Ainda não resolvido

Depois da suspensão de cartão de auxílio-alimentação para famílias em situação de vulnerabidalidade, no ano passado, processo para aquisição de cestas básicas ainda não foi concluído
Sete meses depois que muitos estabelecimentos comerciais de Maringá passaram a não aceitar o Face Card, cartão de auxílio-alimentação que era utilizado por mais de mil famílias em situação de vulnerabilidade e riscos sociais cadastradas nos centros de referência social (Cras), a Secretaria de Assistência Social, Políticas Contra as Drogas e Pessoa Idosa ainda não concluiu o novo processo licitatório.
A Face Card, que tem sede em Barueri (SP), não repassava os valores que recebia da Prefeitura de Maringá aos estabelecimentos credenciados, provocando prejuízos aos usuários, que ficaram impedidos de adquirir alimentos na rede credenciada. O secretário Leandro Bravin (PL) diz que o modelo de contratação das empresas fornecedoras do cartão alimentação será reformulado para garantir maior segurança jurídica e evitar novas interrupções no serviço.
Enquanto isso, as famílias têm recebido cestas básicas porque a pasta tem indicado entidades socioassistenciais parceiras. Sabe-se que algumas delas estão em dificuldades para sua manutenção. “Com isso a população em situação de vulnerabilidade fica a sua sorte, sem o atendimento mínimo pelo poder público”, reclama uma pessoa da área, que acrescenta que diversas unidades, como a Residência Inclusiva e Creas I, estariam há algum tempo sem diretores nomeados. A Gerência de Gerência de Vigilância Socioassistencial de Maringá, que monitora e avalia os serviços da rede de proteção social, também estaria há meses sem titular, assim como a Diretoria de Políticas Contra as Drogas.
Aponta ainda que a SAS “está abarrotada de técnicos para dar suporte à gestão”, que estes em sua maioria ainda fazem uma quantidade enorme de horas extras, enquanto as horas extras para os técnicos que estão nas unidades atendendo a população e onde há falta destes profissionais são negadas. “Parece que a prioridade é atender os CCs, muitos dos quais não possuem conhecimento nem competência para estarem nos cargos aos quais foram nomeados”.
O secretário Leandro Bravin confirma que houve pedido de exoneração no Creas I; o titular, Osmar Pedro da Cunha Filho, assumiu como assessor de gabinete parlamentar na Câmara de Paiçandu. Da mesma forma, Marcelo Leandro da Silva Ferreira, técnico de Enfermagem e então diretor da Residência Inclusiva para Pessoas com Deficiência, foi nomeado diretor da UBS Vila Esperança. “Diante dessas últimas movimentações, já estamos realizando novas nomeações para as direções das referidas unidades, que integram os serviços”, acrescentou. (Atualizado)
Foto: PMM
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