Obituário/Maringá
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De Sir Carvalho:
As câmaras de vereadores do Brasil agem dizendo amém aos prefeitos, com raras exceções, não discutem, não auditam, tampouco analisam os atos de forma prévia. Só existem dois partidos depois das eleições: os a favor – maioria, e os contras – minoria.
Este arranjo de gestão é cultural e vem desde a formação do Brasil colônia, com o beija-mão ao Rei. Mas em 1988, com a nova Constituição, isto deveria ter mudado, pois os vereadores receberam autorização para fiscalizar e legislar.Continue lendo ›
A aprovação da segunda gestão do prefeito Silvio Barros II, de acordo com levantamento da Paraná Pesquisas, chega a 71%. Seria a maior aprovação dentre os prefeitos pesquisados pela empresa para a Gazeta do Povo.
Podemos concluir que Maringá tem 71% de alienados politicamente, de pessoas que não acompanham o que acontece nos bastidores das votações de projetos em regime de urgência na Câmara, das ‘negociações’ que são feitas. Qual era a aprovação de Jairo Gianoto, a esta altura do seu mandato? Provavelmente algo parecido, impulsionada pela imprensa. Na minha opinião, a administração atual é muito parecida com aquela.
Akino Maringá, colaborador
Só quem ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender estrelas – Olavo Bilac
No começo da madrugada de hoje um popular passou defronte a Igreja Internacional, na avenida Guaiapó, estranhou ver as portas abertas e tudo apagado e ligou para a Polícia Militar. Quando a solicitação foi passada à rede de viaturas, para que fosse verificado o que tinha ocorrido, um soldado bem-humorado perguntou: “E se for arrebatamento?”.
São José do Rio Preto (SP), com 408.258 habitantes, faz a coleta do lixo domiciliar utilizando 11 caminhões. Maringá, com 357.077, utiliza 21 caminhões.
Feliz Ano Velho é o nome de um romance que fez muito sucesso nos anos 80, escrito por Marcelo Rubens Paiva, que ficou tetraplégico aos 20 anos de idade depois de um mergulho. No livro, Paiva conta passagens de sua vida, dos seus enfrentamentos, problemas e medos, mostrando o quão a vida é ao mesmo tempo árdua e alegre. Aproprio-me desse título para lembrar que o novo é uma construção que se faz no cotidiano do velho. Então, ao invés de fazer referência a um futuro improvável, desejando um “feliz ano novo”, eu quero lembrar das condições já conquistadas para sermos mais felizes, desejando que todos tenham tido um Feliz ano velho!
Ivana Veraldo
Em Campo Mourão, 85% das terras com agricultura e pecuária estão concentradas em 636 proprietários. A informação é de Ely Rodrigues. A cada 10 hectares, 8,5 estão nas mãos de apenas 1% da população mourãoense. O mesmo levantamento mostra que os arrendatários são responsáveis por 6 mil 510 hectares, assentados sem titulação definitiva estão em 1.914 hectares, 955 hectares são ocupados por parceiros. Hoje a população rural de Campo Mourão, que inclui o distrito de Piquirivaí, é de 4 mil 518 pessoas, apenas 5 por cento do total de habitantes.
“Não poderemos ter a catedral (iluminada) neste ano por causa da reforma da praça. Vamos fazer as obras para que no ano que vem seja uma praça adequada para eventos”, disse o prefeito Silvio Barros (PP) a O Diário, no dia 8 de novembro, para justificar a falta da tradicional iluminação natalina neste ano. Muita gente não engoliu, achando que era retaliação ao posicionamento da Igreja Católica local à sua administração; recentemente, ele telefonou para o padre Gecivan, da Igreja São José Operário, para reclamar da homilia, em que o sistema de incineração de lixo que ele quer implantar foi criticado; este deve ser o último Natal de Silvio II à frente da Prefeitura de Maringá.
Pois bem: a obra de revitalização da praça da Catedral, orçada em mais de R$ 3 milhões (só o projeto, a ser feito por um ex-assessor do prefeito, custará mais de R$ 300 mil), não vai acontecer tão cedo – apesar de ter sido prevista para ter acontecido três anos atrás, com recursos de R$ 700 mil viabilizados pelo ex-deputado Balbinotti. A administração cidadã adiou a concorrência para a reforma.
