Maringá, 64 anos
A canção “Maringá Velho” (De Paula/Viola), na voz de Márcia Mara, virou clipe veiculado a partir de hoje como homenagem da RPC/Globo ao aniversário da Cidade Canção.
Memória da ferrovia
Condomínio sindical
Depois do condomínio partidário, os Barros investem no condomínio sindical, área que tradicionalmente era da esquerda. Santo Batista de Aquino, presidente do Sindicato dos Aposentados de Maringá, aparece na televisão e em outdoors como garoto-propaganda da milionária campanha publicitária dos 64 anos da Cidade Canção.
PS – Nos comentários, o sindicalista nega cunho político e diz que padrticipou do comercial por causa da cidade. A agência que fez a propaganda é a mesma que faz todas as campanhas políticas dos Barros e é a única que atende a atual administração, sem licitação, há vários anos.
Acessibilidade 2
Café da manhã reúne idosos no parque de exposições
Um café da manhã para idosos, promovido pela Sociedade Rural Jovem, com apoio da Sociedade Rural de Maringá, reuniu na manhã de hoje cerca de 210 vovôs e vovós de pelo menos cinco entidades assistenciais de Maringá. Há seis anos a Expoingá abre seus portões para receber grupos da Terceida Idade. O presidente da SRJ, Miguel Fuentes, ressalta que o café da manhã faz parte das ações sociais da SRM e é uma oportunidade para a integração desse público ao evento, pessoas que fazem parte da história de Maringá e da Expoingá. Leia mais.
Acessibilidade 1
Ilegalidades envolvem ex-gestores da Safira
A juíza federal substituta Karen Éler determinou o envio de documentos relacionados ao processo de execução fiscal que a União move contra a Mineradora Rainha Ltda. (Água Safira) ao Ministério Público Federal, à Receita Federal e à Procuradoria Regional do Trabalho, diante dos indícios de ilegalidades cometidas pelos ex-administradores Fábio Henrique Valente Volpe e Edson Natalino Campanerutte, após declarar a nulidade do ato que constituiu a Prime Empresa de Mineração Ltda. e o contrato que esta celebrou com a Rainha. As irregularidades são nas áreas trabalhista, fiscal e criminal. Ela decidiu ainda que a responsabilização dos atos irregulares deve cair sobre o patrimônio da pessoa física dos ex-gestores e não da empresa, atualmente sob regime de intervenção e administrada pela Ad Augusta Per Angusta Ltda., de Maringá.
A interventora, que ficou à frente da Safira por três meses no ano passado, foi afastada da administração durante seis meses, graças a uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a Volpe e Campanerutte. Em março último o TRF4 decidiu, por unanimidade, que a intervenção feita pela Justiça Federal de Maringá, alegando administração ruinosa, era necessária e correta e restabeleceu a volta da Ad Augusta Per Angusta Ltda., que descobriu novos fatos de má gestão cometidos no período de afastamento, como o lançamento de subterfúgios para encobrir o faturamento da empresa.
Interventora descobre fraude
De setembro de 2010 a março deste ano, de acordo com o processo, a antiga direção utilizou uma sociedade, comandada pelos próprios Volpe e Campanerutte, para desviar o faturamento da Mineradora Rainha, “fraudando a imperatividade das leis tributárias”. Os dois valeram-se de um contrato de locação, que teria sido celebrado em novembro de 2009, entre a Rainha (representada por Edson) e a Prime (representada por Fábio), através do qual a primeira dava em locação à segunda todas as suas instalações e a marca Safira por apenas R$ 25 mil e pelo prazo de 25 anos, com multa rescisória estabelecida em R$ 800 mil. “Curioso que esse contrato de locação só apareceu agora, após a concessão de liminar suspendendo a intervenção. Antes disso, nunca se ouviu nada a respeito”, citou a juíza. A Prime Mineradora, foi descontituída pela decisão do TRF4, e, por conseguinte, o contrato celebrado entre ela e a Rainha.
