durante as campanhas eleitorais as infrações de trânsito se proliferam. Os abusos ao volante são estimulados pelo aglutinamento simultâneo de diversos grupos de pessoas que acabam ignorando as precauções básicas de segurança. Essa concentração de veículos e pedestres na via pública favorece e incentiva a desobediência às regras estabelecidas pela autoridade de trânsito, no momento em que transmite uma falsa sensação de impunidade. O festival de infrações é evidente e não existem limites para a criatividade dos organizadores desse tipo de manifestação, que se utiliza do veículo automotor para as mais inusitadas atividades.Continue lendo ›

Opinião

Nem só de pão vive o homem

De José Luiz Boromelo:
programasocialO Governo Federal vem sistematicamente veiculando na mídia o incremento dos diversos programas sociais que patrocina, nitidamente com a intenção de associar a prática que foi herdada de governos anteriores com uma suposta capacidade de gerenciamento dos problemas que assolam o país. È sabido que as iniciativas de cunho assistencialista (em tese) haveriam de promover o socorro imediato àqueles desprovidos de condições mínimas para sua subsistência e moradia, sobressaindo-se então a característica emergencial de benefício transitório. Cessada a necessidade do usuário, automaticamente o benefício seria destinado a outros contemplados e assim sucessivamente. Ocorre que nesse País o temporário se torna permanente e o mais grave, sem que se tenha o devido controle, requisito número 1 para a necessária lisura do processo.Continue lendo ›

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Anjos ou demônios?

De José Luiz Boromelo:
Copa do Mundo 2014A participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de futebol 2014 terminou de forma melancólica. Após a derrota humilhante para a ótima equipe alemã, nossos jogadores não deram conta da eficiência de Van Persie, Roben e companhia na disputa pelo terceiro lugar da competição. O orgulho verde-amarelo foi ofuscado pela saraivada de gols (10 em dois jogos), sem direito a reclamações. O inexplicável “apagão” de seis minutos que acometeu nossos futebolistas não deixa dúvidas de que algo precisa ser feito para se mudar radicalmente a forma de gestão desse esporte que atrai, encanta e apaixona pessoas em todo o planeta. De nada adianta apontar os responsáveis pelo fracasso acachapante, mas é imprescindível identificar e corrigir os erros cometidos, uma forma de mostrar ao torcedor que os cinco títulos mundiais haverão de ser honrados nas próximas edições do evento.Continue lendo ›

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Palavras ao vento

De José Luiz Boromelo:
acidenteA matéria apareceu inserida num canto da página do jornal. Sem destaque nem alarde, mesmo diante de um assunto extremamente relevante. Com o sugestivo título “Detran alerta para excessos na Copa” e alguns exemplos de infrações costumeiramente cometidas nesse tipo de evento (com suas respectivas penalidades), em poucas linhas foi dado o recado do órgão de trânsito para os condutores mais afoitos. Nessa época de Copa do Mundo tem-se a impressão de que muitas pessoas são acometidas por um sentimento contagiante que as fazem deixar de lado a precaução com a segurança e as coisas nem sempre terminam bem. Em dias de jogos da seleção brasileira os casos se multiplicam de maneira espantosa, sobrecarregando os centros de atendimento de emergência. Os acidentes de trânsito lideram as ocorrências e se sobressaem pela letalidade, ceifando abruptamente a vida de jovens com futuro promissor, deixando como conseqüência imediata famílias assoladas pelo sofrimento de uma perda prematura além de produzir sequelas permanentes que incapacitam definitivamente o indivíduo para suas atividades profissionais.Continue lendo ›

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“Made in Brazil”

