Deixando o ninho
O deputado estadual tucano Evandro Junior estaria negociando seu ingresso no PSD de Kassab. Seria uma forma de externar descontentamento com o governador Beto Richa.
O deputado estadual tucano Evandro Junior estaria negociando seu ingresso no PSD de Kassab. Seria uma forma de externar descontentamento com o governador Beto Richa.
Li no blog do Lauro Barbosa e reproduzo: “Na mesa de Ricardo Barros foi ventilada a possibilidade de Walter Guerlles suibstituir Edith Dias na Secretaria de Esportes. O motivo seria a preocupação com uma tal de ‘dona justa’.”
Meu comentário: Salvo engano, com o trânsito em julgado daquela condenação criminal, a secretária está com os direitos políticos suspensos e não podecontinuar no cargo. Aliás, se fosse cumprida a Lei Orgânica do Município, em seu artigo 54 § 2ºque diz : “No ato da posse , os secretários municipais, coordenador ou equivalentes apresentarão certidões do Distribuidor e de Protestos ( ..)”, não poderia ter tomado posse. Portanto, é preciso que se edite um decreto desnomeando a secretária. Outra coisa: Não sei porque o Lauro diz na ‘mesa de Ricardo Barros’. Não seria na mesa do prefeito?
Akino Maringá, colaborador
Essa atuação-que configura, no mínimo, tráfico de influência- mereceria uma investigação rigorosa por parte do Conselho Nacional de Justiça, pois é em si mesma imoral e provoca sério desequilíbrio entre as partes. Tenho certeza de que a imensa maioria de desembargadores e ministros dos tribunais superiores , composta por gente proba e honesta, não compactua com esta prática. (…). Com vinte anos de carreira como promotor de justiça, vejo-me desanimado ao constatar que a Justiça brasileira, por vezes ainda é vista como uma caixa-preta perdida no oceano. (carta de Marcelo Dawalibi, publicada na revista Veja, edição de 27 de abril de 2011)
Meu comentário: Esta é uma realidade que precisa mudar. Desembargadores e ministros deveriam ser impedidos de receberem partes, principalmente políticos influentes, para se ‘explicarem’ fora dos autos. Consta que um conhecido deputado, de Maringá, abusa desta prática, em seu favor e de aliados. Que recentemente o prefeito esteve no TJ-PR, antes de um julgamento muito importante e teria convencido do presidente que Maringá corria o risco de ficar sem transporte coletivo, caso prevalecesse uma corajosa decisão de primeira instância.
Akino Maringá, colaborador
Vai vagar o chefe de escritório regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento em Maringá. João Carvalho Pinto vai deixar o cargo e assumir o de coordenador da Região Metropolitana de Maringá, já que José Roberto (ou José Carlos, segundo Beto Richa) Ruiz dispensou a nomeação por causa do salário. A nomeação deve ser publicada na semana que vem.
Gazeta do Povo – TJ-PR reage para deixar de ser um dos piores do país
Folha de Londrina – Prefeituras oferecem quase 5 mil vagas
Hoje – Estudantes aquecem procura pela primeira carteira de habilitação
O Paraná – Paraná gastou mais de R$ 7 mi para “desarmar” população
A propósito da indicação de Flávio Vicente para secretário de Educação, ocorreu-me a ideia de que ele pode ser atraído por promessa de uma possível indicação para candidato a prefeito, com a ‘unção’ de Ricardo Barros. Só intuição.
Akino Maringá, colaborador
Há informações de que Ricardo Barros deseja que Ulisse Maia vá para o PPS. Qual seria sua intenção? Sabemos que Ulisses é um dos nomes do grupo para para a sucessão de Silvio II. Considerando que o PPS é um partido de oposição ao governo Dilma, e o PP é aliado, alguma coisa tem por trás. O PP, teoricamente, se omitiria? Penso que Ricardo terá muitas dificuldades de lançar um candidato contra Enio Verri, pois enxerga mais longe, “negocialmente falando”. Sabe que tem mais 3 anos de mandato de deputado federal (via Cida) e a possibilidade de muitas emendas. Que em 2013 precisará arranjar um emprego para o irmão, alguma coisa na área de turismo, talvez. E o acordo? Há acordo,ou com Ricardo não tem acordo? Como diriam os jovens, “a cara deve tá esquentando a cabeça”. Se eu fosse Ulisses não sairia do PP, pois teria uma chance a mais. Acredito que Ricardo e Silvio são muito gratos à sua fidelidade, mais que a Pupin.
