Nova etapa da Operação Taxa Alta gera preocupação

O ar anda pesado em certos lugares de Maringá, depois que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizoou a segunda etapa da Operação Taxa Alta, na sexta-feira.

Esta etapa foi realizada com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em residências de proprietários e funcionários da Infosolo Informática S. A., em Brasília (DF).

A Operação Taxa Alta é aquela cuja primeira etapa, em novembro do ano passado, acabou prendendo Leopoldo Fiewski (foto), que foi secretário municipal das gestões Silvio Barros II e Carlos Roberto Pupin e muito ligado ao deputado federal Ricardo Barros (PP), vice-líder do presidente Bolsonaro. Ele foi assessor de Cida Borghetti em sua curta passagem pelo governo estadual. O fato considerado irregular teria ocorrido em agosto de 2018. No ano passado o Tribunal de Justiça acabou com a farra.

A Infosolo tem entre os sócios Alexandre Georges e Basile Pantazis, que montou negócios em diversos estados, como Maranhão, Minas Gerais e Paraná.

O Ministério Público apontou ilegalidades no contrato de credenciamento de empresas para serviços de registro eletrônico de gravames de veículos no Departamento de Trânsito do Paraná, entre elas a Infosolo, a primeira a ser beneficiada.

Desta vez, os mandados foram expedidos pela 12ª Vara Criminal de Curitiba e foram feitas buscas por documentos, computadores, notebooks e celulares que possam auxiliar nas investigações.