De José Luiz Boromelo:
dilmaDurante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de futebol a presidenta Dilma foi alvo de vaias por parte do público presente. O coro começou tímido, mas logo tomou conta do estádio causando visível constrangimento na anfitriã e autoridades presentes. A frase escolhida para as demonstrações de descontentamento é muito conhecida e utilizada com frequência pelo brasileiro, naquelas situações em que a paciência e a tolerância são deixadas de lado. Isso já foi incorporado no cotidiano das pessoas e não representa fielmente os sentimentos de quem a utiliza, apenas exprime um desejo expansivo e momentâneo de insatisfação com alguma situação. Dependendo da forma como for empregada, não passa de uma brincadeira sem maiores conseqüências. Ocorre que existem ocasiões em que não se deve reproduzir certas expressões pejorativas (por mais descontraídas que sejam), como naquela transmitida ao vivo para todo o planeta em que milhares de vozes amplificadas em muitos decibéis mostraram o nível sofrível de educação e de respeito que acompanha uma parcela do povo brasileiro.Continue lendo ›

Opinião

Dentro da normalidade

De José Luiz Boromelo:
bandeira7setA um dia do início da maior competição esportiva do planeta as expectativas aumentam, criando naturalmente um clima de apreensão e suspense. O comércio já se vestiu de verde e amarelo na tentativa de fisgar o torcedor, que como bom brasileiro deixa tudo para a última hora. É inegável o interesse com a Copa do Mundo, que volta ao Brasil depois de 64 anos. Ocorre que nem tudo são flores e pelo caminho sobressaem os espinhos, por conta da incompetência dos governantes no país onde teima em prevalecer uma democracia capenga. As coisas poderiam ter sido muito diferentes, sem a necessidade da correria verificada agora para se tentar concluir pelo menos as obras essenciais de mobilidade urbana.
Ao contrário do que alguns pessimistas alardeiam o legado deixado pela Copa será certamente o da modernidade, uma contribuição importante para o desenvolvimento do País. Mas isso tem seu preço e como não poderia ser diferente o que se viu foram os mais criativos artifícios para postergar o início e a conclusão das obras. Continue lendo ›

Opinião

Campanha antecipada

De José Luiz Boromelo:
DilmaA presidenta parece que resolveu colocar definitivamente o pé na estrada. A corrida para ocupar a cadeira estofada do Palácio do Planalto por mais quatro anos já começou, bem antes do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. Com a máquina administrativa na mão, sua Excelência não perde oportunidade para utilizar-se dos microfones nas intermináveis inaugurações de obras inacabadas. Em seus discursos pelo País afora se faz acompanhar de um artifício bem conhecido no meio político: o emprego de frases de efeito recheadas de meias verdades. A todo instante tenta induzir o eleitor a acreditar que as medidas tomadas pelo governo estão mudando o Brasil, garantindo o emprego a quem precisa. Evidentemente que a citação é por demais genérica, considerada apenas mais uma estratégia para introduzir o assunto entre outros que aborda em seu périplo nacionalContinue lendo ›

Opinião

Paternalismo inconsequente

De José Luiz Boromelo:
mapa-do-brasilOs sinais de que a capacidade de endividamento do brasileiro está chegando ao seu limite são evidentes. Comerciantes reclamam de vendas fracas e do comportamento ressabiado do consumidor. Mesmo diante de campanhas publicitárias milionárias não se vislumbram mudanças em curto prazo. A conhecida lei da oferta e da procura impõe suas regras e determina o sucesso de qualquer atividade comercial, regulando naturalmente o mercado. Ocorre que alguns segmentos são tradicionalmente mais suscetíveis às oscilações na economia. As dificuldades no setor automotivo são apenas uma mostra do que vem pela frente. Mais uma vez as montadoras buscam o socorro do governo com o pires na mão. Como em outras incursões bem sucedidas ao Ministério da Fazenda, se fazem acompanhar do argumento manjado das demissões iminentes por conta dos pátios lotados, com o estoque de veículos superior a 60 dias de vendas. Esse tipo de pressão se tornou freqüente no momento em que os anteriormente contemplados com medidas protecionistas não conseguem desovar a quantidade absurda de veículos produzidos no País.Continue lendo ›

