Ilhas de calor

“As nossas esquinas estão virando estacionamento de farmácia e deixando a gente cada vez mais doente”

Um áudio do jornalista André Trigueiro leva a fazer pensar que Maringá também é uma cidade que sofre muito com as “ilhas de calor”. O fenômeno atinge as médias e grandes cidades.

Essas ilhas ficam nas esquinas ocupadas por farmácias, que tiram as árvores para fazer estacionamento (algumas nem sempre obedecendo a legislação que estabelece percentual de área permeável), tiram vagas de estacionamento de veículos nas públicas e produzem um intenso calor, o que reduz a qualidade de vida de transeuntes e de quem reside nas proximidades.

“Essas farmácias removem as árvores e asfaltam ou concretam o terreno todo, transformando nossas esquinas em uma ilha de calor e aumentando a temperatura em todo o seu redor. Além disso, transformam nossas calçadas, agora sem sombra, em rampas de estacionamento em toda a sua extensão, o que desincentiva pessoas a caminharem em seu próprio bairro. (…) E como eles impermeabilizam o terreno inteiro, a água da chuva não consegue se infiltrar no solo, e assim elas ainda conseguem contribuir para o alagamento das nossas cidades. E tudo isso não é um erro de projeto, é proposital. As árvores tampam a visibilidade da fachada e sujam o chão, então melhor tirar. Pedestres atrapalham o fluxo dos carros, então melhor não ter”, diz em alguns trechos. Confira abaixo:

Imagem: Google Street View