Decidiu-se também pela realização de bloqueios de ativos financeiros de contas de empresas ligadas aos dois, que tinham como objetivo “esvaziar a empresa” e não apenas fraudar seus credores e os credores do sócio-majoritário, Luis Antonio Paolicchi, “mas todas as providências judiciais tomadas em outras esferas para reaver o dinheiro público desviado da prefeitura de Maringá e, provavelmente, destinado por Luis Antonio Paolicchi para viabilização operacional da mineradora”.
Ex-gestores controlavam Prime
A Prime Empresa de Mineração Ltda., que na prática vinha sendo utilizada para administrar a Água Safira, era formada pela JHA Administradora de Bens Próprios Ltda. e Rolfer Administração de Bens Próprios Ltda., que por sua vez são de propriedade de pessoas diretamente ligadas a Fábio Volpe e Edson Campanerutte (os sócios filhos e parentes de ambos) e sob a administração direta dos dois. “Curiosamente, além do objeto social, também a sede é a mesma da Mineradora Rainha, o que justificaria a utilização da marca Safira. Trata-se, portanto, de mais uma empresa instalada dentro da mineradora, concebida não para ficar com a maior parte de seus lucros, mas, ao que tudo indica, esvaziá-la de seu patrimônio e campo de operações”, diz relatório da interventora.
Por causa da execução fiscal, Paolicchi em junho do ano passado abriu mão de percentual da empresa, entregando-a à Justiça Federal até a liquidação da dívida.
Uma coincidência no episódio: Prime, a empresa de fachada constituída pelos dois ex-gestores da Safira, também é o nome da água mineral da Mineralizadora Fonte de Luz, que pertence ao empresário Peninha e ao secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, Ricardo Barros, em Água Boa, distrito de Paiçandu.
A dupla função do líder

A foto mostra o vereador Heine Macieira (PP), líder do prefeito, atuando como porteiro no palanque de autoridades do desfile noturno promovido pela administração. O médico estava sem crachá, mas vestia camisa especialmente confeccionada para o desfile pela secretaria dirigida por sua mulher. Acumulando a liderança de SM Barros II e a função de porteiro, ele barrou pelo menos três assessores e representantes de deputados, dois estaduais e um federal. Nunca se viu nada igual nos 64 anos de Maringá.
De acordo com o Michaelis, porteiro também é o “funcionário do paço que, nas solenidades de gala, recepções e dias de despacho, recebia o rei à porta da sala do trono, ou na tribuna do teatro, ou no palácio das cortes etc.”
Obituário/Maringá
Aqui.
Improbidade: Barros perde novo recurso do TJ
O secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, Ricardo Barros (PP), teve o segundo recurso rejeitado pela 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, que na última terça-feira, por decisão unânime, manteve sua condenação por improbidade administrativa por fraude em licitação, cometida em 1991, quando era prefeito de Maringá. Desta vez foram rejeitados embargos de declaração; a publicação foi feita hoje. Segundo a relatora, juíza Astrid Maranhão de Carvalho Ruthes, “o acórdão é bastante claro no que tange as suas determinações, não restando dúvidas de que restou comprovada a simulação quanto à constituição da comissão, à avaliação e à compra dos maquinários “ (compactadores e coletores de lixo).
A defesa de Barros pediu que o TJ-PR esclarecesse quanto à aplicação ou não da lei de improbidade administrativa, uma vez que se manteve a condenação conforme a decisão singular. “O órgão julgador não está obrigado a se pronunciar acerca de todo e qualquer ponto ou dispositivo legal suscitados pelas partes, mas apenas sobre aqueles considerados suficientes para fundamentar a decisão”, diz a decisão (aqui). O secretário de Beto Richa deverá devolver aos cofres públicos a diferença, corrigida, entre o efetivo valor de mercado dos coletores e o valor obtido pelo município. A sentença de primeira instância foi do juízo da 2ª Vara Cível da comarca; em março o TJ-PR havia rejeitado o primeiro recurso.
Gaeco prende procurador jurídico de Londrina
O procurador jurídico de Londrina, Fidelis Canguçu, foi detido na manhã desta terça-feira pelo Grupo de Atuação de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação, chamada de Antisepsia, teve início às 6h da manhã e vários mandados de prisão estão sendo cumpridos. Pelo menos 15 pessoas já foram detidas. Promotores e policiais apreenderam documentos na Procuradoria Jurídica, no prédio da Prefeitura, além de documentos e computadores em institutos que prestam serviços na área da saúde. Todos estão envolvidos com corrupção, desvio de dinheiro público e formação de quadrilha. Leia mais. O MP programou coletiva para as 15h.