Opinião

Caso de polícia

De José Luiz Boromelo:
ilustraVereadores maringaenses criaram uma CPI para investigar ações da administração municipal no combate e prevenção da dengue por conta da situação caracterizada de epidemia na cidade, de acordo com os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. O balanço aponta a notificação de 4.778 casos da doença entre janeiro e março de 2014 e 1.193 confirmados, com a ocorrência de duas mortes. Apesar dos esforços das secretarias envolvidas no mutirão de limpeza e fiscalização a infestação continua alta e em ascendência, sobressaindo-se o pouco ou nenhum empenho de muitos moradores na prevenção à moléstia. Os apelos do Secretário Municipal de Saúde em suas incontáveis aparições nos meios de comunicação parecem não ter atingido o objetivo. Não por falta de competência, disposição, iniciativa, eloquência ou qualquer outro adjetivo a ser atribuído ao titular da pasta no exercício de sua ingrata função. Certamente utilizou-se de toda sua desenvoltura e experiência na área para tentar incutir nas pessoas o mínimo de preocupação com os riscos iminentes que se avizinhavam. Continue lendo ›

Opinião

O gargalo da irresponsabilidade

De José Luiz Boromelo
Contorno NorteTrinta e cinco minutos para percorrer pouco mais de dois quilômetros. Seria um tempo razoável se a distância fosse vencida com as próprias pernas. Naquela sexta-feira de sol escaldante o trânsito teimava em simular o caminhar pachorrento dos quelônios. Em ambos os sentidos da via a situação idêntica de lentidão irritava os motoristas. Se a coisa estava complicada antes, ficou pior com a inauguração daquilo que se apregoava como um alívio para o já conturbado trecho urbano da importante rodovia federal que atravessa a Cidade Canção. Há que se ter determinação e autocontrole invejáveis para superar (sem alterar demasiadamente os batimentos cardíacos) o obstáculo equivocadamente inserido naquela confluência sensível, de modo a testar os limites da paciência dos usuários da rodovia. Qualquer leigo no assunto que se obrigue a transitar por aquele local (em qualquer horário) tem plenas condições de enumerar com toda propriedade os desacertos no polêmico e milionário projeto de engenharia, um legado de modernidade para os maringaenses.Continue lendo ›

Blog

O leite nosso de todo dia

De José Luiz Boromelo:
LeiteUm empresário foi preso no Rio Grande do Sul acusado de crimes contra a saúde pública. O flagrante num posto de resfriamento confirmou a adição de produtos químicos e água no leite para simular suas propriedades naturais, com o intuito de aumentar significativamente seu volume e auferir lucros com a prática altamente danosa ao organismo humano. O Ministério Público, agentes do Ministério da Agricultura e a polícia gaúcha tentam rastrear o destino final e a real quantidade de leite enviada para diferentes laticínios, mas já se sabe que centenas de milhares de litros foram comercializadas nos estados do Paraná e São Paulo, com marcas distintas. Os revendedores do produto foram orientados a retirar o lote contaminado das prateleiras, mas os danos provocados à saúde dificilmente serão constatados de imediato. Entre os produtos utilizados para a consecução do ilícito está a uréia, que em contato com o leite libera o formol, substância altamente cancerígena a longo prazo.Continue lendo ›

Opinião

Pelos buracos da peneira

De José Luiz Boromelo:
copaAntigamente era costume utilizar a expressão “tapar o sol com peneira” quando se queria ocultar algo evidente e notório ou nas ocasiões em que as pessoas não tinham o controle da situação. Expressão atualmente em desuso, eis que o conhecido ditado popular cai como uma luva nos acontecimentos que deixaram personalidades públicas em maus lençóis, com transmissão ao vivo em rede nacional. É sabido que o brasileiro não tem o hábito de guardar para si suas emoções, preferindo externá-las especialmente nos locais de grande concentração de público. Isso inclui evidentemente todo tipo de manifestação sonora em que se destaca a conhecida e mundialmente utilizada vaia. Os apupos têm alto poder contagiante e o contemplado com essa inesquecível “honraria” passa por momentos constrangedores, totalmente submisso e impotente diante do coro ensurdecedor a que é momentaneamente submetido. Continue lendo ›

