Opinião

Não foram suficientes?

De José Luiz Boromelo:
stfO país assistiu de camarote aos últimos capítulos da longa e tumultuada novela ambientada nas dependências da mais alta Corte desse país. O julgamento dos réus da Ação Penal 470, popularmente denominada como “Mensalão” direcionou as câmeras e holofotes aos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante todo o processo, mas especialmente na fase final chamou a atenção pelas manobras dos advogados de defesa dos acusados. Após o estabelecimento da dosimetria da pena agora os julgadores se vêem às voltas com o recurso chamado embargo infringente, que na prática concede o direito de um novo julgamento a pelo menos dez réus. Com o acatamento desse pedido pela maioria do colegiado, a decisão final para o cumprimento efetivo das penas certamente será procrastinada por um bom tempo, deixando no ar a sensação de impunidade num momento de agitação social por que o país passa atualmente.Continue lendo ›

Sonhei que estava no TSE

De José Fuji:
Esta noite tive um sonho bem engraçado, e olha que desta vez não foi falando com Deus; desta vez sonhei com a justiça, em específico com os ministros do TSE. Lembro ao certo que estava assistindo um julgamento neste meu sonho. O sonho era claro que era referente ao julgamento de hoje, da impugnação do diploma do Pupin! O advogado que fazia a sustentação oral falava muito no julgamento de Guarapari, Guanambi e Simões e claramente falava do vice-prefeito Roberto Pupin ter assumido em duas eleições consecutivas 2008/2012, em pleno período de campanha, e diziam que configurava o “terceiro mandato” e nem tinha interpretação, mas, como em sonho é tudo engraçado, a plateia batia palmas em certos momentos da defesa, sei lá. Ouvi baterias de fogos ensurdecedores fora da Corte.
E como sou bastante curioso, resolvi buscar qual o significado de sonhar com justiça, no Mister Google. Lá diz sonhar com juiz, julgamento enfim, e as informações que eu li a respeito são boas, pois em vários lugares encontrei que sonhar com juiz ou justiça é sinal de paz e sorte no jogo nos próximos dias e vitórias!

Dez anos sem o Zé

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Por Enio Verri:
Era uma terça-feira de manhã. O esperado, infelizmente, chegou. O câncer no intestino venceu e levou Zé Cláudio para o céu. Ele se foi, mas ficou guardado no fundo do coração de cada maringaense que há 10 anos se despediu do amigo e prefeito José Cláudio Pereira Neto.Continue lendo ›

Meu título de eleitor, minha consciência

Me assombra a chegada da época das reuniões para “explanação de propostas, regadas à linguiça de oferta e água que passarinho não bebe”. Eu levo tanto tapinhas nas costas, abraços calorosos e sorrisos dilacerantes que me sinto o próprio papai noel (haja saco) em pessoa. Me oferecem cadeira de rodas (baita promoção, já que ainda estou de muletas de antebraços) vaga em asilo, “cunsurta nas crínica”, dentadura, óculos, cesta básica (daquelas com sardinha boca-torta) entre outras ofertas de marqueteiro de candidato pega-patão…
Quanto vale minha cidadania?? Sensato da minha parte é, antes de escolher meus candidatos, procurar saber que os apoia e por que. Astúcia minha será tentar descobrir qual a equação de um candidato que, no final do mandato de 4 anos terá recebido 2x, estará, nesta campanha, gastando 10x…como se fecham estas contas???Continue lendo ›

Caminho perigoso

depredaçãoDe José Luiz Boromelo:
O país tem experimentado momentos de tensão nos últimos tempos por conta de manifestações violentas em algumas capitais. Os protestos voltaram-se indiscriminadamente contra tudo e contra todos e foi a senha para que determinados grupos tomassem para si o direito de reivindicar privilégios dos mais inusitados possíveis, transformando locais públicos em verdadeiras praças de guerra. Os objetivos que nortearam as primeiras passeatas foram deixados de lado, num evidente sinal de que se perdeu definitivamente o foco da questão. Se antes os manifestantes bradavam contra a corrupção e os desmandos políticos, agora não se consegue compreender (muito menos identificar) os motivos para tamanha selvageria.Continue lendo ›

Vale a pena fazer o recadastramento biométrico eleitoral?