Na última segunda-feira o prefeito Silvio Barros II assinou o aviso de prorrogação da concorrência, que, publicada originalmente em 17 de novembro, para acontecer no último dia 19, até hoje sequer foi disponibilizada no tal Portal da Transparência. Os envelopes deveriam ter sido abertos há 19 dias, mas a prefeitura só se deu ao trabalho de anunciar a prorrogação, oficialmente, hoje, com a publicação em jornal oficial. Com o adiamento, a concorrência 022/2011 só vai acontecer em 30 de janeiro.
Ou seja, se fosse qualquer outra pessoa à frente da prefeitura, Maringá teria a tradicional iluminação na Catedral de Nossa Senhora da Glória em 2011, pois sabe-se agora que as obras serão licitadas no início de 2012. O tratamento que o prefeito que entende de turismo tem dado ao maior símbolo da cidade revolta quem gosta de Maringá.
De Murilo Batistti, na CBN, informou que a Procuradoria Jurídica da Câmara de Maringá barrou o projeto do vereador Humberto Henrique (PT) que poderia diminuir os $uper$alários do Legislativo. Para ele, apenas a Comissão de Finanças e Orçamento pode apresentar projetos relacionados ao assunto. Henrique (PT), disse que os parlamentares que defendem a revogação analisam outros meios para conseguir colocar o projeto em pauta. Um deles seria com ações na Justiça.
A Prefeitura de Maringá abriu concorrência para credenciar empresas de engenharia interessadas em apresentar, quando convocadas, proposta para a produção de empreendimentos habitacionais a serem contratados através de financiamento com recursos do programa Minha Casa Minha Vida, em parceria com a Caixa Econômica Federal, em terrenos de propriedade do município, que serão doados ao Fundo de Arrendamento da Caixa. A abertura dos envelopes está marcada para 14 de fevereiro de 2012.
O deputado estadual dr. Batista (PMN) lidera as intenções de voto para prefeito de Maringá, de acordo com o Instituto Paraná Pesquisas para a Gazeta do Povo. Ele venceria no segundo turno as eleições para prefeito de Maringá nos diversos cenários criados, inclusive, num confronto direto, o deputado estadual Enio Verri (PT). O vice-prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) perde nas simulações com os dois, inclusive contra o secretário estadual Wilson Quinteiro (PSB).
Em um dos cenários pesquisados, se a eleição fosse hoje, dr. Batista teria 23,7% das intenções de voto, e Verri, 21,1%. Quinteiro (PSB) aparece com 18,9%. A margem de erro é de 4 pontos porcentuais. O atual vice-prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin (PP), aparece em quarto lugar com 6,4%. A administração do prefeito Silvio Barros II, a quem Pupin substituirá em fevereiro, tem aprovação de 71% da população. Leia mais.
Até outubro do ano que vem a Vega Distribuidora Petróleo Ltda. vai abastecer com etanol, óleo diesel e gasolina a frota de veículos oficiais da Prefeitura de Maringá, de acordo com ata de registro de preços assinada em 14 de outubro último. O contrato é de R$ 7,6 milhões – praticamente o mesmo valor que o prefeito Silvio Barros II (PP) gastará com propaganda no mesmo período. A Vega ganhou a licitação em Maringá dois meses depois de um imbroglio em Santo André (SP), onde foi multada pelo prefeito Aidan Ravin (PTB) em R$ 322,8 mil (10% do contrato de R$ 3,2 milhões que tinha com aquele município). Um dos motivos da sanção administrativa: má qualidade do combustível, que estaria ocasionando falha no funcionamento dos veículos. Dois anos antes o mesmo problema foi verificado em Mauá (SP), resultando no cancelamento do contrato.

A foto mostra o diretor e o elenco da comédia Society em Baby Doll, de Henrique Pongetti, que estreou no salão teatral da Igreja São José, em Maringá, em 1966. Aparecem nela Sulema Mendes de Budin Piolli, Leila Nasser Assaf, Dahomey Chagas, Domingos Fernandes de Souza (Duti), Astolfo Castanheira Sobrinho, Alfonso Peres Correa, Sandra Mara de Carvalho Vieira, Célia Rosa Souza (a dama do teatro maringaense), Milton Seixas (ele mesmo, interpretando Lourencinho), Reinaldo de Almeida Cezar (primeiro à esq., fundador da rede de lojas Íris Cine Foto Som, vivendo, claro, um fotógrafo), Alzira Célia Camargo Soares, Salvatore Baldino e Calil Haddad, ao centro, o maior nome do teatro local. A peça, de três atos, teve ajuda, entre outros, da Móveis Cimo, que forneceu o mobiliário, e de Margi Yoshino, do Long Beach (penteados e perucas).