Akino Maringá, colaborador
A propósito do que Akino Maringá escreveu acima: oficialmente, Ulisses Maia continua filiado no PP, mas sua ida com plenos poderes para o PPS de Rubens Bueno (que um dia, quem diria, teve restrições aos Barros) está selada há tempos. Tanto que, mesmo no PP, ele tem feito convite a possíveis pré-candidatos a vereador para ingressarem no seu futuro partido.
Em Sarandi, no último dia 8, Rogério Aparecido Minato,35 foi morto com mais de 30 tiros, na rua Naviraí, Jardim Santana. O autor usou uma pistola 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas. No dia 19, mataram Marcos Aurélio Shigueo Kushioyhoa, 41, com 12 tiros, no Parque Alvamar. De novo, a arma era uma 9mm. Ontem à noite, no Parque São Pedro, Fabrício Barbero Fragoso, levou quatro tiros, disparados de uma 9mm, e está internado em estado gravíssimo no Hospital Metropolitano.
Hoje pela manhã, na viela 2 do Mutirão, Carlos Alexandre Xavier, 22, foi executado com um tiro na nuca. Ainda não se sabe qual a arma, nenhuma cápsula foi encontrada no local, mas há uma desconfiança. Todas as vítimas tinham passagem pela polícia. A respeito da morte mais recente: apesar de ter sido pela manhã, à luz do dia, impera a lei do silêncio: ninguém viu nada.

Atualizado – Carlos Alexandre Xavier, 22 anos, foi encontrado morto hoje pela manhã em Sarandi com um tiro na nuca. Vem a ser o rapaz que depois de um assalto em Marialva no início do mês confessou que teria recebido oferta de R$ 5 mil para matar o PM Marcelo Frank, o “Rambo”. Há uma semana, Carlos, que era dependente químico, foi solto e na última terça-feira voltou a ser detido (estaria seguindo o mesmo policial, usando um Gol branco), disse que teria recebido nova oferta de R$ 25 mil para dar informações e o endereço do PM e, entenda-se, foi solto após assinar um termo circunstanciado na delegacia de Maringá.
(A foto, que peguei do Blog do Mineiro, foi publicada originalmente em O Diário)
Do leitor Marcos Souza, antecipando que a solução custará cerca de R$ 150 mil:
– O meio mais simples de se acabar com o problema das andorinhas na rodoviária é colocar uns dois painéis luminosos com os dizeres “Proibido andorinhas” e “Andorinhas favor usar o WC”. É simples, só licitar e já era.

Depois dizem que Maringá não tem futebol: na época em que o blog fez a brincadeira, lançando o Amém Futebol Clube, houve quem discordasse da escalação de Flávio Vicente. O tempo mostrou quem estava com a razão. De lá para cá, saconteceu uma só substituição: saiu Evandro Junior e entrou Márcia Socreppa.
Na sessão da última terça-feira, o vereador Paulo Soni pediu um ‘pela ordem’ meio fora do contexto, para dizer que tinha como sugestão (talvez faça um requerimento) que na praça da rodoviária fosse construído um estacionamento subterrâneo e uma praça suspensa, algo assim. A primeira impressão é de ele falava do terreno da rodoviária velha, mas logo o presidente Hossokawa, que pareceu meio assuntado, se apressou em dizer: “V. Excia está se referindo à praça em frente ao terreno?”. E Paulo Soni confirmou.
Meu comentário: Por um instante pensei que o vereador tinha se arrependido de ter votado pela doação daquele terreno, avaliado em cerca de R$ 20 milhões. O susto do presidente (me pareceu) se justifica, depois de todo o trabalho desgastante que tiveram, alguém do time dos onze ter ideias absurda como esta de dar destinação pública àquela área era demais.
Akino Maringá, colaborador
De Angélica Feitosa:
O avanço do mar provocou destruição no litoral cearense. Tanto nas faixas de praia do Litoral Leste quanto do Oeste, já é possível reparar erosão intensa, dunas destruídas, casas devastadas pela ação violenta das ondas. A cidade de Cascavel (60 quilômetros de Fortaleza) decretou situação de emergência por conta da ação do mar na praia da Caponga, litoral leste do estado. Leia mais.
Leitor lembra o recente caso de Matinhos e o início da preocupação com Caiobá, no Paraná.