Opinião

O país do faz de conta

De José Luiz Boromelo:
mapaEra uma vez um País que tinha uma gente de costumes esquisitos. Apesar de sentirem orgulho das cores de sua bandeira, seus habitantes mal sabiam cantar o hino nacional e quando o faziam mostravam uma displicência sem tamanho. Nesse País de dimensões continentais os governantes carregavam consigo a péssima mania de ignorar os compromissos assumidos e só apareciam durante a campanha eleitoral. Ainda assim, mantinham-se no poder sucessivamente, dando a impressão de que a população dessa descontraída nação não tinha memória ou não se preocupava em ingerir Fosfosol regularmente. Aliás, é notório que as carências não se restringiam a deficiências vitamínicas. No País do faz de conta as coisas nunca são o que parecem. Como a famigerada contribuição sobre movimentações financeiras, inicialmente destinada a socorrer a área da saúde, mas que acabou desvirtuada e os recursos utilizados em outras finalidades mais “relevantes”. Conta-se que a situação piorou muito e a superlotação dos hospitais públicos exibe o descaso do Estado para com os direitos elementares do cidadão.Continue lendo ›

Opinião

Os caminhos da democracia

De José Carlos Boromelo:
democracia01O brasileiro sempre buscou a democracia e a história mostra toda a dificuldade para prevalecer a vontade da maioria, mesmo que isso resultasse em conseqüências indesejadas. Assim foi nos episódios importantes que marcaram o País e mais recentemente no Movimento das Diretas Já de 1984 ou na deposição do presidente em 1992. Os sentimentos que moviam multidões nos tempos da repressão não eram apenas desejos de mudanças. Nos eventos muitas vezes reprimidos com violência se pleiteava o respeito aos direitos elementares do cidadão. Os manifestantes ocupavam as ruas para defender suas ideologias, que julgavam relevantes para a coletividade e tinham objetivos específicos (nem sempre compreendidos como legítimos), mas que resultaram em conquistas que perduram até hoje. Dessa época fervilhante e saudosista pouco restou. Continue lendo ›

Opinião

Forças da natureza

De José Luiz Boromelo:
apagaoMais uma vez o País sofre com interrupções de energia elétrica que causam transtornos imensos para a população. Os apagões se tornaram freqüentes deixando prejuízos, irritação e a sensação de que as coisas podem piorar ainda mais. Num ano atípico em que os índices pluviométricos ficaram muito abaixo da normalidade para o período, as altas temperaturas contribuem para o aumento no consumo de energia, agravando a situação. Os reservatórios das regiões sul e sudeste estão com suas reservas comprometidas, caso a estiagem se prolongue por mais tempo. As usinas termoelétricas foram acionadas e trabalham a todo vapor para suprir parte da demanda, num momento delicado para o setor. Nem o governo nem o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) podem afirmar com precisão as causas da interrupção. As informações são desencontradas e variam de sobrecarga na rede a raios que poderiam ter atingido as redes de transmissão.Continue lendo ›

Opinião

A arte imita a vida

De José Luiz Boromelo:
beijoO primeiro beijo da história do cinema aconteceu no filme “The Kiss” gravado em 1896, nos primórdios da sétima arte. O beijo foi filmado pelo inventor da lâmpada Thomas Edison e a cena que durou 20 segundos protagonizada pelos atores May Irwin e John Rice causou escândalo na época, chegando até ser censurado. No Brasil a história registra como pioneiros do beijo na televisão a atriz Vida Alves e Walter Forster na novela “Sua vida me pertence”, de 1951. De lá para cá muito coisa mudou. Os tempos são outros e os valores que norteiam a sociedade idem. Prova disso é o sensacionalismo criado por conta da exibição do último capítulo da novela que se findou. Continue lendo ›

