Servidor quer a Segep no paço

Mudança na Gestão de Pessoas, que deixará paço municipal pelo antigo prédio da GVT, no Novo Centro, pode gerar prejuízos incalculáveis e passivos jurídicos, alerta documento

Carta aberta encaminhada a alguns órgãos públicos e imprensa de Maringá aborda a questão da mudança da Secretaria de Gestão de Pessoas dom paço municipal para as antigas instalações da GVT, esquina das avenidas Duque de Caixas e João Paulino Vieira Filho, antecipada aqui em fevereiro e que revoltou servidores municipais.

Anônima, a carta diz que a decisão impacta diretamente a espinha dorsal administrativa da prefeitura e a eficiência do atendimento ao seu maior patrimônio: o servidor público. “Diferente de autarquias como o Ipplam, que possuem natureza técnica de planejamento e autonomia administrativa, o RH é uma unidade de serviço transversal, pois não serve a si mesmo, mas a todas as secretarias simultaneamente.

“A permanência no paço garante a proximidade imediata com o gabinete e demais secretários, permitindo decisões rápidas sobre pessoal que, em um prédio externo, seriam burocratizadas por deslocamentos e falhas de comunicação direta. Sob a ótica da conveniência administrativa, causa estranheza a manutenção de órgãos de planejamento ou autarquias com orçamento próprio dentro do prédio central, enquanto o setor que gere a vida funcional de milhares de servidores é ‘exilado”, pondera, abordando também o princípio da eficiência e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A operação da folha de pagamento não é meramente burocrática; é uma questão de segurança de estado em nível municipal. A integridade dos dados e a velocidade de processamento dependem da infraestrutura de fibra óptica e servidores físicos instalados no paço. A dependência de conexões externas (mesmo via VPN) introduz camadas de risco desnecessárias, vulnerabilidade a quedas de link e instabilidades que podem comprometer o fechamento da folha., gerando prejuízos incalculáveis e passivos jurídicos”.

“Mudar a perícia médica para a região da avenida Duque de Caxias ignora a realidade do servidor fragilizado. O paço municipal é o epicentro do transporte público de Maringá. Retirar o atendimento médico e previdenciário do centro geográfico administrativo é impor um ônus físico e financeiro ao servidor em momento de vulnerabilidade (doença ou acidente). Politicamente, essa medida pode ser interpretada como uma desumanização da gestão, dificultando o acesso ao direito constitucional de assistência da saúde”, diz a carta que defender a permanência da Gestão de Pessoas no paço municipal. A mudança, certamente, desagradará o funcionalismo público municipal.