Separar meninos e meninas nas escolas?
Algumas escolas estão optando por separar os meninos das meninas, sob a alegação de que eles precisam de um aprendizado diferenciado, pois seu amadurecimento seria diferente. No Brasil, há apenas quatro escolas nesse formato (duas em Curitiba). No resto do mundo o número de escolas “single-sex” gira em torno de 210 mil, em 70 países. Os defensores do método afirmam que a separação de meninos e meninas durante a primeira parte da educação tem impacto nos resultados acadêmicos. A proposta de separação é controversa. A escola não tem função apenas acadêmica, há outros processos de aprendizagem que se dão dentro do espaço e scolar, por exemplo, a socialização. Os neurocientistas afirmam que não há diferenças neurológicas que justifiquem a separação. Para melhorar o desempenho acadêmico muitas medidas podem ser tomadas: melhoria da qualidade do ensino ofertado; melhores condições de trabalho para os profissionais da educação; melhores salários; plano de carreira; bibliotecas, etc. Como as condições mínimas não estão resolvidas, estão encontrando pelo em casca de ovo. Ao invés de impulsionar o carro da história para frente, freia-se, recriando problemas do passado.
Ivana Veraldo
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