Um esquema tão cabeludo como, e na mesma área, era ter caído em Maringá na semana passada, mas…
PS – Cláudio Humberto revela que Oscip planejava até sequestro de criança.
Taí a solução
Ulisses com os idosos
Do twitter de Ulisses Maia: “Estou levando 40 idosos para café da manha oferecido pela sociedade rural na Expoingá. Depois visitarão a feira. Valorização dos idosos”.
Meu comentário: Fiquei curioso e saber como foram escolhidos os 40 idosos.Teriam 64 anos, em homenagem a Maringá? E pensar que me aproximo a passos largos da condição de ser chamado de idoso. Que bom! Quem sabe o prefeito não cria a Secretaria do Idoso. Não é mesmo Ulisses (que pode ser o futuro alcaide)? E aí? Vai, ou não, para o PPS?
Akino Maringá, colaborador
Enquete
Nova enquete no blog. A pergunta anterior – “Quando a administração cidadã reabrirá o Parque do Ingá?” – teve as seguintes respostas: No Dia de São Nunca 20.6%; Às vésperas das eleições 51.69%; No mesmo dia em que reabrir o Horto Florestal 2.25%; Quando o irmão mais novo decidir 11.61%; No mesmo dia em que lançar o Cartão Saúde 1.87%; Quando o povo esquecer do Parque 1.87%; No mesmo dia em que lançar internet gratuita 6.74%; Outros: 3.37%
Recurso negado
A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça manteve, no último dia 26, decisão da 1ª Vara Cível, e negou recurso a Ariovaldo Costa Paulo e Cida. Ltda., em ação movida pela Fazenda Pública do Estado do Paraná. É mais um caso que refere-se ao uso de precatório para pagamento de dívida com o poder público. O relator foi o desembargador Rabello Filho.
Cena do trânsito maringaense
Maringaense é indenizado por discriminação estética
Reportagem do jornal Valor Econômico sobre punição a empresas por discriminação estética cita o caso de um professor de educação física obeso, de uma escola de Maringá. Ele foi indenizado em R$ 10 mil ao alegar que foi chamado de gordo e de ser incapaz de ser bom professor de educação física. A decisão da 6ª Turma do TST foi unânime. Para o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga “deve a empresa cuidar para um ambiente de respeito com o trabalhador, não possibilitando posturas que evidenciem tratamento pejorativo, ainda mais em razão da condição física, o que traz sofrimento pessoal e íntimo ao empregado, pois além de ser gordo ainda tem colocado em dúvida a sua competência profissional”. Leia mais.
Receptação de café: STJ mantém pena
O ministro Haroldo Rodrigues, do STJ, negou agravo de instrumento do comerciante maringaense Antonio Carlos Basso e manteve a condenação de 3 anos anos de reclusão como incurso no parágrafo 1° do artigo 180 do Código Penal (“Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime”); a pena foi substituída por duas medidas restritivas de direitos. A decisão, do último dia 29, foi publicada na sexta-feira. Em junho de 2006 ele chegou a ser preso por ter recepcionado 680 sacas de café, que pertenciam a Perseu Matheus Pugliese Junior, de Jandaia do Sul, tomadas de assalto quando seguiam de bitrem para o Porto de Paranaguá. A carga, avaliada à época em R$ 185 mil, foi encontrada na propriedade rural de Alexandre Gomes Rodrigues, o Xuxa, em Maringá, que negou qualquer participação no episódio. O despacho reproduz as várias contradições nos depoimentos, inclusive a alegação do comerciante de que teria sido ameaçado de morte por um motorista, de nome Miguelzinho, para que ficasse com toda a carga de café roubado.
