A importância dos vices…

Edson Scabora, vice-prefeito de Maringá

…prefeito, governador e presidente de república

Houve um tempo, nos governos militares, que vice era motivo de piada, com um bordão: “Vice não fala” no humorístico Viva o Gordo, em que Jô Soares fazia referência ao então vice-presidente Aureliano Chaves (1979-1985), que gostava de dar entrevistas.

Alguns vices, prefeito, governador e presidente da República não tiveram bom relacionamento com os titulares, alguns por perda de confiança mútua, como Temer com Dilma e o próprio General Mourão com Bolsonaro, neste caso mais por ciúmes do titular, que não gostava de ver o vice falar. Nesses casos os vices passaram a ser meros substitutos e em último caso. Bolsonaro, por exemplo, algumas vezes, mesmo internado para tratamento e cirurgias, não passava o cargo, ‘despachando’ no quarto do hospital. 

Agora vemos Geraldo Alckimin bastante prestigiado na transição e ontem foi recebido pelo vice-presidente atual, Hamilton Mourão. Tudo indica que o vice-presidente eleito terá muita importância no governo Lula, ao ponto de chamá-lo de governo Lula/Alckmin. 

Não é o caso de Maringá o relacionamento do prefeito Ulisses Maia, com o Vice, Edson Scabora é de confiança mútua e colaboração decisiva deste para com a administração, atuando ativamente no atendimento aos munícipes, despachando diariamente, participando das principais decisões. Scabora, podemos dizer é um dos braços tanto direitos como esquerdos (há muitos braços a ajudar a Ulisses, como o chefe de Gabinete, Domingos Trevizan, na pessoa de ninguém citamos os secretários mais próximos e todos os demais, além de assessores). 

Scabora assumiu o exercício do cargo de prefeito, em diversas oportunidades e não houve solução de continuidade nas ações da administração. É pessoa da mais alta confiança de Ulisses e se prepara para substituí-lo sempre, nos afastamentos no atual mandado, e definitivamente, se for o caso, cacifando-se como candidato nas próximas eleições.