Esta é uma das postagens do blog de Tisley Barbosa – que era para ter sido secretário de Cultura da cidade -, num bonito trabalho de registro de nossa história teatral. Dá para passar horas vendo o material aqui.
O prefeito de Maringá, Silvio Barros II (PP), assinou ontem em Brasília, com o Ministério da Justiça, convênio para a implantação do sistema de videomonitoramento em vias públicas, promessa de campanha de oito anos atrás. O valor total do convênio é de R$ 818.446,87, sendo que o município entrará apenas com R$ 20.440,00 deste valor. Regina Maria Filomena de Luca Miki assinou o convênio (que tem vigência de um ano) pelo governo federal.
Em agosto passado o prefeito havia anunciado que estava elaborando um projeto para ser entregue ao governo federal e que previa a implantação de 10 câmeras em pontos estratégicos do centro da cidade, embora alegasse que o ideal seriam 30 pontos. Recentemente, Paranavaí inaugurou seu sistema de videomonitoramento, com 23 pontos vigiados, a um custo de R$ 1,2 milhão.
De Cláudio Humberto:
Lula, Dilma, Lugo, Chávez e agora Cristina Kirchner: o câncer na chamada esquerda latina não é só solidário, mas também contagioso.
O Conselho Nacional de Trânsito aprovou resolução que extingue a obrigatoriedade da sinalização de equipamentos de fiscalização eletrônica nas ruas e estradas. Sem dúvida, a decisão vai fazer com que os motoristas reduzam a velocidade.Continue lendo ›
Um pré-candidato a prefeito de Maringá, mais decidido do que nunca, já fez os trâmites legais e passou os bens que possui para uma holding familiar. O serviço legal teria custado cerca de R$ 600 mil, embora nas últimas eleições ele tenha declarado um patrimônio pouco superior a R$ 3 milhões.
Nos jornais, a retomada das obras do Contorno Norte de Maringá já foi noticiada há várias semanas, mas na prática ainda não começou. A retomada, depois de um descontinho de quase R$ 11 milhões no orçamento previsto (dá para se ter uma ideia de como algumas famílias lucraram) e da liberação formal por parte do TCU, que avalizou o acordo, vai acontecer mesmo é nos primeiros dias de janeiro, possivelmente já no próximo dia 2.
O ex-deputado estadual Ricardo Maia (PSD) e o ex-bancário Sergio Yokoo, que participou da coordenação da campanha de Beto Richa em Maringá, serão nomeados em breve para cargos no governo estadual. No início deste mês eles estiveram em Curitiba, onde confirmou-se que a nomeação deve mesmo acontecer no início de 2012.

Foto de Tabajara Marques, feita no Parque do Ingá, em Maringá. Aqui, em melhor resolução.

A propósito da proibição, aos servidores municipais de Maringá, de revezamento de descanso no final do ano, como registrou o blog há algum tempo, leitora faz um comentário sobre a relação da administração com o funcionalismo: “Quem anda por esses dias pela Seduc, Sasc e mesmo no paço, pode ver que tudo está funcionando a meia máquina, pois os servidores têm feito ouvidos moucos para as ordens de tal cidadão, que, segundo dizem, foi contratado como capataz para “pôr em ordem a prefeitura”. Parece que não tem funcionado. Se a administração não respeita os servidores, o que pode esperar em troca?”.
De Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo:
A compra de 300 mil tabuletas (equipamento também conhecido como “tablet”) para estudantes da rede de ensino público nacional poderá ser a última encrenca da gestão do ministro Fernando Haddad, ou a primeira de Aloizio Mercadante. O repórter Luciano Máximo informa que falta pouco para que o governo federal ponha na rua o edital de licitação para essa encomenda.
Governos que pagam mal aos professores, que não têm programas sérios de capacitação dos mestres, onde as escolas estão caindo aos pedaços, descobriram que a compra de equipamentos eletrônicos é um bálsamo da pedagogia da marquetagem. Cria-se a impressão de que se chegou ao futuro sem sair do passado.Continue lendo ›
A ciência que eu rejeito
é a que tem a insensatez
de explicar o que foi feito
e afirmar que ninguém fez!
Pedro Ornellas