livros

Má-ringá

As responsáveis pelo acervo


De acordo com a portaria acima, de junho do ano passado, as responsáveis pela seleção, aquisição e preservação do acervo das bibliotecas públicas de Maringá: Flor de Maria Silva Duarte, Márcia Juliane Valdivieso Santa Maria, Fernanda Mecking Arantes e Kyoko Nishida Akabane. “No caso de a biblioteca ser premiada, seriam elas a subir no palco para receber o prêmio. Agora, no triste episódio da trituração de livros, nenhuma delas será responsabilizada?”, pergunta o Sismmar, que avosa que não aceitará nenhum tipo de punição à servidora que apenas cumpriu ordens. Leia mais.

Geral

Esperando uma atitude

Em seu blog, Carlão lembra a todos que estão indignados com a injustiça que está sendo cometida com a Geni Matsuda (aqui) , que o ex-secretário de Indústria e Comércio e candidato a vereador Valter Viana faz parte do mesmo movimento religioso que a Geni, a Renovação Carismática Católica, e com a influência que o Valter tem com a atual administração, é inadmisível que fique passivo e não tente ajudar a amiga de tantos anos e de tantos trabalhos realizados para o bem do ser humano. Para quem não sabe, a Geni coordena um curso pré-vestibular pela RCC, totalmente gratuito para as pessoas que não tem condições de pagar um cursinho; ela também faz parte há mais de 25 anos do grupo ligado a RCC “Universidades Renovadas”, que realiza o trabalho de evangelização nas faculdades e universidades de Maringá.

Meu Diário

Duas passagens sobre livros

A história dos livros descartados pela Secretaria de Cultura de Silvio Barros II e Carlos Roberto Pupin, esta semana, me fez lembrar duas passagens de minha vida. Quando, no início da década de 70, a Monareta da Monark era febre entre a molecada; ao fazer 10 anos de idade tive que escolher: ou ganhava uma bicicleta, como o resto dos garotos da quadra da rua Mandaguari, na Vila 7, ou então cinco volumes da Enciclopédia Trópico. Escolhi a enciclopédia (que, no total, tinha 15 volumes). Três anos depois, ao trabalhar com Ferrari Junior na Rádio Cultura AM, minha mãe me deu dinheiro para que eu pudesse trazer, na volta para casa, alguns quilos de feijão. Onde hoje é o HSBC, na avenida Getúlio Vargas, acontecia uma feira de livros usados. Gastei o dinheiro comprando três volumes (todos em estado ruim, um deles sem capa) de uma coleção sobre a história do mundo. Depois, quando caiu a ficha, chorei por ter gasto o dinheiro; me lembro da Maria Cristina e do saudoso Durval Leal me consolando e, claro, me ajudando a comprar o feijão. São duas histórias bobas, mas que mostram a relação que podemos ter com o conhecimento oferecido pelos livros – coisa que muita gente, ignorante, não compreende.

Blog

Livros destruídos: sindicância de cartas marcadas

O blog soube que a sindicância aberta pela Prefeitura de Maringá teria sido armada para absolver a gerente de Promoção da Leitura do Sistema de Bibliotecas Públicas de Maringá, Márcia Juliane Valdivieso Santa Maria, que ocupa cargo de confiança (CC2). O objetivo seria tentar penalizar a bibliotecária Geni Kiayo Matsuda, servidora de carreira, que em novembro completará 26 anos de trabalho no município. No dia em que decidiu-se pelo descarte de centenas de livros da Biblioteca Pública Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, Geni era uma das pessoas mais indignadas com a ordem – que teria partido justamente da secretária Flor Duarte. Espera-se que o prefeito de plantão não permita que a armação se concretize.
Informações neste sentido circulam desde ontem e foram confirmadas por fontes da prefeitura na tarde de hoje.

Akino

Líder tenta explicar

Não deu outra, meus poderes de vidente não falharam, Heine Macieira foi à tribuna tentar explicar a reciclagem de livros da biblioteca. Sem citar a matéria da Band, focou numa da Gazeta Maringá, de que parte dos livros não chegam aos leitores. Escorregadio, como seu chefe, tentou passar impressão diferente do que realmente teria acontecido. Educado como sempre, usou expressões como ‘é mentira’, ‘blogs espúrios’, má-fé, ‘infelizmente a liberdade de expressão’. Enfim, fez uma defesa da esposa, secretária, e atacou, buscando mudar o foco. Só faltou dizer é coisa da oposição.
Akino Maringá, colaborador

