josé luiz boromelo

Opinião

Capitanias hereditárias

De José Luiz Boromelo:
capitaniasAtualmente existem no Brasil nada menos que 32 partidos políticos. Esse espantoso número (que tende a aumentar ainda mais) sugere uma diversidade inimaginável de ideologias e doutrinas partidárias totalmente distintas. Interesses ocultos vagueiam sob as siglas que se proliferam sem critérios e acabam por confundir o eleitor. A multiplicidade de partidos políticos sem identidade nem representatividade alguma foi possível a partir de recente alteração jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, que garante aos recém-filiados (entre outras prerrogativas) o tempo correspondente no rádio e na televisão e os valores relativos ao Fundo Partidário. Nota-se que os novos partidos são uma forma de abrigar lideranças insatisfeitas e viabilizar projetos pessoais na disputa por poder e na realocação de interesses próprios. Não existem preocupações com programas, ideologias, pragmatismos ou coerências. Continue lendo ›

Opinião

Onde está o erro?

De José Luiz Boromelo:
transitoA Semana Nacional do Trânsito instituída pelo artigo 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é comemorada de 18 a 25 de setembro, enquanto que o artigo 75 recomenda que todos os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito promovam outras campanhas durante o ano no âmbito de sua circunscrição e de acordo com as peculiaridades locais. Especialmente nesse período as escolas mobilizam-se para incentivar as crianças e jovens a participar de atividades referentes ao trânsito. É uma forma de estimular positivamente os mais novos a reconhecerem desde a mais tenra idade, seus direitos e deveres no complexo universo de mobilidade urbana que todos estão inseridos. Espera-se que os ensinamentos transmitidos sejam assimilados e colocados em prática na vida adulta, resultando numa convivência pacífica entre os integrantes do sistema. Ocorre que as estatísticas mostram uma tendência de aumento considerável no número de acidentes e na gravidade das ocorrências. Proporção similar verifica-se nas autuações dos condutores infratores, um sinal evidente que as medidas coercitivas tornaram-se ineficazes para conter os abusos e impor a disciplina necessária.Continue lendo ›

Fotografia

Grinalda de noiva


Apesar do inverno rigoroso e da estiagem que castigaram os cafezais do Paraná, a natureza revela todo seu esplendor. Tal qual a um manto nupcial, a florada chegou trazendo a esperança de novos tempos. Como tudo nesse mundo, o ciclo da vida se renova, mostrando que somos apenas hóspedes desse planeta azul. E que devemos nos empenhar para que as gerações futuras possam desfrutar de imagens como essas.
Fotos e texto: José Luiz Boromelo

Opinião

Não foram suficientes?

De José Luiz Boromelo:
stfO país assistiu de camarote aos últimos capítulos da longa e tumultuada novela ambientada nas dependências da mais alta Corte desse país. O julgamento dos réus da Ação Penal 470, popularmente denominada como “Mensalão” direcionou as câmeras e holofotes aos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante todo o processo, mas especialmente na fase final chamou a atenção pelas manobras dos advogados de defesa dos acusados. Após o estabelecimento da dosimetria da pena agora os julgadores se vêem às voltas com o recurso chamado embargo infringente, que na prática concede o direito de um novo julgamento a pelo menos dez réus. Com o acatamento desse pedido pela maioria do colegiado, a decisão final para o cumprimento efetivo das penas certamente será procrastinada por um bom tempo, deixando no ar a sensação de impunidade num momento de agitação social por que o país passa atualmente.Continue lendo ›

Opinião

Caminho perigoso

depredaçãoDe José Luiz Boromelo:
O país tem experimentado momentos de tensão nos últimos tempos por conta de manifestações violentas em algumas capitais. Os protestos voltaram-se indiscriminadamente contra tudo e contra todos e foi a senha para que determinados grupos tomassem para si o direito de reivindicar privilégios dos mais inusitados possíveis, transformando locais públicos em verdadeiras praças de guerra. Os objetivos que nortearam as primeiras passeatas foram deixados de lado, num evidente sinal de que se perdeu definitivamente o foco da questão. Se antes os manifestantes bradavam contra a corrupção e os desmandos políticos, agora não se consegue compreender (muito menos identificar) os motivos para tamanha selvageria.Continue lendo ›

