Nhô Nico e Celestino

Cresci ouvindo no rádio, em Presidente Prudente, uma dupla que fez muito sucesso. Nhô Nico e Celestino (foto) iniciaram sua carreira na década de 40 na P.R.I.5 – Rádio Difusora de Presidente Prudente, a pioneira.
Além de cantores do sertanejo raiz, eram humoristas e tinham programa de rádio pela manhã. Nhô Nico era mais ponderado, fazia piadas mais palatáveis, já o Celestino às vezes passava do ponto e no afã de agradar e defender os políticos da época até ofendia terceiros.
Mudando de assunto, ontem no Pan News18h, o âncora Victor Martins se sentiu ofendido ao ser considerado de esquerda, numa fala totalmente sem noção, como costumava fazer o Celestino da dupla de Prudente.
Nossa solidariedade, Victor. Eu também já fui considerado lulista por bolsonaristas e bolsonarista por partidários de Lula. Ontem você disse que iria para Londrina pela faixa da direita, mas certamente, em alguns momentos, passou para a faixa da esquerda, para ultrapassar. A diferença é que dirigindo vamos mais pelo extrema da direita, beirando o acostamento e na política, falando por mim, trafego pela faixa central que separa as suas faixas, ora pendendo para a direita, ora para esquerda, dependendo dos temas, numa beirando os acostamentos, os extremos da esquerda ou da direita, nem se fixando no centrão, como fazem Lula e Bolsonaro.
O meu amigo Emerson Celestino, a fala sobre o Celestino da dupla é ficção. Ontem você foi infeliz, como infeliz tem sido em muitas oportunidades. Sugiro que assista novamente o primeiro programa para ver como parecia outra pessoa e depois , pouco a pouco, foi se transformando no mesmo bolsonarista arraigado, e quase sem noção, que em 2019, no Pan News manhã, ficou inviabilizado e levou, por exemplo, ao desânimo do saudoso Verdelírio Barbosa, que não quis mais participar do jornal.
Siga o exemplo do Professor Akito, que mesmo sendo bolsonarista conserva a imparcialidade possível.
Sabemos que a linha editorial da Jovem Pan, em São Paulo, exige participações como a sua e de outros defensores, mas não pode chegar ao ponto de ser uma defesa cega e surda.
Mito? Sei não, ou melhor sei sim. Esse Bolsonaro é um tremendo enganador e falo com a autoridade de quem foi enganado, por ele e por Lula, mas penso que tenho capacidade, para não mais se deixar.
Mude, caro Emerson e terá vida longa como comentarista, assim como teve sucesso o Celestino da dupla de Prudente. Entenda como uma crítica construtiva. Se não tiver condições de ser como um narrador de futebol capaz de narrar com emoção até gol contra seu time do coração, não serve para ser comentarista ao lado de jornalistas de tão grande capacidade, como o Francês, por exemplo.
(Foto: Imparcial)
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