Opinião

Dois assassinatos

De Valkiria T. de Almeida Santos:
Dois fatos aconteceram na cidade de Maringá essa semana, vamos dizer que em instantes diferentes, um X e outro Y. E como num plano cartesiano, em algum momento eles irão se cruzar e cobrar o preço a essa sociedade. O primeiro foi o despacho dos livros para o lixo, o segundo foi a agressão ao padre Adacílio. Os dois são fruto da sociedade de consumo que estamos vivenciando, essa que desvaloriza a construção dos valores, especialmente em crianças e jovens. Durante as entrevistas que se seguiram, uma senhora expressou em suas palavras simples, com lucidez e clareza, onde está talvez o maior problema, não estamos respeitando as instituições, quis dizer que confundimos os papéis e a função social dos lugares e das pessoas. A escola é, em primeiro lugar, espaço de ensino e aprendizagem, também de aprender princípios e valores. Porém a educação primeira deve acontecer no seio da família. Continue lendo ›

Má-ringá

Livros destruídos: gerente é afastada

A gerente de Promoção da Leitura do Sistema de Bibliotecas Públicas de Maringá, Márcia Juliane Valdivieso Santa Maria, que é cargo de confiança (CC2), foi afastada das funções na tarde de hoje; o site da prefeitura, sem citar nomes, informa que o afastamento deu-se ontem e que foi aberta sindicância. Ela está grávida e foi escolhida como bode expiatório do novo escândalo envolvendo a administração municipal, a destruição de livros. A prefeitura alega que os livros são inservíveis, apesar das imagens mostradas na televisão e no YouTube mostrarem o contrário.
O blog soube que a Plush, flagrada nas imagens, fez várias viagens levando muitos livros para a destruição. O material foi vendido, sem que tivesse ocorrido licitação. Ninguém sabe informar a esta altura do campeonato onde foi parar o dinheiro.

Má-ringá

Destruição de livros, um agravante

O agravante, aponta leitora, no caso da destruição de livros da Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, é que em junho foi feita, por R$ 25 mil mensais, a locação de imóvel do empresário Pedro Granado, no Novo Centro, para abrigar por 12 meses a biblioteca com dispensa de licitação. Granado, ex-secretário de estado de Jaime Lerner, é conhecido financiador das campanhas dos Barros. A prefeitura dispensou licitação (com o argumento “cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha”, frente a dezenas de opções de imóveis em área central igualmente aptas), para locar um imóvel de sua escolha, que não comporta o acervo existente, o que leva ao descarte de acervo público. Isso é coisa para o Ministério Público e polícia.Continue lendo ›

Má-ringá

Livros: dano qualificado

Paulo Vidigal levanta uma questão a respeito da destruição de livros promovida pela administração municipal de Maringá: Se for considerado que esses livros, adquiridos pelo município ou doados, pertencem ao patrimônio público, essa conduta pode vir a ser caracterizada como dano qualificado, conforme tipifica o Código Penal. Está lá, no artigo 163: Destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia é dano qualificado e se o crime é cometido contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista, a penaserá detenção, de 6 meses a 3 anos, e multa.

Má-ringá

Quietude inquietante

Leitor, citando Monteiro Lobato (“Um país se faz com homens e livros”), questiona o que será que acham da destruição de livros os integrantes da Academia de Letras de Maringá, alguns deles alinhados ao grupo político que manda na cidade? O que acha a respeito a ex-presidente da entidade, Olga Agulhon, hoje secretária municipal da mesma administração? E a tal sociedade organizada, da qual fez parte inclusive alguns candidatos a prefeito, vai ficar quieta?

Opinião

Livros não se queimam!

Do professor e escritor Luiz Alexandre Solano Rossi:
Indignação: livros não se queimam! Livros são instrumentos de construção de cidadania e de seres humanos mais saudáveis. Poderia me indignar como professor universitário ou, ainda, como escritor. Todavia, a indignação emerge a partir do amor avassalador de um cidadão maringaense pelos livros. Minha relação com livros, desde muito pequeno, sempre foi algo que patológico. Amos os livros e amo quem se dedica a escrevê-los. Amo ainda mais todos aqueles (as) que separam uma boa parte do próprio tempo para lê-los. Talvez prefeito e secretária e vereadores não permitam a si mesmos a discussão do tema e tenham, por conta disso, interesses diferentes dos meus. Não os condeno. Fazem, todos eles, aquilo que lhes é próprio. Extravasam um modo de ser e viver inerente a eles mesmos. Repercute exteriormente e publicamente a cultura que lhes é própria. Para eles folhas de livros servem para ser queimados. Para mim e tantos outros as palavras impressas nas páginas dos livros aquecem gostosamente o coração.