Médico e porteiro
A respeito da postagem de Akino Maringá, reproduzindo nota de Lauro Barbosa sobre o porteiro da festa dos 64 anos, trata-se, claro, do sempre simpático líder do prefeito Silvio Barros II, o médico Heine Macieira (PP). Ele barrou pelo menos três assessores e/ou representantes de deputados. A revelação dá-se por conta das insinuações feitas em comentários por leitores, que preferi não liberar. Detalhes sobre o ocorrido mais tarde.
Migalhas
Uma distração sempre é necessária quando se anda a viajar – Eça de Queirós
Quem seria?
Fiquei curioso da ler no blog do Lauro Barbosa e copiei, literalmente, seguinte: “Até na festa de aniversário da cidade aquela caricata, arrogante, mal educada e intragável criatura tinha que aparecer para aprontar das suas. A tal criatura teve a petulância de ‘peitar’ a entrada no recinto destinado a autoridades e convidados especiais, de três importantes assessores de autoridades eminentes da cidade. Como não poderia ser diferente, após as devidas e respectivas identificações, ouviu cobras, lagartos e o zoológico todo como resposta.”
Meu comentário: Nem imagino quem seria esta pessoa, mas posso adiantar, com toda certeza, que não se trata do vereador Flávio Vicente, que é educado, de fino trato, um gentleman, com uma postura de líder, apesar de nossas discordâncias quanto à maneira com que vota em muitos projetos vindos do Executivo.
Akino Maringá, colaborador
Rossoni versus Sotto Maior
O presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), criticou o procurador-geral de Justiça do paraná, Olympio de Sá Sotto Maior, por conta do vazamento de informações sobre uma nova investigação sobre funcionários fantasmas da AL (na década de 80, a revista Veja informava que havia 1,5 mil fantasmas por lá). Rossoni insinuou que a investigação é uma retaliação à demissão do irmão de Sotto Maior, que era diretor da Assembleia. Agora, pela internet, circula cópia da ata do MP que acolheu o afastamento da mulher do procurador para realização de um curso em Portugal, com duração de 11 meses.
“Presente de aniversário”
Está em O Diário, edição de hoje, que o prefeito Sílvio II, disse que está sendo realizado um estudo para terceirizar a coleta de lixo, do modo que era efetuado pela Sotecol, na gestão do irmão mais novo. Uma das justificativas seria que a prefeitura não consegue contratar garis, apesar de oferecer salários de cerca de R$ 1.000,00.
Meu comentário: Sem dúvidas, se a terceirização se confirmar e tiver um final como no caso Sotecol, é presente de aniversário para Maringá este anúncio. Qual seria o preço da tonelada? Provavelmente algo próximo de R$ 85,00. Mais R$ 85,00 para transformação em energia (aquele projeto que motivou a viagem a Paris) e Maringá terá o lixo mais caro, talvez do planeta.
PS. Se a prefeitura não consegue contratar garis, a empresa terceirizada conseguirá?
Akino Maringá, colaborador
Dúvidas
Quem foi condenado criminalmente, com sentença transitada em julgado, não fica com os direitos políticos suspensos por um certo período (3 ou 5 anos, não sei direito)? Pode ser nomeado secretário? O cargo de secretário não é político? Gostaria que algum profissional do direito nos esclarecesse.
Akino Maringá, colaborador
O perigo das lombadonas
http://www.youtube.com/watch?v=I2i_1Ubc81w
O maringaense Diego Cunha mostra a sinalização precária e o perigo das lombadonas de Maringá, que no final de semana fizeram mais uma vítima. Interessante ouvir o que ele fala no vídeo, a 40 km por hora, na avenida Mandacaru. As lombadonas foram colocadas como uma resposta pessoal do prefeito de Maringá à decisão do Ministério Público de fazer cumprir a lei e retirar os quebra-molas que estavam irregulares.
(Via Oséias Miranda)
Defensores de animais no desfile

Ongueiros, protestantes contra o uso de animais em experiências e protetores de diversas áreas marcaram presença no desfile dos 64 anos de Maringá. “A ONG Anjos dos Animais foi aplaudida de pé. Alguns idiotas prometeram vaiar e jogar ovos na ONG, mas ninguém foi macho para isso. Sucesso 100%”, destaca o blog Eu gosto de cachorro.
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