O custo do Parque do Ingá

Uma das melhores cidades do país para se viver não consegue fazer a manutenção do Parque do Ingá?

Ao participar hoje do RCC News, o diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá defendeu a entrega do Parque do Ingá iniciativa privada, o que para muitos é um atestado de incompetência da gestão municipal.

Soube-se que a manutenção do Parque do Ingá, que foi idealizado pelo ex-prefeito Adriano Valente e consolidado para o município na primeira gestão Said Ferreira, custa R$ 230 mil por mês. Apesar do lixo e da sujeira, continua sendo o local predileto do maringaense e da população regional. Um leitor, que sabe que foi na administração do atual prefeito que o parque ficou fechado por cerca de 3 anos e acabou-se o zoo, substituído por animais de Durepoxi, fez as contas, jogando alto.

É que R$ 230 mil para uma população de 450 mil habitantes (de acordo com o IBGE, são 409.000) dá R$ 0,51 centavos por habitante – ou pouco mais de R$ 6 em 12 meses. A solução seria fazer uma lei e destinar um percentual obrigatório para o Parque do Ingá e não passar para a iniciativa privada, pois pagamos IPTU IPVA e ICMS (percentuais que o governo do estado repassa ), além de ITBI , ISSQN e mais outros tributos”, disse, sem contar o ICMS Ecológico, que só no primeiro semestre deste ano repassou R$ 316,4 milhões a 299 dos 399 municípios do estado. O município deveria arcar com muito mais valor para a manutenção do que é nosso, até para o Horto Florestal [também fechado na gestão do PP], e sobre o qual as últimas administrações não mostraram a mínima intenção de retomar.

Uma cidade que não consegue cuidar e de seus parques pode ser considerada uma das melhores do Brasil para viver? (Atualizado)

Foto: Google Earth