Verba de gabinete ‘teoricamente’ não fica com o Vereador
Leitor fez comentário que assim resumimos: “Como as coisas são bem engraçadas, tanto elogiu para o vereador Humberto Henrique pela sua postura, se ele fosse tudo isto que estão dizendo devolveria o dinheiro que recebe da verba de gabinete que é uma merreca de 16 mil reais,quero que ele explique o que ele e o Mario Verri estão fazendo com esta fortuna que recebe todos os meses (sic)”.
Meu comentário: Esta verba não fica com cada vereador. Serve para a contratação de quatro assessores, que são escolhidos pelos vereadores, mas contratados (nomeados) pelo presidente da Casa. Os salários dos assessores são respectivamente chefe de Gabinete R$ 5.516,28- assessor parlamentar R$ 4.516,28 e dois assessores de Gabinete com R$ 3.412,30 cada um, o que totaliza R$ 16.927,68. Esses valores são creditados diretamente aos assessores e o vereador não tem direito de rejeitar, ou pagar um valor menor. Portanto, Humberto e Mário não têm como devolver, já que não recebem. O que há são comentários de que alguns vereadores usariam a prática de receber de volta dos assessores. Uns redividiriam com assessores que foram exonerados e hoje são cabos eleitorais e outros ficariam com parte, mas isto não está provado, são apenas comentários, não se pode provar. Seria bom que os vereadores explicassem devidamente, para que alguns não ficassem com esta impressão pesando sobre todos. Por esta razão é que afirmamos que teoricamente a verba de gabinete não fica com o vereador, situação que não envolve vereadores como Humberto e Mário Verri.
Akino Maringá, colaborador