Fim da PDP pode impactar o Parque de Biotecnologia

A prevalecer os pareceres do Comitê Deliberativo e da Comissão Técnica de Avaliação das Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo, pela não continuidade da PDP do Ministério da Saúde com o Tecpar, em parceria com a Roche, o impacto poderá ser imediato em Maringá. Há um prazo de dez dias para recurso administrativo pela instituição. Há suspeitas em relação ao acordo firmado em 2017 pelo ex-ministro Ricardo Barros e recomendação do Tribunal de Contas da União.

Em setembro, o secretário de Inovação, Aceleração Econômica, Turismo e Comunicação Marcos Cordiolli, reuniu-se com o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Augusto Callado Afonso, e com o diretor de Tecnologia e Inovação, Carlos Gomes Pessoa, para tratar da viabilização do Parque de Biotecnologia Tecpar Maringá. No encontro (foto) foi confirmado que o Instituto de Tecnologia do Paraná já tem reservado R$ 37 milhões para investimentos em infraestrutura para o projeto. A PDP do trastuzumabe seria o primeiro projeto do Parque de Biotecnologia.

À época, o prefeito Ulisses Maia reforçou o compromisso com o Estado do Paraná para que a cidade venha a ser o terceiro polo de multivacinas do Brasil, ao lado do Institutos Fiocruz e Butantã. Os investimentos em um polo de vacinas e empresas de biotecnologia que acompanham este modelo estão estimados em mais de R$ 3 bilhões, informou o secretário de Inovação. Segundo ele, além do parque de biotecnologia, o aeroporto de Maringá já conta com a operação do terminal de cargas por uma empresa especializada em transportes de vacina e produtos médicos. “Além disso, a UEM está instalando um laboratório com nível de biossegurança NB3, o único do interior do Brasil com condições necessárias para a instalação do polo de biossegurança”, disse.

(Foto: PMM)