Opinião

Brasil de todos nós

De José Luiz Boromelo:
bandeira7setNeste sete de Setembro comemoramos o Dia da Pátria. Revestidos por um simbolismo contagiante, voltemos nossas atenções para os bons exemplos de civismo, cidadania e respeito pelo nosso país e suas instituições. Transformemos então nossas atitudes em ações concretas em prol do desenvolvimento dessa nação. Está em nossas mãos o futuro que almejamos. A pátria que desejamos e construímos a cada dia não se restringe apenas ao espaço demarcado pelas linhas geográficas.
Pátria é um estado de espírito, um sentimento perene que habita em nosso coração. É uma semente plantada na mais tenra idade, que floresce permanentemente durante nossa vida como cidadão. Pátria é uma herança deixada pelos antepassados com o compromisso de ser transmitida aos nossos descendentes. A Pátria é feita de sonhos, de esperanças por dias melhores.Continue lendo ›

Fotografia

Onde há fumaça, há fogo

Chamine
Nesses dias de temperaturas baixas as pessoas fazem de tudo para se manterem aquecidas. A chaminé em pleno funcionamento mostra que o equipamento é extremamente eficiente para espantar o frio. O milenar fogão a lenha é companhia diária dos aficionados por um café saboroso, um chocolate quente ou um chimarrão, além de ser um bom pretexto para reunir os amigos numa prosa e colocar as conversas em dia. Um reforço prazeroso para se celebrar o tão necessário calor humano, sentimento cada vez mais raro nesses tempos de modernidade virtual.
Foto e texto: José Luiz Boromelo

Opinião

Os limites da incompetência

bandeira-cuba-brasil
De José Luiz Boromelo:
O governo brasileiro viabilizou uma medida polêmica para tentar resolver o problema da falta de médicos no país, segundo sua versão sobre o caso. A chegada dos primeiros profissionais vindos do exterior, recebidos no aeroporto pelo ministro da Saúde é uma mostra evidente que o programa tem prioridade sobre as demais iniciativas oficiais. Além da imagem midiática que a presença de altas autoridades provoca nessas situações, há que se atentar para intenções mais sutis dos dirigentes da república. Não por coincidência a medida efetivou-se num momento em que as pesquisas apontam uma queda acentuada na popularidade da presidenta. Nada mais oportuno que alavancar os números dos institutos de pesquisa com ações de impacto, tentando passar ao eleitor uma imagem de competência e desenvoltura, coisa que o governo atual não possui. No embalo dessas “importações” desregradas sobressai-se um ineditismo constrangedor, uma vez que Cuba ficará com a maior parte dos salários de seus enviados. Estaremos, portanto contribuindo involuntariamente para uma maior qualidade de vida dos ilhados “hermanos” caribenhos. Com a possibilidade de descumprimento dos dispositivos das leis trabalhistas brasileiras.Continue lendo ›

Opinião

Irresponsabilidade ao volante

De José Luiz Boromelo:
pareNa década de 50 os Estúdios Walt Disney produziram uma trilogia de desenhos animados protagonizados pelo inesquecível Pateta, materializado num tranqüilo cidadão que mostrava toda sua ira quando assumia a direção de um veículo. O objetivo foi representar a dupla personalidade de alguns motoristas que transitam pelas ruas diariamente, sendo considerada uma das melhores obras sobre prevenção de acidentes de trânsito e uma valiosa contribuição para a formação de motoristas mais prudentes e responsáveis. Saudosismos à parte, a realidade do trânsito invariavelmente remete ao motorista do insuperável desenho animado de outrora. O que se observa em nossas vias públicas é digno das estripulias do carismático personagem, amplificado pela evolução natural da indústria automobilística. Veículos potentes, seguros, ágeis e carregados de tecnologia fazem a alegria dos irresponsáveis, transformando as ruas em cenário para as mais ousadas demonstrações de irracionalidade motorizada.Continue lendo ›

Opinião

O papa é brasileiro!