De Marcos Köhler:
A decisão do TSE de levar à frente o recadastramento biométrico para “modernizar” nosso processo eleitoral demonstra que nós resistimos a tudo, menos à tentação de um gadget reluzente. Essa iniciativa irá custar pelo menos R$ 6 bilhões, quantia suficiente para fazer investimentos relevantes em transporte coletivo em qualquer das megalópoles brasileiras. A decisão é completamente injustificável frente à inexistência de riscos relevantes de fraude em nossas eleições e à necessidade de priorizar carências urgentes em outras áreas, como saúde e transporte. Mas é apenas mais um exemplo de irracionalidade no país em que o cálculo de custos e benefícios é uma ideia tão exótica quanto a arte plumária indígena e as aves tropicais pareceram aos europeus do Século XVI. Leia mais.
PS – Nós, maringaenses acrescentaríamos: recadastrar enquanto o TSE se arrasta há 1 anos com o caso Pupin, na terceira maior cidade do estado? E o respeito que merecemos?

“Op7″ sem partido?

De Luiz Modesto:
O oportunismo da direitalha em tentar se apropriar da luta por melhorias no transporte nas principais cidades do país, em julho, suscitou nos brasileiros a necessidade de expressar sua indignação com as demais mazelas do Brasil, não apenas a pauta laranja do “combate a corrupção”. Os movimentos sociais, na sua luta cotidiana, ajudam a desvencilhar o governo progressista do Brasil das amarras que o grande capital lhe impõe. Agregar a estes a expressão da inconformidade dos manifestantes de julho engrossou o coro dos que querem um país melhor, e a tentativa de utilizarem do 07 de setembro para fazer uma bateria de protestos desestabilizadores e golpistas foi, definitivamente, um grande tiro pela culatra para a direitalha. Continue lendo ›

Pintaram o Sete com mentiras

Do Velho Gagá:
Regaram nossa data de independência com cordões isolamento. Em Curitiba foi assim. Seguraram nossas caras pintadas com cassetetes em punho. Sem mais nem menos, toda a máscara escondia um bandido (na visão deles). Isolaram os mesmos ideais que cuspiram de forma collorida, um coronel disfarçado de Smurff do Palácio do Planalto.
As mesmas caras pintadas agora são sujas aos que fazem da democracia uma ordem de orgias depravadas com o erário público e a nossa cidadania. Parece ebola vírus disease… de propagação rápida, eles criam na Câma(ra) Federal, o primeiro depu-diário (mistura de genoma de deputado ladrão com presidiário) e reinstalam a censura escancarda. Até a Gazeta eles tentaram colocar na gaveta.Continue lendo ›

Brasil de todos nós

De José Luiz Boromelo:
bandeira7setNeste sete de Setembro comemoramos o Dia da Pátria. Revestidos por um simbolismo contagiante, voltemos nossas atenções para os bons exemplos de civismo, cidadania e respeito pelo nosso país e suas instituições. Transformemos então nossas atitudes em ações concretas em prol do desenvolvimento dessa nação. Está em nossas mãos o futuro que almejamos. A pátria que desejamos e construímos a cada dia não se restringe apenas ao espaço demarcado pelas linhas geográficas.
Pátria é um estado de espírito, um sentimento perene que habita em nosso coração. É uma semente plantada na mais tenra idade, que floresce permanentemente durante nossa vida como cidadão. Pátria é uma herança deixada pelos antepassados com o compromisso de ser transmitida aos nossos descendentes. A Pátria é feita de sonhos, de esperanças por dias melhores.Continue lendo ›

Educação de qualidade exige boas escolas

Por Evandro Junior:
evandrojrOs argumentos em defesa da educação e de sua importância para o desenvolvimento de um povo geralmente são incontestáveis. Não se pode contrariar nunca a necessidade de mais investimentos em todas as etapas do processo do aprendizado, da educação básica à formação superior, e na qualificação dos professores, assim como pagamento de salários mais justos e condições mais adequadas de ensino. Eis, no entanto, aspecto pouco lembrado nos debates sobre educação: a precariedade da infraestrutura das escolas, em particular dos estabelecimentos estaduais.
Governos anteriores pouco ou nenhuma atenção consagraram à manutenção e ampliação dos colégios, como bem demonstra levantamento junto às escolas que integram o Núcleo Regional de Educação de Maringá (NRE). Continue lendo ›