Maringá

Quinteiro lamenta destruição de livros

Nota divulgada há pouco pelo candidato Wilson Quinteiro, do PSB: “Na Alemanha nazista Hitler destruía todos os livros que contrariavam os princípios alimentados por sua mente doentia. Assim, acabaram na fogueira verdadeiras obras primas, de autores universalmente consagrados, como Einstein, Thomas Mann e Sigmund Freud. Qualquer que seja o argumento, qualquer que seja a desculpa, nada justifica a atitude flagrada por uma câmera de TV em Maringá. Não sabemos quais livros foram destruídos, mas a julgar pelas imagens, muitas obras em perfeito estado de conservação acabaram no triturador de papéis da prefeitura. É preciso separar o precioso do vil. Livro não é lixo, deve ser preservado para o bem da educação e do futuro das nossas crianças e jovens. Lamento essa atitude de destruir parte do acervo cultural da nossa Biblioteca Pública”.

Blog

Fahrenheit 451, versão barrenta


Leitor pergunta se estão fazendo em Maringá o remake do filme Fahrenheit 451. Se assim fosse, o roteiro, produção e direção caberiam a um casal conhecido na cidade. O roteiro teria a seguinte sinopse: Num futuro hipotético, mas nem tão hipotético assim, livros são proibidos por um “regime anticultural”, sob o argumento de que fazem as pessoas infelizes e improdutivas. Se alguém é flagrado lendo é preso e “reeducado”. Se uma casa tem muitos livros e um vizinho denuncia, os “trituradores” são chamados para dar um jeito. Se uma biblioteca tem muitos livros e pouco espaço, chame o trituradores que eles resolvem o problema. O filme terá o avant première no superfaturado Cine Teatro Plaza ou, quem sabe, aguardarão algum financiador de campanha construir o prédio que rivalizará com a catedral no lugar da antiga estação rodoviária. Talvez meia dúzia de gatos pingados assista.

Má-ringá

Vergonha, vergonha, vergonha

http://youtu.be/kSM3Gw5duyw
Mais um vídeo, este feito ontem pela manhã por Leandro Fóz, sobre o descarte de livros da Biblioteca Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, de Maringá, retrato do descalabro que atingiu a cultura da cidade sob a atual administração.

Akino

R$ 1 milhão em livros III

Lendo a postagem sobre livros da biblioteca municipal, sendo jogados fora, lembrei de uma outra, que talvez a explique: “É muita coincidência que as duas empresas que estão habilitadas para fornecerem livros no valor que chega a R$ 1 milhão, à Secretaria de Educação de Maringá, sejam de João Pessoa, PB. Como diria um vereador da base, ‘aí tem esquema’. Pediria aos vereadores Humberto Henrique e Marly, que, mesmo em recesso, entrassem no caso. Ao prefeito Pupin que avaliasse e pedisse esclarecimentos aos responsáveis pela compra. Ao dr. Cruz que não deixasse passar em branco. Ainda que esteja tudo certo, acho que a compra é desnecessária. Lembro mais uma vez a semelhança com o caso do Acervo da TV Cultura, que tantos problemas trouxeram à ex-secretária Márcia Socreppa. O que acha, professora Edith Dias? Passado o recesso, gostaria de saber se algum vereador tomou providência para esclarecer esta compra.
Akino Maringá, colaborador

Má-ringá

Livros da biblioteca pública são destruídos

http://youtu.be/Ndg3Q48TPto
Não contente em destruir a história da cidade, com a derrubada de prédios históricos, a administração municipal resolveu destruir também a história do mundo. O acervo da Biblioteca Bento Munhoz da Rocha está sendo transferido, agora, em final de mandato, para um novo prédio, alugado por um grana considerável junto a um financiador de campanha da família, que não tem espaço para todos os livros. O que a secretária de Cultura, Flor Duarte, mulher do líder do prefeito, Heine Macieira (PP), fez? Deu para a Plush, que compra papel velho. O crime, que numa cidade com meio prefeito com aquilo roxo resultaria no mínimo na demissão do responsável, foi flagrado pela reportagem da (acredite) TV Maringá/Band e exibida agora à tarde. É revoltante, para dizer o mínimo. Como um prefeito vive viajando e outro fazendo campanha, você acredita que alguém tomará providêncua?