Colocar a criança na creche é uma decisão da família. Mas, se os pais desejarem colocar seu filho, o governo precisa garantir a vaga. A responsabilidade por essa etapa da educação é das prefeituras. Como nem todas as prefeituras possuem recursos o governo federal oferece apoio através do Proinfância, programa para construção de creches e pré-escolas. Mas, esse programa não tem conseguido cumprir as metas. Por esse motivo, atualmente, apenas 1,2 milhão de crianças frequentam creches e há no Brasil 11 milhões de indivíduos nessa faixa etária.
Ivana Veraldo
A notícia de que Flávio Vicente foi convidado para ser secretário de Educação nos leva a questionar. Não estava tudo certo para Márcia Socreppa voltar para a secretaria? Quando tomou posse, como vereadora, os discursos foram todos nesta linha, inclusive do prefeito, que dizia que ela tinha feito um trabalho extraordinário? O que aconteceu? Quem lê o blog sabe do número de escândalos denunciados ao longo dos dois anos de sua gestão, a começar pela compra do Acervo da TV Cultura, que conseguimos evitar num trabalho conjunto do blog com vereadores, principalmente Humberto Henrique. Há quem diga que a vereadora não quis voltar, porque teria que assumir esquemas nos quais não teve participação, inclusive do caso do Acervo. Qual a verdade? Se Flávio Vicente tiver juízo não aceita também, mas acho, que vaidoso como parece ser, aceitará e ficará até março do ano que vem.
Akino Maringá, colaborador
O clima esquentou entre o pessoal do programa Maringá Urgente – que está liderando a audiência entre os programas populares de televisão – e o assessor de Comunicação de Silvio Barros II, Francisco Maravieski. A prefeitura mandou R$ 2,5 mil mensais para patrocinar o noticioso, e a turma dispensou. Afinal, está bem longe dos estimados R$ 40 mil mensais entregues ao sócio do irmão mais novo do prefeito, o ex-deputado federal Pinga Fogo de Oliveira.
Como diria aquele expert, há mensalinhos e mensalões.
Está nas mãos do vereador Flávio Vicente, que até o início do ano era conhecido por sua independência, o futuro do quase inexistente PSDB de Maringá. Ele foi convidado para ser secretário de Educação – cargo atualmente ocupado por um ex-prefeito de Santa Fé – e, se aceitar, entregará de vez o partido nas mãos do PP dos Barros, que estão amarrando tudo (e o “tudo” não é força de expressão) por conta das eleições municipais do ano que vem.
PS – Por falar nisso, alguém sabe que cargo os tucanos conseguiram nomear em Maringá além de seu João Carvalho Pinto na Seab?
Segundo relatório apresentado recentemente pela Fundação Abrinq, se todos os pais de crianças com até 3 anos de idade optassem por matricular seus filhos em creches, seriam necessárias 12 mil novas unidades para dar conta da demanda em todo o Brasil.
Ivana Veraldo
Gazeta do Povo – Parques não têm regras para funcionar
Hoje – Adefica descobre desvio de dinheiro da entidade
O Paraná – Corte de verba deixa pequenos hospitais à beira da falência
Jornal de Londrina – Procuram-se doadores

Da Casa do Noca.
Do leitor Anderson:
– Sabe por que o Parque do Ingá não abriu ainda? Tão esperando secar o cimento aonde era o lago pra fazer estacionamento de todas obras mal feitas.

Do leitor:
A estação rodoviária de Maringá, cuja construção tem apenas 13 anos, mal projetada, não comporta todos os veículos que precisam usar o estacionamento para deixar ou receber passageiros. É o caos todos os finais de semana e a situação agrava ainda mais nos feriados. Ontem, por exemplo, centenas de motoristas que levavam ou buscavam passageiros eram obrigados a estacionar no ponto de ônibus, na avenida Tuiuti. Ao contrário de Londrina, cuja rodoviária foi provida de um amplo estacionamento gratuito, quem quiser uma vaga com mais facilidade na rodoviária de Maringá é obrigado a pagar pelo estacionamento no subsolo que, devido a exploração, fica vazio a maior parte do tempo (prédio público entregue à iniciativa privada – vem aí o Parque do Ingá S/A. A área da extinta estação rodoviária também segue nos mesmos moldes S/A). Em suma: o povo paga para comprar e construir mas se quiser usar, que pague novamente ao novo proprietário. Se o ritmo for mantido, em breve também serão privatizadas as creches, escolas, postos de saúde, câmara e prefeitura (pensando bem, a julgar pelos esquemas e mando político, essas duas últimas já foram privatizadas há mais de uma década).