Papa Francisco
De José Luiz Boromelo:
O papa virou brasileiro, pelo menos durante os dias em que esteve por aqui. O papa Francisco fez sua primeira viagem oficial ao maior país católico do planeta trazendo consigo muitos ensinamentos para a Jornada Mundial da Juventude. Os fiéis aguardaram com ansiedade a chegada do peregrino da fé, sempre acompanhado de sua já tradicional humildade, que encanta e atrai pessoas de todas as idades. Seu jeito simples e despojado de ser, sua instigante tranquilidade e a esmerada atenção dispensada aos seus interlocutores provoca empatia imediata, característica principal dos grandes líderes da humanidade. A visita ilustre despertou as mais diferentes emoções, renovando as esperanças, a confiança e a fé de milhões de pessoas desprovidas de sentimentos outros que não o respeito ao próximo e o amor incondicional àquele que é o motivo maior de nossa existência.Continue lendo ›

Opinião

Escolha errada?

De José Luiz Boromelo:
CopaMr. Blatter fique tranqüilo porque não haverá manifestações nem tumultos na Copa do Mundo de 2014. A escolha foi certa, certíssima, aliás, não poderia ter sido melhor. Da forma como colocou as coisas, nós brasileiros estamos achando que o senhor foi um tanto indelicado. Ou seria algum tipo de discriminação com o país do futebol e do carnaval? Seus temores não procedem definitivamente, senão vejamos:
1) Temos os mais modernos e bem equipados aeroportos do mundo, e nunca sofremos com qualquer “apagão aéreo”, como muitos países em desenvolvimento por aí;
2) Os visitantes não terão problema algum com deslocamentos pois nossa malha viária é de altíssima qualidade com ruas, avenidas e rodovias largas e bem sinalizadas e os motoristas, ciclistas e pedestres são totalmente conscientes de suas responsabilidades no trânsito, um perfeito exemplo de civilidade, diga-se de passagem. E se ouvir algo sobre as extorsivas tarifas dos pedágios brasileiros esqueça, porque é tudo intriga da oposição;Continue lendo ›

Opinião

O que é isso, minha gente?

dispersando
De José Luiz Boromelo:
Houve uma época em que as pessoas carregavam naturalmente consigo alguns sentimentos em vias de extinção hoje em dia: a educação e o respeito. Que não se restringiam a obrigatórios “bom dia, por favor, obrigado”. As instituições, os poderes constituídos e as autoridades eram tratados com extrema deferência, sinal de elevada consciência cívica e salutar apreço aos valores morais de uma sociedade. Os tempos são outros, os conceitos seculares foram gradativamente substituídos e os resultados não tardaram em aparecer. Tornou-se fato comum no Brasil as pessoas tomarem, em momentos distintos, algumas atitudes reprováveis. Em compromissos oficiais recentes autoridades foram vaiadas sem constrangimento algum, mostrando muito mais que sintomas de rebeldia juvenil. Os apupos demonstram um elevado grau de descontentamento ou inconformismo com a situação atual do país, enquanto expõem nossa sofrível formação cultural, além de uma profunda carência de valores morais, (imprescindíveis no ser humano) requisitos básicos para o convívio harmônico em coletividade.Continue lendo ›

Geral

Urbano

Urbano
Os animais estão cada vez mais adaptados ao ambiente urbano. O urubu encontrou o alimento na rua e não se fez de rogado: em meio a veículos e pedestres tratou de saciar a fome ali mesmo, sem preocupação com algum moleque e seu estilingue. Uma forma de convivência inusitada, mas pacífica até então. Sinal que os tempos mudaram mesmo.
Fotos e texto: José Luiz Boromelo
Urbano

Leitura

E agora, Brasil?

De José Luiz Boromelo:
(*Um “plágio” necessário, no momento em que o país passa por turbulências. Que me perdoe o grande mestre Drummond em sua infinita sabedoria, mas é por uma boa causa).