Os limites da incompetência

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De José Luiz Boromelo:
O governo brasileiro viabilizou uma medida polêmica para tentar resolver o problema da falta de médicos no país, segundo sua versão sobre o caso. A chegada dos primeiros profissionais vindos do exterior, recebidos no aeroporto pelo ministro da Saúde é uma mostra evidente que o programa tem prioridade sobre as demais iniciativas oficiais. Além da imagem midiática que a presença de altas autoridades provoca nessas situações, há que se atentar para intenções mais sutis dos dirigentes da república. Não por coincidência a medida efetivou-se num momento em que as pesquisas apontam uma queda acentuada na popularidade da presidenta. Nada mais oportuno que alavancar os números dos institutos de pesquisa com ações de impacto, tentando passar ao eleitor uma imagem de competência e desenvoltura, coisa que o governo atual não possui. No embalo dessas “importações” desregradas sobressai-se um ineditismo constrangedor, uma vez que Cuba ficará com a maior parte dos salários de seus enviados. Estaremos, portanto contribuindo involuntariamente para uma maior qualidade de vida dos ilhados “hermanos” caribenhos. Com a possibilidade de descumprimento dos dispositivos das leis trabalhistas brasileiras.Continue lendo ›

Desespero e falta de ética tomam conta da divulgação do Governo do Estado

De Zeca Dirceu:
zecaAo contrário da dura realidade que o Paraná vive atualmente com a falta de obras, presenciamos o esforço contínuo do Governo do Estado para maquiar a realidade e criar a imagem de uma gestão eficiente. O investimento exorbitante em mídia e a apropriação de ações federais têm sido práticas comuns do governo tucano. Tudo isso, utilizando a pompa de grandes cerimônias comemorativas de entregas de equipamentos, inaugurações e divulgação de recursos do Governo Federal, como se fossem suas iniciativas próprias e exclusivas. Um cenário que beira a verdadeira comédia, se não fosse o drama da população paranaense que tem a sua inteligência menosprezada, com a farsa batendo à porta diariamente.
A lista de apropriações indevidas é vasta. Como exemplo, temos a mudança de nome do programa Minha Casa Minha Vida e a distribuição de tablets aos professores dos colégios estaduais. Porém, a última situação foi a entrega de 40 micro-ônibus às Apaess, como aquisição do Governo do Estado, quando na verdade o investimento foi feito com recursos federais, fruto de um convênio com o Ministério da Educação – MEC.Continue lendo ›

Sobre os médicos cubanos

caduceu
Leitor curitibano escreve como um cidadão que depende do SUS para severo tratamento e vê, “além de toda a política(gem) que se fez com a vinda de médicos(as) de Cuba e de outros países, um fato sério e com pouco foco… a maior parte destes profissionais “exerce o sagrado sacerdócio da medicina”. A grande maioria já esteve em outros países para dar aos doentes imensas doses de um remédio raro nos dias de hoje, que exatamente combate o vírus do descaso. Pessoalmente, como portador de malignidade, eu gostaria de morrer na hora designada por Deus… não aceito, como cidadão, morrer por descaso ou por desleixo político.
“Estes médicos e médicas – continua -, vão levar um sopro, um alento, uma sobrevida, em forma de um sorriso sincero, um cadinho de sorinho caseiro, bolacha de velório de plano funerário (feito o meu) e uma aspirina…. mas ali é um carente doente diante de um médico, que já de fortuna pessoal feita (grande parte deles faz é missão humanitária comprovada) tem esperanças para dar aos pobres. Cura??? Até creio pois eu sei o que trabalhar a estima de uma pessoa, fazem surgir probabilidades imensas de cura – os impossíveis dos homens são os possíveis do Altíssimo. Não tenho partido político mas tenho, dentro de minha pequena cultura a democracia de verdade correndo nas veias”.

Sugiro um programa: o “Menos Políticos”

De Ruth de Aquino:
Como o governo Dilma anunciou estrepitosamente os programas Mais Médicos e Mais Professores para resolver nossas sérias deficiências na Saúde e na Educação, deixo aqui minha contribuição para o PT ganhar votos nas eleições: um programa ambicioso, apoiado em quatro vertentes – Menos Ministros, Menos Senadores, Menos Deputados, Menos Vereadores. Todos agrupados sob uma mesma sigla: MP, de Menos Políticos. Leia mais.

