mensalão

Má-ringá

Secretária mequetrefe

Esta semana, o advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, ao defender a ex-gerente financeira da agência SMP&B, Geiza Dias, acusada de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas na ação do mensalão, disse que ela era uma mera cumpridora de ordens do seu chefe e que era uma secretária mequetrefe. “Ela era uma ‘batedeira’ de cheques. Se Geiza não cumprisse essa missão, que era própria da seção financeira dela, evidentemente que ela estaria demitida por justa causa. Daí não estaríamos discutindo ação penal, mas um processo trabalhista”, afirmou.
Citando o caso, um leitor pergunta se o termo mequetrefe pode ser empregado também para outro tipo de secretárias, por exemplo, as que descartam livros para a reciclagem.

Brasil

Onze juízes em nome do Brasil

De Eumano Silva, na revista Época desta semana:
As atenções dos brasileiros se voltam, desde a última quinta-feira, para nove homens e duas mulheres sentados em volta da mesa em “U” do plenário do Supremo Tribunal Federal, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Em circunstâncias normais, os 11 representantes de toga da instituição máxima da Justiça no país despertam pouco interesse na população. Circulam incógnitos pelas ruas sem ser reconhecidos. Desde a semana passada, eles se transformaram em estrelas do mais peculiar, complicado e simbólico julgamento da história do Supremo. Pelo número e relevância dos réus, pelo volume das investigações e pela complexidade das denúncias, o julgamento do mensalão supera todas as decisões anteriores do STF. Os brasileiros acompanham pela televisão o destino dos envolvidos com o maior escândalo político da história recente do país. Leia mais.

Brasil

O julgamento do século

Da revista IstoÉ desta semana:
Nesta quinta-feira 2, após sete anos de expectativa, o Supremo Tribunal Federal dará início ao julgamento mais emblemático da história política do País. Durante esse tempo, o processo que apura a denúncia do esquema de compra de apoio parlamentar pelo PT ganhou volume e substância. Nas suas mais de 50 mil páginas, há centenas de relatórios de diligências feitas pela Polícia Federal e o Ministério Público, além dos depoimentos de 394 testemunhas. Os 38 réus, agora na iminência de serem sentenciados e acuados pela crescente pressão da opinião pública, demonstraram nos últimos dias que o instinto de sobrevivência já fala mais alto. Em vez do discurso afinado, quase corporativo, que adotavam no início da ação, os acusados passam a trocar acusações às vésperas do julgamento. As estratégias de defesa definitivamente mudaram. A regra que os advogados devem adotar no tribunal é a do cada um por si. Leia mais.

Blog

Tudo sobre o mensalão

Da revista Epoca desta semana;
Sete anos, um mês e 22 dias depois, o passado está vivo. Ainda não é nem passado, como escreveu o romancista americano William Faulkner. Parece que foi ontem, parece que nunca aconteceu: o dia em que o deputado Roberto Jefferson revelou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva botara o Congresso no bolso. Era 6 de junho de 2005, nascia o mais grave escândalo de corrupção da história recente do Brasil. Dias depois, Jefferson afirmou diante das câmeras de televisão: “É voz corrente em cada canto desta Casa, em cada fundo de plenário, em cada banheiro, que o senhor Delúbio, tendo como pombo-correio o senhor Marcos Valério, um carequinha que é publicitário lá em Minas Gerais, repassa dinheiro a partidos que compõem a base de sustentação do governo, num negócio chamado mensalão”. Jefferson acusou o deputado José Dirceu, então primeiro-ministro informal do governo, de comandar o esquema. Contou que advertira o presidente Lula sobre a mesada – e ele, no mínimo, nada fizera. A política brasileira, ainda se recuperando do impeachment do primeiro presidente eleito desde a ditadura militar, deparava com a possibilidade de um segundo. Leia mais

Verdelírio

Outro Fruet

Depois que fez acordo com o PT para ser candidato a prefeito, o ex-deputado federal Gustavo Fruet que deixou o PSDB para ingressar no PDT mudou muito. Fruet disse: “Nos debates a que tenho ido as pessoas só querem saber sobre água, ruas, ônibus e saúde. Ninguém quer saber do mensalão”.Continue lendo ›

Opinião

O que é isso, companheiro?

De José Luiz Boromelo:
A matéria nas revistas semanais de circulação nacional fez-me lembrar de um amigo cronista, crítico daquele sistema de governo quando a nação foi conduzida (por dois mandatos consecutivos), por um militante político que foi torneiro mecânico e sindicalista. Agora o ex-presidente se vê às voltas com uma grave denúncia contra sua pessoa. Eis que para defender-se utiliza uma estratégia condenável: tenta desacreditar seu acusador perante a opinião pública. Mas o que lhe imputam de tão sério, a ponto de vir a público externar sua versão dos fatos? Tráfico de influências, dizem alguns. Outros, mais pragmáticos, lhe conferem a responsabilidade de tentar manipular o rumo de certos acontecimentos conforme seus interesses (entenda-se uma indevida “pressão” a ministros do STF), para que se procrastine um determinado julgamento naquele órgão federal.Continue lendo ›

Akino

Muita água vai rolar na cachoeira

Li no blog do Noblat e reproduzo, em resumo: “Lula é o pai da CPI do Cachoeira. Dilma recusou-se a ser a mãe. A CPI foi concebida para alcançar dois objetivos. O primeiro: enlamear a biografia do maior número possível de políticos e de administradores públicos no ano em que a Justiça poderá julgar o Caso do Mensalão. Assim, a conta do Mensalão ficará menos pesada para o PT. Lembra daquele personagem de Chico Anísio dono do bordão “Sou, mas quem não é?”.
No passado remotíssimo, o PT se dizia um partido imaculado – os outros é que eram sujos. Uma vez que chegou ao poder acabou ficando tão sujo quanto os outros. Hoje, o PT se esforça em demonstrar que os outros são iguaizinhos a ele.Continue lendo ›

Brasil

Querem apagar os crimes do mensalão

De Daniel Pereira e Hugo Marques, na Veja desta semana:
Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las. O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado. A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo STF da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão. Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”. Leia mais.

Brasil

Mensalão começa a ser julgado em maio

O julgamento do processo do mensalão transformou-se numa corrida contra o relógio, informa Josias de Souza. Com receio da má repercussão que a eventual prescrição dos crimes provocaria, o STF aperta o passo. Um dos ministros que compõem o Supremo, ex-presidente do tribunal, disse que o caso deve ser submetido à apreciação do plenário ainda no primeiro semestre de 2012, provavelmente em maio. Leia mais.