E agora, Brasil?
O dinheiro sumiu,
a paciência acabou,
o caldo entornou,
o povo reagiu,
e agora, Brasil?
E agora contribuinte?
E agora trabalhador?
Você que “rala” todo dia,
que produz riquezas,
você que faz o país crescer,
e agora Brasil?Continue lendo ›

Opinião

Permissividade democrática

manifestação
De José Luiz Boromelo:
?O país experimenta uma das maiores ondas de manifestações públicas desde as passeatas dos “caras-pintadas”, que culminaram com a deposição de um presidente da república na década de 90. Por todo o país as demonstrações de insatisfação tomaram conta das ruas e logradouros públicos, reunindo multidões que ultrapassam as centenas de milhares de manifestantes. A maioria das manifestações foi pacífica, mas em alguns locais houve casos de vandalismo. Veículos incendiados, prédios públicos depredados, estabelecimentos comerciais saqueados e outros casos de violência foram registrados. O confronto com o aparato de repressão foi inevitável e o saldo não poderia ser diferente: policiais, guardas municipais e manifestantes feridos, envoltos num verdadeiro campo de batalha. Na capital da República, a cobertura do Congresso Nacional foi tomada por manifestantes portando cartazes e gritando palavras de ordem, mostrando a indignação do cidadão com a situação atual do país.Continue lendo ›

Opinião

Até quando?

De José Luiz Boromelo:
As notícias dos casos de violência por todo o país são cada vez mais freqüentes. Os crimes acontecem nas movimentadas metrópoles e também nos mais pacatos municípios. O ilícito apenas muda de lugar, com o agravante que os marginais estão cada vez mais agressivos e letais. Em casos recentes distintos, dois profissionais liberais foram queimados em seus consultórios. Uma dentista morreu e outro continua internado com ferimentos graves. Num tradicional evento cultural na capital paulista, gangues apavoraram os freqüentadores com os chamados “arrastões”, provocando uma enxurrada de prisões. O caos instalou-se na delegacia da área, com mais de uma dezena de viaturas aguardando a entrega dos presos, enquanto que as vítimas multiplicavam-se por todos os lados. Sobrou até para um senador da República, vítima ilustre da marginalidade.Continue lendo ›

Opinião

Pobre país rico

De José Luiz Boromelo:
O governo brasileiro mostrou interesse em contratar 6 mil médicos cubanos para que atuem em áreas remotas do país (especificamente no Nordeste e na Amazônia), onde o atendimento de saúde é precário ou inexistente. Conforme o chanceler Antonio Patriota, as negociações para a vinda dos médicos envolvem a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Entidades da área médica são contra a autorização para que médicos formados em Cuba exerçam a profissão no Brasil, sob o argumento que as faculdades cubanas não têm padrões de formação similares aos brasileiros e que em alguns casos os cursos de medicina da ilha caribenha equivalem aos cursos brasileiros de enfermagem. A ideia em “importar” determinadas categorias de profissionais foi inspirada no regime comunista cubano, que somente na última década enviou 30 mil médicos para atender a população de bairros pobres na Venezuela, principal aliado político de Havana. Uma conveniente troca de favores com o governo socialista de Caracas, como forma de compensar a venda de petróleo mais barato à ilha.Continue lendo ›

Opinião

Hiprocrisia presidencial

De José Luiz Boromelo:
Em recente compromisso na capital italiana a presidenta fez-se acompanhar de numerosa comitiva, requerendo uma estrutura considerável. Foi aconselhada por um ministro (ex-seminarista) a prestigiar a posse do Papa (até por conta de suas conturbadas relações com a Igreja Católica). É sabido que o Brasil mantém bom relacionamento com o Vaticano há muito tempo, portanto (teoricamente) não seria imprescindível que a chefe da nação prestigiasse o evento. Não há justificativas para transformar a viagem num périplo dessa envergadura, em que a comitiva presidencial constituiu-se por algumas dezenas de integrantes. Para rematar com chave de ouro o “tour da fé”, decidiu-se não ocupar as suntuosas e aconchegantes dependências da embaixada brasileira em Roma. O jeito foi acomodar o grupo em 52 quartos do Westin Excelsior, um dos melhores hotéis da Europa cujas despesas oneraram os cofres públicos (sem constrangimento algum) em “modestos” R$ 324 mil, incluindo o aluguel de 17 automóveis com motoristas. A justificativa para tamanha farra às expensas públicas viria do chanceler Antonio Patriota (sem trocadilhos), que considerou a incapacidade da embaixada em abrigar a presidenta e seu séquito “por encontrar-se em reformas”.Continue lendo ›