Reserva de mercado

Por Marcos Daniel Insaurralde:
mais medicosA quantidade de gente torcendo para que o “Mais Médicos” dê errado é incrível, principalmente médicos ligados às máfias dos conselhos regionais de medicina. Acredito até que seja o caso do Ministério da Saúde implementar (ou intensificar) algum tipo de fiscalização porque tenho certeza que haverão médicos brasileiros dispostos a sabotar a atuação desses médicos do programa “Mais Médicos”, ainda que isso ponha em risco a saúde ou a vida dos usuários do SUS. O presidente do conselho regional de MG já declarou que vai orientar os médicos do estado “a não socorrerem erros dos colegas cubanos”. A julgar pela eficiência com que os conselhos regionais ignoram e perdoam os erros dos seus colegas brasileiros não duvido de mais nada.Continue lendo ›

Pacto federativo: eficiência, agilidade e boa administração

edmarPor Edmar Arruda:
O pacto federativo é a forma como são administrados os impostos arrecadados pelo Governo Federal, estados e municípios. A administração dos impostos é dividida em Fundo de Participação de Estado – FPE e Fundo de Participação Municipal – FPM. Ou seja, o pacto federativo é definir como são arrecadados e onde aplicar os impostos.
Hoje, a arrecadação da maior fatia de impostos é realizada pelo Governo Federal, enquanto as responsabilidades nas políticas públicas, como saúde e educação, ficam por conta dos Estados e municípios.
Discutir e compreender melhor os objetivos do pacto federativo é estratégico para defendermos essa bandeira que dará impulso ao nosso país.Continue lendo ›

Palavrão

De Fábio Porchat, hoje n’O Estadão:
Todo mundo fala palavrão. O tempo todo. Até a mais carola das carolas. Afinal de contas, ninguém perde a hora de manhã para ir ao trabalho e fala “poxa”. Não é natural. Quando o atacante do seu time perde um pênalti, você, irritado, não profere palavras como: “Ora, ora” ou “Ai, ai, ai, Edmundo, que feio”.Na verdade, o palavrão, ele é da natureza do ser humano. Nós precisamos dele, ele é libertador. Quando bem empregado, chega a passar desapercebido! Tenho certeza de que, se fizessem uma pesquisa, iriam descobrir que, quando você fala um palavrão, seu corpo elimina toxinas que o estressam!Continue lendo ›

Irresponsabilidade ao volante

De José Luiz Boromelo:
pareNa década de 50 os Estúdios Walt Disney produziram uma trilogia de desenhos animados protagonizados pelo inesquecível Pateta, materializado num tranqüilo cidadão que mostrava toda sua ira quando assumia a direção de um veículo. O objetivo foi representar a dupla personalidade de alguns motoristas que transitam pelas ruas diariamente, sendo considerada uma das melhores obras sobre prevenção de acidentes de trânsito e uma valiosa contribuição para a formação de motoristas mais prudentes e responsáveis. Saudosismos à parte, a realidade do trânsito invariavelmente remete ao motorista do insuperável desenho animado de outrora. O que se observa em nossas vias públicas é digno das estripulias do carismático personagem, amplificado pela evolução natural da indústria automobilística. Veículos potentes, seguros, ágeis e carregados de tecnologia fazem a alegria dos irresponsáveis, transformando as ruas em cenário para as mais ousadas demonstrações de irracionalidade motorizada.Continue lendo ›

As manifestações de junho e o gigante que acordou

manifestação
De Alex Costa:
Todos ainda se recordam das grandes manifestações populares que ocorreram este ano no mês de junho, espero que sim. Surgidas de protestos contra aumentos de tarifas do transporte público nas grandes capitais do país, elas rapidamente reuniram várias outras questões que desde sempre aborrecem os brasileiros e que provocam atrasos sociais, econômicos e culturais. Porém, quero discutir aqui outro assunto: a falsa ideia de que tais manifestações eram um sintoma de que os brasileiros, comparados com um gigante, haviam finalmente, acordado para lutar contra os problemas.Continue lendo ›

Livros não dão coice, nem parágrafos mordem

De Zé Roberto Balestra:
É afirmação geral entre nós: – O brasileiro lê pouco ou quase nada! E quando se fala em obras literárias então, aí a coisa pega brabo mesmo. Há quem diga, por um lado, que a escola tem sua dose de culpa ao indicar aos alunos a leitura dos clássicos, para os quais não estão preparados para um bom aproveitamento, como Machado de Assis, Gonçalves Dias, Euclides da Cunha, José de Alencar ou Cruz e Sousa e outros. São autores distantes da realidade nacional dos últimos cinqüenta ou sessenta anos, mais próxima dos alunos. Por outro, a Unesco – órgão da ONU para reduzir o analfabetismo no mundo – diz que só há leitura em país no qual o hábito seja tradição nacional, nascida em casa, que é o verdadeiro berço dos novos leitores. Na íntegra.