Akino

Pupin precisa agir…

… e suspender imediatamente este Pregão Registro de Preços nº 273/2012, que tomamos conhecimento através de postagem do Linjardi. Na minha opinião (Akino), há indícios de irregularidades graves e ainda que não houver problemas com o processo, a compra é de utilidade discutível, por exemplo, do livro “Dengue – o confronto definitivo”, de Jorge Molina. São 9.165 exemplares a R$ 42,90 cada um totalizando R$ 393.178,50, cujo pregão foi vencido pela Editora Grafset Ltda. Já para o livro “O Segredo do Nicotínio”, do mesmo autor, a compra é do mesmo número a R$ 25,00 o exemplar totalizando R$ 229.125,00; quem venceu o pregão foi MVC Editora Ltda.
Minhas dúvidas: Por que as duas empresas que participaram, uma ganhando um lote, outra o outro, uma não cotava a outra sim, são de João Pessoa, PB? Continue lendo ›

Maringá

Após denúncia, editora altera preço de livro adquirido pela Seduc

Um dia após Fábio Linjardi divulgar em seu blog que no site da editora Grafset o livro “Dengue, o confronto definitivo”, custava R$ 42, mais barato do que o valor a ser pago pela Prefeitura de Maringá, o preço subiu. Eles alteraram para R$ 44,90 – o que realça a suspeita de que há sérios problemas no processo licitatório.
PS – Linjardi fez uma foto em 360 graus da redação de O Diário, usando o mesmo sistema do fotógrafo Jackson Vieira Matos, que no ano passado fez o mesmo com a Catedral de Maringá.

Akino

R$ 1 milhão em livros II

É muita coincidência que as duas empresas que estão habilitadas para fornecerem livros no valor que chega a R$ 1 milhão, à Secretaria de Educação de Maringá, sejam de João Pessoa, PB. Como diria um vereador da base, ‘aí tem esquema’.  Pediria aos vereadores Humberto Henrique e Marly, que, mesmo em recesso, entrassem  no caso. Ao prefeito Pupin que avaliasse e pedisse esclarecimentos aos responsáveis pela compra. Ao dr. Cruz que não deixasse passar em branco. Ainda que esteja tudo certo, acho que a compra é desnecessária. Lembro mais uma vez a semelhança com o caso do Acervo da TV Cultura, que tantos problemas trouxeram à ex-secretária Marcia Socreppa. O que acha, professora Edith Dias?
Akino Maringá, colaborador

Akino

R$ 1 milhão em livros

O registro de preços 237/2012, realizado segunda-feira pela Prefeitura de Maringá, conta com um livro mais caro que na editora. “Dengue, o confronto definitivo”, da editora Grafset, foi registrado por R$ 42,90 o exemplar. O valor no site da editora é de R$ 42. O registro feito pelo município prevê a compra de 9.165 exemplares sobre a dengue. Não há danos aos cofres do município, porque a compra ainda não foi realizada. Esse registro prevê a compra de 41.652 livros sobre dengue e tabagismo, no valor total de R$ 1 milhão. (fonte blog do Linjardi)
Meu comentário (Akino): Será que está compra é necessária? Qual o público se deseja atingir? Sobre esses dois assuntos (dengue e tabagismo) a internet está cheia. Bastaria folhetos indicando endereços. Esta compra está cheirando um esquema como aquele do Acervo da TV Cultura. Só para usar a verba da edução, comprovando o percentual legal. Quem garante que não tem uma ‘bonificação’ de 10, 20 e até 30%, tão comuns em compras de órgãos de governo. Gostaria que os vereadores honestos e bem intencionados fiscalizassem.
Akino Maringá, colaborador

Educação

“A África entre nós”

A Prefeitura de Maringá vai adquirir, com dispensa de licitação, a coleção “A África Entre Nós – História e Cultura Afro-Brasileira”, da Editora Grafset, de João Pessoa (PB), composta de cinco livros, destinada à Secretaria de Educação. O valor da compra é de R$ 387.972,00.

Blog

Curso de conservação de livros

Estão abertas, em Maringá, as inscrições para o curso de conservação de livros, que ensinará aos participantes as técnicas de restauro, costura e recuperação de capas e encadernação de livros. O curso é direcionado a atendentes de bibliotecas e, claro, a apreciadores de livros. São seis horas de carga horária, em dois sábados – 13 e 20 de março próximo -, com apostila e certificado. No site http://restauradorauniversitaria.com.br, um vídeo mostra como é o curso, que será feito na Hidéia Papéis, na Herval com XV de Novembro. As vagas são limitadas.

Mais informações com Cecília no telefone (44) 3031-0536.

Opinião

Livros didáticos públicos

Dicas Escolares. As escolas públicas distribuem livros didáticos gratuitamente. Eles devem chegar em bom estado. Garanta que seus filhos tenham acesso. Muitos Estados e alguns municípios foram criticados pela má qualidade do livro didático. Acompanhem essa discussão, pois a qualidade do material didático repercute no resultado escolar!

Ivana Veraldo