Secretária explica a diretores sobre uniformes e kit escolar, confirma terceirização da merenda escolar e diz que administração é pautada na ética, respeito e responsabilidade
A secretária de Educação de Maringá, Adriana Palmieri (foto), encaminhou hoje às direções das escolas da rede municipal de ensino mensagem com nove pontos nos quais reforça “alinhamentos importantes” para fortalecer a comunicação institucional da Seduc, que tem sido alvo de críticas de oposicionistas.
Há recomendações para se garantir transparência, responsabilidade administrativa e segurança jurídica, como a necessidade de comunicação imediata em casos de acidentes com crianças e profissionais, mas também se fala na questão dos uniformes.
“Sobre os uniformes, a empresa está realizando as entregas dentro do prazo contratual, e nenhuma unidade ficará sem receber. Nas reuniões com os pais, é fundamental esclarecer que a obrigatoriedade (após a entrega integral a todos) está relacionada à identidade, pertencimento, organização e equidade entre os estudantes.
Quanto ao kit uniforme e materiais escolares, orientamos que, nas reuniões com os pais, seja realizada a apresentação e conferência dos itens recebidos, garantindo transparência e ciência das famílias quanto à composição do kit.
Esclareçam que os materiais de uso pedagógico coletivo ou de rotina escolar permanecerão na unidade educacional, organizados pelos(as) professores(as) para utilização durante as atividades em sala, assegurando melhor acompanhamento pedagógico, conservação e equidade entre os estudantes.
Serão enviados para casa apenas os itens destinados às tarefas domiciliares, quando aplicável. Essa organização não configura retenção de material, mas medida pedagógica e administrativa, visando garantir que todos os estudantes tenham acesso adequado aos recursos ao longo do ano letivo”.
Em outro trecho, a secretária esclarece sobre as duas empresas vencedoras da licitação do kit escolar, explica que uma já concluiu as entregas e a outra solicitou aditivo de prazo devido a um item específico. “Estamos tratando a situação dentro dos limites legais, conforme a lei nº 14.133/2021. Trabalhamos com recurso público e precisamos seguir os trâmites legais com responsabilidade administrativa. Entendo a ansiedade, mas devemos agir com segurança jurídica”, frisou.
Ela confirma que a administração está viabilizando a contratação de empresa especializada para a gestão da alimentação escolar para “qualificar ainda mais o serviço, garantindo regularidade, eficiência e segurança alimentar às nossas crianças”.
Palmieri, ao final, reforça algo que considera essencial: “Eu não sou todas as pessoas que compõem a Seduc. Preciso saber como as comunicações estão ocorrendo. Tanto eu quanto o prefeito temos postura institucional pautada na ética, no respeito e na responsabilidade. O “não” também é resposta na gestão pública, mas deve sempre vir acompanhado de respeito e profissionalismo. Sou parceira de vocês e estou à disposição a qualquer momento. Nosso trabalho é coletivo e exige alinhamento, lealdade institucional e compromisso com nossas crianças”.
Foto: Marquinhos Oliveira/CMM