O papa é brasileiro!

Papa Francisco
De José Luiz Boromelo:
O papa virou brasileiro, pelo menos durante os dias em que esteve por aqui. O papa Francisco fez sua primeira viagem oficial ao maior país católico do planeta trazendo consigo muitos ensinamentos para a Jornada Mundial da Juventude. Os fiéis aguardaram com ansiedade a chegada do peregrino da fé, sempre acompanhado de sua já tradicional humildade, que encanta e atrai pessoas de todas as idades. Seu jeito simples e despojado de ser, sua instigante tranquilidade e a esmerada atenção dispensada aos seus interlocutores provoca empatia imediata, característica principal dos grandes líderes da humanidade. A visita ilustre despertou as mais diferentes emoções, renovando as esperanças, a confiança e a fé de milhões de pessoas desprovidas de sentimentos outros que não o respeito ao próximo e o amor incondicional àquele que é o motivo maior de nossa existência.Continue lendo ›

A educação não suporta mais tantos ataques!

Nota do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado sobre o concurso público para professores da Secretaria de Estado da Educação do Paraná:
As políticas educacionais dos governos, tanto federal, como estaduais e municipais levam à precarização do setor através de cortes de salários e de trabalhadores, justificada principalmente pelo discurso de meritocracia e gestão. No Paraná não é diferente: Um exemplo disso é o crescimento a cada ano dos trabalhadores com contratos precarizados, os chamados PSS e agora, para piorar e avançar nos planos de precarização, com a reativação do ParanáEducação (pessoa jurídica de direito privada que atua na SEED para contratação de trabalhadores através de contratos precários). Leia mais.

Duplicação já em fase de projeto

Do deputado Evandro Junior^:
O protesto programado para acontecer no dia 3 de agosto como reação aos freqüentes acidentes na PR-323 expressa inconformismo com a falta de intervenção pública numa rodovia com triste histórico de tragédias. A iniciativa, de presidente de uma entidade de classe, é estimulada não em eventos pessoais, mas por solidariedade às vidas que se foram na rodovia – e a seus familiares e amigos que sofrem com as perdas. Somente este ano, três dezenas de pessoas morreram na estrada e outras tantas ficaram feridas.Continue lendo ›

Escolha errada?

De José Luiz Boromelo:
CopaMr. Blatter fique tranqüilo porque não haverá manifestações nem tumultos na Copa do Mundo de 2014. A escolha foi certa, certíssima, aliás, não poderia ter sido melhor. Da forma como colocou as coisas, nós brasileiros estamos achando que o senhor foi um tanto indelicado. Ou seria algum tipo de discriminação com o país do futebol e do carnaval? Seus temores não procedem definitivamente, senão vejamos:
1) Temos os mais modernos e bem equipados aeroportos do mundo, e nunca sofremos com qualquer “apagão aéreo”, como muitos países em desenvolvimento por aí;
2) Os visitantes não terão problema algum com deslocamentos pois nossa malha viária é de altíssima qualidade com ruas, avenidas e rodovias largas e bem sinalizadas e os motoristas, ciclistas e pedestres são totalmente conscientes de suas responsabilidades no trânsito, um perfeito exemplo de civilidade, diga-se de passagem. E se ouvir algo sobre as extorsivas tarifas dos pedágios brasileiros esqueça, porque é tudo intriga da oposição;Continue lendo ›

Entre aviões, helicópteros e meias

verri9De Mário Verri:
O apressado como cru. Enfim, esse ditado popular não pode ser direcionado a todas as pessoas, pois há aqueles carnívoros que preferem carne mal passada. Há ainda os vegetarianos. Mas não me refiro à alimentação. Evento recente em Maringá ilustra o significado desse ditado que tem tudo para terminar em outro ditado: quem fala demais dá bom dia a cavalo. O crescimento de uma cidade está relacionado com o aumento de renda de seus habitantes, geração de emprego e investimentos em educação e saúde. Isso pra começar bem qualquer planejamento. Contudo tem de ser feito com parcimônia, ou no embalo dos ditados, “com muita calma nessa hora”.
No final da semana passada fomos surpreendidos com o anúncio da vinda de uma fábrica de aviões e helicópteros para Maringá, diretamente da Suíça. Com direito a diretor dando entrevista na TV e falando que serão investidos R$ 174 milhões na construção da unidade e que a produção – quando em pleno vapor -, seria de 600 helicópteros e 200 aviões por ano.Continue lendo ›

