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Silêncio sobre os condenados

Pastores maringaenses condenados pelo 8 de janeiro estariam fora do país; se lei veto da dosimetria for derrubado, pena dos dois não será alterada

Incluindo os advogados, ninguém quer falar sobre a condenação dos pastores da CIA, igreja que fica no Jardim Novo Horizonte, por causa dos atos de 8 de janeiro. Um advogado, contatado por jornalista, disse não ter autorização para falar do assunto. A condenação foi em dezembro de 2025 e só se tornou conhecida há exatos 10 dias, quando foi publicada aqui. No dia 2 a sentença do STF completará cinco meses.

Por conta do silêncio, não será possível saber se procede a informação que circula dentro da igreja – que chegou a ser embargada pela prefeitura quando estava sendo construída, pois não tinha alvará – de que ambos estariam no Paraguai, numa fazendo que pertenceria a outro maringaense.

Outra informação que circula é que aguardariam a derrubada do veto do presidente Lula à lei da dosimetria. Ambos foram condenados a 14 anos de prisão, com início de cumprimento em regime fechado e ao pagamento solidário do prejuízo causado pelos atos (R$ 30 milhões no total).

A lei da dosimetria, no entanto, em vários enquadramentos, reduz a pena de quem agiu pelo golpe de estado, mas não se aplica à de quem financiou ou liderou as ações. Os pastores Eder Furlan e Cícero Aparecido Fernandes foram condenados por organizar e financiar dois ônibus que deixaram Maringá rumo a Brasília para os atos golpistas. Usaram empresas de fachada (Amazon Energy) e nomes de terceiros para ocultar a origem dos recursos.

Imagem: Google Street View

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