Filas de espera irrita pais e políticos

Pais de alunos ficaram a noite e madrugada defronte escolas municipais para reabertura e cadastro de espera
O primeiro sinal de que tinha algo errado foi a partir de uma postagem feita aqui por volta das 22h de ontem, sobre a formação de filas para o cadastro de espera em escolas municipais e centros municipais de educação infantil. Constatou-se que o ocorrido na Escola Municipal Antônio Carlos Velasque se repetia em outros estabelecimentos de ensino.
Havia reclamação de que em algumas delas as filas com pais de alunos não havia banheiro disponível para os contribuintes de que o guarda já tinha ido embora. Foi o verificado na Escola José Marchesini (abaixo), onde às 22h28 haviam seis pessoas na fila.

Alguns vereadores – Luiz Neto, Lemuel e Guilherme Machado – foram verificar a situação, dadas as reclamações. Na Escola Ariovaldo Moreno, onde os pais estavam em cadeiras, diante da reação dos vereadores apareceram o prefeito Silvio Barros II (PP) e o chefe de Gabinete, Tiago Barros.
O prefeito chegou a fazer uma ligação por vídeo para a Secretaria de Educação dizendo que o que estava acontecendo não era inteligente e que havia uma reunião nesta terça-feira. Antes, liberou a entrada de pais para usar os banheiros da escola (confira parte da conversa abaixo, em postagem feita na madrugada pelo Instagram).

Mais tarde divulgou-se uma nota, datada de 10 de janeiro, dirigida à comunidade escolar, informando sobre a reabertura e cadastro de lista de espera. Com dois erros de Português, em seis linhas, a nota da Gerência de Vagas da Gerência de Documento Escolar da Diretoria de Gestão Educacional da Secretaria Municipal de Educação informava de que 21 a 24 de janeiro o sistema reabre e os secretários retornam às unidades escolares para a realização somente de cadastros para a lista de espera, e que as matrículas serão em um segundo momento. A partir de 17 de janeiro e 18 de fevereiro “serão realizadas as matrículas mediante as vagas disponíveis”.

Uma reunião com responsáveis pela Seduc, comandada por Fernando Brambilla, ex-prefeito de Santa Fé, deve acontecer hoje para que o verificado ontem não se repita. Em determinado momento, na Escola Ariovaldo Ferreira, inaugurada há pouco tempo, o prefeito tentou culpar o governo federal porque universalizou a escola integral, e que havia gente que tem Land Rover que não precisa da escola pública, que eram precisos critérios. Foi rebatido, lembrado de que o governo federal repassa recursos para o sistema. O prefeito mostrou-se surpreso com a situação, embora fosse de conhecimento público que ocorreria fila para a lista de espera.
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