Medidas cautelares contra vereadora

A partir de denúncia do MPPR, Judiciário impõe diversas medidas cautelares contra vereadora de Londrina investigada por maus-tratos contra animais

A pedido do Ministério Público do Paraná, a 5ª Vara Criminal de Londrina, determinou a imposição de medidas cautelares contra a vereadora Anne Ada Moraes de Souza (Avante), investigada e denunciada por diversos ilícitos ambientais cometidos enquanto esteve à frente da Associação Defensora dos Animais de Londrina, entidade privada sem fins lucrativos que, a partir de ação proposta pelo MPPR, passa por intervenção judicial. A liminar, expedida na terça-feira, responde a pedido feito em denúncia pela 20ª Promotoria de Justiça de Londrina – a ação penal já foi recebida pelo Judiciário. O caso remete a outro semelhante, em Maringá, envolvendo o vereador Lemuel Wilson Rodrigues (PDT), eleito por ser ligado à causa animal e condenado pela justiça por maus-tratos e acusado de vender animais de raça que estavam sob sua responsabilidade.

Entre as determinações da liminar, está a proibição de se aproximar da sede da ADA e de manter qualquer tipo de contato com as testemunhas do processo judicial, além do impedimento de manter a guarda de animais, devendo a vereadora entregar imediatamente todos os cães e gatos atualmente sob seus cuidados à equipe de bem-estar animal de Londrina.

Reiteração de conduta – Após receber denúncia anônima e verificar quarta-feira que alguns animais haviam sido retirados da chácara mantida pela vereadora, a autoridade policial instaurou novo inquérito para apuração de possíveis crimes de maus-tratos contra animais. Tal fato, na avaliação da Promotoria de Justiça, demonstra a reiteração de conduta criminosa da acusada, que, mesmo respondendo a processo criminal por maus-tratos contra cerca de mil animais e após proibições impostas no âmbito cível, continua mantendo animais em condições inadequadas e dificultando a apuração dos fatos e o resgate dos cães e gatos.

A ADA, que chegou a abrigar cerca de mil animais, é atualmente gerida pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina. O pedido de intervenção foi requerido diante dos indícios de maus-tratos e de desvios de recursos públicos e doações da população destinadas à entidade. As condutas criminosas praticadas, em tese, pela parlamentar teriam ocorrido entre 24 de janeiro de 2019 e 13 de maio de 2025. (C/ Assessoria)

Foto: Arquivo