Aposentadorias privilegiadas

Estava  me esquecendo que neste 26 de setembro completei 25 anos de aposentadoria e poderia dizer que estou entre os aposentados privilegiados, como políticos, membros de judiciários, só que não. Se dependesse do INSS, após ter recolhido pelo teto, na época que fui registrado pela CLT, trabalhando numa estatal de economia mista, receberia hoje pouco mais de R$ 3.000,00. Dou graças pela empresa em que trabalhei, o Banco do Brasil, ajudar no custeio de um fundo de previdência privada, recolhendo para cada um real dos empregados outros dois, constituindo um fundo que nos garante uma complementação de aposentadoria, de modo que tenhamos proventos bem próximos aos da ativa. 

Privilegiadas são aposentadorias de deputados , como vemos nesta matéria da Gazeta do Povo e aqui, o caso do deputado Ricardo Barros e do deputado Osmar Serraglio que assumiu recentemente a vaga aberta pelo Boca, e que teria se aposentado com algo em torno de R$ 28.000,00, logo após não se reeleger em 2018.

Privilegiadas são as aposentadorias de juízes e desembargadores, que aposentam com valor integral e mais grave, mesmo quando cometem certos crimes, como vendas de sentença, podem ser condenados à aposentadoria.

Não, nossa aposentadoria , no Banco do  Brasil, não é privilegiada. Apenas estamos retirando rendimentos do fundo de previdência que constituímos, assim com de outras estatais , mas há também empresas privadas que têm tais fundos para seus empregados. Todas as empresas deveriam incentivar seus empregados a constituírem seus fundos previdenciários. 

(Foto: Lula Marques)