Caiu numa arapuca

Lembrei de uma música do Trio Parada Dura

Li na coluna do Noblat e reproduzo:

Encontrar-se com Lula e Dilma não era coisa que Bolsonaro julgava possível quando o ministro Alexandre Moraes o convidou para sua posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas o pior para ele foi ouvir o que ouviu sem ter direito ao uso da palavra, e ver a cerimônia que reuniu a nata da República tornar-se uma extensão dos atos recentes em defesa da democracia. Foi demais para ele, descontraído a princípio quando trocou confidências com Moraes e até sorriu, carrancudo mais tarde. Não ficou para o coquetel. Saiu do tribunal pelas portas dos fundos.

Os momentos de constrangimento foram muitos. O maior, talvez, aquele em que grande parte da plateia estimada em 2 mil pessoas se pôs de pé e aplaudiu Moraes longamente ao ouvi-lo dizer: “Somos 156.454.011 eleitores aptos a votar. Somos uma das maiores democracias do mundo em termos de voto popular, estando entre as quatro maiores democracias do mundo. Mas somos a única, a única democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional.”

Ao retornar ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro soube do comentário feito por Lula sobre a fala de Moraes:  “O discurso do Alexandre foi a confirmação da democracia neste país.” 

Falando em arapuca, lembrei de uma música do Trio Parada Dura, com letra tão ingênua, como politicamente incorreta hoje. De um dos melhores amigos ao presidente, o deputado Hélio. Vejamos:

Foto: Reprodução YouTube/Leo Vigão