Opinião

O preço da democracia

De José Luiz Boromelo:
rolezinhoO Brasil se mostra cada vez mais o país dos modismos passageiros. É só alguém surgir com alguma mania qualquer, postar na Internet e pronto: o vídeo acaba “bombando”, com centenas de milhares de acessos. Nossos internautas não são nada exigentes, conferindo compartilhamentos e outras baboseiras a coisas que nada têm a ver com a índole desse povo naturalmente ordeiro e trabalhador. Felizmente aquilo que não carrega conteúdo logo cai no esquecimento e por aqui não é diferente. Quem não se lembra das ridículas “pulseiras coloridas do sexo” que deixaram muitos pais de adolescentes de cabelos em pé, ou da insípida “dança da raposa” ou ainda do excêntrico saltitante Psy? Num passe de mágica todos se foram como chegaram e não deixaram saudades. A moda do momento agora é o “rolezinho”, uma nova modalidade de “diversão” praticada por jovens e adolescentes.Continue lendo ›

Opinião

Capilaridade republicana

De José Luiz Boromelo:
cabeloRecentemente o presidente do Senado fez uso de uma aeronave oficial em deslocamento ao estado de Pernambuco para fins estritamente particulares, onde se submeteu a cirurgia de implante capilar. O fato chamou a atenção por ser conduta recorrente, uma vez que em meados do ano passado Renan Calheiros viajou para seu estado natal utilizando o mesmo meio de transporte e por pressão da mídia acabou devolvendo aos cofres públicos o valor correspondente. Dessa vez o eminente senador já sinalizou a intenção de ressarcir o erário após uma consulta prévia à FAB (Força Aérea Brasileira), mas não pode alegar desconhecimento de portaria presidencial de 2002 que regulamenta o uso de aeronaves oficiais nas seguintes circunstâncias: por motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e em deslocamentos para o local de residência permanente. Continue lendo ›

Opinião

Enganação

De José Luiz Boromelo:
comércioO comércio usa e abusa da criatividade para atrair os consumidores indecisos, com promoções das mais agressivas possíveis. Com a promessa de ofertas arrasadoras em todos os setores, a mobilização atinge diretamente o público-alvo ganhando status de credibilidade, utilizando a nomenclatura altamente sugestiva importada de outro idioma, pretensamente revestida da lisura necessária, requisito básico nas relações do comércio. Assim seria de se esperar, não fosse a constatação do maior prejudicado nessa história que se repete a cada edição: o consumidor acaba enganado por comerciantes inescrupulosos, que só visam o lucro rápido.Continue lendo ›

Opinião

Perspectivas para 2014

De José Luiz Boromelo:
2014As emissoras de televisão costumam exibir no final do ano a retrospectiva dos acontecimentos relevantes que se tornaram notícia na mídia. Seria interessante que o expectador tivesse outras opções de informação e entretenimento nos moldes dos que são apresentados atualmente, porém com um enfoque diferente: as perspectivas para o próximo ano. Assunto é o que não haveria de faltar, em todos os setores. O Brasil é muito bem servido nesse quesito, por conta da índole de um povo naturalmente irreverente e meio “esquentado”. Mesmo sem ter bola de cristal para adivinhar os fatos mais interessantes que eventualmente poderiam ocorrer, de antemão poder-se-ia elaborar um rol considerável de acontecimentos que certamente fariam de qualquer programa televisivo uma atração imperdível.Continue lendo ›

