Virou uma festa

Vagas do estacionamento público estão desaparecendo aos poucos: são cada vez mais usadas para propaganda imóvel plotada em automotores
Maringá, que em quase dois anos perdeu mais da metade dos recursos arrecadados com a redução na fiscalização do rodízio de veículos em vagas de estacionamento público (EstaR), agora enfrenta uma verdadeira praga, a dos carros de propaganda nas vagas que deveriam funcionar em rodízio, para permitir que motoristas estacionem na região central da cidade.
Recentemente, durante evento, o prefeito Silvio Barros II (PP) elogiou uma empresa que oferece serviços de internet. Disse que a cada 400 metros via um carro da empresa estacionada na rua, como se isso tivesse algo positivo para a municipalidade e a tão falada mobilidade. Não, trata-se de imobilidade, que evita que contribuintes e consumidores possam encontrar um local para estacionar e realizar seus afazeres, em até 2 horas, como estabelecido pela legislação municipal.
Hoje, as vagas são ocupadas por veículos plotados de empresas que revendem materiais de construção (o caso acima, de um triciclo coberto), de imobiliárias, revenda de autopeças, entre outros. A imobilidade desses automotores, muitas vezes estacionados por dias num mesmo lugar, tira a vaga de quem muitas vezes tem tarefas urgentes para fazer, seja em órgãos públicos ou no comércio – que neste caso é muito prejudicado e mereceria ser defendido por alguma entidade de classe.
Além do aumento intrigante dos veículos plotados, o que exige autorização específica da Ciretran, pois muitas vezes altera a cor original, há a questão do pagamento da taxa de publicidade. Móvel ou imóvel, ela deve ser recolhida aos cofres públicos. Quem pensa na cidade está torcendo para que toda essa turma esteja recolhendo os devidos tributos na prefeitura.
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