O que é isso, minha gente?

dispersando
De José Luiz Boromelo:
Houve uma época em que as pessoas carregavam naturalmente consigo alguns sentimentos em vias de extinção hoje em dia: a educação e o respeito. Que não se restringiam a obrigatórios “bom dia, por favor, obrigado”. As instituições, os poderes constituídos e as autoridades eram tratados com extrema deferência, sinal de elevada consciência cívica e salutar apreço aos valores morais de uma sociedade. Os tempos são outros, os conceitos seculares foram gradativamente substituídos e os resultados não tardaram em aparecer. Tornou-se fato comum no Brasil as pessoas tomarem, em momentos distintos, algumas atitudes reprováveis. Em compromissos oficiais recentes autoridades foram vaiadas sem constrangimento algum, mostrando muito mais que sintomas de rebeldia juvenil. Os apupos demonstram um elevado grau de descontentamento ou inconformismo com a situação atual do país, enquanto expõem nossa sofrível formação cultural, além de uma profunda carência de valores morais, (imprescindíveis no ser humano) requisitos básicos para o convívio harmônico em coletividade.Continue lendo ›

Reforma tributária: simplificação e mais geração de emprego e renda

Por Edmar Arruda:
edmarEm meio a tantas reivindicações populares, outra ação urgente no nosso país é a reforma tributária. O Brasil é um dos países líder na cobrança de impostos. O excesso de taxas gera burocratização e desaceleração da economia, diminui a geração de empregos e nos torna menos competitivos no mercado externo. A cada ano o volume arrecadado pelo governo aumenta. De 2011 para 2012 o crescimento foi de 4% e totalizou cerca de R$ 1,55 trilhão. Esse dinheiro poderia fornecer medicamentos para todos os brasileiros por 33 anos. Em contrapartida, o Brasil é o país que menos retorna o dinheiro dos impostos para o povo, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Precisamos trabalhar para a simplificação do sistema de arrecadação com a criação de um imposto único, o Imposto sobre Valor Agregado – IVA.Continue lendo ›

Oxalá seja a cultura de todos

imagemDe Mario Donadon Leal, no Facebook:
Penso, no fundo, em trazer Montaigne, dos idos de 1580, para o mês de julho de 2013; assim, penso em provocar um encontro entre: os nossos debates sobre o Sistema Nacional de Cultura, pós-frustração da 3ª Conferência Intermunicipal de Cultura; e o trecho de Montaigne. Agora que sabemos que poderá haver nova Conferência, podemos pensar na possibilidade de espantar alguns espíritos assustadores da nossa cultura municipal. Depois de finalizada essa luta pela qual nós agora passamos, poderemos concluir que o prêmio esperado pela comunidade cultural maringaense (composta não apenas de produtores culturais afinados) deverá ser a participação efetiva na formulação do plano e na participação do fundo municipal de cultura. Isto, que chamo de prêmio, deverá ter o sabor de uma recompensa pelo trabalho sócio-cultural prestado à coisa pública (res publica); ou seja, tal recompensa não pode ser destinada às ações alheias à nossa realidade cultural.Continue lendo ›

Fumaças de campanha

De Zé Roberto Balestra, no blog de Joaquim de Paula:
É comum ouvirem-se prefeitos reclamando da falta de verbas. Paranavaí ainda não foge à regra. Sua “bola da vez” local é a Saúde; há mais de um ano assistem-se a morte de pacientes por não contar o município com um médico neurologista, apesar da verba anunciada de R$31,2 milhões para isso no orçamento 2013, que é de R$166 milhões. A segunda pedra no sapato do administrador é a segurança pública local ainda deficiente. Uma das alternativas para equacionarem-se esses e outros problemas está no repasse da verba do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), formado por 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e que é transferida pelo Governo Federal aos municípios nos dias 10, 20 e 30 do mês. Leia mais.

Independência e lavagem cerebral

Do leitor:
Ao contrário da maioria dos órgãos de comunicação de Maringá, o jornalismo da Rede Globo, em Maringá, mantém postura independente, não aceitando pressões políticas e econômicas do grupo que está no poder. Excelente porque o maringaense não fica sujeito a lavagem cerebral de jornais e emissoras de rádio e tv a serviço do clã Barros que, mesmo fora do poder municipal, dele não arreda pé em benefício próprio.