Opinião

Vergonha nacional

De José Luiz Boromelo
brigaMais uma vez o país foi destaque no noticiário dos principais jornais pelo mundo afora. Dessa vez não somos citados pelo magnífico carnaval com suas alegorias milionárias e mulheres ousadas, nem pela exuberância de nossas florestas inexploradas ou pelo futebol pentacampeão que produz e exporta continuamente jogadores de altíssimo nível. Tampouco pela diversidade de culturas regionais, que reúne uma miscelânea de etnias envoltas com o manto verde-amarelo da ordem e do progresso, estampado em nossa bandeira. No último final de semana um jogo de futebol trouxe novamente à tona um comportamento condenável que se repete com freqüência em nossos estádios. Uma briga entre torcidas deixou vários feridos logo às vésperas da Copa do Mundo, o maior torneio da categoria entre as melhores seleções do planeta.Continue lendo ›

Fotografia

Cenas de inverno


Essa terça-feira foi um dia diferente. Nem parecia que estamos quase no verão. A neblina cobria tudo com seu manto branco e a umidade deixava suas marcas. As cenas são quase inimagináveis nessa época do ano, mostrando que o clima está mesmo destemperado. Sorte de quem levanta cedo, presenteado com paisagens inesquecíveis.
Texto e fotos: José Luiz Boromelo

Opinião

Lista incompleta

De José Luiz Boromelo:
corrupçãoA notícia foi manchete nos principais jornais pelo mundo afora. A prisão dos réus condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal 470, conhecida como Mensalão foi o desfecho de uma novela que se prolongou por seis longos anos. Ao contrário de alguns prognósticos mais pessimistas, o caso não terminou em pizza e veio reforçar o sentimento de justiça diante do clamor popular. Depois de todos os recursos possíveis exauridos só restou ao presidente da Corte Suprema decretar a prisão dos acusados para o início imediato do cumprimento da pena. Um dos condenados, aproveitando-se da dupla cidadania buscou refúgio na Itália manifestando em nota a intenção de apelar para um novo julgamento naquele país, onde deverá solicitar asilo político.Continue lendo ›

Opinião

O país do desperdício

De José Luiz Boromelo:
desperdicioO Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimentos, com um excedente de 25% do que consome. De toda essa produção, grande parte é desperdiçada. Enquanto milhões de pessoas sofrem de desnutrição provocada pela ingestão insuficiente de alimentos o país persiste em acumular prejuízos imensos com um comportamento injustificável. No topo da lista estão os hortifrutigranjeiros, naturalmente mais suscetíveis aos efeitos dos maus tratos impostos por uma cultura relapsa e de difícil erradicação. Hoje, um terço do que é produzido no campo não chega à mesa do consumidor. Nessa cadeia perniciosa 10% dos alimentos perdem-se ainda na colheita e outros 50% durante o transporte e manuseio. Nas Centrais de Abastecimento 30% dos produtos são descartados. Nos supermercados e residências 10% são jogados fora. Segundo dados da Embrapa, 26,3 milhões de toneladas de alimentos ao ano tem como destino certo o lixo. Diariamente, desperdiçamos mais de 39 mil toneladas, quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros com as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar.Continue lendo ›

Opinião

Não foi dessa vez

De José Luiz Boromelo:
voto

As esperanças do povo brasileiro no estabelecimento da verdadeira democracia caíram por terra. Mais uma vez o cidadão foi usurpado em suas aspirações mais elementares por conta de interesses nada louváveis de uma classe que manipula o poder e dita regras conforme suas conveniências. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou por 16 votos a seis a proposta de emenda à Constituição que tornava facultativo o voto no País. Dessa forma o eleitor é intimado a comparecer às urnas e o faz (muitas vezes contra sua vontade) apenas para fugir de sanções previstas em lei. Isso (em tese) justificaria os elevados números de votos brancos ou nulos uma vez que o desinteresse é evidente, com resultados diferentes dos apontados pelas pesquisas de opinião pública. A tendência do eleitor quando contrariado é votar no primeiro nome que lhe for sugerido ou direcionar o voto a desconhecidos, ou ainda aumentar a lista daqueles que resolveram aderir ao chamado “voto de protesto” elegendo figuras excêntricas e folclóricas, que nada têm a oferecer à sociedade no exercício daquela delicada missão.Continue lendo ›