O que pode mudar na Câmara de Maringá

Dependendo do trânsito em julgado de dois processos eleitorais no TSE, União Brasil e Republicanos seriam beneficiados e MDB voltaria a ter representante no Legislativo
A se confirmar a anulação dos votos dados a todos os então candidatos a vereador pelo PSD, por fraude à cota de gênero, que tem parecer favorável do Ministério Público Eleitoral, a composição da atual legislatura da Câmara de Maringá sofrerá mudanças. Além do recurso eleitoral especial contra o PSD, que elegeu dois vereadores, há decisão do Tribunal Superior Eleitoral, em fase de último recurso, que mudará a bancada do PP.
As duas ações podem acabar, portanto, mudando as bancadas do PP, União Brasil, Republicanos e o MDB, que não elegeu nenhum representante, ganharia uma vaga. Uma simulação (veja abaixo) leva em consideração que, sem os votos do PSD, o quociente eleitoral mudaria para 7.930 votos válidos. A votação mínima para vereador (10% do quociente) seria de 793 votos, para que o candidato assuma uma vaga conquistada pelo partido. Para disputar as vagas de sobra é preciso que o candidato tenha 20% do QE – 1.586 votos.
Na simulação, o PP passaria de 6 para 5 vereadores; neste caso, sairia a atual presidente, Majorie Catherine Capdesboq. Como o ex-vereador Onivaldo Barris já teve seu caso julgado e prestes a transitar em julgado, ele poderia assumir o lugar de Odair Fogueteiro, e na possibilidade de o PSD perder os votos, Barris sairia. O União Brasil passaria de dois para três vereadores; o pastor Sandro passaria de suplente a efetivo e considerando que o vereador eleito Paulo Henrique Biazon está licenciado e permaneça como secretário de Esportes e Lazer, assumiria a terceira cadeira o pastor Jack Pinas.
O Republicanos passaria a ter dois vereadores: o Subtenente Dioney, hoje filiado ao PL, seria notificado pela Justiça Eleitoral por ser suplente de Maninho. A vaga de Dioney poderia eventualmente questionada pelo suplente, Adilson do Bar e do Restaurante, por conta da mudança de partido. O MDB voltaria à Câmara com Alex Chaves, hoje secretário da Junta Militar. Não haveria mudanças nos demais partidos (PDT, PL, Novo, Podemos, Agir, PT e PSDB).

Foto: Marquinhos Oliveira/CMM
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