‘Alterações e adaptações’

Presidente do Ipplam diz que manifestações ocorridas em audiência pública sobre o Contorno Sul foram “registradas e relevadas”

A presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá, Tania Verri, rebateu críticas sobre a publicação da licitação da duplicação do Contorno Sul sem qualquer alteração ou ajuste no projeto original. O Ipplam realizou audiência pública em 18 de dezembro de 2025 para receber sugestões da comunidade.

“A audiência pública é um instrumento fundamental de escuta e aprimoramento técnico do projeto, e todas as manifestações ocorridas foram registradas e relevadas”, disse Verri.

“O recurso disponibilizado — integralmente estadual e sem contrapartida municipal — está vinculado ao cumprimento dessas diretrizes, bem como a prazos legais e operacionais. A publicação do edital observa as condições pactuadas no convênio e a legislação vigente. Isso não invalida o debate público realizado, mas demonstra a responsabilidade do município em cumprir o instrumento firmado, garantindo a execução da obra e a aplicação adequada dos recursos públicos”, manifestou-se a arquiteta.

O modelo de licitação estabelecido para o Contorno Sul será por contratação integrada, um regime previsto na lei 14.133/2021, onde uma empresa é contratada para desenvolver o projeto básico e executivo, antes da execução da obra, e que permite alterações e adaptações frente a necessidades apontadas (audiência) a partir do anteprojeto, explica.

Insatisfação – De acordo com crítica de profissional, a audiência pública “foi repleta de insatisfação por parte da população. O projeto não respeita o Plano de Mobilidade Urbana, desconecta os bairros, entre outras coisas”. Acrescenta que, ao contrário do que foi dito pela presidente do Ipplam, as falas na audiência não foram levadas em consideração e a licitação foi publicada se qualquer alteração no projeto original”.

Reclamou ainda que o assunto sequer foi levado para o Conselho Municipal de Planejamento e Gestão Territorial, e que a participação popular “foi jogada no lixo”.

Foto: Arquivo/AEN