Opinião

O perigo mora ao lado

De José Luiz Boromelo:
As estatísticas das autoridades de saúde apontam um crescimento vertiginoso nos casos de dengue em todas as regiões do país, mostrando que as medidas preventivas não estão surtindo o efeito desejado. É imprescindível o comprometimento de cada morador, no sentido de evitar que o mosquito consiga renovar seu ciclo de vida. E o resultado aí está: leitos de hospitais ocupados por pacientes com sintomas do mal do século, considerada uma epidemia sem precedentes. As consequências da omissão e do descaso são desastrosas para o país. Continue lendo ›

Opinião

Café com leite

De José Luiz Boromelo:
A eleição dos novos presidentes do Senado e da Câmara Federal trouxe de volta a sensação de impunidade diante das “costuras” políticas, sob a supervisão direta do Palácio do Planalto. Ambos são considerados “ficha suja”. Renan Calheiros é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal devido a um suposto uso de notas fiscais frias. O deputado Henrique Eduardo Alves que foi eleito novo presidente da Câmara, responde a processos na Justiça por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
A julgar pelas demonstrações de apoio aos novos escolhidos imagina-se o que se esconde por trás dessa “força-tarefa” promovida pelos atuais detentores do poder.Continue lendo ›

Opinião

Vítimas da irresponsabilidade

De José Luiz Bloromelo:
A população de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, está em estado de choque. Um incêndio ocorrido numa casa de shows matou mais de 230 pessoas, em sua imensa maioria jovens universitários. Algumas dezenas estão em estado grave e outras tantas poderão apresentar sintomas de intoxicação severa no decorrer dos dias. O incidente teria sido provocado acidentalmente pelo uso inadequado de um artefato similar a fogo de artifício, supostamente utilizado por um integrante do grupo musical que animava o evento. A tragédia repercutiu em todos os continentes e até a presidenta foi pessoalmente levar sua solidariedade aos familiares das vítimas. Diante da situação, faz-se necessário analisar alguns aspectos relevantes que contribuíram para que o evento atingisse tais dimensões.Continue lendo ›

Opinião

Sobrou para o contribuinte

De José Luiz Boromelo:
Nesse início de ano um grande número de prefeitos veio a público expor a situação de penúria em que se encontram os municípios que deverão administrar pelos próximos quatro anos. Os que apresentam um quadro mais grave são aqueles de médio e pequeno porte nos quais o gestor público cumpriu seu último mandato, ou não conseguiu a reeleição ou ainda porque não emplacou seu sucessor. O que indica que os problemas certamente apresentam dimensões bem maiores, pois os prefeitos reeleitos não se manifestaram ainda. Por todo o país as reclamações têm a mesma origem: os cofres estão vazios. E o pior, as dívidas são enormes e se acumulam há um bom tempo. Continue lendo ›

Opinião

De malas prontas

De José Luiz Boromelo:
De acordo com alguns “entendidos” no assunto, o fim do mundo está próximo, mais precisamente no dia 21 desse mês. Seremos pulverizados do mapa, sem direito a choro nem vela. A forma como isso vai acontecer ninguém sabe ao certo. Nem mesmo aqueles que previram essa hecatombe final. O assunto é comentado nas rodas de conversas e cada um tem sua versão dos fatos que estariam por vir.
Muitos opinam que o fim do mundo seria na forma de uma terrível colisão com um asteroide errante, não identificado pelos satélites que orbitam a Terra e diuturnamente vasculham a imensidão do espaço sideral em permanente vigilância. Outros mais céticos garantem que o final dos tempos dar-se-ia com uma revolta drástica e repentina dos elementos da natureza, Continue lendo ›

