Os últimos podem ser os primeiros

Ao tomar conhecimento das notícias de filiação do ex-juiz Sérgio Moro, ao Podemos, e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para, segundo tudo indica, serem candidatos à presidência da república, lembrei de uma passagem evangélica que pode ser lida em S. Mateus, 20:1 a 16, sob o título ‘Trabalhadores da última hora, que gerou a frase ‘os últimos serão os primeiros que’ é basicamente extraída do ensino de Jesus de que a aprovação no reino dos céus não está fundamentada nas obras terrenas, no merecimento ou em qualquer posição de honra e prestígio que os homens possam conquistar nessa vida. Jesus inseriu essa frase em seu ensino por mais de uma vez. Então para entendermos o que realmente significa o conceito de que “os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”, precisamos considerar o contexto básico de cada passagem onde essa frase aparece.
Na corrida presidencial, hoje, os primeiros são Lula e Bolsonaro, segundo as pesquisas. Além deles, os nomes dos senadores Alessandro Vieira e Simone Tebet, pelos desempenhos na CPI da Covid, foram lançados mas ainda não deslancharam. Ciro Gomes também aparece como eterno candidato, e alguns acreditam ser uma alternativa de esquerda, aos antilulistas.
Resta o possível candidato do PSDB, partido do qual já fui filiado no começo dos anos 90, e que foi pouco a pouco perdendo a credibilidade (junto a mim), até descobrirmos que Aécio Neves era que é. Os governadores João Doria e Eduardo Leite disputam a indicação e entre os dois, sem sombra de dúvidas, o governador do Rio Grande do Sul é disparado o melhor, mas a recente revelação, sobre sua orientação e sexualidade, talvez seja um obstáculo difícil ser transposto, numa eleição onde a homofobia é óbvia, apesar de disfarçada, entre religiosos evangélicos, principalmente. Penso que dentre todos os nomes, acima referidos, o dele seria melhor, apesar do partido ao qual é filiado, considerando a experiência como vereador, prefeito e governador e a ausência de qualquer notícia de corrupção, que o envolva. Vejamos seu currículo, segundo a wikipédia:
Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite (Pelotas, 10 de março de 1985) é um bacharel em direito[a] e político brasileiro. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), é o atual governador do Rio Grande do Sul, cargo que exerce desde janeiro de 2019. Anteriormente, foi prefeito de Pelotas de 2013 a 2017, cidade onde também foi vereador.
Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador em 2004, sem obter êxito. Logo depois, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, elegeu-se vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita. Na eleição de 2018, elegeu-se governador do Rio Grande do Sul no segundo turno com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori. Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual.
Voltando a Moro e Rodrigo Pacheco, que são os últimos nomes que surgiram oficialmente, talvez possam ser os primeiros, o que seria muito bom, apesar de Rodrigo Pacheco, ter sempre do PSB de Kassab, que nos deixa com um pé atrás e Moro, o Podemos, que tem lá seu lado bolsonarista. Ambos têm a grande vantagem de terem filhos adultos, capazes de criar problemas para o governo, como os de Lula e Bolsonaro. Têm formação e capacitação escolar, muito maior que os dois líderes das pesquisas.
(Foto: Akvice)
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