Opinião

O menino foi esquecido

De José Luiz Boromelo:
A agitação de final de ano é intensa. Pessoas amontoam-se nas lojas para as compras de última hora. Todos com muita pressa, tentando encontrar o presente ideal para os amigos e familiares. Os lojistas capricham na decoração, com vitrines repletas de árvores iluminadas por lâmpadas multicoloridas e arranjos com motivos natalinos. Senhores com longas barbas e cabelos brancos exibem sua falsa opulência, enfiados numa vestimenta vermelha complementada por botas e gorros de inverno, indumentária nada compatível com a atual estação do ano no país tropical. A conhecida e pontuada gargalhada remata a figura eminentemente ártica, assim como a neve feita de algodão que reforça a impressão de estarmos realmente em outra região do planeta.Continue lendo ›

Blog

Avenida politicamente incorreta

De José Luiz Boromelo:
Satisfazendo a curiosidade da maioria dos aficionados por suspense e emoção chegou ao final uma das mais badaladas novelas globais da atualidade. Num “cast” repleto de celebridades, o autor teve à sua disposição todos os ingredientes necessários para explorar ao máximo o tema proposto. Com um enredo bem elaborado, uma produção impecável e o altíssimo padrão de qualidade característico da emissora, o resultado não poderia ser outro. As expectativas para o último capítulo da trama tomou conta das rodas de conversas por todo o país. Até personalidades da política manifestaram interesse pelo desfecho do folhetim adequando sua agenda com a programação televisiva, mostrando que o brasileiro gosta mesmo desse tipo de programação. O retorno financeiro foi excepcional, com a adesão de mais de 500 patrocinadores por todo o país, elevando as cifras para algumas dezenas de milhões de reais.Continue lendo ›

Opinião

O efeito Vila Rica

De José Luiz Boromelo:
Fundada em 1711, a localidade de Vila Rica de Ouro Preto entrou para a história como um dos municípios mineiros com as maiores produções de ouro do Brasil colônia. Mas a notoriedade do termo consolidou-se em 1976, quando uma personalidade pública resolveu participar de um anúncio promocional. Com a frase “Leve vantagem você também, leve Vila Rica”, o ex-jogador de futebol Gérson personificou a figura da malandragem no país. Mesmo que a intenção tenha sido outra, à época da veiculação do comercial de tabaco e que por uma infelicidade acabou associando sua imagem ao produto. A conhecida “Lei de Gérson” é utilizada por uma parcela significativa de pessoas em diferentes circunstâncias, e só veio comprovar o que é público e notório: o brasileiro é propenso a ser corrupto e hipócrita por excelência, mesmo que não admita essa condição.Continue lendo ›

Opinião

Patinho feio

De José Luiz Boromelo:
Numa conhecida fábula infantil um filhote é rejeitado pela família por ser diferente dos demais, apesar de ter nascido da mesma ninhada. Ao atingir a fase adulta revelou-se toda sua beleza, pois na verdade era um cisne e não um pato. Assim como na primeira parte da estória o Paraná transformou-se no patinho feio do governo atual, ficando mais uma vez de fora de importantes investimentos federais. O estado foi preterido nos últimos repasses dos recursos do PAC, mesmo com três ministros ocupando pastas de grande relevância na esfera federal. Se bem que os paranaenses nunca foram devidamente respeitados na capital da república, como pleiteia agora nosso governador. Desde há muito somos menosprezados no cenário nacional, não obstante nossa comprovada participação na economia do país.Continue lendo ›

Opinião

Movidos a álcool

De José Luiz Boromelo:
No final da década de 70 o governo instituiu o Proálcool, um projeto ambicioso que tinha como objetivo convencer o brasileiro a aderir ao etanol. Com o slogan “Carro a álcool: você ainda vai ter um” o governo estimulava o uso do combustível renovável por conta da crise na matriz energética mundial. De lá para cá consumo aumentou significativamente, não somente pelos veículos, mas principalmente aquele ofertado nos balcões de bares, lanchonetes, restaurantes, clubes e similares. As vendas cresceram em função da estabilidade dos sucessivos planos econômicos, influenciadas pela elevação gradual do poder aquisitivo das pessoas.Continue lendo ›